Capítulo 11 - Jogo Bônus: Jogo da velha sexy
N/A: Salve, salve, minha gente!
A espera enfim acabou.
Sério me desculpem por fazer vocês esperarem tanto, tanto. Deu uns 'probleminhas técnicos' na criação desse capítulo, mas felizmente foram resolvidos e está aqui o capítulo saindo fresquinho.
Uma informação sobre ele é que traz duas lembranças importantes de antes do namoro do nosso casal. Uma é boa e a outra péssima, culpem a Sarah por essa última.
Simbora ler!
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❤️❤️❤️
O jogo:
A velha brincadeira usada nas horas de tédio interminável, também pode ser usada em um momento a dois.
Alternadamente, preencha cada um dos espaços vazios com copos de bebidas marcados com os símbolos (X ou O). A perdedora da rodada bebe todos os shots que estão no tabuleiro e ainda tira uma peça de roupa. Caso "dê velha" e o jogo empate, cada uma deve tomar uma dose apenas como trégua, sem tirar uma peça de roupa. O jogo acaba quando uma das jogadoras ficar nua primeiro ou quando ambas quiserem pôr um fim nele.
Itens necessários para o jogo:
• Uma folha de papel A4 com o desenho do tabuleiro do jogo da velha;
• 1 Rolo de fita (isolante ou crepe);
• 9 copos de shot;
• Bebida alcoólica da sua preferência;
❤️❤️❤️
Sarah voltava da cozinha aonde tinha ido buscar na dispensa a garrafa de cachaça que comprou mais cedo quando foi ao supermercado. Parou por um instante na soleira da porta que dava para a sala, empunhando a garrafa da bebida de cor amarelo-palha. Seu olhar se prendeu a figura de uma Juliette que dançava tão entretida que nem notava que era observada.
Sarah sorriu com a cena.
Quando que ela ia imaginar que aquela estudante que lhe abordou no fim da palestra após todos irem embora, cheia de elogios e depois convidou-a para um café na lanchonete da universidade, ia estar mais de oito anos depois na sala de seu apartamento, partilhando momentos incríveis e construindo uma vida junto com a loira, depois de Sarah ter sido uma idiota perfeita com ela por dois anos.
"Com licença."
Sarah terminou de fechar o zíper de sua pasta onde havia guardado o notebook que usou para apresentar os slides de sua palestra e só então, ergueu a cabeça para ver quem era a dona da voz que lhe chamava. Deu de cara com uma moça de cabelos escuros e grandes olhos, escondidos atrás das lentes redondas dos óculos de grau. Era a mesma moça que havia feito duas perguntas bem pertinentes e a qual, seus olhos sem razão alguma buscaram por diversas vezes contato visual durante a palestra inteira, como se houvesse um ímã nela.
"Olá, senhorita..."
"Freire, Juliette Freire."
A garota sorriu largamente e esse seu gesto foi apreciado por Sarah.
"Em que posso ajudar, Juliette Freire."
"Ai, por favor, apenas Juliette. É que chamar meu nome acompanhado do sobrenome me dá a sensação de que estão brigando comigo."
O comentário da garota teve o poder de arrancar um sorriso de Sarah, coisa rara de se conseguir facilmente sem ser um conhecido da médica.
"Okay, Juliette. Em que posso te ajudar?"
"Primeiro de tudo, eu quero dizer que achei sua palestra incrível, maravilhosa e sensacional."
Não era novidade para Sarah ser procurada pelos alunos ao final de suas palestras, tampouco ser alvo de seus elogios rasgados. Mas daquela vez parecia diferente, havia algo de diferente que ela não soube identificar. Na verdade desde que pôs os olhos naquela garota entre os mais de cinquenta alunos no auditório, as coisas não foram as mesmas de sempre.
"E é uma pena que tenha sido a única sua do evento, porque se houvessem mais outras, pode apostar que eu estaria em todas elas e na primeira fileira."
"Pelo visto gostou mesmo da minha palestra." - comentou sem jeito Sarah.
"Bastante. Você falou de uma maneira tão apaixonada sobre 'Cirurgia Geral' que até me deixou em dúvida entre a Cardiologia que é algo que tenho em mente seguir e a sua área de Cirurgia."
"Bom, você ainda tem alguns semestres pela frente para se decidir entre uma delas. Não precisa ter pressa para isso."
Juliette assentiu se sentindo pela primeira vez na vida uma abobalhada completa diante de alguém. E que alguém! Aquela mulher era tão bonita e tão inteligente, que Juliette estava encantada. E pensar que quase não participou da palestra, porque ouviu rumores de que a palestrante era um tanto maçante. Quanto engano! De maçante Sarah Andrade não tinha nada. Segundo sua professora mencionou semana passada, a palestrante havia sido sua aluna, uma de suas melhores alunas e alguém que estava ganhando cada vez mais notoriedade no meio médico. E a julgar pela palestra impecável que ela fez, isso só reforçou para Juliette o quão brilhante e boa em sua área, devia ser aquela mulher diante dela.
"Você aceita tomar café comigo?" - o convite saiu de súbito pegando de surpresa a palestrante. "Tenho algumas dúvidas sobre o assunto que abordou na palestra. Só que fiquei com vergonha de te encher de mais perguntas na frente de um auditório lotado." - Juliette inventou, antevendo uma possível recusa da outra ao convite o qual teve a cara de pau de fazer, porque queria ao menos mais algum tempo na companhia daquela mulher que lhe chamou a atenção desde o momento em que a viu subir no palco do auditório muito bem vestida em um conjunto social e se equilibrando em seus saltos agulha, para dar início a sua palestra.
"Acho que não teria problema um café."
Em outra ocasião Sarah teria rejeitado no ato o convite como já o fez em outras circunstâncias parecidas. Mas naquela ali, por alguma estranha razão, cedeu sem hesitar ao convite daquela jovem de olhar curioso.
Quase sete anos depois um convite bem parecido também vindo de Juliette não teve a mesma aceitação.
"Eu vi que hoje a noite estaremos de folga." - comentou a cardiologista se encostando a soleira da porta da sala de armários e cruzando os braços na altura dos seios. Há poucos passos de distância dela estava Sarah apanhando alguns pertences de dentro do armário para ir embora para casa, já que o turno de trabalho tinha terminado instantes atrás.
"É!"
Foi tudo o que a cirurgiã proferiu em resposta e sem olhar para a subordinada.
"Você aceita sair pra jantar comigo?"
Juliette vinha ensaiando fazer aquele convite há dias. Era mais uma das várias tentativas que já fez para se aproximar de Sarah e, quem sabe, com isso quebrar aquele muro que a outra ergueu entre elas desde que se reencontraram naquele hospital.
Sarah paralisou diante do convite. Seu coração dizia para aceitar e dar uma chance a elas duas, acabar com aquele sofrimento todo, mas o bom senso, as regras do hospital e, principalmente seu medo lhe disseram o contrário e foi justamente este 'conselho' que prevaleceu.
"Não!"
Doeu dar outra negativa, mas era só o que a sua covardia lhe permitia fazer.
Mesmo diante da rejeição - mais uma para sua lista, diga-se de passagem -, Juliette engoliu seu orgulho ferido e ainda teve forças para contestar o fora levado.
"Por que não, Sarah? Vamos sair... Vamos ver o que acontece?"
A outra médica suspirou e se virou para a cardiologista após fechar o armário. Nem um soco desferido em seu estômago doeria tanto quanto a tristeza que enxergou no fundo daqueles olhos castanhos que lhe arrebataram desde certa palestra e, que ao se reencontrarem anos depois, trouxe de volta sentimentos que nem o tempo sem contato se incumbiu de apagar.
"Juliette..."
Anda, sua covarde, diz que sim e faça ambas felizes.
Na teoria parecia fácil dizer "sim", mas na prática não era. Havia tanta coisa envolvida por trás de uma simples afirmativa. Medos, inseguranças, julgamentos, a carreira de Juliette. Tudo isso para Sarah eram empecilhos que a mulher não era corajosa o suficiente para enfrentar.
"Sinto muito... não sei o que fazer a respeito disso." - disse por fim, apontando para elas duas.
Um sorriso melancólico tomou a face de Juliette. A tristeza em seus olhos ganhou uma proporção ainda maior ao olhar de Sarah.
Você é uma idiota, Andrade!
"Sabe... Quando você se der conta do que fazer, pode ser tarde demais." - Juliette retrucou, tentando ao máximo não derramar algumas lágrimas pelo novo, mas não tão surpreendente assim, fora que acabava de levar de sua chefe. "Passar bem, doutora Andrade!" - a cardiologista deu as costas a Sarah e se foi.
Quando você se der conta pode ser tarde demais! Essa frase de Juliette ficou atormentando Sarah por dias e semanas a fio. A cirurgiã até saiu na época com Viviane para tentar tirar aquilo da cabeça, o que foi um erro grotesco. Ainda mais por ver que aquela sua saída magoou Juliette.
Um muro ainda maior se criou entre elas. E a frase da cardiologista por muito pouco não foi certeira. Por muito pouco não foi tarde demais para elas. Por muito pouco Sarah não perdeu Juliette para o charmoso e galante doutor Rodolffo, um médico vindo transferido de Santos, que desde o momento que pôs os pés no hospital foi só galanteios para cima da cardiologista morena.
Logo rumores em torno de um possível romance entre Juliette e o traumatologista bonitão começaram a surgir pelos corredores do hospital devido a proximidade cada vez maior entre os médicos, o que eles negavam veementemente. Porém não convenciam os outros, já que era nítida a intimidade relâmpago que adquiriram em pouco tempo.
Eles se chamavam por apelidos. Ela era a Jujuba. Ele o 'piruca'.
Quase sempre andavam juntos.
Saíam para tomar café depois do turno. Rodolffo por vezes buscou e deixou Juliette em casa. Até rolou uma saída para jantar. E este fato chegou aos ouvidos de Sarah e a desestabilizou no mesmo instante. Foi um baque e tanto.
Dez dias!
Esse foi o tempo que levou entre a descoberta da saída entre os médicos e Sarah se decidir em procurar Juliette para conversar e abrir seu coração a cardiologista. O medo de possivelmente perder para sempre a cardiologista falou mais alto do que a covardia de não tentar algo. E se munindo da coragem que nos últimos anos não teve, a cirurgiã foi a luta de sua chance.
Era domingo.
Uma declaração de amor.
Um pedido.
E um "sim".
Assim foi como tudo começou entre elas. Ou recomeçou, dependendo do ponto de vista.
- Sarah!!
A loira olhou assustada para a namorada que agora estava parada bem diante dela, sorrindo e com as mãos na cintura.
- Oxe! Em que planeta você estava, porque aqui na terra que não era mesmo.
- Nem eu sei ao certo. - sorriu sem jeito. - Vamos para o nosso jogo? - desconversou.
- Vamos nessa, doutora.
Elas se dirigiram até a mesinha de centro onde a folha de papel com o tabuleiro já previamente desenhado por Juliette, estava lá sob a pilha de copos.
Acomodadas lado a lado no chão e com as costas apoiadas ao sofá, as duas mulheres deram início a marcação dos copos. Enquanto a cardiologista marcava um a um de seus três copos com Xis feito com fita isolante. Sarah se encarregava de fazer os círculos nos seus três. Os outros três que iam sobrar, ficariam de reserva caso precisasse usá-los ao longo das partidas.
- Sabia que o jogo da velha original, sem envolver bebida alcoólica e tirar a roupa, surgiu no Egito antigo? - revelou Sarah.
- Ah, é? - Juliette olhou com curiosidade para a namorada ao cortar com uma tesoura a fita isolante para marcar seu último copo de shot.
- Sim. Foram encontrados indícios do jogo datadas no século 14 antes de Cristo. Porém, foi no século 19, na Inglaterra, que a brincadeira ganhou força.
- Nossa!
- No final da tarde, as mulheres tinham o costume de se reunir para bordar e botar o papo em dia. Mas as idosas já não tinham condições de bordar. Por isso, acabavam se divertindo com um passatempo chamado 'nós e cruzes'. Como ele era jogado por pessoas mais velhas, acabou ganhando, mais tarde, o nome de 'jogo da velha'. - a cirurgiã terminou de explicar como se tivesse se dirigido a uma sala de aula repleta de estudantes.
Juliette sorriu, achando um máximo o conhecimento tão abrangente que sua namorada tinha sobre coisas às vezes incomuns e aleatórias. E a forma como ela explicava, parecia sempre tão sexy aos olhos da cardiologista.
- Que foi? Não acreditou em nada do que eu disse, né?
- Claro que acreditei.
- Então por que está me encarando tanto? - Sarah franziu a testa diante do olhar fixo da namorada.
- Porque quando você age como a professora palestrante explicando algo, fica sempre tão sexy... que me deixa com tesão.
Sarah arregalou os olhos surpresa. Depois sorriu e balançou a cabeça.
- As revelações de Juliette!
Foi a vez da cardiologista rir agora.
Instantes depois com os copos devidamente marcados e cheios com a cachaça, as duas mulheres tiraram no par ou ímpar quem daria início a primeira rodada da brincadeira. Dessa vez, a sorte foi favorável a Juliette que sagrou-se vencedora na disputa.
A cardiologista observou bem o tabuleiro para ver em qual lugar achava mais prudente colocar seu copo para iniciar o jogo. Optou pelo quadrado do centro para posicionar sua primeira 'peça'.
A vez passou para Sarah e ela escolheu a casa do canto inferior esquerdo. Diante dessa jogada da namorada, Juliette na sua vez foi no canto oposto ao que Sarah jogou (canto que faz uma diagonal com outro). A loira sorriu ciente de que sua próxima jogada ia definir o rumo ou para a vitória de bandeja de Juliette (caso optasse por colocar seu copo em qualquer uma das duas casas da linha do meio) ou o empate (se optasse por uma das casas do canto, tendo em vista claro que Juliette ia lhe bloquear na jogada seguinte).
"Eu não vou beber cinco shots agora, sem chance!", Pensou a cirurgiã.
Sarah escolheu o quadrado do canto superior esquerdo. Juliette contra-atacou, bloqueando uma possível vitória da namorada ao marcar a casa do meio da coluna da esquerda. Em seguida foi a vez de Sarah bloquear a possível vitória de Juliette ao posicionar seu copo de shot na mesma linha do meio, mas no quadrado da coluna do lado direito.
- Vai dá velha, nem precisamos ir a diante. - cantou o resultado Sarah.
- Poxa, pensei que meus olhos iam ser premiados com você já se livrando de uma peça de roupa.
- Na próxima rodada quem sabe. - piscou para a namorada.
Como deu empate, as duas tiveram que tomar cada uma um shot da bebida. E fizeram isso juntas depois de uma contagem regressiva do três ao um feita por Juliette.
A segunda rodada começou com Sarah dando início na partida colocando seu copo de shot no quadrado do canto inferior da coluna da esquerda. Juliette posicionou o seu copo no quadrado do meio, da linha superior do tabuleiro. Em resposta Sarah marcou o canto inferior da direita.
- Ah, nem vem que você não vai ganhar, Sarah. Eu que vou. - Juliette colocou seu copo na casa vazia entre os dois xis e encarou a namorada com um sorriso vitorioso, já que estava confiante em sua vitória.
- Não devia cantar vitória antes do tempo, Ju. - Sarah pronunciou com um olhar triunfante após colocar seu copo de shot entre os dois da namorada posicionados na coluna do centro, na vertical, criando assim uma ratoeira em uma interseção de uma linha e uma coluna com seus dois copos anteriores.
Levou apenas alguns segundos para Juliette entender que com aquela jogada de Sarah, ela ia perder o jogo de qualquer jeito. E quando isso aconteceu, ela lançou um olhar mortal a namorada que apertou os lábios para não rir.
- Sua filha da mãe. - resmungou, colocando seu copo no quadrado superior da esquerda e deixando a vitória para a namorada. - Ganha, Sarah.
E ela fez sua jogada vitoriosa ao colocar sua peça no quadrado do canto superior da coluna da direita, fechando uma linha na diagonal.
- Alguém vai beber os cinco shots e tirar a blusa e não serei eu. - cantarolou com um sorriso triunfante, que rendeu um revirar se olhos na cardiologista, já que esta detestava perder.
- Isso vai ter volta, Sarah Carolline.
A outra riu alto, adorando ver a namorada emburrada.
Lá foi Juliette tomar os cinco shots todos do tabuleiro. Depois de virar o segundo copo, os outros todos foram virados seguidos de uma careta engraçada. Em seguida, só para contrariar Sarah que pedia para que ela tirasse a blusa, a cardiologista tirou o short.
- Você é má. - reclamou a loira emburrada depois que a namorada não atendeu seu pedido.
Desta vez quem riu foi Juliette.
Pelas rodadas seguintes:
Juliette perdeu outra vez, retirando a blusa para satisfação de Sarah e ficando só com o conjunto de lingerie na cor rosa claro;
As duas médicas empataram por três vezes seguidas;
Sarah perdeu pela primeira vez e tirou o short;
Juliette perdeu outra vez e seu sutiã vôo para algum canto da sala;
Sarah perdeu a segunda vez, tirando a blusa e ficando só de lingerie roxa.
Mais dois empates seguidos.
Àquela altura da brincadeira com vários shots de cachaça ingeridos, as duas mulheres já davam sinais claros dos efeitos da bebida. Sendo que em Juliette os efeitos estavam mais evidentes e 'potentes' que em Sarah pela morena ter bebido alguns copos a mais que a loira.
Enquanto a cirurgiã estava só mais risonha e mais tagarela do que seu habitual. Sua namorada estava além dessas duas coisas, com as mãos bobas que não paravam quietas, ora alisando as coxas de Sarah ora tocando sua barriga. A língua estava mais solta e afiada em falar coisas impróprias. A boca volta e meia beijava o pescoço, o rosto ou o ombro de Sarah. Sem contar na visão da cardiologista que já enxergava dobrado as coisas.
- Estou vendo duas Sarah gostosas. - revelou em um tom pastoso de voz, dando um sorriso tão malicioso quanto o olhar direcionado a namorada.
- Duas é? - a voz da loira saiu arrastada e lenta, e acompanhada de um sorriso.
- Aham... E quer saber... - a morena se inclinou para perto da namorada, roçando seus seios nus no braço da namorada e alisando uma de suas coxas enquanto Sarah enchia os copos de shots para a próxima rodada.
- O que, linda?
- Eu quero transar agora mesmo com as duas Sarah que eu vejo. - mordeu o ombro da outra para depois lamber o local, escutando um gemido em resposta de Sarah seguido de um palavrão, já que a médica loira deixou escapulir a garrafa da mão, derramando cachaça nas coxas e um pouco na calcinha. - Ficou nervosa, Sarará. - zombou a cardiologista com um sorriso sacana.
- Não. - negou, rindo e passando seu short pelas pernas.
- Ficou sim. Ou então... já está bêbada. - disse baixo e bem próximo a orelha da outra.
- Acho que nós duas já estamos bêbadas. Você bem mais que eu. - acusou a médica loira encarando a cardiologista que piscava mais vezes que o normal.
Juliette tomou da mão de Sarah a peça que ela usava para se enxugar e atirou longe.
- Ei! - protestou a loira.
Sem qualquer cerimônia, a cardiologista subiu no colo da namorada, uma perna de cada lado de suas coxas. Os braços envolveram o pescoço de Sarah. Um olhar de luxúria e um sorriso para lá de safado brincava em seus lábios.
- Quero transar agora com você. - revelou com os lábios próximos aos de Sarah.
- E o jogo? - provocou a outra apertando a cintura da cardiologista com as duas mãos.
- Dane-se o jogo. Eu quero você!
- Eu e a outra de mim que está vendo, né?
- Por que não? - sua língua deslizou de maneira provocante pelos lábios da namorada.
- Não sabia que tinha fantasia por ménage.
- Não tenho. - deu de ombros rindo. - Mas se as duas parceiras forem exatamente duas gostosas doutora Andrade, eu topo na hora.
Sarah gargalhou, deixando sua cabeça cair levemente para trás e apoiar-se ao acento macio do sofá atrás de si.
Juliette aproveitou-se disso para beijar e mordiscar o pescoço da namorada. Traçou uma trilha de beijos que subiu de seu pescoço, para a extensão da mandíbula até alcançar a boca de Sarah em um beijo bruto com gosto de cachaça.
Os dedos de Juliette se entrelaçam aos cabelos da namorada enquanto sua língua afastava os lábios da outra, exigindo passagem que foi concedida na hora. A ponta das línguas se encontram e como em uma dança sensual e excitante, fazem movimentos rítmicos.
Um gemido sai fundo da garganta de ambas e seus corpos são tomados pelo tesão.
Sarah desliza as mãos até o traseiro perfeito da namorada. Colocando a mão espalmada em sua bunda, a traz para mais perto de si não deixando espaço entre seus corpos enquanto suas línguas se acariciam, se provocam e se saboreiam sem parar.
Aquela altura o jogo que faziam antes já havia ficado para segundo plano há anos luz. Sequer lembravam dele no momento.
O beijo longo, envolvente e excitante ainda durou por mais alguns segundos até que Juliette afasta os lábios e respira pesadamente assim como Sarah.
- Vamos te livrar dessa lingerie, minha doutora gostosa. - sussurrou ofegante pelo beijo. Seus olhos mais escuros que o normal.
Com certa dificuldade em virtude do estado não tão sóbrio e, arrancando com isso, alguns risos de Sarah, Juliette conseguiu abrir o fecho do sutiã da loira e livra-la da peça, que foi parar lá na poltrona.
Do sofá a cardiologista apanhou uma almofada e jogou no chão, indicando que a namorada se deitasse e acomodasse a cabeça na almofada. Assim ela o fez após Juliette sair de seu colo.
Já deitada, Sarah teve sua calcinha retirada pela namorada que assim que atirou a peça no mesmo lugar do sutiã, veio se acomodar sobre a médica loira, ficando com o rosto a milímetros do seu.
- Seu corpo em cima do meu é uma delícia. - murmurou rouca. Sua língua toca e umedece o lábio superior de Juliette enquanto suas mãos agarram e apertam a cintura da outra. A cardiologista arfa e sente o desejo lhe queimar como um incêndio.
Anulando a pouco distância que havia, Juliette beija outra vez a namorada. Beija, colocando todo o seu desejo e sua ânsia no ato.
Sarah corresponde com lábios ávidos. Explorando. Provando. Desejando. Uma de suas mãos segura a nuca de Juliette enquanto a outra sobe pela pele quente e macia das costas da cardiologista e desce até alcançar sua bunda.
Juliette agarra um punhado de cabelo da loira e puxa com mais força enquanto a beija com vontade, de um jeito voraz e febril.
- Porra. Você é minha perdição! - a cardiologista desliza os dentes do queixo de Sarah até a orelha da loira.
O gemido da outra é macio e rouco. Esse gemido é como música para a cardiologista e um incentivo a mais para ir em frente. Ela leva os lábios agora ao pescoço da outra e, posteriormente ao colo.
Sarah arfa, cravando os dedos no couro cabeludo de Juliette quando a cardiologista passa a língua suavemente em seu mamilo e o coloca inteiro na boca, sugando com força.
- Ah! - ela geme, agarrando os cabelos da cardiologista.
Juliette não para. Sua boca inquieta e ansiosa passa de um mamilo para o outro, puxando, lambendo, beijando... Chupando.
Sarah se contorce e choraminga embaixo da namorada.
Abandonando os seios da loira, a cardiologista beija a barriga da namorada e deixa uma trilha molhada até seu umbigo. Circunda-o com o nariz. Torna a beijar mais uma vez sua barriga e passou a língua de uma lado a outro.
- Seu rosto ficaria ótimo agora no meio das minhas pernas. - comentou a loira, umedecendo os lábios ao deslizar a língua por eles.
- Você é muito safada, sabia? E eu adoro!! - disse Juliette com um sorriso cínico.
A almofada que antes acomodava a cabeça de Sarah foi parar debaixo de seu quadril. Apoiada em seus cotovelos, a loira viu Juliette se ajeitar entre suas pernas e mordeu os lábios.
Uma rápida troca de olhar entre elas e logo, a cardiologista já tocava com os dedos a virilha da namorada, depois, delicadamente, deslizava a língua e ouvia um gemido como resposta da loira.
Abrindo os pequenos e grandes lábios, fez massagens com dedo indicador e o polegar, para em seguida passar a língua pelos pequenos e grandes lábios.
Com a língua também, fez pequenos movimentos circulares, oitos e espirais – suave e lentamente – e dirigiu-se ao clitóris. Aplicando pequenos movimentos de sucção, ela também massageava os grandes lábios com os dedos, introduzindo um deles na vagina e retirando-o, para deslizar para dentro mais uma vez. Passa a enfiar e tirar o dedo, estabelecendo um ritmo enquanto se dedica com a língua ao clitóris.
Seus olhos castanhos sempre atentos a Sarah e suas reações, ao mesmo tempo, em que passavam a mensagem “não há nenhum outro lugar do mundo onde eu preferia estar do que aqui”.
E, realmente não havia outro lugar! E Sarah sabia... Ou melhor, via aquilo enquanto seu corpo era tomado por um prazer imenso proporcionado pela namorada e sua boca e dedos maravilhosos, lhe sugando e penetrando sucessivas vezes. Ela já mexia os quadris em um ritmo milenar, e suas pernas enrijecem. Estava já quase lá.
- Continua, eu vou gozar, Ju.
A cardiologista continuou e poucos segundos depois, Sarah já gozava com força, fazendo barulho e repetindo o nome da namorada sucessivas vezes.
- Amo o seu gosto! - confessou Juliette, passando a língua pelos lábios.
- E eu amo o jeito que você me faz gozar.
A cardiologista sorri enquanto engatinha sobre o corpo da namorada até seu rosto estar frente a frente ao de Sarah. Inclinando-se para frente, ela a beija.
Sarah passa os braços ao redor do pescoço de Juliette trazendo o corpo da outra para deitar-se sobre o seu. Com rapidez inverte as posições, deixando a cardiologista embaixo.
- Minha vez de te dar prazer. - disse a loira ao abandonar os lábios da namorada.
- Vai em frente. Meu corpo é todo seu.
A boca de Sarah encontrou-se outra vez com a de Juliette, beijando-a avidamente. Febrilmente. Desesperadamente.
Abandonando sua boca, ela enche o pescoço da cardiologista de beijos enquanto sua mão viaja entre os corpos de ambas até alcançar seu destino final.
Juliette arfa ao sentir os dedos de Sarah roçando seu sexo ainda por cima do tecido já molhado de sua calcinha.
Com o polegar a loira circunda o clitóris da outra várias vezes e bem lentamente, numa doce tortura. As mãos de Juliette que outrora se encontravam na cabeça da loira, migram para acariciar suas costas. Ela arrasta a ponta dos dedos e os crava nos ombros de Sarah quando a namorada invade a calcinha com a mão e desliza um dedo por cima de sua intimidade molhada. Uma. Duas. Três vezes. Na quarta, ela inclina a cabeça para trás e geme.
- Sarah... - chamou.
A outra continuou acariciando-a. Provocando. Excitando com os dedos.
Juliette morde o lábio superior enquanto os dedos de Sarah continuam estimulando. Um novo chamado da cardiologista veio em frações de segundos e a loira arrastou seus lábios até a orelha da outra, para lhe sussurrar roucamente:
- De quatro, meu amor.
Não foi preciso um segundo pedido para a cardiologista se colocar na posição pedida pela namorada, após a outra sair de cima dela.
A única peça de roupa que Juliette ainda usava, lhe foi tirada. Com as duas mulheres de quatro, Sarah que está por trás se debruçada sobre as costas de Juliette e com uma das mãos apoiadas sobre o tapete que cobre o chão, leva sua outra mão livre ao sexo da namorada. Com a ponta dos dedos passa a tocar o clítoris da outra enquanto faz movimentos pélvicos, esfregando sua intimidade a bunda de Juliette.
Dois dedos seus deslizam para dentro da outra que geme. Sarah os tira e desliza mais outra vez os dedos para dentro da namorada.
- Ah! - geme a cardiologista, fincando seus dedos ao felpudo tapete.
Sarah repete essa ação de enfiar e tirar os dedos de dentro de Juliette por mais vezes, imprimindo um ritmo mais rápido enquanto ora beija, mordisca ou lambe as costas da cardiologista sem deixar de roçar seu sexo contra a bunda da outra.
- Mais forte... me fode mais forte. - pediu a morena que aquela altura já movia os quadris de encontro aos dedos da namorada.
O pedido da cardiologista foi atendido por Sarah quase que de imediato. A loira imprimiu um ritmo mais forte e rápido. Tão rápido quanto seu quadril roçando nas nádegas da outra.
Não tardou nada para Juliette sentir o corpo estremecer e ser consumido logo em seguida pelo orgasmo, e gozar chamando alto pelo nome da namorada.
Atrás dela Sarah ainda continuou seus movimentos pélvicos por mais alguns instantes até alcançar o gozo com o auxílio dos dedos que usou para se masturbar.
Sem forças para se manter na posição e sustentando a namorada, Juliette vacila em seus joelhos e deixa seu corpo ir ao chão, trazendo junto consigo o de Sarah.
- Sarah... - chamou a morena após alguns segundos de silêncio.
- Fala, meu amor... - respondeu a outra com a respiração ainda entrecortada e o rosto apoiado as costas suadas de sua amada namorada.
- O sexo com você é uma delícia!
Final da primeira rodada
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É isso, minha gente!
Um capítulo grande para uma espera enorme. Espero que tenha valido a pena.
Quero agradecer do fundo do coração a companhia de vocês ao longo das postagens. A cada uma que leu, votou, comentou e até mesmo as que só leram mesmo, sem deixar comentário ou voto.
Vocês não tem noção o quanto foi importante ter vocês nesse meu retorno a escrever fic. Antes de postar essa história eu vivi um período bem difícil com minha saúde mental em frangalhos. Havia parado de escrever fic, sendo que isso era/é o que mais amo fazer.
Voltar a escrever depois de meses foi minha tentativa de não cair mais fundo no buraco em que já caía. E receber um ótimo retorno de vocês a cada postagens, vendo a fic subir em visualizações e votos, recebendo comentários e mais comentários, foi como uma âncora me puxando do fundo do mar e me trazendo a superfície.
Obrigada. Obrigada. E obrigada. Vocês são paaaauuuuu ❤️🥰
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