65
- Chloe? Está me ouvindo?
- Não.
- Por Deus, mulher, não fica muda não, achei que você tinha morrido...
- Seria o seu sonho né?
- Talvez.
Eu não tô acreditando no que Brian está me contando.
- Brian. - eu ri nervosa. - Você está falando sério?
- E quando eu minto, boneca?
Eu vou passar mal.
- Quando eu desligar vou tirar foto e te mandar.
- É real mesmo?
- Juro. É bem real.
- E é válido? Tipo, achei que essas coisas não acontecessem de verdade, tipo...
- Eu acho que é válido sim, porém acredito que tenha que ir em um cartório e tal, eu não sei.
- Pedir o divórcio, né?
Porque é exatamente isso que eu quero.
- Não, tá louca? - ele riu. - Vocês já vão se casar de qualquer forma, agora só falta a festa.
- Brian, eu vou matar você. Se você estiver brincando...
- Boneca, eu não estou, estou falando muito sério.
- Johnny sabe?
- Lógico que não, e eu que não vou contar. Você é mulher dele você que conte.
- Olha, quando eu te ver...
- Eu tenho que desligar. - ele me interrompeu. - Eu tenho que entrar no ônibus. Vou te enviar a foto e assim que chegar no hotel eu te ligo.
- Eu quero que você resolva isso, é sério.
- Tchauzinho, boneca, amo você.
Eu estou completamente sozinha nessa.
Joguei o celular para longe de mim no sofá e me sentei respirando fundo.
Eu não estou acreditando nisso.
Não pode ser real.
Não é desse jeito que eu quero me casar com Johnny, eu quero lembrar de tudo.
Estou com muita raiva.
Meu celular vibrou e eu peguei para ver a foto que Brian tinha mandado e realmente é a droga de uma certidão de casamento.
Tem meu nome.
O nome do Johnny.
A minha assinatura e a dele.
E bem no rodapé tem o nome Brian Hugh.
Nem assim ele deixa a gente em paz, pelo amor.
Espero que ele tenha sido a testemunha e que isso não seja um casamento a três.
Deixei o celular de lado e tentando recuperar minha sanidade mental eu me levantei e comecei a andar de um lado para o outro.
Sempre respirando fundo pra me acalmar e passar esse nervoso.
Um minuto depois e não está funcionando.
- Esse negócio não pode ser sério. falei sozinha e parei de andar. - Não pode.
Não, tem a melhor parte; Como eu vou falar para o Johnny?
Simples, não vou.
Estava bêbada e não lembro.
E daí que Brian me contou agora e me mostrou?
Não me importo. Estava bêbada e não lembro.
É exatamente isso que eu vou dizer.
Isso tudo é culpa do Brian esse sem-vergonha, ordinário, babaca.
Eu amo ele, juro, eu amo. Mas por que ele foi falar isso logo pra mim e não para o Johnny?
Agora eu vou surtar.
Ela achou que eu iria ser madura o suficiente e não surtar?
É uma pena.
Eu estou passando mal de nervoso.
Me sentei já que andar não estava me fazendo bem e respirei tão fundo que daqui a pouco é capaz de eu sentir falta de ar.
Eu preciso de algo pra me ajudar.
Fui até a cozinha beber uma água e consegui me acalmar um pouquinho, quase nada.
Eu tenho que ver o que vou fazer.
Eu não acho que consiga falar isso a ele.
Eu não sei como ele vai reagir.
E se ele quiser cancelar tudo?
Eu quero cancelar tudo. Não estou gostando nada disso.
Votei pra sala e peguei meu celular decidida e pesquisar sobre casamentos em Las Vegas.
Meia hora depois eu estava chorando.
Tudo era válido lá.
Você pagou e assinou concordando, é válido.
Puta que pariu.
Merda.
Que cacete.
Eu não estou nada feliz com essa informação.
Tipo, eu quero muito. De verdade.
Porém a qualquer momento Johnny pode muito bem me largar por causa da Amber.
Se eu não soubesse tudo que sei estaria pulando de alegria agora, mas como eu fui abençoada por informações que meu próprio marido me deu, não estou.
Meu marido.
Vou tirar proveito disso, mesmo não gostando nadinha agora.
Como não sou boba nem nada, peguei meu celular e tratei logo de trocar o nome do contato dele.
Meu gostoso marido gatinho lindo demais.
É isso.
E se ele por acaso ver eu me faço de sonsa.
Enfim, eu tenho que pensar em um jeito de falar para ele.
Eu gostaria de saber se fosse comigo, não gosto que escondem as coisas de mim e não deve ser muito diferente pra ele.
Mas é pra minha sanidade mental.
Se Johnny me largar por causa disso eu não vou aguentar.
É tudo culpa do Brian. Tudo.
Desde a maconha até esse casamento.
Se a gente não tivesse feito nada disso, nada disso estaria acontecendo agora.
Se bem que, Chloe Depp parece ser incrível pra mim.
Vou aproveitar minha vida de casada na surdina.
Já quero a lua de mel.
Não, parando pra pensar agora, já que nos casamos Johnny não vai precisar de uma despedida de solteiro.
Nunca fui triste.
Fiquei rindo sozinha e pensando no que as pessoas vão achar quando souberem que Johnny Depp está casado com uma gostosa, que nem reparei quando Johnny se aproximou.
- Que susto! - gritei e quase caí do sofá. - Brian não me falou nada!
Droga, eu vou acabar deixando escapar em algum momento.
- Ele não te ligou ainda?
Eu preciso pensar nas coisas que eu irei falar antes de realmente dizer se não isso não vai dar certo.
- Você me assustou, Johnny! - resolvi mudar de assunto e me ajeitei no sofá pra olhar para ele. - Quer ir jantar com meus pais?
- Sim, claro. - ele tocou meu rosto. - Vou ter que voltar pra França, pegar minhas coisas e ajeitar tudo antes de ir pra Vancouver. Podemos ir depois de jantar com seus pais?
- Tudo bem. - eu passei meu braço ao redor da sua cintura e olhei pra ele de baixo. - Já estou com saudades.
- Eu também, meu bem.
O jantar com meus pais foi muito bom.
Gosto do fato de Johnny e meu pai terem se visto menos de três vezes e mesmo assim conseguirem se dar bem e manter um papo legal.
Ele tem sorte que os sogros o ama.
E que eu amo esse velho gostoso também.
Achei fofo quando Johnny me pediu oficialmente em casamento ao meus pais.
Fiquei sorrindo toda boba por que tinha um segredinho sortido que se eu falasse sobre agora, meu pai ia surtar.
Ele ainda estava meio balanceado por ver sua única filha estando longe, mesmo assim eu sinto a sua felicidade por mim e isso é o importante.
Quando Johnny saiu para fumar por um momento, eu falei com meus pais e agradeci muito a eles por estarem em ajudando com o negócio sobre o meu ex. Eles não têm necessidade de se mudarem por causa disso, sei o quanto eles gostam do apartamento porém eles estão sempre pensando em mim.
E isso me faz uma filha orgulhosa pelos pais que tem.
Avisei eles também que estaria indo pra França com Johnny mas que voltaria rápido por que Johnny estaria indo viajar e acredito que só voltaria no meu aniversário e depois ficaria um bom tempo longe.
Meus pais sabem que não gosto de festas então provavelmente não vamos fazer nada, e eu amo isso.
Estou é ansiosa por presentes.
- Se vocês quiserem colocar uma certa quantia na minha conta...
Joguei a indireta por que eu estava zerada e não conseguia comprar o que queria, e não vou ficar fazendo Johnny pagar tudo mesmo que agora o que é dele é meu e o que é meu é meu também.
Droga, ele precisava saber disso logo pra proteger suas coisas, é capaz dele pedir pra eu assinar um regime de bens antes de fato nos casarmos.
E não julgo, ele tem bastante dinheiro e eu não quero nada disso.
Apenas ele.
Porém pena more, acho que agora não dá mais tempo.
E se eu não falar vou passar por interesseira, se eu falar também.
Então eu não vou falar até por que eu não sei de nada.
Conversei com meus pais sobre o natal também, se iríamos passar juntos e tal, eles disseram que talvez faça algo aqui no restaurante mesmo com a família da Lauren.
Éramos apenas meu pai e eu, do mesmo jeito que eu era filha única ele também foi. Já faz um tempo que meus avós por parte de pai morreram e os por parte de mãe, infelizmente não tenho tanto contato quanto gostaria.
Mas é, Lauren tem uma família bem grande e parte dela mora aqui na cidade.
Eu não sei o que iremos fazer, estando com Johnny eu estarei feliz.
Pode ser que ele queria passar com Lily e Jack, não sei como é o fim de ano deles.
Também não importa, não vamos morrer se passar as festas separados...
Eu vou.
Quando Johnny voltou pra mesa, ninguém quis sobremesa além de mim então eu me saboreei com uma torta de morango e um mousse de chocolate e logo depois nos despedimos.
Quando chegamos na mansão, comecei a me arrumar e Johnny também.
O voo seria em duas horas, era tempo suficiente pra ajeitar tudo antes de ir.
- Você não tem roupa lá, não é? - ele perguntou enquanto mexia em uma bolsa de mão dele. - Leva algo, voltamos só amanhã a noite.
Eu já estava pronta, tinha colado um jeans e pegado um casaco por que estava sentindo um pouco de frio. E eu estava deitada, apenas esperando Johnny terminar de se arrumar.
- Levo.
Eu gosto de olhar pra ele.
Eu me sinto muito feliz e sortuda por ter o privilégio de olhar para ele.
Ele é o meu tudo e eu amo ele demais.
- Querida, ficar me olhando desse jeito não vai te ajudar a pegar sua roupa.
- Eu sei. - falei. - É que você é bonito demais e aí eu perco todo o meu direito de fazer as coisas. Mas, se você quiser pegar pra eu não ter que parar de te olhar eu vou ficar bem feliz.
- Tudo bem. - ele olhou pra mim e sorriu. - Eu te amo.
- Eu sei.
De madrugada Jerry Judge foi nos buscar no aeroporto para nos levar até a vila.
Gosto bastante da maneira como Johnny trata seu segurança e vice-versa.
Eles são bem amigos e Johnny fica todo feliz quando está com ele.
Fui ouvindo a conversa dos dois enquanto estava a caminho e meu coração ficou quentinho.
Eles têm um carinho muito grande um pelo outro.
Ouvi que Jerry iria pra Vancouver com Johnny e digo fiquei menos apreensiva.
Johnny iria pra longe pela primeira vez por meses, saber que ele não estaria sozinho me deixou menos preocupada.
Suas férias tinham acabado.
Agradeci a Jerry quando ele abriu a porta pra mim e me despedir com um sorriso amigável.
Eu gosto dele.
- Obrigado, irmão, até mais tarde. - ouvi Johnny se despedir do segurança e ele veio pegar minha mão. - Tá cansada, querida?
- Nem tanto. Você vai me seduzir e a gente vai transar com força?
- Não. - ele riu e apertou minha mão. - Eu estou cansado, não dormi direito, mas, assim que eu acordar faço tudo que você quiser, prometo.
- Vou esperar.
Quando amanheceu eu ainda estava acordada com Johnny dormindo ao meu lado.
Eu dormir no voo então eu não tinha um pingo de sono.
Fiquei olhando a foto da certidão de casamento e trocando mensagem com Brian sobre a minha indicação.
Eu queria que ele fizesse algo, mas ele não estava me ajudando.
Ele falou que eu era esposa de Johnny agora, eu teria que fazer tudo.
Eu não quero ter que fazer tudo.
Como se fala para alguém que vocês se casaram em Vegas enquanto estavam bêbados e chapados, e a melhor parte, que nenhum dos dois se lembram?
Eu até discuti com Brian, porque achei muito que era uma montagem ou algo do tipo, que ele estava fazendo isso apenas pra tirar onda com a minha cara.
Mas ele jurou que não brincava com essas coisas.
Não sei se acreditei.
Ele não querer contar ao Johnny é estranho.
Estranho nada, ele só não quer ouvir merda quando Johnny descobrir e surtar.
Por que é isso que eu espero dele.
Fiquei tão maluca das ideias que decidi ir dormir pra ver se acordava mais disposta a viver.
Eu abracei Johnny e beijei sua cabeça. No mesmo momento ele tocou minha mão que eu tinha colado na sua barriga e apertou.
- Bom dia, querida.
- Vou dormir.
É verdade.
Só assim pra fugir da minha realidade.
De olhos fechados eu senti quando ele se mexeu e virou pra mim, passando o braço a minha volta e enfiando as pernas entre as minhas ele beijou minha cabeça.
- Dorme então meu bem, quando você acordar estarei aqui.
Claro que sim. Ele está casado comigo, não tem a onde ir.
Eu estou adorando muito isso.
Quando acordei eu estava sozinha e o quarto estava meio gelado.
Johnny já pediu o divórcio tenho certeza.
E eu preciso de roupas quentes.
E eu espero que Johnny tenha trazido uma calça ao menos.
Capaz de ficar doente por um momento estar em um lugar quente e no outro frio.
De pé no chão eu corri até o banheiro pra fazer xixi e lavar o rosto, e quando voltei para o quarto Johnny apareceu e me pegou começando a tremer de frio.
- Fui te comprar uma calça. - ele jogou a sacola pra mim e foi até perto da porta ligar o aquecedor. - Se veste e vamos tomar café.
De novo isso.
Peguei a sacola e ia bem reclamar por que uma legging não ia fazer com que meu frio passasse totalmente porém assim que peguei na mão senti que por dentro era forrado com lã ou algo assim. Bom. Enquanto colocava a calça, ele foi até o closet e voltou com uma blusa quentinha pra mim. Ele se aproximou pra me ajudar a subir a calça que ficou um pouco apertada mas serviu.
- Você comprou um número menor. - falei. - Obrigada mesmo assim.
- Ou sua bunda que é grande.
Se ele acha.
Ele me ajudou a colocar a blusa de frio também e quando ele roçou os dedos na lateral do meu peito pra descer a blusa, ele lembrou do meu piercing.
- Seus peitinhos ainda estão doendo?
- Não, ainda bem, será que eu já posso comer tudo que eu quiser?
Tinha parado de doer tanto e eu sempre cuido no banho, ainda estava um pouco inchado mas acho que é normal.
- Saudades. - ele sorriu pra mim e segurou minha mão. - Vamos tomar café, mesmo que já seja hora do almoço.
Não consegui discutir com ele por que ele parecia feliz demais hoje.
Acho que estava ansioso pra voltar a atuar e isso é bom, vai fazer muito bem para ele.
Quando chegamos na cozinha, eu iria reclamar e dizer que não queria nada porém Johnny me interrompeu dizendo que tinha me traga um cupcake.
- É de morango. - ele me fez sentar na mesa e enfiou o bolinho na minha mão. - Você gosta?
- Sim, obrigada gatinho.
Eu não era muito de comer bolo sem recheio, eu era bem formiguinha mesmo, amava doce, mas eu gostava de bolo assim que tem alguma cobertura ou então chantilly ou então granulado.
E se tivesse um cupcake de manhã todo os dias é claro que eu tomaria café todos os dias.
- Quer água ou suco?
- Leite. - sorri. - Com café.
Ele olhou pra mim todo safado e foi pegar o que eu pedi.
Gosto de ser mimada de manhã.
Estava ajudando Johnny com sua mala para viagem.
- Quantos meses de gravações? - perguntei interessada já na sua volta.
E eu não estava realmente ajudando ele, eu falava mais sim ou não para suas escolhas de roupas.
- Quatro, cinco. - ele deu de ombro. - Depende muito.
- Isso é muito tempo.
- Eu sei querida, mas passa rápido.
Torcendo pra isso.
- Você pode ir ficar comigo uma vez por mês, em algum fim de semana se não tiver nada de bom pra fazer. - falou. - Matamos a saudade e eu posso te mostrar o set todo.
- Combinado.
Sempre quis saber como é a gravação de um filme bem de pertinho, vou adorar tudo.
Meu celular vibrou e eu peguei pra ver o que era; uma mensagem de Tom.
Ouvi dizer que você está na cidade, podemos nos encontrar pra resolver tudo?
- Não temos pra onde fugir, Johnny. - deixei o celular de lado e olhei pra ele. - Vamos ter que fazer as fotos juntos.
- Por que?
- Tom quer me ver e é muito insistente, não vou conseguir dizer não.
- Você sabe pode sempre dizer não, né?
Sim, eu sei.
Porém, eu quero fazer essas fotos com Johnny. Porém só se for com ele.
- Sim. Você quer fazer? - me sentei pra ouvir sua resposta. - Só digo sim se você também quiser.
- Tudo bem.
- Mesmo? - eu sorri. - Você quer mesmo? Tipo, se não quiser tudo bem, não é por que eu quero que você também tem que querer.
- Querida, eu quero. - ele riu. - Pode confirmar com ele e me dar a data certa do dia para eu pedir pra ser liberado.
- Certo. - eu fui até ele e o beijei. - Quer ir comigo?
- Tenho certeza que se você mandar uma mensagem a ele, ou então ligar, ele irá aceitar do mesmo jeito.
- Verdade né? Tá frio, não vou a lugar nenhum.
Fui quase que saltitando de volta pra cama e peguei meu celular pra dar a minha resposta a Tom.
E depois de feito fiquei mais ansiosa por essas fotos.
Johnny é lindo, as danadas já ficam tudo em cima dele então depois dessas fotos ele vai ser muito assediado... Se eu não fosse tão ciumenta, deixaria todas tirar uma casquinha apenas porém não sei se ele dá conta.
Terminamos de ajeitar tudo e deu um total de quatro malas grandes e duas bolsas de mão. Eu tenho certeza que ele não vai usar tudo isso, mas eu que não vou ser louca de dar palpite e ele achar ruim.
Ele sabe o que é melhor pra ele.
Quando Johnny terminou decidiu que iríamos almoçar antes de voltarmos para Los Angeles. Então quando chegamos a cozinha eu fiquei surpresa por ter uma senhorazinha muito fofa de cabelos claros mexendo nas panelas do fogão.
Johnny falou com ela algo em francês e eu agarrei seu braço toda boba. Eu gostava quando ele falava outra língua.
Quando nos sentamos a mesa para esperar o almoço terminar de ficar pronto, Johnny me explicou quem era ela.
- Ela se chama Ângela, já está a alguns meses comigo e é um amor de pessoa. - falou. - Ela que cuida da organização da casa e de quase tudo.
- Entendi. Ela só fala francês?
- Não sei. Mas sei que ela fala comigo apenas em francês.
- Você é tão sexy falando. - eu apoiei os braços na mesa e olhei pra ele toda admirada. - Eu fico muito abestalhada sabe? Meu coração bate muito rápido e eu me sinto muito boba
- Je t'aime tant, Chloe. - ele segurou minha mão e a beijou. - Você é tudo pra mim, sabe disso não é?
Droga, assim eu perco tudo. Eu também amo ele demais.
Não sei por quanto tempo vou conseguir esconder dele.
Eu preciso criar coragem.
- Eu sei, gatinho. Você é tudo pra mim também. Mas, tenho que dizer que na mesma proporção que eu amo você falando francês eu odeio por que não sei o que você está dizendo e as vezes, ou todas as vezes você pode muito bem estar me xingando por que não me aguenta mais.
- Talvez, querida. - ele riu e soltou minha mão quando Ângela apareceu com dois pratos feito. - Você só vai saber quando aprender.
Ele é louco por mim, eu tenho certeza.
Antes das nove da manhã de quinta já estávamos na cidade dos anjos.
E eu já estava morrendo de saudades de Johnny.
Ele nem tinha ido embora ainda e eu já tinha chorando duas vezes na viajem de avião e uma a caminho da sua mansão.
E ele e seus dois seguranças devem estar me achando a maior maluca.
Eu não posso fazer nada se sou muito apegada a Johnny e que não vivo sem.
Eu vou ter que achar alguma coisa pra fazer se não eu vou surtar não fazendo nada.
Com Johnny longe não dá pra eu chamar ele de velho e esperar por tapas na bunda... Eu vou ter que arrumar alguma coisa.
Já deve ter saído a notícia de que Johnny vai fazer um novo filme por que enquanto caminhamos para fora do aeroporto para ir até o carro, tinha muitas pessoas esperando por Johnny. E eu devo ter visto um paparazzi ou outro também. Johnny foi muito atencioso com todos e eu fiquei apenas de cantinho ouvindo ele falar e brincar com todo mundo.
Uma garota, mais ou menos da minha idade, surtou um pouco quando viu Johnny e eu claramente me vi nela quando tinha catorze anos e ensaiava o dia que iria conhecer ele.
Eu iria fazer exatamente isso que ela está fazendo, chorar e berrar o quanto o ama e por pouco, não desmaiar.
E é, eu ensaiava o dia que iria conhecer ele por que eu não queria passar vergonha e queria que ele se lembrasse de mim. Então, eu agia de todas as maneiras possíveis pra nunca ter um imprevisto e eu ser afastada por qualquer motivo que seja.
As pessoas ficavam eufóricas quando ele estava por perto e eu sei o quão feliz ele se sente por isso, então, não me importava quando ele estava com fãs por que ele se sente muito bem e amava isso.
- Ele está bem melhor agora. - ouvi a voz de Jerry ao meu lado, ele ficou aqui o tempo todo e acho que foi a pedido de Johnny. não acho que ninguém fará nada comigo mas acredito que ele não queira arriscar. - E acredito que seja por sua causa.
- Faço de tudo pra ele se sentir bem. - falei olhando meu querido marido de longe todo risonho. - É o mínimo que ele merece agora e para sempre.
- Concordo, senhorita, obrigado por isso.
- Eu te conheço a muito tempo, Jerry, pode me chamar apenas de Chloe. - não é por que eu só tinha falado com o segurança um dia atrás, que eu não o conheço a bastante tempo, sempre acompanhei Johnny.. - E eu que devo agradecer por você cuidar de Johnny tão bem por todos esses anos.
Ele balançou a cabeça em agradecimento e me conduziu até o carro e abriu a porta pra mim. Ele voltou pra buscar Johnny e quando ele entrou no carro todo feliz, eu fiquei mais feliz ainda.
- Eu amo meus fãs.
Eu sei.
Sei também que ele é um ídolo espetacular.
Eu estava querendo descansar os olhos depois que a gente chegou porém Johnny estava muito falante.
Eu tinha fechado as janelas e persianas do quarto, querendo muito ficar deitada no escurinho apenas tirando meu soninho da beleza.
Acontece que Johnny tem planos.
Falar mais que a boca.
Ele estava falando tanta coisa, mais tanta coisa, que eu tinha até me perdido no assunto.
- Sim.
Eu não sei para que estava afirmando mas pareceu o certo.
Eu estava coberta até o pescoço, apenas olhando para a janela e ouvindo ele falar e falar mais.
Quando ele bateu na minha bunda com força, eu decidi prestar atenção nele.
- Você nem está me ouvindo né? - ele tinha feito questão de sentar ao meu lado quando começou a falar provavelmente meia hora atrás, porém tadinho, eu não iria conseguir prestar atenção por que ou eu ficava pasma com a sua voz ou então focada na sua boca. - O que eu falei?
- Estou dormindo.
Eu cobri meu rosto e com menos de um segundo, ele puxou o edredom.
- Eu estava falando que quando acabasse as gravações poderíamos ir morar juntos e perguntei o que você achava disso.
- Então, gatinho, eu acho sim.
Ele apertou com força minha bochecha e me beijou rapidamente.
- Vai dormir vai, depois a gente vê isso.
- Podemos fazer isso, Johnny. - segurei sua mão antes que ele se afastasse. - No dia seguinte que suas gravações acabarem já curtirei na sauna da sua vila.
- Nossa. - ele beijou minha cabeça e se levantou. - Vou deixar você dormir.
- Vai ficar aqui comigo?
Quero dormir mas não quero ficar sozinha.
- Sim, claro. Vou só pegar meu notebook pra estudar o roteiro e volto pra cá.
- Tudo bem. Te amo.
- Te amo também querida.
Me espreguicei feliz da vida.
Dormi bastante nos últimos dias, amei.
Agora irei aproveitar até o último momento com Johnny.
Tonta, eu não deveria ter dormido tanto se quisesse aproveitar mais ainda.
Me mexi e encontrei Johnny com os olhos na tela do notebook, ele olhou pra mim por um momento e voltou os olhos para o aparelho.
- Você fala dormindo as vezes, sabia?
Isso é novidade, eu não sabia sobre isso.
- Jura? - eu estava surpresa. - Não sabia. E o que eu falo?
- Toda vez é diferente. - contou. - Mas, hoje você falou; ele não pode saber ainda.
- Que estranho, eu não sabia disso.
Droga, eu só pensava em não contar a Johnny sobre tudo ao invés de contar... Isso não vai dar legal.
- Brian te ligou. - ele virou o rosto pra mim. - Vocês andam se falando muito ultimamente.
Vai dar muita merda.
Gostaria de ainda estar dormindo.
- Você acha? - consegui perguntar apreensiva. - É só bobagem, você conhece seu amigo.
Eu estou ficando muito nervosa.
- Avisei que quando você acordasse, retornava.
- Obrigada!? - eu ri nervosa. - Onde está meu celular?
- Qual a sua senha?
Fudeu.
Ele vai descobrir tudo.
Ele fechou o notebook e deixou de lado, se virando pra mim e esperando por uma resposta.
- Você não acha que eu estou te traindo com o feioso do Brian, acha?
- Em nenhum momento eu falei em traição. Por acaso você está?
- Óbvio que não, Johnny! O Brian é feio e eu jamais faria isso com você.
Tá maluco das ideias esse velho caduca.
- Então, qual sua senha?
- Para que?
Eu também gosto né, eu sei.
Se eu falar minha senha muito provavelmente ele vai entrar na minha conversa com o Brian - conversa essa que eu não tinha apagado até por que não tem motivo?! - e saber o que eu não quero que ele saiba, ainda.
- Você está me escondendo algo. - acusou e com razão. - E eu sinto que Brian sabe, então, qual sua senha?
Eu não sei o que falar.
Eu não sei se ele vai reagir bem a tudo isso. E eu só queria ter certeza antes de tudo, e eu ainda não tenho certeza.
- Brian não sabe de nada. - falei. - Ele só atrapalha minha vida. Não tem por que você estar desconfiado de mim, estou com você o tempo todo. Menos quando você não está comigo e some, aí eu fico sozinha. Não é mais fácil você perguntar ao invés de sair acusando os outros?
- Certo, você está me traindo?
Eu não aguento, sério.
- Não estou, Johnny. Por que você acha isso?
- Eu não acho. Apenas gostaria de saber. Enfim, você está me escondendo algo?
Eu desviei o olhar por que sou uma péssima mentirosa e eu também dei risada mas foi de nervoso.
- Talvez...
Vou ser um pouco sincera, em algum momento ele vai ter que saber e eu não quero que a gente brigue na véspera dele ir viajar e ficar muitos meses longe.
- E você não vai me contar ou você não pode contar?
- Eu não posso te contar agora, mas em algum momento eu vou, eu juro.
- E você quer que eu lide bem com isso? Minha namorada escondendo as coisas de mim?
Esposa, na verdade.
Quase corrigi porém não fiz.
- John, olha pra mim. - pedi e ele fez. - Você me ama?
- Sim.
- Você pensa em me deixar por Amber?
- Novamente esse assunto, Chloe? - ele bufou com raiva. - Achei que já tínhamos resolvido isso.
Meu bem... Isso está tão longe de ser resolvido.
- Só responde por favor, sim ou não.
- É claro que não, Chloe. Eu já me desculpei por isso e falei sério quando disse que não iria terminar com você nunca mais, você tem dúvida nisso?
Um pouquinho.
Mas como eu vou saber se ele falar sério mesmo? Ele é imprevisível, pode muito bem me largar sim e depois eu que vou ficar chorando pelos cantos com saudades.
Eu sei que ele gosta de mim, eu sei, mas quanto e por quanto tempo?
- Não tenho. Mas, eu não sei sobre o futuro Johnny. Você já terminou comigo duas vezes.
- Sim, eu sei. E me desculpei nas duas vezes e falei que não voltaria a acontecer. Você acha que se eu tivesse planos sobre isso eu te pediria pra casar comigo?
- Você é bem emocionado, a gente tem que concordar. Vai que você muda de ideia e me deixa pra sempre?
- Não vai acontecer, Chloe. - ele se aproximou e segurou minha mão, apertando forte. - Querida, me conta por favor.
- Você é curioso, eu vou pensar.
Eu não acho que tenho esse direito, mas eu estou desesperada.
Gostaria de não estar sabendo sobre isso.
- Chloe, qual a porra da sua senha?
- Meu deus que estresse! - soltei minha mão dele. - Cadê meu celular seu curioso?
- A senha primeiro, por favor.
- Tá legal. - respirei fundo e nem aí pra nada mais, ele que surte sozinho. - Zero, nove. Zero, seis. Seis, três.
Ele puxou o meu celular debaixo do meu travesseiro e rapidamente colocou a senha desbloqueando e começando a mexer.
Eu não quero nem estar aqui quando ele descobrir.
Então, empurrei o edredom e levantei da cama.
- Ei, vem cá.
Ele chamou porém ignorei e fui me trancar no banheiro pra sair apenas quando ele já soubesse de tudo e estivesse mais calmo.
Mas, antes que eu entrasse e trancasse a porta, ele se meteu na minha frente.
- O que foi? - perguntei. - Já tá sabendo de tudo e quer o divórcio? Saiba que não vou te dar!
Ele achou que iria ser fácil é?
Ele falou que não vai me deixar então ele não vai me deixar.
Ele olhou pra mim e só riu.
É, ele deu risada.
Gargalhou.
E eu não sei se fico feliz ou com raiva.
Rir é um bom sinal né?
As vezes não. Eu mesmo, dou risada quando estou nervosa e quando estou feliz.
Não sei se isso é bom ou ruim.
- Fala alguma coisa, homem.
Vou começar a surtar primeiro que ele pelo visto, ele está calmo demais.
Ainda com meu celular em mãos ouvi quando ele começou a fazer uma chamada pra alguém, não sei quem, e quando quem quer seja atendeu, ele falou apenas três palavras e desligou;
- Deu certo, Brian.
Que isso, complô contra mim?
Antes que pudesse acontecer mais alguma coisa, Johnny me agarrou e me beijou.
Isso é motivo de comemoração, eu acho.
Então nem reclamei e só beijei ele também.
Quando eu senti que ele tinha me deitado na cama e ele se afastou de mim, eu abri meu olhos e olhei pra ele.
Bem pertinho de mim, e, com seus olhos brilhando ele falou algo que me deixou confusa.
- Eu te amo, querida. - ele me deu um beijinho e me deu um sorrisinho muito bonitinho. - Feliz dois dias de casados, esposa.
- Eu tô passando mal.
Comecei a ficar com falta de ar e a quase morrer tentando respirar então Johnny saiu de cima de mim e me ergueu.
- Respira, baby. - ele pediu desesperado. - Respira, Chloe.
Eu não sei meu nome e muito menos como se respira...
O que está acontecendo?
Quando eu finalmente consegui me acalmar, depois de Johnny soprar minha cara por dois minutos, eu decidi ver que palhaçada é essa que está acontecendo.
- Como você sabe? - consegui perguntar e me ajeitei pra olhar ele melhor. - Brian te contou?
Me poupou todo o esforço ainda bem, porém Johnny é um falso.
Ele tá sabendo desde quando?
- Não, querida. Meu celular está cheio de fotos da cerimônia, foi lindo.
Eu empurrei seu ombro por que ele estava sorrindo todo bobo, parecia feliz. Ele está feliz.
Que bom, ao menos uma coisa boa.
- E você não ia me contar?
- E quando você ia me contar, Chloe? - ele retrucou. - Você não sabe esconder as coisas de mim.
- Eu achei que estava arrasando...
Eu também não sou boa nisso, eu sempre entrego algo.
- Você se lembra de algo? - perguntei referente a cerimônia. - Por que eu não lembro de nadinha e eu gostaria muito.
- Que bom querida, por que eu não lembro de absolutamente nada. - ele ainda está bem risonho. - Sei pelo que tem nas fotos mas não é nada demais.
- Eu quero ver depois... Quando você descobriu?
Eu quero detalhes de tudo isso e quero saber se Brian é cúmplice ou não.
- Quando voltamos pra cá. Momentos antes de Brian te ligar pra falar que tinha achado a certidão de casamento.
- O Brian é um falso. - acusei. - E você também, precisava de tudo isso?
Ele foi super rude.
- Por acaso você ia me contar hoje? Eu tinha que fazer algo pra você botar pra fora, eu sou ansioso.
- Não hoje, mas logo, é claro.
- Não ia nada, e eu iria acabar descobrindo de qualquer forma. Por isso pedi pra Brian te falar.
- Você é um ótimo ator, Johnny Depp. Nem tremeu na base seu filho da puta, eu te odeio.
- Eu te amo, Chloe. - ele riu e tocou meu rosto. - Muito.
- Eu odeio o Brian também. Por que não foi você que me contou? Teria sido bem melhor pra minha sanidade mental. Eu fiquei nervosa de verdade.
- Por que ele iria falar com jeitinho e nada mais justo, ele foi o padrinho.
- Eu gostaria muito que ele nunca aparecesse em nossas vidas mais.
- Sabe que isso vai ser impossível.
- Eu te amo bastante, Johnny. - segurei sua mão. - Mas eu quero o divórcio.
Sei que ele iria me fazer muito feliz só que, eu não consigo ficar nesse trio que é eu, ele e Brian.
Brian é o bebê que a gente nunca vai ter.
E eu não gosto nada disso.
Mas eu aceito né, fazer o que.
Eu vi muito bem quando o sorriso de Johnny murchou e ele se endireitou pra olhar pra mim e eu até me senti mal.
- Sério, Chloe?
Eu ri arrependida por ter brincado e me joguei feliz em cima dele e rindo e o beijando em todos os lugares que eu pude.
- Eu estou brincando, amor. - eu acariciei entre suas sobrancelhas. - Se você diz que é verdade que não vai me largar, eu também não vou.
- Te amo, pilantrinnha. - ele me deu um selinho. - Você é a única mulher que eu amo está bem? Estou pronto pra deixar meu passado pra trás e pensar somente em nós e no nosso futuro. Eu faço tudo por você, Chloe. Prometo não te magoar, nunca.
- Está bem, gatinho.
Só percebi que estava chorando quando Johnny se ergueu comigo no colo e me abraçou apertado, dizendo que eu não precisava me preocupar com mais nada por que de agora em diante tudo está bem.
Eu tenho a ele, e ele a mim.
Ele é um bom homem, e eu não tenho que me preocupar com nada além dele.
Meu marido. Johnny Depp.
Achei brega, mas vou contar pra todo mundo assim que Johnny liberar.
Queria muito ter feito um amorzinho gostoso com Johnny depois que ele me soltou, mas ele não quis.
É.
E eu fiquei puta por que eu queria muito dar. E ele não queria me comer.
Ele estava é mais preocupado com seu roteiro do cacete.
Ele é um ator incrível, tem que ficar estudando toda hora a mesma coisa?
Que tédio.
E ele ainda me deu um fora quando eu quase esfreguei o meu peito na cara dela.
Ele me tirou com jeitinho de cima dele e ainda teve a cara de pau de dizer que não podia ainda.
Ainda...
E quando ele vai poder?
Por que amanhã mesmo essa hora da noite eu vou estar sozinha chorando de saudades no colo da minha mãe.
Eu sou gostosa, ele tá me perdendo.
Desisti de seduzir ele e fui na cozinha comer.
Tinha um cupcake de baunilha e eu fiquei tão feliz que comi chorando de emoção, bebi água também e quando fiquei satisfeita eu fui lá fora ver nada.
Se eu subisse agora ia sentar na cara dele e ele não ia gostar.
Enfim, diferente da França aqui o tempo estava bom. Fui até a aérea da piscina e fiquei olhando em volta, pensando se entrava ou não.
Decidi que sim.
Eu não estava de biquíni mas os muros da casa são altos o suficiente pra eu conseguir nadar pelada.
Não estou nem aí, porém se vazar meus peitinhos em algum site eu vou chorar muito e o Johnny vai morrer de ciúmes.
Depois de ficar só de calcinha eu pulei na piscina e me arrependi no mesmo momento por que vou ter que secar meu cabelo e eu odeio fazer isso.
Ainda bem que tenho Johnny.
Mergulhei diversas vezes, a água estava incrível então eu estava amando. Fiquei boiando na água e olhando o céu estrela quando ouvi passos e me ergui um pouco pra ver Johnny se aproximando com uma toalha de banho.
- Vamos?
Eu balancei a cabeça concordando e sai rindo da piscina e indo até ele pra me enrolar na toalha e agora começando a sentir um pouquinho de frio.
Com a mão dele na minha cintura nós subimos até o quarto e ele me levou até o banheiro pra eu tomar banho.
- Vou pegar sua roupa.
Ele me deixou no banheiro sozinha e rapidamente eu fui para o chuveiro e liguei pra descer a água quentinha. Lavei meu cabelo e a mim rapidamente até ficar limpa e cheirosa e terminei quando Johnny voltou com uma toalha seca e roupas pra mim.
Ele me envolveu com a toalha novamente e me tirou de dentro do box, ele me levou até perto da enorme bancada que estava o secador de cabelo e me ajudou a me secar e a colocar minha calcinha e uma blusinha.
Gosto dele estar fazendo isso por mim, mesmo que não seja grande coisa.
Gosto quando ele cuida de mim.
Eu já estou morrendo de saudades dele.
Ele tirou o excesso de água com a toalha do meu cabelo e logo pegou o secador pra usar. E antes mesmo de eu pedir, ele já começou a usar o jato quente.
E eu fiquei paradinha observando-o trabalhar e amando ele cada vez mais.
Quando ele finalmente acabou, me levou para fora do quarto e perguntou o que eu gostaria de fazer.
Eu gostaria de fazer muitas coisas.
Perguntei se poderíamos ver um filme e ele disse que tudo bem.
Ele ajeitou tudo e antes de se deitar ele perguntou se eu iria querer algo.
- Não, obrigada.
Eu já dei muitas tarefas para o velho hoje, ele precisa descansar por que daqui a pouco tá na hora do soninho dele.
Ele jogou o controle pra mim e veio se deitar comigo. Ele me abraçou ficando de ladinho e passou o braço a minha volta, me apertando e se aconchegando.
Enquanto eu tentava decidir entre vários filmes disponíveis, eu estava muito tentada a colocar algum dele porém não fiz em respeito mas assim que ele dormisse...
E antes que eu iniciasse algum filme, senti sua respiração baixa no meu pescoço e eu soube que ele dormiu.
É, ele deve ter se cansado muito hoje... Viajando e tudo mais, e eu ainda queria usar e abusar do velho.
Tadinho né?
Ver ele dormindo era melhor que ver um filme então eu apenas desliguei a televisão e fiquei parada, abraçada a ele, ouvindo ele respirar durante o sono e sentindo seu coração bater.
Eu sou muito sortuda. Muito mesmo.
Quase três da manhã, eu cutuquei Johnny.
E demorou pra esse preguiçoso acordar e entender o que estava acontecendo.
Quando ele despertou por completo e ele abriu seus olhos bonitos pra mim eu sorri.
- Quando vai ser a nossa lua de mel?
Eu estava pensando muito nisso. E eu queria muito saber, então tive que acordar ele pra perguntar.
- Porra, Chloe, todos os dias se você quiser.
Isso é interessante.
Amei.
- Mesmo?
- Sim. - ele subiu sua mão que estava na minha cintura para o meu rosto e me deu dois tapinhas de leve. - Está bom pra você?
- Sim. - eu travei um pouco, começando a respirar com dificuldade. - Podemos começar agora? Tipo, nesse momento?
Ele me puxou mais pra perto, encostando todo seu corpo em mim e eu já comecei a hiperventilar. Ele virou meu rosto pra ele e me olhou.
- Quanto seus peitinhos ainda estão doendo?
- Não muito.
Até que estamos bem. Um dia de cada vez.
- Se eu apertar ou então morder, vai doer não é?
- Muito provavelmente.
Mas eu não estava nem ligando pra isso, eu só o queria muito.
- Então não vai rolar.
- Por que? - eu quase gritei. - Johnny, você vai ficar longe por bastante tempo, eu vou morrer de tesão. - ele riu e me puxou pelo pescoço pra me beijar. - Eu estou falando sério.
- Querida, não tem como transar com você e não pegar no seu peito. - falou. - Eu gosto muito deles pra isso.
- Pois trate um jeito de conseguir, seu pau não vai cair se não pegar no meu peito.
- Você não sabe, meu benzinho.
Ai, meu ponto fraco.
- Para que eu fico boba.
- Tá legal. - ele riu e beijou meu nariz com carinho. - Só mais trinta minutinhos de sono e a gente começa. Mas, saiba que eu te amo e já estou morrendo de saudades.
Eu não vou aguentar longe dele.
Não vou mesmo.
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