22


Minha amiga tinha conhecido um garoto.

Timo alguma coisa.

Ela ficou muito animada quando o viu, aparentemente ele era conhecido ou algo assim, e abordou o cara.

E, ficaram.

E ainda estão ficando.

Eu observava os dois se pegarem e pensava; nossa, queria estar assim.

Tínhamos ido para uma boate, dançado horrores. Foi divertido.

Mas aí, conhecemos Timo - e eu chamo de Timo porque ele só falou seu nome uma vez e agora eu não me lembrava o restante. - e ele nos convidou para um bar que era mais aconchegante e, tocava música ao vivo.

Eu não tinha bebido tanto quanto eu gostaria porque minha amiga ficou super alegre muito rapidamente e, por estarmos em local público eu precisava cuidar dela.

Não pense que eu não me divertir por que sim, eu me divertir. Apenas em pensamento.

Mas adorava os momentos com ela.

Não, quando estou sobrando.

- Eu vou ao banheiro. - falei para os dois que com certeza não me ouviram e me levantei para achar o banheiro.

Quando voltei eu parei no balcão para pedir outra bebida e fiquei horas conversando com o barman.

- Vou tentar conquistar ele. - falei. - Eu o beijei hoje, isso seria assédio?

Eu esperava que não, juro que não fiz por mal.

- Querida... - ele parou finalmente o que estava fazendo e se aproximou de mim. - Por tudo que você contou, ele está a fim só que, tem suas inseguranças. Se eu fosse você, me afastava e vivia normalmente. Ele vai começar a sentir falta e vai te procurar, você vai ver. Existem várias táticas, posso te falar todas.

- Pois fale por que estou precisando.

- Tem um detalhe. - ele falou. - Ele também pode não querer nada e talvez ele não te aguente mais e só é educado por que você é amiga da filha dele, entende?

- Sim. - falei. - Mas tenho certeza de que ele gosta de mim, ou então me suporta.

Tadinha, eu não sei de nada.

Eu nem acredito que estou sóbria e falando sobre isso com um desconhecido.

Esperava não fazer nenhuma merda.

- Eu preciso beber. - falei a ele. - Me traz algo.

Um momento depois conversando com o meu amigo barman que não fiz questão de perguntar o nome, minha amiga me chamou e eu voltei a me sentar com eles.

- Tá calor aqui né? - ela falou sorrindo, estava toda alegre. - O que tá bebendo? - ela não esperou que eu dissesse, só que eu também não sabia, mas sabia que era muito bom. - Muito bom, o que é?

- Eu não sei. - dei de ombro. - Mas é muito bom mesmo.

E forte. Vai saber o que tinha aí dentro.

- Então, Chloe... - Timo começou a falar. - Sua amiga disse que você mora em L.A, eu também.

Em que momento eles tinham conversado se a todo momento eles estavam se beijando e quase fazendo algo além mais?

- Verdade. - eu peguei meu telefone pra ver as horas e já passava da meia noite. - Volto hoje.

- Legal.

Conversamos sobre muitas coisas, ele tinha um papo legal e eu gostei dele.

Lily deveria investir. E eu tenho certeza que ela vai.

No momento que eu me levantei para ir pegar mais um copo da bebida deliciosa, a porta do bar abriu e a fã maluca entrou. Eu me sentei rapidamente e fiz de tudo para ela não me ver, os dois na minha frente sem entender nada me olharam estranhos.

Eu toquei a mão da minha amiga e falei em voz baixa que ela estava aqui.

- Ela quem? - a tonta perguntou e se virou muito rapidamente para a direção da menina que óbvio, viu ela e também me viu. - Oh... Que merda!

- Pois é.

Eu suspirei e me levantei, pra não falar com ela que acenou e vinha pra nossa mesa, mas, tenho certeza que seria quase impossível.

Meu amigo de conselhos bons me deu outro copo e quando me virei pra ver se a dita cuja ainda estava lá, quase derrubei bebida nela por que ela estava do meu lado.

- Oi! - ela falou, alegre. - Posso me sentar com vocês? Lily-Rose disse que eu deveria perguntar para você, por causa da cadeira vaga ao seu lado.

Eu olhei para minha amiga que sorria e dava tchauzinho, ela não estava sã.

- Sabe... - comecei. - Nós já estamos indo. - expliquei. - Mas, por que você não me escreve seu número e a gente marca algo?

- Sério? - seus olhos brilharam. - Claro que sim, eu iria adorar!

Droga, será que sou uma péssima pessoa?

Não, ela que deveria ser por não se dar o respeito e por não respeitar.

Ela escreveu seu número em um pedaço de guardanapo com seu nome e me entregou, seu nome era Holy.

Nome de pessoas que não tem boas intenções tenho certeza.

- Olha, Holy. - falei e já me arrependi. - Enquanto não vamos embora, você pode se juntar a nós.

- Eu adoraria.

Quer merda eu estou fazendo?

Nós voltamos para a mesa juntas e minha amiga pareceu surpresa, eu também pareci quando ela jogou a garota pra cima de mim pra eu dispensa-la.

Ela falava demais e eu percebi que era coisa dela mesmo, porque agora ela não falava apenas sobre o Johnny mas sim de qualquer coisa.

Timo, que não sabia que deveria odiar a menina era supersimpático com ela e eu não julgo, quando não estava sendo uma completa obsessiva ela era agradável. Mas aí, tudo desandou quando ela começou a falar do Johnny.

- Como está o amor da minha vida em Lily? - ela perguntou rindo. - Ele anda meio sumido, não tem saído tanto.

- Está bem. - minha amiga falou o mais educado possível, com seu sorriso falso que apenas eu percebi.

- Como que eu faço para conseguir sair com ele? - ela perguntou, na cara de todo mundo, sem senso nenhum.

Eu tinha que falar algo, eu sabia.

Mas eu iria ser grossa e, talvez bateria nela.

E com razão?

Minha amiga, fingiu que não ouviu e falou algo para o cara do seu lado, a ignorou completamente.

Eu achei que Holy finalmente fosse ficar quieta, mas não, ela tinha que continuar falando.

- Chloe, me diz. - pediu. - Como você fez para se aproximar deles? Qual o seu segredo?

Foi o cúmulo.

- Você está se ouvindo? - perguntei. - Por que você acha que eu fiz algo para me aproximar deles? Qual o seu problema, garota?

- Nenhum, eu só...

- Não, você tem todo o problema do mundo. - falei, ríspida. - Você diz que é muito fã do Johnny Depp né? Adivinha, eu também! E nem por isso faço metade das coisas que você faz e das coisas que você diz. Você precisa seriamente se tocar e pensar nas suas atitudes, se você quer tanto conhecê-lo e ter sabe-se lá o que, faça do jeito certo. Não o aborde do jeito que você faz, mude seus pensamentos em questão a ele e seja menos dada. Isso é feio demais, e você é bonita não tem que ficar fazendo essas coisas.

Deus, eu não aguento mais ela.

- Eu... - ela começou a dizer, mas se calou e se levantou. - Eu já vou indo.

E foi.

Ainda bem.

Eu olhei para o copo na minha frente e o tomei tudo em um gole só, eu estava precisando e eu queira mais.

- Eu preciso de mais. - falei para o casal na minha frente que me olhavam, surpresos. - E eu pago a próxima rodada.



Estávamos do lado de fora esperando meu amor chegar para nos levar para casa.

A essa altura eu já estava completamente bêbada e, faria muitas coisas das quais já me arrependo.

Que droga de menina, odeio ela.

Estragou minha noite.

Timothée já tinha ido embora não sem antes deixar seu número de telefone com a minha amiga que suspirava a cada minuto, com certeza lembrando de cada minuto ao lado do garoto.

- Eu acho que estou apaixonada. - ela falou suspirando mais uma vez e deitou a cabeça no meu ombro.

- Acho que eu também.

Mas acho que todo mundo já sabia também.

Peguei o celular pra ver as horas mais uma vez e iria dar três, mas ele ainda não tinha chegado.

Não sei bem quem o chamou, mas sei que ele estava vindo, espero.

Um tempinho depois Johnny chegou e carregou minha amiga, que já estava dormindo, até o carro e a colocou deitada no banco de trás.

Eu entrei no carro e me sentei no banco do passageiro, ao lado do motorista, do Johnny, e, lembrei de colocar o cinco de segurança por que era muito importante.

Tão importante quanto meu amor por Johnny Depp.

- Por que vocês beberam tanto? - ele perguntou assim que entrou e ligou o carro. eu não respondi, por que eu estava ocupada demais admirando ele. - Chloe?

- Por que... Por que será que eu te amo tanto?

Ele riu e balançou a cabeça, negando e não me respondeu.

Só ele poderia me responder.

- Então... - falei, por que sabia que ele não iria falar nada. - Por que bebemos tanto... Por que bebemos tanto? Isso é uma boa pergunta.

- Então responda.

- Certo, nós já bebemos. - falei. - Isso não significa que vamos beber muito ou pouco, depende muito do nosso estado. Por exemplo, Lily não bebeu tanto assim, mas mesmo assim bebendo ou não muito, ela sempre acaba desmaiada. E eu, que só bebo muito sempre que você faz algo ou então, quando algo me irrita, sempre acabo dizendo que te amo.

Sempre a mesma coisa, nada muda.

- Entendi.

- Você está entendendo o que eu to falando?

- Sim, a maioria.

- Droga, juro que to falando tudo certinho.

- Claro que está, querida.

Eu continuei olhando para ele, todo relaxado dirigindo e todo descontraído e todo, ele existindo.

Minha nossa, eu sou muito apaixonada por esse homem.

- Quando a gente chegar... - falei. - Precisamos colocar o papo em dia, temos muita coisa para conversar.

- Tem certeza que quer fazer isso ainda bêbada?

- Claro! - suspirei. - Tem que ser comigo bêbada porque se não quando eu acordar eu vou esquecer e aí, se eu esquecer você não vai saber.

- Tudo bem.

Isso.

Eu nem sabia que caraio ia falar, só sei que queria ficar com ele o máximo de tempo que eu conseguisse.

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