Capítulo 28 (extra): Casa comigo?
N/A: Salve, salve, minha gente! Quartou com atualização desta fic que tá muito pertinho de acabar 😭😭
Simbora ler.
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Juliette ficou paralisada diante da proposta feita por Sarah. De todas as conjecturas que fez quanto a surpresa que sua namorada teria a lhe fazer após o striptease, casamento sequer lhe passou pela mente. Pensou em N coisas, mas um pedido daqueles não.
Casa comigo?
Uma frase. Duas palavras. Um pedido que carrega um significado grande e que será um novo capítulo na história delas.
Casamento!
Alguém disse certa vez:
Casamento é um laço de amor. Um laço que deve ser leve como um abraço, não apertado como um nó, mas firme o suficiente para não se desfazer com o vento.
E que deve ser feito de amor, respeito e admiração. Sobreviver ao fim da paixão, a tormentas e qualquer tipo de tentação. Deve haver diálogo, não discussão. Não é saber quem tem razão, mas encontrar um consenso.
Casamento deve ser um compromisso feliz e espontâneo. Não um encargo pesado, uma obrigação. Deve haver união, porque quando duas pessoas se juntam é para remar na mesma direção.
E é exatamente desta forma que Juliette enxerga um casamento, sem meio termo, sem tirar nem pôr.
Romântica nata, ela sempre sonhou com um dia se casar com alguém que ame verdadeiramente e com quem passará o resto dos seus dias, dividindo momentos e construindo uma família. Uma família talvez não tão grande quanto a que sua mãe e seu pai construíram, mas igualmente feliz e harmoniosa. Só que para isso precisaria encontrar a pessoa certa.
E ela encontrou! Anos atrás.
Entretanto, como nada na sua vida foi fácil, levou um bocado de tempo desde o primeiro encontro com a pessoa certa até elas ficarem juntas. E quando Sarah e ela começaram a se relacionar romanticamente, Juliette teve certeza absoluta de ter encontrado a pessoa mais que certa. Na verdade, muito antes de se envolverem, ela já sabia que a médica loira era esta pessoa. Só Sarah quem ainda se negava a enxergar o mesmo. Porém enxergou! E que bom! Porque a morena não via mais sua vida sem a namorada.
E, apesar de nunca terem tocado em casamento em todo este tempo que já estão juntas, a cardiologista se sentia, de certa forma, casada com Sarah, pois elas dividiam o mesmo teto e a mesma cama todos os dias há mais de um ano, ainda que o relacionamento fosse em segredo para a maioria dos amigos de ambas.
Agora, tendo um pedido feito com direito a alianças, as coisas irão sair do anonimato para se tornar de fato real e oficial, com todos cientes sobre elas. Nada mais de sigilo, tudo às claras e para as pessoas do convívio delas saberem.
Ao mesmo tempo que não ter mais que esconder dos amigos que não são um casal será bom e libertador, também lhe deixa apreensiva e temerosa. Não quer arruinar a carreira de Sarah e tampouco a sua. Sem contar, que não gostaria de ter que mudar de turno e ficar longe dos amigos e da namorada. Mas por outro lado, também não é louca de recusar um pedido de casamento da amada.
Se Sarah se sente confiante em dar este passo e enfrentar as possíveis consequências que virão no local de trabalho delas por se assumirem, então Juliette está disposta a chutar o temor e a apreensão para longe e, junto com sua amada enfrentar tudo e todos para que enfim sejam livres para viverem o relacionamento delas sem mais ter que se esconder, como se o que têm é errado ou um crime.
- Linda, por favor, você pode dizer algo? Nem que seja um "não". - pede uma nervosa e angustiada Sarah diante do enorme silêncio da namorada que já perdura desde que fez a proposta de casamento. O coração da cirurgiã já bate tão rápido dentro do peito por conta desse silêncio todo de Juliette.
Se ela disser "não", nem saberei o que falar.
Mas sabia que a decepção seria gigante. Talvez teria a dimensão do quanto um "não" doeria, como Juliette sentiu anos atrás diante dos inúmeros nãos que recebeu da parte da loira.
- Sarah... - a cardiologista enfim se pronuncia, levando uma das mãos ao rosto da amada. Com um sorriso nós lábios e os olhos aquela altura marejados de emoção e alegria, ela completa sua fala: - Eu jamais diria "não" a sua proposta. É claro que eu aceito casar contigo, amor.
Assim que dá esta resposta, a cardiologista se atira nos braços da namorada, levando a outra a cair de costas no colchão e rir de puro alívio, alegria e felicidade por sua aceitação a proposta feita.
- Nossa! Você demorou tanto pra responder que eu já estava achando que diria não. - resmunga a loira com um dos braços em torno da cintura da namorada encima de si enquanto que com a outra mão equilibra a caixinha com as alianças.
- Nunca diria isso. - Juliette depositando uma das mãos sobre o lado direito do rosto da namorada enquanto seus olhos se fixam aos verdes da loira. - Se tu me pedir um milhão de vezes em casamento... Um milhão de vezes ouvirá "sim" como resposta, doutora Andrade.
- Então ainda tenho mais novecentas e noventa e nove mil vezes de pedidos pela frente, doutora Freire.
- E eu outras novecentas e noventa e nove vezes mil vezes para te dizer "sim".
Ambas sorriem antes Juliette roubar um selinho demorado da namorada, para em seguida pegar de sua mão a caixinha de veludo.
- Deixa eu colocar a sua aliança e você põe a minha. - diz a cardiologista se erguendo de cima da loira, para se sentar sobre as coxas da amada. Sarah a imita ficando sentada no colchão. - Me dê sua mão direita, baby.
No mesmo segundo Sarah estende a mão para a cardiologista e a vê deslizar por seu anelar o aro dourado que comprou há meses para elas. Após colocar a aliança, Juliette deposita um beijo delicado sobre a jóia que agora enfeita o dedo da loira.
- Minha vez. - Sarah pega a aliança que resta na caixinha de veludo e coloca no dedo de Juliette, repetindo o gesto da cardiologista de beijar a jóia em seu dedo.
- Ela é linda! - diz Juliette encarando a jóia em seu dedo anelar.
- Você é mais linda!
A cardiologista ergue o olhar para encontrar o de sua agora noiva, lhe encarando com um brilho explícito em seus belos orbes verdes.
- E você não fica nem um pouco atrás, doutora. - declara a morena emoldurando o rosto da namorada com as duas mãos.
Os olhos castanhos se desviam por um segundo dos verdes da médica loira para encarar seus lábios entreabertos, sem perceber que Sarah também imita seu gesto de encarar a boca da cardiologista.
Como em uma sincronia mais que perfeita ambas umedecem e mordem os próprios lábios.
As respirações ficam mais profundas e aceleradas.
As testa se encostam.
Os olhos se fecham.
- Te amo, Sarah! - declara a cardiologista em sussurro.
- Também te amo, linda. - seu amor por Juliette é algo imensurável. Jamais sentiu por outro alguém 1/4 do que sente pela cardiologista. - Você é meu amorzinho, minha prioridade, mais que prioridade... Você é a minha vida! - sussurra Sarah abrindo os olhos e encontrando um par de castanhos envolto em lágrimas lhe encarando fixamente.
- E você a minha! - murmura a morena antes de unir sua boca a da outra em um beijo lento e profundo, que pouco a pouco vai se intensificando.
Entre gemidos abafados, suas línguas se entrelaçam urgentes, quentes, molhadas. A doçura da boca de ambas é um deleite de sensações e prazeres.
Se inclinando para frente, Juliette vai fazendo a noiva se deitar na cama. Ela mordisca o lábio inferior com deliberada ousadia, ouvindo um leve gemido de prazer da amada em resposta, ascendendo sua excitação.
As mãos de Sarah desenham por cima do tecido do robe, as costas de Juliette em movimentos delicados, unindo ainda mais seus corpos, ávidos por um prazer maior.
O beijo é interrompido e o ar se faz necessário. Enquanto recuperam o fôlego perdido, Juliette deposita vários beijinhos no canto da boca de Sarah, mordiscando, lambendo seus lábios em êxtase, molhando sua boca em um prazer íntimo.
De olhos fechados, a loira só ia absorvendo todo aquele prazer, criando em sua mente imagens das duas nuas, compartilhando suas peles, seus corpos, entrelaçando suas almas naquela cama. Algo que de fato vem a ocorrer momentos depois.
- Linda! - sussurra a loira quando o polegar de Juliette já está circundando seu clitóris por algumas vezes antes de dois dedos deslizarem para dentro da loira.
A cardiologista cola sua boca a de Sarah, saboreando o doce gemido que a loira deixa escapar e desenhando com a língua a doçura de seus lábios, bailando em sincronia, suspirando em agonia enquanto seus dedos hábeis têm a incumbência de levar sua amada e futura esposa ao ápice do prazer, ao mesmo tempo, em que a própria Juliette buscar ser lançada ao ápice ao friccionar sua intimidade excitada em uma das coxas de Sarah.
As mãos da loira vão parar sobre a bunda da cardiologista e seus dedos apertam a carne da morena antes de incita-la a se mover com mais rapidez sobre sua coxa.
Seus lábios se afastam. Suas testas se unem. E seus olhos se fecham. Àquela altura a respiração de ambas já está desregular e batendo furiosamente uma contra a face da outra. E, a partir dali, elas apenas se deixam conduzir pelo prazer que uma está dando a outra até serem, por fim, consumidas por um orgasmo intenso e arrebatador.
Com a respiração entrecortada e urgente, Juliette deixa seu corpo pesar sobre o de Sarah. A loira, por sinal, se sente sobrecarregada com tantas sensações e sobrecarregada com o cansaço intenso proporcionado pelo momento tórrido de amor delas.
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C
om a ponta dos dedos de uma das mãos, Sarah fazia cafuné na cabeça de Juliette enquanto elas trocavam um beijo lento e delicado, cheio de promessas e juras de amor eterno.
Um beijo de conto de fadas, que infelizmente é interrompido pelo toque do telefone, descansando no móvel de cabeceira.
- Hum... Não acredito que tu não tirou esse telefone da tomada, Sarah! - reclama a cardiologista ao afastar seus lábios da outra.
- Foi mal. Esqueci.
Desde a vez que foram impedidas de fazer um jogo, devido a um telefonema de Dílson, o casal fez um acordo: sempre que fossem fazer um jogo, elas iam silenciar os celulares e tirar da tomada os dois telefones da casa, para evitar eventuais interrupções. Só que desta vez, Sarah não lembrou de tirar o telefone do quarto da tomada.
- Uma hora dessas quem pode ser? - questiona a morena, erguendo a cabeça do ombro de Sarah para que a loira pudesse apanhar o telefone sem fio da base.
- Ah, não! - reclama Sarah ao ver no display luminoso do telefone, o número de quem está ligando.
- Quem é, amor?
Sarah vira o telefone para a namorada ver o nome de Dílson piscando no display do aparelho telefônico.
- Será que ele quer que você vá trabalhar em plena folga?
- O que não seria novidade alguma. - resmunga Sarah se deitando novamente e, trazendo Juliette para acomodar a cabeça em seu ombro de novo. - Mas desta vez vou inventar uma desculpa, mas não vou. Sem condições de ir. Você acabou comigo.
- Olha quem fala! - a cardiologista dá um beliscão na costela da namorada.
- Ai, caceta, Juliette. Dói isso!
A cardiologista apenas ri.
- Deixa eu atender logo. - fala a loira, fazendo um gesto de silêncio para Juliette que aperta os lábios um contra o outro. - Oi, Dílson.
- Sarah, boa noite.
- Vai continuar sendo boa se você não tiver ligado para me tirar da minha folga. - rebate de maneira nada amistosa e vendo a namorada levar uma das mãos a boca para conter a risada que, certamente deixaria escapar.
- Não se preocupe que não foi com esse intuito que liguei.
- Menos mal! - balança a cabeça em negativa a Juliette e gesticula com a boca: não é para trabalhar. - E por qual razão está me ligando a esta hora?
- Desculpe o horário, mas só agora achei um tempo livre para te ligar.
- Hum...
- Preciso que amanhã chegue meia hora antes do seu horário. Quero ter uma conversa com séria com você, doutora Andrade.
A loira franze a testa, estranhando a seriedade no tom de voz e nas palavras proferidas por seu superior.
- Aconteceu alguma coisa, Dílson? - Sarah se ajeita melhor na cama e, instintivamente seu braço esquerdo aperta o corpo de Juliette contra o seu.
- Sim. Mas não quero entrar em detalhes por telefone. Quero ter essa conversa pessoalmente com você.
A cirurgiã não gosta nada daquela fala do sujeito. Algo lhe diz que boa coisa não virá dessa conversa.
- Tudo bem. Amanhã chego mais cedo.
- Ótimo. Te aguardo. Assim que chegar venha direto a minha sala, por favor.
- Ok.
O sujeito se despede dela e a ligação é encerrada em seguida.
- Por que tu me apertou?
- Te apertei?
Ela nem sequer tinha se dado contato de tal ato.
- Sim. E senti que tu ficou tensa. O que o Dílson queria?
- Quer que eu chegue mais cedo amanhã, porque quer ter uma conversa séria comigo. - conta após ter devolvido o telefone a base.
- O que será que ele quer conversar de sério contigo?
- Não sei, linda, mas não gostei nada do tom de voz dele. Dilson estava muito sério.
- Ai, meu Deus! Será que ele descobriu sobre a gente, Sarah? - a cardiologista ergue o tronco da cama e assustada encara os olhos verdes da noiva.
- Não sei como, se somos muito cuidadosas e discretas, linda.
- Ah, Sarah, vai que a gente deu mancada em algum momento e ele me viu sair daqui do seu prédio ou no seu carro ou...
- Ei... ei.. Juliette pára. não pira! - interrompe o falatório nervoso da outra. - E quer saber do que mais?... Amanhã mesmo vamos contar a ele e ao pessoal sobre nós.
- Você enlouqueceu?
- Não.
- Tem certeza de que não mesmo?
- Absoluta!... Juliette, eu te pede em casamento. Você aceitou. Estamos usando alianças. - a loira ergue a sua mão e a da cardiologista onde estão as jóias douradas estão. - Portanto, amanhã vamos contar aos nossos amigos e também ao Dilson sobre nós.
- Sarah não é melhor deixar para contar outro dia pra ele?
- Claro que não. Você não acha mais sensato que ele saiba por nós duas do que pela boca de terceiros?
- Sim, mas...
- Mas nada, linda. Já nos escondemos demais. Está na hora de sair do escuro.
Aquela fala da cirurgiã é surpreendente aos ouvidos de Juliette.
- Cadê aquela sua preocupação toda e o medo em contar sobre a gente?
- Ficou pra trás faz tempo. Quero que o quanto antes todos saibam que eu tenho ao meu lado uma mulher incrível, com quem pretendo me casar daqui a um mês.
- É o quê, Sarah? - a morena arregala os olhos. - Um mês?
- Sim. - afirma se sentando na cama e apoiando as costas a cabeceira do móvel. - Inclusive já falei até com um advogado conhecido do meu pai, que tem um escritório aqui em São Paulo, pra ele já dar entrada nos papéis no registro civil.
Juliette se encontrava atônita com aquela notícia.
- Posso saber quando fez isso? - balbucia ainda em choque.
- Há três dias. - sorri a loira.
- Sarah do céu!... Tu é doida, né mulher?
A cirurgiã ria alto e puxa a namorada para seus braços.
- Sou completamente doida por você, doutora Freire. - diz unindo seis lábios aos de Juliette.
- Um mês mesmo? - indaga a cardiologista poucos segundos depois ao afastar sua boca da de Sarah.
- Sim. Em um mês nos casamos, linda.
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Então... O que será que o Dílson quer conversar com a Sarah?
Será que ele descobriu sobre as nossas doutoras, como supôs Juliette?
E como será a reação dos amigos ao saberem sobre elas?
As respostas paras essas perguntas teremos n próxima quarta-feira.
Um xero ❤️
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