Capítulo 2 - Compras
N/A: Salve, salve, minha gente!
Chegay com atualização!
Bora para as compras com as nossas doutoras?
Olha se fosse pela minha vontade, eu faria nossas doutoras comprarem tudo, mas dei uma segurada nos itens que ela vão comprar. E coloquei as fotos de alguns itens para que vocês saibam como são. Beleza?
Agora simbora ler!
Divirtam-se 😁
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❤️❤️❤️
Guiando seu carro naquela tarde ensolarada, Sarah apenas ouvia uma Juliette falar e falar sem sequer dar a menor atenção para o falatório da outra mulher, pois sua mente trabalhava em busca de uma boa desculpa para inventar a cardiologista quando resolvesse lhe deixar sozinha no tal sex shop que estavam indo.
A cirurgiã pretendia entrar no local com Juliette e permanecer um tempo razoável por lá. Depois daria um jeito de sair da loja para ir escondido a uma joalheria que fica no mesmo shopping, na intenção de comprar um par de alianças. Estava com planos de pedir sua bela namorada em casamento. Queria muito dar esse importante passo na relação delas. E aproveitaria que estavam indo ao local o qual a joalheria também ficava, para providenciar logo o objeto que simbolizava seu pedido. Tão logo a pedisse em casamento e esta aceitasse, o passo seguinte seria revelar a todos aquele relacionamento. Até porque depois ficaria difícil ainda manter tal relação em segredo, já que ambas passariam a exibir alianças em seus dedos.
- Carolline!!
O tom mais enérgico com o qual ouviu a voz de Juliette soar ao lhe chamar pelo segundo nome, seguido do aperto desferido pela mão da cardiologista em sua coxa direita por cima da calça jeans que usava, na mesma hora fizeram a cirurgiã virar o rosto na direção de sua namorada, encontrando-a séria.
- Oi, linda. O que foi?
Seja lá o que sua namorada tenha dito, Sarah não fazia ideia, porque estava entretida demais com seus pensamentos, mas bem atenta a pista. O que já não se podia dizer em relação ao que quer que Juliette tenha dito.
- Eu te fiz uma pergunta, mas você nem me ouviu, né?
- Desculpa! - sua mão direita largou um instante o volante e se entrelaçou a de Juliette sobre sua coxa. - Estava pensando no trabalho e me distraí. - inventou em sua defesa. - Mas repita o que perguntou e darei a devida atenção.
- Não era nada importante. Deixa pra lá.
- Tem certeza?
- Absoluta.
❤️❤️❤
Elas entraram na Love Lust and Sex e ficaram pasmas com o local. A loja situada no terceiro piso do shopping, era enorme e tinha aquele horário da tarde um número pequeno de clientes circulando no estabelecimento.
- Sabia que eu li no site em que fiz a minha pesquisa dos jogos... - Juliette se pronunciou enquanto sua namorada e ela seguiam loja adentro pelo corredor principal e de mãos dadas como um casal que eram.
O fato de manterem um relacionamento secreto não deixava muita margem para se portarem como um casal em lugares públicos, por receio de serem flagradas por conhecidos. Mas como ali estavam em um lugar distante e que, certamente ninguém do convívio delas frequentava, então podiam se dar ao luxo de agirem como um casal andando de mãos dadas, com seus dedos entrelaçados.
- ...Que a indústria ligada ao sexo têm aumentado muito nos últimos tempos?
A julgar pela pouca quantidade de clientela no local, Sarah teve suas dúvidas quanto ao que Juliette leu no tal site.
- Acho que não é bem assim. Veja a pouca quantidade de gente aqui nessa loja. - resmungou baixo a médica loira tendo sua atenção chamada para uma das paredes do estabelecimento onde se viam três manequins presos por suportes na parte superior da parede. Os bonecos usavam lingeries com temas diferentes: a clássica enfermeira, a estudante sexy e a salva-vidas.
- Ou vai ver que as pessoas se sentem mais confortáveis em adquirir artigos deste tipo pela internet.
- Pode ser também.
- E, aí, preparada para as compras, baby? - Juliette agarrou o braço da namorada.
Sarah a olhou com uma das sobrancelhas arqueadas. Sua namorada parecia bem empolgada com aquilo. Só torcia para ela não se empolgar demais a ponto de querer levar itens estrambólicos.
- Você já têm ideia do que vai comprar?
- Alguns itens sim, porque são os necessários para os jogos que vimos. Mas também podemos comprar outras coisas mais que nos agrade. Pode ser?
- Pode! - Sarah assentiu.
Se dissesse não talvez nem adiantasse, já que provavelmente Juliette ia convencê-la do contrário. Então melhor se render logo, que não desperdiçam tempo e evitam atritos.
- Então vamos nessa.
Nem bem o casal começou a circular pela loja e uma simpática e educada vendedora ruiva se aproximou delas apresentando-se como Ana Clara e perguntando se queriam ajuda em algo.
Vendo que seria mais fácil e até mais prático ter uma vendedora do lado para auxiliar nas compras e até mesmo tirar algumas dúvidas sobre itens que tivessem ali, Juliette optou em aceitar a ajuda que aquela solicita vendedora poderia prestar.
- Você podia nos mostrar algumas coisas da loja. Esta é nossa primeira vez num estabelecimento desses e não temos muita ideia de por onde começar a olhar.
Ao contrário de Juliette, sua namorada não curtiu muito essa ideia de ter a vendedora à tira-colo. Com aquela mulher ali, Sarah sentiu-se desconfortável em opinar em algo, o que não ocorreria caso só estivessem Juliette e ela. Mas como não havia forma de dizer isso a namorada tendo a presença da vendedora ali. A cirurgiã se viu obrigada a aceitar Ana Clara entre elas, já que a mesma se prontificou de imediato em ajudá-las.
Ana conduziu-as a um passeio pelos diversos pontos e artigos da loja. A primeira parada foi na parte da sessão de moda íntima, já que esta era a primeira mesmo.
Havia vários modelos, estilos e cores diferentes de lingeries (seda, renda e até modelos comestíveis - confeccionados em gelatina solúveis); body, camisolas sexy, conjuntos de dormir, espartilhos, meias, máscaras, algemas de pelúcia ou vinil (que Juliette pegou e separou um par - pelúcia vermelha - para elas levarem, já que aquele item era um dos que seria usado em um dos jogos); corseletes e tiaras de pernas.
Era cada item um mais bonito que o outro e mais sexy também. Houve um modelo em especial de lingerie vermelha que vinha junto uma tiara de perna, que agradou bastante Sarah. Ela imaginou que aquela peça ia contrastar muito bem com o tom de pele de Juliette, além de ficar perfeito em seu corpo.
- Você podia levar essa lingerie. Vai ficar linda em você. - cochichou a namorada no momento em que a vendedora se afastou um instante para ir até outra cliente que sinalizou chamando-a.
- Você acha? - sorrindo Sarah assentiu. - Eu posso levar, mas você sabe que eu já tenho um conjunto vermelho.
- Só que este é diferente do que você tem, linda.
E era mesmo. O que ela tinha era mais "comportado" que aquele que o casal observava; não era de um vermelho vivaz, tampouco minúsculo quanto aquele e nem possuía em "pontos estratégicos" aquela transparência toda que se via na peça que ela segurava. Aquele ali era um modelo para ser usado em ocasiões especiais.
- Você tem razão. Vou levar. - Juliette colocou um pacote com as três peças dentro da cesta que sua namorada segurava. - Essa preta a gente leva pra você.
A vendedora retornou e elas saíram daquela sessão para entrarem em uma de produtos sadomasoquistas onde haviam correntes, chicotes, chibatas e outros artigos em couro que a vendedora classificou como sendo utilizados para relações mais intensas e dominadoras. Dominação e sadomasoquismo logo remeteram Juliette a lembrança desagradável de Roberta, uma ex-garota de programa que Sarah ajudou poucos meses após a cardiologista estar trabalhando em sua equipe.
A garota de programa na época foi encontrada por Sarah toda arrebentada em um beco e a médica no mesmo instante levou a moça, para o hospital onde trabalhava.
No dia seguinte Sarah fez questão de visitá-la e acabou descobrindo por Roberta quem tinha sido o algoz daqueles hematomas todos: um cliente sádico. Ele não aceitou sua recusa quanto as práticas sadomasoquista que queria usar com ela e lhe agrediu sem dó.
Sarah arcou com toda assistência médica necessária a moça. E no fim, acabou criando afeição e virando amiga de Roberta que levava aquela vida para ajudar os pais que viviam no interior de maneira humilde.
Roberta contou a Sarah que tinha tentado conseguir um emprego descente antes, mas diante de tantos nãos e promessas furadas acabou indo para a prostituição por convite e incentivo de uma amiga.
Muito se comentou na época sobre um possível caso entre a doutora Sarah Andrade com a tal garota de programa, deixando Juliette mal por semanas. Até mesmo hoje em dia volta e meia ainda circula pelos corredores do hospital esse boato.
E ano passado, depois de ouvir comentários nada discretos de Kerline sobre Roberta e Sarah durante um atendimento a uma moça muito parecida com a amiga da chefe, que por coincidência também era garota de programa, Juliette acabou confrontando Sarah em casa. Encurralada, a cirurgiã revelou que transou com Roberta, mas foi só sexo e uma única vez dois meses após ela ter conhecido a moça. Depois disso não rolou mais nada. Assegurou que tinha apenas apreço e uma inexplicável empatia pela garota, que até tinha largado a prostituição e estava trabalhando como atendente em uma loja graças a Sarah, que lhe arranjou o emprego com a esposa de um conhecido seu. Contudo, era impossível de Juliette não sentir ciúmes de Roberta perto da namorada, ainda mais, por ver quão bem e íntima sua namorada e a garota eram e se tratavam.
- Não gostei muito dessa sessão. Podemos ir já pra outra. - Juliette comentou a vendedora e lançou um olhar logo em seguida a namorada.
Sarah não precisava ser adivinha para saber a razão de sua namorada não ter gostado daquela sessão. E nem seria louca de perguntar isso se já imaginava muito bem a resposta: Roberta.
- Bem ali na frente ficam os cosméticos. - contou a vendedora.
Elas seguiram para lá. Nas gôndolas tinha desde de géis estimulantes ou térmicos (uns esquentam outros esfriam, outros fazem as duas coisas), a lubrificantes, musses e cremes para massagens e masturbação, perfumes com fragrâncias afrodisíacas, spray térmicos e bolinhas do prazer de vários sabores diferentes, que podem ser usadas tanto no sexo oral, quanto para massagear o corpo. Inclusive, há algumas que proporcionam sensações de refrescar, esquentar ou até mesmo "eletrizar" a região íntima.
O casal escolheu um vidro de um gel para massagens estimulantes à base de jambu, que segundo Ana Clara tem feito muito sucesso por "dar a sensação de dormência e de vibração". Além das bolinhas do prazer, de um perfume afrodisíaco e ficaram curiosas quanto ao spray térmico.
- Nunca tinha ouvido falar desses spray. - Juliette olhava com curiosidade a embalagem do produto.
- Eles são perfeitos. Muitas pessoas levam isso, pois com ele você sente diferentes sensações como, por exemplo: respiração mais ofegante, corpo mole ou anestesiado e batimentos cardíacos acelerados. - explicou a vendedora.
- E usa como isso?
Sarah pela primeira vez mostrou interesse em algo. Por ser uma coisa que não tinha ouvido falar como sua namorada muito bem comentou ainda pouco, a loira quis saber mais daquele tal spray.
- Você coloca a quantidade desejada nas mãos e aplica na pele ou no órgão de sua escolha, massageando delicadamente. Ah, e ele é contra indicado para quem tem problemas no coração.
- O que não é o nosso caso. Levamos também esse spray, amor? - Juliette quis saber da outra, já que sua namorada se mostrou interessada no produto.
- Vamos levar pra experimentar.
Juliette sorriu com a pronta resposta de Sarah
- Estou gostando dever, doutora Andrade. - murmurou antes de roubar um beijo da outra e jogar a pequena caixa com o produto dentro cesta.
A outra médica apenas sorriu sem jeito.
Elas passaram posteriormente na parte onde tinham produtos descritos como comestíveis e beijáveis. Estavam inclusos nessa pequena parte: géis de todas as sensações, sabores e novidades, para o sexo oral. Alguns géis esquentam, outros refrescam e há ainda aqueles que eletrizam; chocolates eróticos em formatos dos órgãos sexuais femininos e masculinos; bebidas energéticas e suplementos sexuais que estimulam a vitalidade corporal; tapa sexo feito de gelatina e imita um tecido bem fino. Além de ser encontrado em diferentes sabores e aromas há também os que possuem o formato de adesivos comestíveis; além de mais alguns óleos e lubrificantes saborizados para sexo oral.
Desses produtos todos elas separaram um tubo de gel comestível, lubrificante e uma caixinha de bombons, pois segundo Sarah cochichou para a namorada "elas não precisavam de energéticos, tampouco, suplementos ou coisas do tipo para terem relações", o que era uma batia verdade.
Por fim elas chegaram a parte que Ana Clara descreveu como sendo o lugar preferido das clientes dali. Atrás do balcão de vidro onde a vendedora se colocou, ficava o chamariz do estabelecimento, os chamados sex toys, que nada mais são do que os brinquedos sexuais que os adultos adoram usar na hora do sexo.
- Se quiserem eu posso pegar alguns itens que tem mais saída na loja pra ver se são do agrado de vocês.
"Mas não venha com nada estrambólico, por favor!", rogou silenciosamente Sarah.
- Pode ser. - concordou Juliette.
Aproveitando a ausência da vendedora, Sarah comentou com a namorada que depois ia deixá-la, finalizando sozinha o resto das compras, pois ia sair para comprar uma coisa.
- Que coisa é essa?
- Um presente!
- Pra quem?
- Pra você! Pra quem mais seria?
Como não encontrou uma mentira mais convincente que justificasse bem sua "fuga" dali. Sarah optou por meia verdade. Viu sua namorada sorrir feito uma garota adorável quando disse que o presente seria para ela.
- E que presente é esse que vai comprar pra mim? Não é nem meu aniversário pra isso. - ela brincou com um dos botões da blusa de seda de cor azul que Sarah usava.
- E precisa ser só aniversário pra dar presente agora é? - Sarah tombou a cabeça para o lado, ostentando uma cara engraçada.
- Não, claro. - Juliette sorriu. - E que presente pretende me comprar? Você não disse.
- E nem vou dizer, senhorita curiosa. É surpresa! No momento certo você vai saber.
Juliette não teve tempo de protestar, já que felizmente para Sarah e infelizmente para a cardiologista, a vendedora retornou, impedindo o prolongamento do assunto tratado pelo casal.
De uma cesta plástica posta sobre o balcão, Ana Clara foi retirando um a um alguns apetrechos sexuais e explicando cada um deles as clientes.
- Isso é um separador de pernas de alumínio.
O item chamou a atenção do casal e foi escolhido para ser levado por elas.
- Grampos para seios. São perfeitos para sensações prazerosas. Esse modelo é o mais simples, mas também temos modelos bem mais sofisticados e até uns que emitem eletro-choques para estimular mais ainda e dar prazer. Você os encaixa no entorno do mamilo e regula de modo que te satisfaça.
- Esse parece interessante levarmos também, não acha?
Sarah assentiu para a namorada, que tratou de separar mais este item mencionado.
Ana lhes apresentou ainda:
Luvas para massagem que emitem eletro-choques e vinham com um controle-remoto. (O casal dispensou, pois já estavam levando outras coisas para usarem em massagens.)
Plugs anais.
O item chamou a atenção de Juliette, mas não de Sarah. Com isso houve uma pequena indecisão sobre levar ou não o item, pois a cardiologista queria levar e a namorada não. Mas no fim das contas prevaleceu o pedido de Sarah em NÃO levar o toy.
Bolinhas tailandesas que podiam ser introduzidas no ânus ou na vagina, e que eram confeccionadas em silicone macio e suave ao toque, com 2 cordões de texturas diferentes e alça de segurança. (Dispensado para levar)
Butterfly (borboleta mágica) um estimulante feminino em forma de borboleta que possuí vibração com multi velocidade controlada por controle remoto e que acompanhava fio e conta elástica. (Separado)
Dedeira (capa de dedo) acessório usado na masturbação. Tem uns modelos que vem com cápsulas vibratórias e os tipos simples que não vem com vibração. (O casal reservou um simples, transparente com saliências massageadoras)
Anel peniano, feito de silicone e com vibrador, que pode ser muito bem usado nos dedos para se masturbar sozinha ou dar uma mãozinha para a parceira. (Dispensado)
Sqweel, simulador de sexo oral feminino feito de silicone, material macio de toque aveludado. É constituído por 10 línguas macias e flexíveis embutidas que rotacionam. Possuí 3 velocidades. (Reservado)
Linguá tongue, estimulador de clitóris em formato de língua, que realiza uma massagem sensual, além da vibração super excitante, ele realiza 3 diferentes modos de rotação, com a função de estimular o seu canal vaginal para a chegada do orgasmo. Ele também pode ser usado para a estimulação dos seios, basta selecionar a velocidade desejada e aproveitar o seu momento. (Dispensado, já que estavam levando um Sqweel)
- Temos também alguns vibradores e strap-on que não peguei. Vou buscar pra vocês darem uma olhada.
A vendedora saiu atrás dos objetos deixando a sós o casal.
- Você pretende comprar algum vibrador? - Sarah resmungou baixo somente para sua namorada ouvir.
Juliette que até então lia a embalagem do Sqweel, virou o rosto para encarar sua namorada. Sorriu ao ver Sarah com as maçãs do rosto coradas, dando a entender que estava envergonhada.
"Meu Deus! Como ela consegue ficar mais linda assim, toda envergonhada?!"
- Não sei. Você quer que eu compre?
Sarah coçou a orelha e logo em seguida, num tom sem jeito, respondeu outra vez em voz baixa:
- Seria interessante levar um, já que nunca experimentamos juntas. - incentivou, porque assim seria a oportunidade perfeita para entreter sua namorada e escapulir dali para ir atrás das alianças.
- Ah, então vamos comprar um. Não, um não, dois, amor.
- Não vai se empolgar demais e escolher uns estrambólicos também, Juliette.
- Estrambólicos? - repetiu a cardiologista antes de sucumbir a uma alta gargalhada, chamando a atenção de uma vendedora e duas clientes que estavam há poucos metros de distância delas.
- Meu Deus! Quer rir baixo? Está todo mundo olhando pra gente.
- Desculpa! - pediu ainda rindo e abraçando a namorada pela cintura. - É que você disse "estrambólico" de uma maneira tão engraçada que eu não me contive.
- Hum...
- Quer definir pra mim o que seria um vibrador estrambólico?
- Um exageradamente grande, que vibre e gire mais que um liquidificador e que só falte voar.
Dessa vez a gargalhada de Juliette saiu abafada por conta da cardiologista ter escondido o rosto no ombro da namorada.
- Quer parar de ficar rindo?! - a cirurgiã resmungou, vendo os olhares divertidos das outras pessoas dirigidos ainda a ela e sua namorada.
- Então para de ficar dizendo coisas engraçadas.
- Eu vou aproveitar que vai ver os vibradores e vou atrás do seu presente.
- Você não vai escolher junto comigo o vibrador? - Juliette encarou a namorada com as sobrancelhas erguidas.
- Não. Tenho certeza que você vai saber escolher muito bem sem mim.
- Não acho que seja uma boa ideia você me deixar escolher sozinha. - ela tinha um sorriso travesso nos lábios. - Eu posso acabar me empolgando e escolhendo algo estrambólico. - provocou.
- Juliette Freire nem ouse fazer isso.
- Então fica e escolhemos juntas, amor.
- Não me olhe assim, pelo amor de Deus!
Seu olhar pedinte estava quase a convencendo a ficar naquela loja com ela. E se Juliette ainda usasse aquele mesmo olhar para lhe pedir que comprasse um vibrador estrambólico, era capaz de Sarah ceder também a isso.
- Por que estou te fazendo repensar a ideia de me deixar sozinha aqui?
- Quase!
Só que ela não podia permanecer ali. Tinha que ir atrás daquelas alianças, pois talvez não tivesse tão cedo outra oportunidade de estar no shopping, já que não havia nada mais chato para ela do que encarar shopping center. Se veio aquele foi só por Juliette.
A cardiologista acabou rindo da resposta da namorada.
- Vou indo.
- Se vai me deixar escolher sozinha, então eu posso comprar um bem estrambólico.
Ela tinha adorado usar aquela palavra.
- Não!
- Só unzinho que só falte dar cambalhotas dentro da gente.
- Tchau, Juliette! - Sarah ignorou a fala da namorada e beijou seus lábios para depois sair dali sob o olhar divertido de sua namorada.
Tão logo sua namorada saiu porta afora da loja e tomou a direita, Juliette viu a vendedora retornar com outra cesta.
- E sua namorada?
Ana Clara estranhou a ausência da mulher charmosa, bonita e de jeito tímido. Até porque era humanamente impossível não notar uma mulher tão linda como aquela.
- Ah, ela precisou ir. - respondeu, fechando a cara pelo interesse da outra em perguntar de sua namorada. - Vamos lá, me mostre quais vibradores você tem.
A vendedora assentiu, franzindo a testa pela mudança de humor da cliente.
❤❤❤️
Pegando as escadas rolantes, Sarah chegou ao segundo piso do shopping e se dirigiu a famosa joalheria que de longe tinha visto quando seguia com Juliette para o tal sex shop.
Parando na porta do elegante estabelecimento, ela viu que não havia cliente algum, apenas duas funcionárias batiam papo em um balcão. Ao verem-na entrar ali e se dirigir até onde elas estavam, as outras duas mulheres cessaram o papo e uma delas saiu enquanto a outra permaneceu atrás do balcão de vidro onde havia mostruários e mais mostruários de jóias expostos.
- Boa tarde! Sou Alexia. Em quê posso ajudá-la?
A mulher impecavelmente vestida em um terninho escuro, usando uma maquiagem bem feita e cabelos presos em um coque elegante, se pronunciou quando Sarah parou a sua frente.
- Boa tarde. Eu gostaria de ver alguns modelos de alianças de casamento.
A vendedora assentiu e puxou três mostruários quadrados dispondo-os sobre o balcão para Sarah ver os modelos.
Grossas, finas; ouro dourado, ouro branco, ouro rosa; prata, cobre, aço inoxidável; com pedraria ou sem; lisas, foscas, enfim... Foram bastantes modelos, que a solícita vendedora lhe mostrou, que Sarah ficou perdida por qual optar. Não achava que fosse ser tão difícil escolher um par como estava sendo. Mas após alguns minutos e contando com a opinião da vendedora a qual Sarah não se fez de rogada em pedir, a cirurgiã conseguiu restringir e concentrar suas dúvidas a apenas três modelos: o primeiro era um par de 4mm feito em Cobre com pedras naturais; o segundo também 4mm feito em Prata maciça, lisa e simples; e o terceiro e último um de 8mm banhado a ouro 18k diamantada em ambas as alianças, e ainda era possível gravar o nome do casal no interior da jóia. Dos três modelos este último era o mais caro e também o que despertou mais a predileção de Sarah sendo por fim a escolhida.
- Acho que vou levar este mesmo. - apontou para o último modelo.
- Qual o tamanho?
- Eu não sei bem, mas espere.
Do bolso da calça jeans, a loira puxou um dos anéis de Juliette, o qual havia trago escondido de sua namorada para justamente mostrar a vendedora o tamanho exato da jóia escolhida.
Ao ver o anel, Alexia já sabia exatamente a numeração da jóia e chamando sua colega pediu a esta que fosse buscar no estoque um par das alianças escolhidas pela cliente que atendia. Em poucos minutos a outra moça já estava de volta. Alexia verificou a jóia para ver se estava tudo certo com elas e depois deixou que Sarah fizesse o mesmo. Diante da constatação de que tudo estava perfeito com a jóia Sarah assentiu a Alexia.
- E quanto a gravação dos nomes nas alianças? Vocês fazem agora mesmo.
- Se estiver com tempo para esperar só um pouquinho o nosso funcionário responsável por fazer este serviço voltar de uma rápida saída que ele deu, sairá com as gravações feitas. Ele já deve estar voltando.
- Tudo bem, eu aguardo. Enquanto isso... - ela precisava de um presente extra para levar e entregar a sua namorada, já que as alianças seriam só para outra ocasião. - Você poderia me mostrar alguns cordões e pingentes?
- Claro!
Enquanto Sarah aguardava para ver os itens pedidos, longe dali no sex shop Juliette estava bem em dúvida sobre quais vibradores levar. Se pudesse levar todos levaria. Culpa da vendedora que falou das vantagens e maravilhas que cada um daqueles brinquedos proporcionava, que lhe deixou cheia de dúvidas e com vontade de adquirir todos os modelos até mesmo os estrambólicos como intitulou Sarah. Mas era arte de se levar esses sua namorada pirar e não era do jeito que gostava de vê-la pirando.
- Ai, juro que estou na dúvida de qual levar. Só posso levar dois e o desejo é de levar todos. - contou, rindo de nervoso.
- Posso te dar uma sugestão de quem já usou alguns modelos desses. - sussurrou a vendedora com um discreto sorriso.
- Ai, sim, por favor.
- O Rabbit aqui é ótimo e um dos modelos mais clássicos de vibradores. - ela apanhou o item de cima do balcão.
- Enquanto esse eixo principal do vibrador penetra a vagina, estimulando o ponto G, as "orelhas" são usadas para estimular o clitóris ao mesmo tempo. Uma delícia!
- Ui, esse vai.
- O outro é o Nana. - ela apanhou um vibrador para casal com design ergonômico em curva, bastante flexível dando muita mobilidade, feito em silicone e sua cor era rosa.
- Super recomendado pra usar juntinho. - explicou Ana. - É nosso modelo mais vendido! Esse aqui é prazer em dobro, prazer em dupla. Uma ótima opção para quem quer ser ativa na passividade e passiva na atividade. É um massageador 2 em 1 com 9 funções de vibrações, pode ser usado para dupla penetração, com vibração nas suas duas pontas. Ele possibilita uma estimulação que irá levar a um outro patamar do prazer onde o orgasmo será muito mais intenso. É viagem conjunta para além das estrelas.
- Me convenceu. Eu vou levar esse também. - ela separou os brinquedos e viu a vendedora sorrir.
- Só isso então? Não vai querer levar mais nada?... Uma prótese dessas talvez. - Ana Clara apontou o objeto verde feito de silicone macio, que era uma réplica realística de um pênis e que possuía multi velocidades.
Aquilo ali, certamente se encaixava na descrição de estrambólico que sua namorada deu. E se levasse isso Sarah ia torcer a cara na hora. Seria dinheiro jogado fora. Portanto melhor nem levar esse item. Já estava de bom tamanho aqueles que levava. Além do mais, aquelas tais de próteses não lhe despertaram o menor desejo em adquiri-las.
- Não! Está bom só essas que separei. Inclusive já estou levando mais até do que imaginei levar. Pode fechar a conta. Vai ser pago no cartão de crédito.
Da sua bolsa ela sacou a carteira e posteriormente o cartão entregando-o a vendedora que foi buscar a maquininha. Com seu celular agora em mãos, Juliette discou o número da namorada. Sarah atendeu no terceiro toque.
- Amor já vou sair da loja. Você está na praça de alimentação já?
- Ainda não, linda. Dez minutos e eu chego lá.
Ela ainda estava se decidindo entre um pingente de borboleta com pedrarias azuis e um pequeno coração que trazia um minúsculo rubi cravado em seu interior. Sem contar que aguardava o funcionário terminar de fazer as gravações, que o sujeito começou há segundos atrás.
- Eu vou ficar te esperando naquela cafeteria que ficar perto do play então.
- Tudo bem.
Ela encerrou a ligação morrendo de curiosidade acerca do presente que sua namorada tinha ido lhe comprar. A vendedora retornou com a máquina para que Juliette digitasse sua senha. Compra autorizada, itens embalados e logo a cardiologista se despedia de Ana Clara agradecendo seu bom e atencioso atendimento.
Saindo da loja carregando duas sacolas de papel - uma em cada mão - a mulher se dirigiu para o local combinado com sua namorada.
Questão de poucos minutos já se encontrava acomodada em uma mesa para duas pessoas. Uma checada no relógio e cinco minutos mais Sarah estaria ali com seu presente. Estava louca para saber logo o que era. Fazia algumas especulações a respeito do presente quando de repente...
- Juliette?
Seus olhos se arregalaram ao ouvir reverberar atrás de si uma voz bem conhecida e que não era de sua namorada.
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Façam suas apostas: quem será a pessoa?
E já adianto que a Sarah também vai ser vista por alguém. Quem? Dêem seus chutes.
Até a próxima quarta-feira, meu povo 😉
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