Capítulo Final: Casamento!

N/A: Salve, salve, minha gente!

Chegamos ao último capítulo da aventura erótica das nossas doutoras 😭💔

Vou deixar que curtam a leitura do capítulo e ao final dele, me despeço de vocês.

Peguem um lencinho e simbora comigo! 😢

------------------------------------------------------------------


A gente se escolhe todo dia
E eu te escolheria mais milhões de vidas
Porque uma só é pouco com você, amor
E eu quero tudo que eu puder viver com você

(Explodir - Anavitória)

❤️❤️❤️


Ao ver a porta se abrir, Sarah pode observa com encantamento toda a sala principal da Casinha Quintal, um estabelecimento alugado por sugestão de Kerline, o qual fica situado na esquina mais charmosa de Higienópolis. O ambiente com paredes de tijolinhos brancos, lustres de cristal na cor champanhe e teto de vidro retrátil está com uma decoração de encher os olhos românticos, bem no estilo que sua futura esposa pediu que fosse.

Sorri ao pensar em Juliette a quem não vê desde de mais cedo e mais ainda, nos momentos que viveram até ali.

Momentos!

Chico Xavier uma vez disse: É exatamente disso que a vida é feita, de momentos. Momentos que temos que passar, sendo bons ou ruins, para o nosso próprio aprendizado. Nunca esquecendo do mais importante: nada nessa vida é por acaso.

E não foi por acaso que elas se conheceram.

Devia estar escrito em algum lugar que elas estavam predestinadas a terem seus caminhos cruzados.

Estava escrito em algum lugar que as coisas entre elas tinha que acontecer como aconteceram. Com desencontro. Rejeições. Medo. Sofrimento. Mas também regado de momentos de alegria. Companheirismo. E Amor. O sentimento mais sublime e mais forte que um dia Sarah sentiu por alguém na vida.

- Vamos lá, meu bem?! A música já começou a tocar. - a médica escuta em tom baixo seu pai murmurar para ela, lhe tirando dos devaneios para assentir em resposta.

Trajando um branco vestido longo de tecido mais encorpado, marcando levemente seu corpo e com o detalhe de tule no decote e nas costas, Sarah caminha de braços dados com Evandro rumo ao altar montado em madeira, com aparador e estrutura incrementada por tecido, vaso de flores e tsurus, origamis tradicional de pássaro, que simbolizam saúde, boa sorte, felicidade, longevidade e fortuna.

Durante o trajeto, a médica loira ia sorrindo com sua costumeira timidez para os convidados presentes, acomodados às mesas de madeira com cadeiras de ferro e madeira, que se espalhavam pelo ambiente, criando uma atmosfera única.

A cada rosto conhecido de um convidado o qual os olhos de Sarah pousava, estava lá estampada nele uma genuína alegria e emoção, por estar fazendo parte daquele momento inesquecível tanto para ela quanto para sua futura esposa.

Seus amigos mais chegados de trabalho, antigos comandados dela, estavam todos presentes. Também estavam ali a família de Juliette, além de algumas amigas dela da faculdade que vieram de Campina Grande. Aílton com sua esposa, bem como Cínthia também se encontravam presente e postados juntos a mesa de uma Abadia que não conseguia conter a emoção e chorava, ao contrário de Sarah que a muito esforço conseguia segurar as lágrimas e não deixá-las escorrem de seus olhos por seu rosto, estragando a bonita maquiagem que seu cunhado Washington havia lhe feito.

Assim que pára diante do altar onde o juíz de paz está postado do outro lado da mesa, Sarah recebe de seu pai um beijo na testa e ouve em seguida um pequeno discurso baixo e emocionado do homem.

- Hoje, você começa uma outra história, outra etapa da sua vida. - Evandro envolve a mão livre da filha nas suas. - Só o que esse velho pai te deseja é que você seja tão feliz, plena e realizada como eu e a sua mãe somos; viva em harmonia com a companheira que você escolheu para estar ao seu lado e construir uma família. E que os filhos que venham a ter, sejam tão maravilhosos como você é para nós, meu bem. Amo você.

- Obrigada, pai. Amo você também. - diz a médica sentindo um nó se formar na garganta e os olhos se encherem de água.

Levando o pequeno buquê de begônia lhe estendido por Sarah, Evandro foi então se acomodar na mesa em que Abadia, Cínthia e o casal de amigo de sua filha estavam acomodados.

Dois minutos!

Dois longos minutos de espera até enfim Sarah vê Juliette aparecer de onde anteriormente a médica loira tinha vindo.

Foi seus olhos verdes baterem na cardiologista para lhe faltar o ar e não conseguir mais conter as lágrimas que a muito esforço segurava. Dane-se a maquiagem! Pois no instante seguinte, a loira já chorava de pura emoção enquanto via Juliette sendo trazida pelo pai.

A cardiologista estava maravilhosa, muito mais bonita do que já é em seu vestido branco de alças finas, com um corte similar ao sereia e todo revestido de renda. Os cabelos soltos e com as pontas onduladas eram enfeitados por um broche de flores, preso ao lado direito de sua cabeça. E a maquiagem impecavelmente bonita, só realçou seus traços bonitos.

Vendo-a tão esplêndida daquele jeito, Sarah se viu amando mais ainda aquela mulher com quem estaria casada dali a uns instantes e pretendia viver para todo o infinito ao seu lado.

Infinito!

No dicionário, sua definição, significa: aquilo que não tem fim.

É, bem assim, o amor que Sarah sente por Juliette. Um sentimento forte, imenso e que nunca terá fim. Esperava que permanecessem assim, juntas e se amando, por toda a eternidade. Porque apenas Juliette é capaz de lhe fazer sentir especial e verdadeiramente amada. Apenas com ela é que Sarah consegue imaginar um futuro próspero e cheio de felicidades.

Felicidade!

Muito tempo atrás, antes mesmo de Sarah conhecer Juliette, sua amiga Kerline lhe sentenciou em um falso tom sério algo mais ou menos assim: Tomara que a felicidade te pegue de jeito e não te solte nunca mais... Vou achar bem feito, porque você vai ganhar o que você merece: ser feliz!

E a felicidade lhe pegou de verdade e em cheio. Lhe pegou, exatamente em um domingo quando um "sim" fez seu mundo ganhar um brilho diferente. E agora, vendo Juliette parar diante de si, com os olhos envolto em lágrimas, Sarah sentia a sua felicidade ser alçada a um nível que nem em seus mais ilusórios sonhos ela achou que fosse capaz de chegar. Algo gigante que mau cabe dentro de seu peito.

- Cuide bem da minha filha, hein moça.

- Pode deixar, seu Lourival.

Quando o pai de Juliette se afastou para ir se acomodar a mesa onde a esposa e alguns filhos estavam, Sarah não perdeu a oportunidade de elogiar a cardiologista.

- Está linda!

Juliette sorri, entrelaçando seus dedos aos de Sarah que havia tomado sua mão na dela.

- Tu também tá tão linda.

- Estou mais apaixonada ainda por você, se isso for possível, doutora Freire. - cochicha a loira com um sorriso.

- Posso dizer o mesmo com relação a você, doutora Andrade. - rebate a morena antes de o juiz de paz dá início a cerimônia.

O homem de meia idade começou seu discurso, falando sobre o significado do casamento e o que faz uma união feliz; pontuou todos os direitos e deveres entre as noivas e fez uma bela citação sobre amor e companheirismo entre um casal:

- Amor é o resumo do infinito. É o laço entre dois corações. É um sorriso frouxo demais. É quando a gente escuta o mundo inteiro no silêncio de alguém. É o ópio do coração. É um cafuné bem feito. É encontrar um lar em outro peito. - finaliza o juiz.

O homem ainda disse mais algumas coisas antes de conceder a palavra ao casal na troca dos votos.

A primeira a discursar seus votos foi Juliette:

- Sarah... Nunca sonhei ser tão amada e completa como sou contigo. Nunca pensei que fosse possível sentir algo tão intenso e verdadeiro. Algo que, ao invés de preencher lacunas, me fez entender o que é ser transbordada de amor. Meu amor por você mal cabe em meu peito. Por vezes, eu me pego pensando se estou realmente vivendo isso, e quando lhe vejo, só consigo agradecer aos céus por ter colocado você em meu caminho. Por poder ser amada do mesmo jeito e intensidade que amo. Espero estar sempre ao seu lado e poder lhe fazer feliz, assim como você me faz. Espero sempre ser digna de tanto amor e ser capaz de demonstrar todo o amor que sinto por você. Espero que possamos passar todos os anos de nossas vidas juntas, meu amor! - finaliza a cardiologista em lágrimas.

Então foi a vez de Sarah:

- Juliette... Algumas coisas acontecem em nossas vidas e não somos capazes de explicar o porquê, simplesmente sentimos. É assim que acontece quando o assunto é o meu amor por você. Não encontro explicações para ele, consigo apenas senti-lo. Agradeço e agradeço novamente por ter me dito "sim" naquele domingo, porque foi a partir dali que começamos a construir de fato nossa história. A viver o nosso amor. - a médica loira fez uma pequena pausa para respirar e então prosseguiu. - Você me honra todos os dias com sua alegria e eu só posso desejar que isso continue. Se possível, para sempre. Te prometo meu brilho no olhar, minha amizade, meu companheirismo e acima de tudo, o meu amor. Um amor tão grande, tão intenso e tão verdadeiro que às vezes consigo enxergá-lo como uma poesia de Camões, com métrica, rimas e estruturas perfeitas, cheio de palavras bonitas e sentimentos reais, e infinitos.

Àquela altura não só as noivas derramaram lágrimas, como grande maioria dos presentes.

O juiz de paz logo em seguida faz um breve discurso antes de perguntar se é de livre e espontânea vontade que as noivas estão se casando. Diante da afirmativa do casal, o homem então anuncia a troca de alianças.

Outra vez, Juliette foi a primeira. Enquanto ia deslizando devagar a peça dourada no dedo de Sarah, a cardiologista ia recitando as palavras do juramento de casamento, lhes dita pelo juiz em tom baixo:

- Sarah... Receba esta aliança como símbolo do meu amor... Te prometo ser fiel, te amar e te respeitar, por todos os dias da minha vida. - ao final de sua fala, a cardiologista beijou a jóia que agora enfeitava o dedo de Sarah.

Logo na sequência foi a vez da cirurgiã fazer o mesmo juramento enquanto desliza a aliança pelo dedo de Juliette. E ao final, também repetiu o gesto da morena de beijar sua mão com a jóia de compromisso.

- De acordo com a vontade que ambas acabam de afirmar perante mim. Eu, em nome da lei, vos declaro casadas.

Sob aplausos e assovios, o casal de médicas trocaram um selinho demorado, para fecha com chave de ouro a celebração. 

❤️❤️❤️

Com um olhar cheio de amor, Sarah de sua mesa observa Juliette dançando com Gil enquanto que com os dedos indicador e polegar da mão direita gira a aliança dourada presa ao dedo anelar da mão esquerda em uma mania recém adquirida.

Ainda lhe parece um sonho estar vivendo aquilo de tão perfeito e feliz que é. Tanto que Sarah até sente certo medo de acordar e descobrir que nada ali é real. Que tudo é apenas um sonho bom.

Ela vê Juliette cair na gargalhada após Gilberto lhe dizer algo ao ouvido durante a dança deles e, involuntariamente, sorri sem conseguir conter a felicidade do momento.

Os olhos verdes passeiam com verdadeira adoração pela dona de seu coração, sua esposa, lá com o amigo e companheiro de trabalho delas, dançando feliz e radiante.

"Esposa", a menção daquela palavra de seis letras, faz o coração da cirurgiã acelerar em uma felicidade ímpar.

Ela e Juliette estão oficialmente casadas.

Juntas... Para sempre... Até que a morte as separasse!

- Ei!

Sarah olha para o lado encontrando Ker em pé ao seu lado. A outra médica logo se acomoda ao lado da amiga, na mesma cadeira que momentos atrás era ocupada por Juliette antes de ser levada por Gil.

- Ainda não tive a chance de te agradecer pela recomendação do lugar. Tudo está sendo tão incrível.

- Não precisa agradecer nada, Sarah. - Kerline toca o ombro da outra e sorri. - Aqui realmente é incrível. A cerimônia de casamento de vocês foi perfeita.

Sarah assente com um sorriso largo e feliz ao voltar o olhar para Juliette que agora iniciava uma dança com Rodolffo.

- Posso te confidenciar uma coisa?

- Claro!

- Ainda não acredito que você casou. Pouco mais de um mês atrás, você nos contou que estavam noivas, quando sequer ninguém imaginou que namoravam. Vocês conseguiram nos enganar muito bem.

- Ainda inconformada por ter te omitido sobre meu relacionamento com a Ju durante todo esse tempo, Ker?

- Digamos que só um pouco. Poxa sou sua amiga de anos, Carolline. Podia ter aberto o jogo comigo. - disse ainda com certo inconformismo.

- Eu já te expliquei os meus motivos.

Um dia depois da revelação, Ker procurou a amiga para saber o porquê dela e Juliette terem escondido tanto tempo sobre o relacionamento delas. E Sarah lhe contou as razões disso.

- E eu entendi, mas não quer dizer que aceitei de bom grado. Mas também deixa pra lá isso não importa mais. Estou feliz por vocês de verdade.

- E eu também! - Sarah diz, voltando sua atenção a amiga.

- Ah, nem precisava dizer. Está escancarado em sua cara.

Elas sorriram e um silêncio se instaura entre as amigas. Contudo, não dura muito tempo.

- Achei que nunca ia ver o dia em que Sarah Andrade estaria com uma aliança de compromisso no dedo anelar esquerdo, mas não é que esse dia chegou?

As palavras de Cínthia atraem a atenção de Kerline e Sarah, e ambas as médicas acabam por sorrir novamente.

- Milagres acontecem! - brinca Sarah enquanto vê a outra amiga se acomodar do seu lado.

- Sabe que eu achei lá atrás, quando vocês estavam juntas, que seria com você que ela casaria, Cínthia.

- Bem que ela queria, não é não Sarah? Confessa aí! - Cínthia bate de leve com seu cotovelo no braço da cirurgiã, que sorri.

- Acho que quem queria isso era você, Cínthia.

- No seu sonho.

O trio cai na risada.

- Mas agora falando sério. - Cínthia se pronuncia com um semblante sério. - Você me deve um "muito obrigada", Sarah.

- Por quê, posso saber?

- Foi graças a mim que você se casou, oras.

- Você??

- Claro. Se não fosse, eu ter te deixado e ido embora para os Estados Unidos, você não teria ficado livre para encontrar a Juliette. - Cínthia começa a rir após sua fala.

- Eu pensando que ela ia falar uma coisa séria mesma. - Kerline taca uma bolinha de papel em Cínthia que ri mais ainda. - Você é uma gaiata, Cínthia.

- Bota gaiata nisso, Ker.

As três seguiram no papo por mais alguns instantes até Juliette se aproximar da mesa onde elas estão.

- Meninas... Se me dão licença, eu vou raptar a amiga de vocês um pouco, para dançar comigo, porque a bonitona aí, está me devendo uma dança. Vamos, doutora?!

Sarah faz uma careta ao olhar a pista de dança. Vinha se esquivando da esposa o quanto podia para não dançar, porque fazer isso em público não lhe agradava em nada.

- Ju, você sabe que eu...

- É nosso casamento, Sarah. Uma dança só, por favor, amor. - implora a cardiologista.

- Vai, Sarah. Deixa de ser velha chata.

A loira lança um olhar mortal para Kerline, que ri sem se deixar abalar pela cara amarrada da amiga.

- É, bora, Sarah. Levanta essa bunda daí, e vai com a sua esposa dançar. - é a vez de Cínthia se pronunciar ao mesmo tempo que se põe de pé e puxa a amiga da cadeira a qual está sentada. - Anda, vai. - a ruiva empurra a amiga para perto de Juliette.

Sem outra alternativa, a loira vai de mãos dadas com a esposa rumo a pista de dança. A música animada que o DJ tocava, deu lugar a uma mais lenta que em sua introdução mistura notas de flauta, violão e violino, que fora pedida por Juliette para ser tocada, já que a cardiologista sabia com conhecimento de causa que para a esposa é mais fácil dançar uma música mais lenta do que as agitadas.

Quando os primeiros versos da canção começaram a ser cantados por uma voz masculina, o casal já dava seus passos lentos, acompanhando o doce ritmo da canção.

- Só você mesmo pra me fazer dançar na frente de tanta gente.

- Sarah, pelo amor Deus, mulher... É nosso casamento, sério mesmo que tu não ia dançar uma música comigo?

A loira aperta os lábios um contra o outro, não tentando rir da expressão engraçada que a esposa fazia.

- Se eu dissesse que "não ia" o que aconteceria comigo?

- Tu ficaria sem noite de núpcias.

- Caceta! A gente já ia começar assim o casamento?

- Ia por culpa tua!

Apertando os braços em torno da cintura da esposa, Sarah sorri, sendo acompanhada por Juliette.

- Ai, Juliette, sua maluca! - murmura a loira, juntando sua testa a da outra mulher e fechando os olhos.

- Sarará... - a cardiologista chama após uns segundos de silêncio.

- Oi?! - responde a outra ainda de olhos fechados.

- Hoje tá sendo o dia mais feliz da minha vida. - confidencia a cardiologista.

- O meu também, linda. - a loira abre os olhos para encontrar um par de castanhos emocionados lhe encarando com amor e doçura.

- Te amo muito, baby!

- Te amo muito mais, linda!

Quando me chamou, eu vim
Quando dei por mim, tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei
 
(À primeira vista - Chico Cesar)

Fim

------------------------------------------------------------------

É aqui que eu me despeço de vocês, agradecendo do fundo do coração pela companhia. Por cada comentário e estrelinha que deixaram. E pelo carinho de cada uma.

Dá sempre uma dorzinha por finalizar uma fic, e essa em particular, mais ainda. Me apeguei nela que escrever "Fim" ali encima foi doído. Mas tudo tem seu começo, meio e fim.

E Jogos Sexuais 2 acabou aqui.

Mas... Podem comemorar que teremos JS 3 🎉🎉🎉🎉

Atendendo a pedidos, teremos uma parte 3, a última rodada de jogos. Só que ela vai demorar um tiquinho pra vim, porque tem duas fic na frente para postar. Uma inclusive já será iniciada segunda-feira: Conectando-se. A outra vem logo após esta. E, só então, que vem JS 3. É bom que tenho tempo de sobra pra pesquisar com calma os jogos e criar os capítulos extra.

Espero que tenham gostado deste último capítulo. Foi feito de coração, assim como os anteriores.

Um xero. E agora nossos encontros serão em: One Night e Conectando-se. Até!

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top