32
- Chloe, você prefere o Johnny com o cabelo curto ou cumprido?
- Curto?
Estávamos no carro indo para sua casa.
Eu estava no banco de trás e Marilyn começou a me fazer muitas perguntas.
- Eu estou te dizendo! - ele bateu no Johnny. - Ela não é a certa!
Eu revirei meus olhos.
- Agora, Chloe... - Marilyn se virou sorrindo. - Vamos supor que eu e meu melhor amigo vamos pra uma boate e ficamos horas lá, sem você claro, e também não damos sinal de vida porque o sinal é ruim. E, não estamos fazendo nada demais. Mesmo assim quando voltamos, o que você faz? Você surta?
- Acho que não? - será que sou trouxa? - Talvez preocupada por não saber sobre, mas vocês são famosos lindos e cheiros... Você não Marilyn... Nada que uma busca no twitter não resolva.
- Hm, ridícula. - ele se virou para frente de novo e bateu novamente no Johnny. - Está vendo! Talvez seja ela sim por que minha nossa a...
Ele não terminou de falar por que Johnny quem o bateu dessa vez.
- Eu estou dirigindo. - falou. - Para com isso senão eu vou parar só pra te socar também, idiota.
- Nossa, tá legal! - ele levantou as mãos em rendição. - Voltando, Chloe, qual a melhor época do Johnny?
- Quando ele ainda não te conhecia. - falei e ele se virou muito rapidamente, nada simpático. - Estou brincando, calma! Em 2003 ele estava lindinho em, porém agora... Minha nossa, gato demais!
- Acho que é a única coisa que concordo com você... - ele falou e olhou para o amigo. - Se você não namorasse com ela e eu não namorasse com a Nicole... Eu não iria nem morto me envolver com a Chloe por que ela é chata pra caralho!
Eu achava que era muito iludida só que o Marilyn é mais, muito mais.
- Obrigada, deus! - agradeci. - Ainda bem que é recíproco né Brian... - toquei seu ombro. - Fico muito feliz em saber sobre isso.
- Odeio quando você me chama de Brian... - ele se afastou do meu toque.
- Fico mais feliz ainda por saber sobre isso, Brian, querido amigo do meu coração.
Eu amava irritar ele na mesma proporção que ele amava também.
Tudo pra se tornar a amizade incrível.
- Não se esqueça que eu que peguei o número da Nicole pra você. - o lembrei. - Como você iria conseguir de tão louco que estava? E ainda está?
Reconheci a casa do Marilyn logo a frente e logo Johnny parou o carro, estacionando.
- Sério, Johnny... - Marilyn me ignorou totalmente. - Quando eu lembro que você tatuou um negócio pra ela eu sinto vontade de gritar e de te bater por que minha nossa, ela é insuportável!
- O que? - gritei. - O que você disse, Marilyn?
Eu ouvi direito?
- Agora é Marilyn né sua tapada! - ele abriu a porta do carro bravo e bateu com força. - Não quero ser incomodado e não quero falar com ninguém!
Eu me virei para o Johnny que estava normal.
- O que ele disse? - perguntei. - Ele está falando sério?
- Claro que não, querida. - ele riu e tocou o cabelo o tirando do rosto. - Ele tá brincando só, ele bebeu demais.
Suspirei aliviada.
Nós saímos do carro e de mãos dadas entramos na casa.
As luzes estavam acesas, porém nenhum sinal do Marilyn.
- Por que você acha que ele ficou bravo? - perguntei ao gatinho.
- Ele não ficou bravo de verdade. - ele deu de ombro. - Ele só é dramático.
Que bom.
O celular dele tocou e ele disse que iria atender.
Eu saí da sala para deixá-lo sozinha e a vontade e fui pra cozinha tomar um copo de água.
E, Marilyn estava lá.
- Boneca. - ele falou quando me viu. - Eu vou fazer pra você um mousse de chocolate e você vai experimentar!
Ele está planejando se livrar de mim é?
E o que houve com não quero ser incomodado e não quero falar com ninguém?
- Eu tenho que agradecer?
- Merda, é claro. - ele foi até o armário. - Pesquisa aí uma receita, nada pode dar errado seguindo receita.
- Marilyn, você sempre segue a receita e sempre da errado... - falei, mas não querendo que ele ficasse chateado por isso, eu sei que ele tenta mas ele tem que tentar mais, por que tudo fica ruim. - Além disso, não podemos comer.
- Problema seu! Agora por favor boneca, venha me ajudar!
Uma vodka azul me faria feliz...
- Eu ajudo. - falei e lembrei de algo. - Você bebeu e não podia... Que merda, Marilyn, eu te odeio por ter me feito fazer uma tatuagem e agora eu não posso fazer nada que eu gosto!
- Porra! - ele gritou. - Você é a consciente aqui, por que não me lembrou disso?
- Por que você está bravo?
- Por que vocês estão gritando? - Johnny perguntou da porta, ele era tão calmo.
- Boneca, vamos viver perigosamente hoje. - ele decidiu. - Se tiver que dar ruim vai dar pra nós três por que Johnny também bebeu então só falta você.
- Nem fudendo.
- Minha nossa... - ouvi Johnny. - Eu não concordo com isso.
- Foda-se. - ele disse. - Vamos achar a droga de uma receita de mousse de chocolate e vamos comer sim.
Eu só queria dormir de conchinha com o Johnny.
E eu odeio o Marilyn.
- Agora é só esperar gelar. - Marilyn bateu a porta da geladeira. - Ficou muito bonito. - se gabou. - O que vamos fazer nessas três horas? Por que só vamos dormir depois de provar.
Marilyn bêbado fazendo um mousse de chocolate... Não tinha como ficar bonito.
Mas até que ficou aceitável.
Mas o gosto ainda não sabemos.
Ele pediu minha ajuda, mas não me deixou tocar em nada e Johnny, bom, ele ficou apenas nos observando e ouvindo o que falávamos. E as vezes discutir também.
Mas ele é tão pleno e calmo que nem sei.
Ele fumou seu cigarrinho e ficou de boa.
Eu estava observando o Johnny que tinha acabado de se levantar, e vendo né, esse gostoso de uma figa que agora eu tinha a oportunidade de usar e abusar - brincadeira. - quando Marilyn me deu um cutucão na costela.
- Ai!
- Chloe! Eu estou falando com você e você está me ignorando.
Eu me virei pra ele brava por interromper meu momento de apreciação.
- Você fala demais, Marilyn. - falei. - E eu não sei o que podemos fazer, eu estou te ouvindo.
- Não faz mais que sua obrigação.
Eu acho que não aguento mais ele.
- Eu quero falar sério agora. - falou. - Muito sério.
Lá vem.
- Você está bêbado meu anjo, tem certeza que quer falar sério agora?
- Pra você saber, eu me lembro de tudo que faço bêbado. - sorriu. - Diferente de você, meu anjo.
Ai, essa doeu.
- Tudo bem então. - cruzei meus braços e me virei pra ele. - Pode falar.
- Certo. - ele bateu na bancada me assustando. - Você sabe como o Johnny é bobo né?
- Sei?
Como assim?
- E não digo isso por ser amigo dele e o conhecê-lo tão bem. Mas sim por que ele é.
O que ele estava querendo dizer?
Não dá pra entender mente de bêbado.
- E isso é ruim?
- Talvez. - ele sorriu e me bateu no ombro. - Vou deixar você quebrar sua cabeça com isso, agora... Eu vou tomar banho para dormir.
E saiu.
Sério, eu não entendi foi nada.
Eu encontrei Johnny no quarto.
A televisão estava ligada e ele estava deitado.
Ainda estava de botas e com todos os seus diversos assessórios.
Mas sem camisa.
E vamos de passar mal.
Eu acho que ele está dormindo por que ele não se mexeu quando entrei então fiz o menos de barulho possível.
Eu dei a volta na cama pra confirmar e é, ele estava. Seus belos olhos estavam fechados, ele estava com metade do rosto no travesseiro e estava espetacular.
Eu subi na cama e me deitei ao seu lado e passei a olhar pra ele.
Sério, ele era lindo demais.
De verdade.
Como que eu consegui conquistar esse homem?
Cara, surreal.
Ainda não acredito.
Eu estava feliz demais, como nunca estive antes.
- Gatinho, você é lindo demais. - sussurrei. - E, um gostoso tenho que dizer né?
Passei meus olhos por suas costas tatuada e demorei um tempinho na bundinha que agora eu parei para perceber que não tinha nada de inha.
Eu que estou ganhando mais nesse relacionamento tenho certeza.
- Obrigada, querida. - ouvi e quis me levantar e ir embora e sumir pra sempre. - Você também.
Que vontade de me matar.
Mas por que se é verdade?
Mas minha nossa até quando eu vou passar por isso?
Rindo de nervoso eu voltei a olhar em seu rosto e agora ele tinha os olhos bem abertos.
Ele não estava dormindo inferno?
- Eu estava falando sozinha. - dei de ombro sorrindo. - Você não estava dormindo?
- Não. - ele murmurou. - Impossível com Marilyn ainda acordado.
- Ele disse que iria dormir. - falei e toquei seu braço, apertando. - Você não malha né? O que você faz?
- Nada.
Impossível.
Ele era fortinho até.
Lindo, lindo.
- Interessante. - falei. - Como é ser gostoso assim sem fazer nenhum esforço?
- Não sei, querida. - ele sorriu e tocou no cabelo, o tirando dos olhos. - Me diz você.
Eu tô fraca.
Eu não respondi.
O que eu iria responder?
Estou em choque.
Ele riu e me puxou pra perto e me abraçou com um dos braços e com o outro passou a minha volta a deixando a mão em minhas costas.
Ele beijou minha cabeça e afagou minhas costas.
Tocar ele estando nu da cintura pra cima era uma delícia de bom, sério.
- Marilyn já acabou? - quis saber. - Ele falou sobre algo?
- Sim. Sobre o que exatamente?
- Não sei.
O que eles estavam escondendo? Por que eu sentia isso.
- Ele falou, falou e não falou nada, ao menos eu não entendi.
- Hm...
Ele acariciou meu rosto e depois segurou meu queixo, levantando-o pra me dar um beijo. Só o contato do seu bigode nos meus lábios me deixava toda arrepiada então, imagina a língua dele passando pelo meu lábio inferior?
É, eu vou precisar de um psicólogo.
Eu vou precisar contar essas coisas pra alguém em algum momento.
Quando eu vi, eu já estava em cima dele e suas mãos passavam e apertavam meu corpo todo.
Ele estava desesperado.
Eu estava desesperada.
Queria dar.
Mas, meu pior pesadelo apareceu e eu tive que parar com toda a safadeza.
Já disse que odeio Marilyn Brian Manson hoje?
- Ainda bem que interrompi isso. - falou quando abriu a porta do quarto. - Se não acontecer nada no meu quarto de hóspedes eu vou ficar bem feliz. E nossa que inadequado... Coloca uma camisa Johnny ninguém quer ver isso.
- Eu quero. - falei ainda em cima do gatinho. - É inveja. - eu o beijei mais uma vez. - Não liga pra ele.
- Que nojo. - ele fez uma cara feia. - Os dois, lá embaixo agora tenho coisas a contar e tô falando sério.
Ele saiu e Johnny se sentou, ele segurou meu rosto e me beijou mais uma vez.
- Ele estava falando sério. - ele disse e se afastou. - Acho melhor nós irmos.
Ele me pegou no colo e me colocou pra fora da cama e se levantou. Um momento depois nós saímos do quarto e quando descemos Marilyn começou a falar e falar mais e eu não entendia metade por que ele não estava falando nada com nada mas eu fazia acreditar que sim por que concordava com tudo.
Que fase.
Mas, nós finalmente comemos a droga do mousse de chocolate e ficou aceitável, não é o melhor do mundo mas também não é o pior. Percebi que, se tiver alguém junto com ele falando o que é errado e o que é certo, ele se saí muito bem.
Mas quem que iria conseguir ficar horas com ele?
Johnny.
Por que eles eram muitos amigos e Johnny fazia o que ele quisesse, quase tudo.
Mas depois que comemos fomos finalmente dormir.
Eu coloquei uma camisa do Johnny e dormimos de conchinha.
E Marilyn também.
Mas eu só fui notar isso quando acordei.
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