Capítulo 7 - Jogo #1: Jogo de A à Z
N/A: Salve, salve, minha gente. Chegay!
E a saga dos jogos começa. Temos aqui o primeiro.
Simbora aprender brincadeira nova com as nossas doutoras!
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❤️❤️❤️
O jogo:
Uma pessoa começa citando uma parte do corpo da parceira que comece com a letra A, a parte citada terá de ser beijada por quem a disse. Depois é a vez da outra pessoa citar uma parte do corpo da outra que comece com a letra B. E assim por diante, o casal vai se intercalando até citar o alfabeto todo.
Ao final da brincadeira quem tiver deixado de citar menos palavras que a outra, ganha o direito de comandar a transa do casal.
Itens necessários:
· Caneta e papel para marcação dos pontos.
❤❤❤️
A noite o clima esfriou e bem lá fora, com direito a chuva forte caindo. Enquanto isso dentro de certo apartamento, mais precisamente no quarto, as coisas em breve ficarão quentes!
Sentada à cama usando uma curta camisola preta de seda, Juliette aguardava sua namorada retornar da sala onde tinha ido buscar papel e caneta, para começarem o primeiro jogo da lista que a cardiologista montou.
Ela até cogitou em iniciar com uma brincadeira em que envolvesse os vibradores, após terem sido frustradas do uso deles pela ligação de Dílson. Mas aí, resolveu deixar os vibradores para outro jogo bem mais quente que aquele e optou por começar essa segunda aventura entre elas por um jogo simples, fácil, mas bem excitante e quente: beijar partes do corpo uma da outra. Sendo este um esquenta para lá de divertido e gostoso. E cada uma ainda podia escolher qual parte beijar, surpreendendo assim a parceira ao beijar lugares estratégicos.
Em sua cabeça Juliette já tinha eleito alguns lugares em Sarah a serem contemplados com seus beijos molhados. E estava ansiosa para descobrir em quais lugares a namorada lhe beijaria também.
Será que Sarah seria ousada em suas escolhas?
Ela era uma caixinha de surpresas de onde se podia esperar tudo, desde o óbvio ao surpreendente.
Pela porta Juliette viu a amada surgir de volta ao quarto, munida dos dois objetos necessários na marcação dos pontos do jogo. Sarah que estava com os cabelos presos em um coque mal feito, assim como Juliette, vestia SÓ uma calça moletom preta com duas listras verticais brancas na lateral da peça e camisa também preta de mangas curtas, nada mais além destas duas peças, já que segundo ela era para ficar em pé de igualdade com a namorada que usava somente a camisola e calcinha.
Antes de se juntar à cardiologista na cama, Sarah apagou a luz do quarto e deixou o cômodo sendo iluminado somente pelas luzes vindas dos dois abajures situados um de cada lado da cama. Na sequência, a loira se dirigiu para onde sua namorada lhe esperava.
Só Juliette mesmo para lhe meter nessas coisas. Tinha que tirar o chapéu para ela e seu alto poder de convencimento para fazê-la ceder as suas idéias. Ela era surpreendente e Sarah completamente apaixonada por ela.
Sua idéia de apimentar a relação delas com aqueles benditos jogos foi algo que a princípio pegaram Sarah um pouco desprevenida. Mas agora a cirurgiã tinha que admitir que estava adorando toda aquela maluquice do bem.
- Pronta?
Sarah se acomodou no centro da cama, bem diante de sua namorada, do mesmo modo em que a outra se encontrava: pernas cruzadas em uma posição de meditação.
- Pronta e ansiosa. - respondeu a cardiologista deixando um sorriso escapar.
- Também estou ansiosa. - mas também havia uma pitada de nervoso, que Sarah não quis revelar à sua namorada. - Nós tiramos no par ou impar, ou você quer começar?
Momentos atrás Juliette já havia feito espertamente umas contas mentais e chego a conclusão de que os lugares preteridos por ela só seriam possíveis se sua namorada iniciasse a brincadeira. Sem contar também, que sobraria para Sarah lugares interessantes de lhe beijar. Portanto, Juliette ia deixar o começo da brincadeira para sua amada.
- Começa você, amor!
Ao contrário de Juliette, Sarah sequer tinha algo já premeditado em mente. Portanto, não achou de todo ruim começar a brincadeira e nem fez objeções quanto a isso.
- Então eu começo.
- Vamos lá, doutora Andrade, diga-me... Que parte do meu corpo que começa com a letra A você vai beijar?
Sarah passeou com os olhos por sua namorada. Apesar de A ser relativamente uma letra fácil, a cirurgiã por incrível que pareça, encontrou dificuldades em achar uma parte do corpo da amada que começasse com a letra correspondente e, isso rendeu uma provocação de sua namorada.
- Não acredito que está se batendo logo com a letra A, Sarah Carolline.
- Ei, pensa que é fácil, mas não é bem assim, não. - defendeu-se a outra.
Mais uma breve inspeção de segundos e por fim a médica encontrou um local com a letra A para beijar. Ela instruiu sua namorada a deitar-se de peito para cima e erguer sua camisola até abaixo dos seios.
- Por que levantar a camisola? Pode beijar por cima do tecido.
- Eu quero sua pele sentindo os meus lábios e não o tecido da sua camisola. - replicou, arrancando um sorriso malicioso de sua namorada.
Juliette ergueu a camisola até onde lhe fora instruída, deixando exposta sua peça íntima minúscula e da mesma cor da camisola.
- Só escolhe essas peças pequenas só para me atiçar, né doutora?
- Mais é claro! Qual é a graça de não te atiçar, baby?
Sarah balançou a cabeça em negativa, sorrindo. Juliette era sua perdição, mas também a sua salvação. Seu inferno e ao mesmo tempo o seu céu perfeito.
- Doutora... Doutora... O que seria da minha vida sem você?!
- Nada! - sussurrou ao se erguer da cama. - Agora chega de falação. Me beije onde você elegeu com a letra A, baby.
A loira sorriu do tom autoritário usado e vendo a amada voltar a cama como havia sido instruída segundos atrás.
- A de abdômen. - usando um tom bem sedutor, Sarah revelou, curvando-se para frente até seus lábios tocarem a parte citada do corpo de sua namorada.
Foi um beijo onde os lábios de Sarah ficaram grudados por um par de segundos ao abdômen de Juliette, mas foi o bastante para fazer a cardiologista se arrepiar do fio de cabelo até o dedão do pé, ainda mais porque Sarah fez questão de abrir a boca um pouco durante o beijo e deixar a ponta de sua língua ficar tocando a pele do abdômen da outra.
Jesus! Se for assim todo beijo, eu acho que não chegaremos ao final do alfabeto!, pensou Juliette.
- Agora é sua vez, linda! - anunciou com um sorriso perverso após erguer seu rosto do abdômen dela.
Sentando-se na cama outra vez, Juliette se recompôs e deu continuidade a brincadeira.
A letra B para ela não era de modo algum difícil, até porque, espertamente Juliette já tinha alguns locais em mente. Dentre eles um era delicioso, mas óbvio demais e o outro, bem... era sem comentários. Fora mais alguns outros lugares que também havia. Podia apostar que sua namorada devia estar esperando que ela lhe beijasse no local mais óbvio. Mas resolveu frustá-la agora tendo em mente que mais lá na frente, poderia apreciar esse mesmo local e mais outro indecente, porém com letras diferentes.
Descartando esses locais, ela optou só por pura diversão e provocação pelo local menos provável que Sarah pensaria em receber um beijo.
- B de braço. - revelou antes de pegar a parte citada e plantar um rápido beijo nela. Ao término de sua ação, Juliette lançou um olhar a namorada e encontrou esta com uma expressão engraçada. - Oxente! Que foi? - ela se segurava para não rir da outra.
- Braço, Juliette?... Sério?... Tinha lugar mais interessante pra você beijar.
Desta vez, a cardiologista não se conteve e caiu na risada diante do inconformismo de Sarah por causa de sua opção ao beijá-la. Ela bem sabia que havia mesmo não só um lugar, mais cinco além do beijado. Porém só para provocar a namorada questionou a qual ela se referia:
- Tipo?
Sarah a encarou com os olhos semicerrados. Sua namorada era inteligente e deveria saber de qual parte ela estava se referindo, mas ao que parece, estava bancando a inocente. Deste modo a cirurgiã escancarou:
- Boca!
Como Juliette previa!
Sua namorada foi no óbvio.
No fundo a cardiologista adoraria beijar aquela boca deliciosa que sabia com maestria lhe levar ao paraíso, mas como ela própria pensou antes, tal local parecia tão óbvio que por isso mesmo não o escolheu. Sem contar que poderia aprecia-lo com outra letra.
- Eu sei disso. - afirmou com divertimento.
- Então por que raios não me beijou nesse lugar?
Não conseguia entender. Se fosse com ela não hesitaria em hipótese alguma beijar sua boca. E não seria beijinho rápido e inocente. Seria algo intenso, profundo e duradouro que quando terminassem, sequer sua namorada lembraria a letra que estavam.
- Amor a letra B não é a única letra que pode me proporcionar te beijar aqui. - ela depositou o dedo indicador sobre sua própria boca.
A cirurgiã ficou encarando a outra ainda descontente.
- Sem contar também que não havia só a boca e o braço com a letra B. Tinha também a bochecha, barriga, bunda - mordeu o canto dos lábios ao falar esta parte. - e... - Juliette não completou, mirando sem qualquer pudor o centro do quadril da namorada e umedecendo os lábios com a língua.
- Juliette... Juliette! - Sarah balançou a cabeça, sentindo as maçãs do rosto queimarem de vergonha ao notar a direção dos olhos predadores e despudorados da namorada.
- Vamos seguir com o jogo senão... Não respondo por mim. - revelou a cardiologista balançando a cabeça e rindo de nervoso.
Era novamente a vez de Sarah e nesta, ela não demorou quase nada para achar o local correspondente a letra C, mas ficou na dúvida entre dois lugares mais tranquilo e outro bem íntimo. Optou por um dos tranquilos mesmo.
- C de costas.
- Você sabe que há um lugar mais... íntimo com essa letra, que poderia me beijar, né? - seu olhar era malicioso enquanto ela mordia o canto dos lábios.
- Doutora Freire hoje a senhorita está impossível e muito assanhada.
Assim que fez esse comentário, viu a cardiologista cair na risada. Depois disso Sarah foi se postar ajoelhada atrás de Juliette, afastou seus cabelos para um lado do ombro e encostou seus lábios bem no centro das costas da amada. Não satisfeita, ela ainda massageou de leve os ombros da outra enquanto ainda beijava-lhe, pois sabia que Juliette adorava massagens. E o resultado deste carinho extra foi um suspiro profundo soltado pela morena e sua pele toda arrepiada.
Na letra D o único local que Juliette conseguiu encontrar disponível para beijar, foram os dedos de sua namorada. Escolheu os dedos indicador e médio da mão direita para beijar. E ainda fez mais, depois do beijo os lambeu, para então abocanha-los suga-los sensualmente, tudo isso sem tirar os olhos da outra.
- Porra! Isso é golpe baixo, Juliette.
- Você massageou meus ombros ao beijar minhas costas e sabe que isso é meu ponto fraco. - se justificou a morena após cessar seus carinhos nos dedos da outra.
A letra E proporcionou o primeiro ponto negativo à Sarah.
Com F, a cardiologista só pensou em face e foi o local ao qual beijou.
G rendeu risos na morena, pois Sarah beijou sua garganta e isso lhe causou cócegas.
H e I não houveram palavras encontradas pelo casal. Deste modo, cada uma marcou um ponto negativo, sendo que para Sarah já era o segundo.
J proporcionou uma onda de gargalhadas no casal, já que o local beijado por Juliette foi um dos joelhos da namorada.
- Nunca me imaginei recebendo um beijo seu no joelho.
Letra K novamente rendeu a Sarah o terceiro ponto negativo e a preocupação de que se continuasse deste modo ia acabar perdendo para Juliette.
- Alguém vai perder. - cantarolou Juliette em provocação.
- Nada disso. Vou me recuperar.
Era chegada a hora da letra L, que Juliette esperava e que lá atrás lhe fez deixar de beijar Sarah na boca quando foi a letra B.
- L de Lábios.
- Mas são os lábios de cima ou os lá debaixo? - com uma cara cínica, a loira indagou em dúvida.
A boca de Juliette se abriu em um enorme O.
- Carolline!
- Carolline o quê? Nós mulheres temos...
- Eu sei, tá bom?! Conheço a anatomia feminina. E muito bem, por sinal. - ria a cardiologista, golpeando a perna da outra que sorria.
- E então, qual deles?
- Seria bem interessante e bastante... gostoso... - deslizando a ponta da língua pelos lábios carnudos, ela mirou o quadril de Sarah por segundos antes de erguer os olhos para o rosto da outra e completar sua fala. - beijar os de baixo, mas vou nos de cima.
Até porque os de baixo poderiam vir junto com outra letra mais lá adiante.
- Poxa que pena! Mas que seja feita a sua vontade!... Pode vim aqui me beijar nos lábios, doutora Freire. - chamou com o dedo indicador e um sorriso de canto de boca.
De joelhos Juliette foi em direção a Sarah e para tornar a coisa melhor ainda, a morena fez sua namorada deitar-se e então se acomodou em cima dela.
- Assim é perigoso pararmos a brincadeira por aqui mesmo e pular para...
- Nem pensar. - Juliette depositou o dedo indicador sobre os lábios da namorada, interrompendo com divertimento sua fala. Elas ainda tinham letras importantes pela frente e a cardiologista não abriria mão delas em hipótese alguma. - Agora vamos ao seu beijo.
Ela aproximou seu rosto de Sarah até por fim seus lábios tocarem suavemente os da outra. Contudo, a suavidade foi para o espaço em uma fração de segundos, quando Sarah segurou a nuca da namorada, abriu a boca e mergulhou sua língua boca adentro da de Juliette.
O jogo logo pareceu ser esquecido diante da intensidade a qual as coisas alcançavam rapidamente, através do beijo que vinha sendo trocado.
Sarah inverteu a posição delas, ficando por cima de Juliette e esta ação sua foi o bastante para trazer sua namorada de volta à realidade de que ainda tinham o restante de um jogo pela frente.
Reunindo forças de não sabe onde, Juliette interrompeu o beijo.
- Acabamos aqui. - ela avisou ofegante.
- Nem pensar! - Sarah rebateu e tornou a juntar seus lábios.
Péssima hora para ela pôr fim naquilo. Onde já se viu?
- Sarah temos outras letras pela frente, amor. - alegou após ter conseguido interromper o beijo delas outra vez ao afastar a namorada pelos ombros com ambas as mãos.
- Não temos mais, porque simplesmente, acabamos com esse jogo aqui. Chega dele, Ju!... Eu dou a vitória de bandeja pra você. Estou perdendo mesmo!... Não importa. Vamos pular para a parte mais interessante da brincadeira: o sexo.
A cardiologista riu alto daquela desenvoltura e completa falta de inibição da outra ao falar. Sua namorada parecia desesperada enquanto se desdobrava em beijos em seu pescoço naquele instante.
- Não, amor... Vamos continuar o jogo. Falta pouco, vai. Já, já chegamos na parte que você disse.
- Eu não estou mais com cabeça de continuar esse jogo e sim, pular para outro mais interessante, Ju. Vamos? - ela encarou a namorada com um olhar pidão.
Juliette por muito pouco mesmo não cedeu aos apelos da namorada. No fundo ela também queria o mesmo depois do beijo quente que trocaram. Mas também gostaria muito de ir até o fim da brincadeira que estava tão divertida.
- Por favor, amor, vamos continuar o jogo.
Sarah soltou uma lufada de ar pela boca em resignação e deu-se por rendida, porque diante daquele "amor" manhoso era impossível réplica ou qualquer objeção da sua parte.
- Tá bom. Vamos continuar esse jogo, Juliette.
Com muita relutância ela se ergueu de cima da namorada e se sentou na cama.
- Qual é a letra agora?
- M, amor.
Uma passeada com o olhar e a cirurgiã pousou seus olhos na direção dos seios de Juliette.
Mamilos começam com M.
Seria uma ótima opção, mas no seu atual estado de ainda excitada pela letra passada, se beijasse aquele lugar do corpo da namorada, certamente não ficaria só no beijo e muito provavelmente, o jogo não ia prosseguir. E pelo que Juliette já deixou explícito, ela quer chegar até o final da bendita brincadeira.
Portanto, mamilos fora de cogitação.
Que pena!
Ela buscou outro local menos 'perigoso' e o encontrou quase que imediatamente.
- M de mão. - revelou. - Dê-me aqui sua mão, linda senhorita. - pediu, fazendo com a cabeça uma leve reverência, que arrancou um sorriso encantador de Juliette.
- Pois não, nobre e bonita dama. - ela estendeu-lhe sua mão direita que teve prontamente seu dorso beijado de maneira mais que carinhosa e delicada por Sarah.
- Letra N pra você agora, linda. - piscou Sarah.
Nesta letra Juliette a princípio cogitou beijar Sarah nas nádegas, mas mudou de opção e beijou um dos locais que adorava em sua namorada: seu nariz lindo. Achava-o uma das várias coisas perfeitas que faziam parte de todo aquele parque de diversões delicioso que atendia pelo nome de Sarah Andrade.
Letra O, vez de Sarah, e esta elegeu a orelha de sua namorada para ser não somente alvo do seu beijo, mas como também de uma lambida marota seguida de uma leve mordida.
- Isso é apelação.
- Só quis incrementar um pouco. - ela se justificou, erguendo as mãos em rendição e rindo cínica.
Na letra seguinte foi a vez de Juliette optar por incrementar também ao beijar o pescoço de Sarah. Além do beijo, ela ainda chupou o local e ouviu um gemido rouco escapar de sua namorada. Só que logo depois, Sarah se preocupou com o feito de Juliette.
- Não vai ficar marca, não Ju?
A cirurgiã pensou no trabalho e nos amigos do casal. Como ia explicar à eles uma marca daquela natureza em seu pescoço? Se bem que ela não devia satisfação alguma de sua vida a eles, mas seria constrangedor se vissem. Sem contar as gracinhas das quais seria alvo. Mas para alívio de sua preocupação, Juliette explicou:
- Eu não fiz para te deixar marcada. - ela tinha tomado o devido cuidado de não exercer muita força na chupada para, justamente não deixar vestígios de seu ato. - Se bem que... eu deveria né, por causa da Viviane e quantas mais não devem estar de olho comprido em você lá naquele hospital e eu desconheço. Elas, provavelmente ao te verem marcada vão deduzir que você tem alguém e desistirão de você. - havia um sorriso sórdido escapando dela ao fim de sua fala.
- Juliette, eu já te disse que você é maluca, né?
A outra apenas assentiu aos risos. No fundo ela concordava que era maluca mesmo, mas não a ponto de cometer o que acabou dizer. Outras coisas quem sabe.
Seguindo com a letra Q Sarah beijou o queixo de Juliette e mordiscou o local após o beijo.
R Juliette deu um beijo estalado no rosto de sua namorada.
- De novo o mesmo lugar? Vale isso?
- Só tem esse o que posso fazer?!
- Você está me enrolando hein!
- Não estou nada. Vai, sua vez.
Com S a cirurgiã só conseguia pensar em um lugar bem maroto de se beijar. Felizmente àquela altura seus ânimos haviam baixado, então não seria tão 'perigoso' assim ir nessa opção.
- S de seio. - pronunciou, esticando os lábios em um biquinho, que deixou Juliette com vontade de mordê-lo.
- Amor, você não vai fazer nossa brincadeira parar nesta letra, vai? - ela riu nervosa da cara nada inocente da outra.
- Prometo que não. Palavra de escoteira.
- Olha lá... vou acreditar em você.
Sarah a instruiu a se encostar a cabeceira da cama e adotar uma posição entre meio deitada e meio sentada. Quando assim Juliette o fez, a cirurgiã se postou ajoelhada à seu lado, enrroscou o dedo indicador esquerdo na alça da camisola dela e baixou-a até deixar exposto o seio esquerdo de Juliette.
- Você vai só beijar, né baby?
Se ela fizesse mais do que isso corria, o risco agora era de Juliette acabar se traindo e colocando o jogo delas em perigo de término.
- Por que? Quer que eu faça algo mais que isso, linda? - a expressão de pura malícia dela causou um arquear de sobrancelhas em Juliette.
Era impressão da cardiologista ou aquele jogo deixou também a namorada mais soltinha? Se for o caso, ela estava adorando essa versão Sarah Andrade sem censura.
- Se não estivéssemos em um jogo, eu diria que você poderia fazer muito mais do que só beijar. Mas diante do fato de estarmos em finalização de uma brincadeira, sugiro que fique apenas no beijo. Porque do contrário, eu temo colocar em risco nosso jogo.
A sinceridade dela rendeu uma boa gargalhada em Sarah, que encheu de alegria o coração de Juliette. Ver sua namorada tão descontraída desse jeito e rindo assim não tinha preço.
- Vou só beijar.
- Então tá.
Curvando-se e apoiando uma das mãos na madeira da cabeceira da cama e a outra no colchão, Sarah beijou o seio de sua namorada. Teve que buscar um alto controle enorme para reprimir seus ímpetos de agarrar com a boca seu mamilo que se encontrava rígido e altamente convidativo para ser sugado.
- Acho que escutei o outro reclamar que também quer beijo. Você não ouviu?
Juliette sorriu da cara travessa de Sarah ao lhe encarar após o beijo dado em seu seio. Estava sendo bom demais vê-la "soltinha" daquele jeito.
Era como se houvessem duas Sarah dentro da cirurgiã. Uma para as demais pessoas do convívio de trabalho delas, e outra para os momentos a sós delas duas em casa. Esta Sarah era exclusiva de Juliette como ela bem disse a Rodolffo. Somente ela conhecia e sabia da existência desta Sarah Carolline mais solta e por vezes desinibida.
- Eu acho que ouvi também. - entrou na onda da outra.
Ambas sorriram e logo na sequência Sarah já estava baixando a outra alça da camisola preta de Juliette e beijando demoradamente, o seio direito de sua namorada.
- Prontinho. - ajeitou a camisola de volta nela.
Juliette se recompôs e elas então retomaram suas posições de sentadas uma de frente para a outra no centro da cama e prosseguiram com o jogo, que já estava indo para seu desfecho. Faltavam apenas poucas letras já.
Era a vez da letra T e Juliette beijou a testa da namorada.
A bola do jogo voltou para a cirurgiã e ela levou algum tempinho para lembrar do umbigo. Já estava quase desistindo da letra U quando recordou-se do local que recebeu seu beijo.
A letra seguinte era o objeto de desejo mor de Juliette.
- Que local você está pensando em me beijar com a letra V, Ju?
Juliette tinha um sorriso muito mal-intencionado dirigido a namorada, que fez Sarah franzir a testa. Aquela carinha nada inocente da amada lhe gritava que estava lascada, como bem Gilberto algumas vezes gostava de soltar.
- V de vagina! - contou, mordendo o canto dos lábios enquanto seu olhar mirou certeiro o centro do quadril de Sarah, coberto pelo tecido de sua calça moletom.
A outra mulher se engasgou com a própria saliva e chegou a dar uma tossida, causando risada na outra.
- Que foi, Sarah? Ficou nervosa com a minha escolha.
- Não. Só... - pigarreou. -... fui pega... desprevenida.
- Preciso que você se deite de barriga para cima, amor.
Sarah seguiu a instrução, pensando que sua namorada não estava com cara de quem ia SÓ lhe beijar naquele lugar. Viu Juliette se postar ajoelhada entre suas pernas e suspirou por observar o olhar cheio de luxúria e o sorriso provocante nos lábios da outra.
- Você vai fazer mais do que beijar, não é?
Juliette nem se deu o trabalho de responder. Segurou com ambas as mãos o cós da calça de Sarah e desceu a peça. A loira ainda teve de erguer o quadril um pouco para facilitar de início a retirada da calça, que foi embolada e jogada no chão após ser retirada de Sarah.
A cardiologista então se deitou de bruços entre as pernas abertas e agora flexionadas de Sarah, com o rosto alguns centímetros de distância do centro do quadril da outra. Um sorriso perverso habitava seus lábios e um engolir de saliva veio de Sarah com a cena.
Juliette buscou pelos olhos da outra por um segundo apenas para saber:
- Pronta para receber seu beijo, baby? - segurou as coxas da loira cada uma com uma mão.
- Si-sim. - gaguejou em resposta.
A cardiologista então desviou o olhar de sua namorada e com a ponta do nariz deslizou pela área do púbis enquanto que sua mão direita soltou a coxa de Sarah e seu dedo polegar foi parar sobre o clitóris da loira onde começou a lhe fazer movimentos circulares.
- Ei... isso não... vale, linda!... Ou, merda! - gemeu.
Juliette apenas riu em divertimento, mas não ousou lhe dirigir o olhar.
Seguiu com seu polegar fazendo movimentos circulares enquanto seu nariz desceu para uma das virilhas de Sarah onde deslizou desta vez a língua de baixo para cima.
- Sabia que não ia só beijar. - resmungou Sarah agarrando o lençol da cama com ambas as mãos e o apertando.
Uma risadinha sacana foi ouvida pela cirurgiã como resposta da outra mulher.
Ainda não tinha nem ganho seu beijo e um arrepio e um calor já tinham tomado conta de seu corpo só com aquele dedo polegar de Juliette lhe massageando o clitóris e a lambida que recebeu em uma virilha.
Veio uma segunda lambida agora na outra virilha. E então, Sarah por fim ganhou seu beijo onde a outra disse que lhe daria. E tudo o que a loira sentia tomou uma proporção ainda maior quando não satisfeita em somente lhe beijar, a cardiologista ainda chupou-a na região beijada.
- Filha da...
Não completou a frase, agarrando agora os cabelos da morena.
Por isso aquela carinha nada inocente da outra ao chegar naquela letra. Ela tinha péssimas intenções.
Juliette ainda sugou Sarah mais duas vezes para desespero da loira, que arfou e gemeu palavras desconexas, mais alto. Depois disso, a cardiologista simplesmente se ergueu, pondo fim em suas ações. Um sorriso travesso estampava sua face ao encarar uma Sarah de rosto vermelho.
A loira também se ergueu da cama, ficando sentada diante de Juliette, ambas face-a-face com uma distância mínima separando-as.
- Não acredito que parou, Juliette!... Isso não se faz. Você devia ter continuado.
Vontade não faltou ainda mais ao ouvir os gemidos de Sarah que eram como um combustível, incitando-a a ir em frente. Porém o fim da brincadeira estava logo ali que ela quis esperar a finalização dela para dar continuidade de onde parou.
- Se eu ganhar o jogo, quem sabe. - provocou.
- Má!... Você ainda vai me matar, Juliette Freire.
A cardiologista gargalhou.
- Só se for de prazer. - rebateu e foi se sentar para a surpresa (e desespero) de Sarah bem sobre seu colo nú, deixando em contato suas intimidades. A de Juliette ainda coberta pela calcinha de renda, porém úmida pela excitação das ações feitas segundos atrás na namorada.
- Ou de raiva e frustração. - a morena sorriu. - Está querendo testar os meus limites, doutora? - encarou de cima a baixo a outra acomodada em seu colo, com as pernas 'abraçando' sua cintura.
- Sempre! - respondeu, agarrando o pescoço de Sarah com ambas as mãos. - Sua vez de jogar agora, amor. Vai lá, letra W.
Sarah a encarou com uma das sobrancelhas arqueadas ao se dar conta de que Juliette não sairia de cima dela para voltar a se acomodar na cama.
- Você vai permanecer sentada onde está?
Não é que não apreciasse tal fato, muito pelo contrário. Mas com Juliette montada em si, tendo suas intimidades se roçando do jeito que estavam, ficava difícil de raciocinar.
- Vou! Algum problema? - Juliette se remexeu propositadamente sobre Sarah, esfregando seus sexos.
- Não. - respondeu em um gemido rouco.
Ainda bem que esse jogo está no final!
Tentando se concentrar, Sarah focou em busca de uma palavra com a letra W, que não veio porque não havia em português uma parte do corpo com tal letra. Assim como não vieram palavras para ambas as mulheres nas rodadas seguintes com as letras X, Y e Z. E assim o jogo chegou ao seu fim.
Elas fizeram as contas para ver quem perdeu e o resultado deu: cinco palavras não ditas por Sarah e apenas três por Juliette, dando com isso a vitória a cardiologista e também o direito dela ditar o ritmo da transa delas e como esta seria feita.
- Ganhei! - ela sorria de orelha a orelha pela vitória.
- E agora? - abraçou a cintura da outra.
O sorriso de alegria dela se transmutou em nano segundos para um regado a malícia e luxúria, que fez o sangue de Sarah ferver nas veias.
- Hora da melhor parte da brincadeira, baby. - ela sussurrou rente a orelha de Sarah e lhe deu uma mordida no local logo depois.
- Hum...
A loira deixou escapar baixinho, apertando mais ainda o cerco de seus braços em torno da cintura de sua namorada, unindo mais ainda se era possível, seus corpos.
Entre Juliette se despir com o auxílio de Sarah e depois tirar a camisa da loira para então ambas estarem desprovidas de qualquer peça de roupa, levou apenas segundos. Uma rebolada de Juliette no colo de Sarah, roçando seus sexos mais uma vez, e ambas gemeram juntas.
- Cheguei a conclusão de que esses jogos estão fazendo você tomar gosto em me torturar, doutora.
- Só um pouquinho de nada, baby.
Juliette não deixou que Sarah tivesse tempo para contestar sua fala e tomou a boca da namorada em um beijo enquanto sentia a loira alisar sua cintura antes de aperta-la.
A cardiologista agarrou a nuca da namorada e da sua boca, seus lábios descem, tendo como alvo o pescoço de Sarah onde beijou seu ponto de pulso, lambendo sua pele lentamente e subindo devagar até estar de volta a sua boca.
- Eu adoraria... - sussurrou Juliette ao afastar alguns centímetros sua boca da de Sarah. - Te beijar e te lamber inteirinha. Mas minha enorme e gritante vontade em continuar de onde tive que parar na letra V, está me impedindo disso.
- Pois então vá em frente nisso, linda. - rebateu, desenhando carinhosamente com as pontas dos dedos o contorno do rosto da namorada. - Você está no comando da brincadeira. Hoje estou a sua mercê. Faça o que quiser comigo... Doutora!
A morena sorriu, beijou rápido os lábios da namorada e saiu do colo de Sarah sem dizer nada e sob o olhar desentendido da outra, foi se acomodar deitada de peito para cima, com dois travesseiros acomodados sob sua cabeça.
- O que está fazendo, linda?
- Me ajeitando para o que vou fazer com você.
- E o que pretende fazer comigo?
- Vem aqui e monta no meu rosto para eu terminar o que comecei momentos atrás, Carolline.
A loira engoliu em seco e se arrepiou com as palavras e o tom autoritário com o qual elas foram proferidas pela namorada.
- Anda, baby!
Saindo do transe, ela foi fazer o que a namorada pediu. Com os joelhos apoiados no colchão, um de cada lado do rosto de Juliette, Sarah estava montada na amada, deixando seu sexo bem na direção do rosto da outra.
- Olha, devo concordar com você quando disse que a visão que se tem de quem estar aqui embaixo é maravilhosa, porque de fato ela é. - comentou Juliette com um sorriso e deslizando as mãos pela lateral do quadril da namorada.
- Que bom que achei isso.
- Solte os cabelos. Quero você com eles soltos, Carolline.
Como o poder de comando estava com Juliette, ela então faria uso dele sem cerimônia e Sarah atendeu sua vontade sem contestar. Desfez o coque que prendia seus cabelos, fazendo suas madeixas loiras caírem sobre seus ombros.
- E agora, linda?
- Agora, eu vou retomar o meu serviço de te dar prazer de onde eu parei e continuar até que você... goze na minha boca, doutora.
Com um leve puxão, Juliette fez a namorada descer o quadril um pouco mais e sua boca em conjunto com a língua recomeçaram o serviço na região íntima da amada.
Para não deixar a namorada a míngua, Sarah inclinou-se um pouco para trás, de modo que seus dedos começassem a acariciar o sexo de Juliette, que abriu as pernas um pouco mais para dar um melhor acesso as carícias da namorada.
Ora sugando, ora lambendo e variando os movimentos com a cabeça para frente e para trás, de um lado ao outro e em círculos, Juliette se desdobrava em satisfazer muito bem sua namorada que gemia e ao mesmo tempo, se empenhava para proporcionar prazer a morena ao lhe penetrar o sexo com os dedos.
Os sons de sucção de Juliette se misturavam aos gemidos de Sarah e aos da própria cardiologista pelos movimentos de vaivém intercalados com circulares que sua namorada fazia com os dedos, alcançando por vezes seu ponto mais sensível.
- Porra, linda. Não pare, eu estou chegando quase lá. - resmungou a loira em determinado momento.
- Mova seus dedos mais rápido e eu chego junto com você. - pediu ao interromper por segundos suas ações.
Sarah atendeu ao pedido da namorada e
não muito tempo depois disso, elas chegaram ao clímax quase que simultaneamente, com Sarah gozando na boca de Juliette como esta havia pedido. E a cardiologista gozando nos dedos da amada.
Poucos segundos depois, Sarah saiu de cima da namorada e caiu ao lado de Juliette, sentindo as perna bambas, o corpo trêmulo e o coração batendo ainda loucamente.
- Começamos muito bem a nossa jornada dois pelos jogos. - sussurrou a loira ainda ofegante pelo orgasmo que sua namorada lhe proporcionou, com sua boca linda.
Ao seu lado, Juliette sorriu relaxada e admitiu:
- Começamos bem demais, amor!
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E vocês, também acham que elas começaram bem? 😏😏
Eu acho que sim, mas... Foi light perto dos outros jogos que vem 😈😈
Gente, sério eu me divirto com os comentários de vocês. Todo mundo preocupado de o Rodolffo fazer merda.
Será que ele vai? 🤔
Na próxima quarta vocês terão a resposta.
E quero fazer um pedido (de novo). Tô com fic Sariette nova lá no perfil. "A hóspede insuportável que roubou meu coração". Vou adorar ter a companhia de vocês lá também. A Juliette é uma hóspede peste que vai perturbar a Sarah, mas que aos poucos vai roubar o coração da loira como bem diz no título da história. A história já tem bastante capítulos postados. Então dá pra maratonar.
Xero e até a próxima quarta-feira.
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