Capítulo 11 (extra) - Almoço e praia

N/A: Salve, salve, minha gente! Chegay com nossa atualização de toda quarta-feira.

Peguem seus capacetes, coletes a prova de bala e simbora ler.

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- Ai, que linda! - elogiou Juliette ao ver pela tela do notebook que pegou emprestado de Washington para conversar com Sarah por vídeo chamada, a namorada com uma maquiagem leve, cabelos escovados, com as pontas onduladas; vestida com uma camisa de manga 3/4 na cor marrom, com botões e dois bolsos na altura dos seios; short jeans branco com um cinto caramelo; nos pés segundo ela informara, usava uma rasteirinha de amarrar nas pernas, na cor caramelo também. - E gostosa. Muito linda e gostosa para o meu agrado, doutora. E eu nem vou estar nesse almoço pra toda essa sua produção aí.

A loira sorriu com timidez do outro lado da tela enquanto ajeitava o cabelo que pela câmera viu, no seu entender, estar um pouco bagunçado.

- Não faz isso. Tá bom seu cabelo assim. - ralhou Juliette.

- Estava bagunçado. Só tô ajeitando. - se defendeu a loira, continuando a mexer nos cabelos.

- Não está bagunçado, mas você mexendo, está bagunçando-o. Para, Carolline.

- Tá, parei.

A cirurgiã fez uma careta de criança emburrada quando repreendida pela mãe.

- A nova cardiologista vai também para esse almoço? - sondou Juliette nada confortável com algumas coisas que soube por Gil a respeito de sua substitua. A tal de Vivian, segundo seu amigo estava toda 'encantadinha' com a chefe deles.

- Não sei. - deu de ombro a loira. - Kerline a convidou ontem.

Mal desconfiava Sarah que sua amiga só chamou a outra cardiologista no intuito de 'ajudar' a cirurgiã a desencalhar, já que viu o interesse de Vivian em Sarah. E na cabeça de Kerline se com Pocah não rolou, quem sabe Vivian não fosse mais bem sucedida em fisgar Sarah.

- Hum... Trocando mensagens com o Gil mais cedo, ele me contou que essa tal de Vivian está toda empolgada por trabalhar com a doutora Andrade. - a cardiologista revelou com um afetado tom meloso e fazendo uma careta.

Sarah se limitou em apenas franzir a testa, porém não disse nada em resposta. Até porque nem sabia o quê dizer. E temia dizer algo e ainda ser mal interpretada pela sua ciumenta namorada.

- Ela é bonita, Sarah?

A médica loira encarou bem a namorada antes de satisfazer sua 'curiosidade' ao lhe responder.

- Não me dei ao trabalho de reparar nisso, doutra Freire. Apenas em como sua substituta é uma ótima profissional, que é o que importa.

- Nossa! - assoviou a morena diante da resposta nada delicada que recebeu da namorada. - Sutil como uma bazuca, você foi agora hein?!

- Você pediu com sua pergunta anterior.

A cardiologista assentiu em concordância. Nada a ver perguntar o que perguntou, mas não podia fazer nada se sua cabeça processou a pergunta e sua língua grande expôs o questionamento antes que pudesse detê-lo dentro da boca.

- OK. Desculpa.

Juliette detestava esse seu lado ciumento. Mas detestava mais ainda outras mulheres com interesses amorosos em sua namorada, principalmente quando não estava por perto dela para dar um jeito de espantar essas assanhadas.

Quando tivesse a oportunidade de conhecer sua sogra ia perguntar a ela se passou algum mel em Sarah, porque era impressionante o chame que sua namorada tinha para atrair o interesse de outras mulheres para si. Nossa Senhora!

A cardiologista viu Sarah suspirar e cruzar os braços, entortando a boca, enquanto se encostava a cabeceira da cama.

- O que foi? Ficou chateada comigo, né? E com razão. Desculpa de novo, amor, pelo o que eu perguntei.

- Não é por isso que estou assim.

- É pelo o quê?

- Não estou com a menor vontade de ir nesse almoço. - sem sua namorada por lá o almoço não seria tão atrativo, mas ela precisava ir pela mãe de Ker que não merecia uma desfeita dessas de sua parte. - Se vou é só pela Cecília.

- E pela Kerline que te ameaçou. - provocou Juliette para descontrair o clima, ao se recordar da ameaça que mais cedo a namorada relatou que a amiga lhe fez caso não desse as caras no aniversário da mãe dela.

"Vou até sua casa e te trago pelos cabelos, Sarah Andrade.", Ameaçou Kerline pela quinta vez no último plantão delas.

- Isso não é verdade. É só pela Cecília.

- Ah, Sarah! Isso é mentira.

- Juro pela minha mãe que é pela Cecília que estou indo.

As ameças de Kerline não lhe intimidaram. Na verdade já estava meio que vacinada contra elas depois de anos de amizade.

- Sei, Sarah. - resmungou sem estar nada convencida.

- E você, que horas vai para a praia com seus novos amigos e os antigos?

Ela havia combinado de levar Camilla, João e Vitória a praia e de quebra reencontrar velhas amizades do tempo da faculdade.

- Em uma hora. Washington vai comigo. Ele e eu vamos apanhar os outros três de carro no local marcado e de lá seguimos para a praia onde minhas amigas vão estar nos aguardando. - ela havia entrado em contato com Débora, uma de suas amigas, que quando soube que ela estava na cidade quase surtou de felicidade. Elas marcaram de se verem na praia onde costumava ser o point de encontro delas nas horas vagas da faculdade. Débora ficou encarregada de levar as outras amigas sem dizer nada da presença de Juliette. Seria uma surpresa para as outras. - Daqui a pouco já vou me arrumar. Na verdade só colocar uma saída por cima do biquíni que estou usando por baixo desse roupão e dá uma ajeitada no cabelo.

- Pensei que ia usar o maiô caso fosse a praia.

- Até ia mesmo. Mas Washington disse que fiquei melhor com o biquíni, então resolvi seguir sua sugestão e ir com ele.

Sarah se remexeu inquieta na cama, tentando dissipar as imagens da namorada desfilando na praia só de biquíni, atraindo olhares de cobiça tanto de homens quanto de mulheres.

- Hum... cuidado lá nessa praia.

- E você cuidado nesse almoço hein, doutora. Ainda mais com a Pocah noção por perto e essa tal de Vivian encantadinha com você.

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- Já estava contando mais cinco minutos antes de sair e ir te buscar na sua casa para te trazer pelos cabelos para cá.

- Quanta sutileza, hein Ker? - Sarah rebateu sem se deixar abalar pelo chilique da amiga.

- Todo mundo já chegou e nada de você aparecer. Pensei que ia ter que cumprir minha ameaça.

- Mas como pode ver não terá que cumprir nada. Já estou aqui. - Sarah abriu os braços e sorriu sem muita empolgação.

- Vem. O povo está todo no quintal bebendo e dançando já.

- Espero que estejam bebendo refrigerante ou suco porque alguns deles ainda tem plantão hoje, incluindo você e eu. - resmungou, seguindo a amiga por um corredor.

Kerline parou de caminhar e se virou para encarar Sarah, acabou esbarrando na amiga que parou de andar em decorrência de sua parada brusca.

- Au! - reclamaram ao se chocarem as duas mulheres ao mesmo.

- Que ideia essa sua de parar e se virar do nada, eu hein. - reclamou Sarah.

- Parei e me virei pra te dizer que deixe lá fora a capa de chefe e seja aqui dentro uma pessoa comum, curtindo um domingão com os amigos de trabalho. Pode ser?

- Vou tentar. - respondeu, forçando um sorriso antes de retomar a caminhada junto de Ker.

Ao chegarem ao quintal da casa, Sarah reparou que todos de sua esquipe do hospital estavam ali, como Ker bem disse, inclusive a nova cardiologista se encontrava na roda de amigos. E havia também uma moça que a cirurgiã não conhecia, que estava ao lado de Rodolffo enquanto Gil, Viviane, Fiuk e a enfermeira Thaís dançavam há pouca distância do grupo.

A médica loira apenas acenou para seu pessoal e foi primeiro tratar de cumprimentar a aniversariante após Kerline lhe apontar onde a mãe estava.

- Cecília.

- Sarah, minha querida.

A mulher se levantou da cadeira e pediu uns instantes de licença a sua roda de amigas e amigos com quem conversava animadamente, para falar com a médica por quem adquiriu um carinho de mãe por uma filha.

- Parabéns, Cecília. - desejou Sarah abraçando a outra mulher. - Você é um ser humano incrível, com uma energia contagiante e maravilhosa. Muita saúde, paz, alegria, prosperidade, amor e uma infinidade de coisas boas em sua vida, porque você merece!

- Obrigada, querida. Muito obrigada pelas palavras e por ter vindo. - agradeceu ao desfazerem o abraço. - Sei que é uma pessoa mais reclusa e que te tirar da toca não é nada fácil.

- Mas por você, eu abro essa exceção. E aqui... Pra você! - estendeu o pacote que havia trago de presente a mãe de sua melhor amiga.

- Ô, minha querida, muito obrigada.

- Espero que goste.

- Tenho certeza que vou gostar. E você como está? Fazia tempo que não lhe via.

- Ah, estou na velha correria de sempre no hospital. Trabalho e trabalho.

- Não se deve viver só para o trabalho, querida. Tem que ter uma vida fora dele, fazer outras coisas como, por exemplo, namorar. Ker reclama o tempo todo que você não arranja ninguém.

Sua amiga não sabia da missa a metade!

- Ela fala de mim, mas eu não a vejo com ninguém também. - rebateu em forma de sair do foco da conversa.

- Verdade. - as duas sorriram. - Mas sabe o que ela diz em defesa dela? - Sarah negou com a cabeça. - Que está solteira, mas não sozinha. Decerto tem alguém por debaixo dos panos, algo nada oficial que não quer contar. E você está nessa também? Porque eu não acredito que uma mulher lindona como você, não tenha alguém. Eu se fosse no mínimo uns vinte e cinco anos mais nova ficaria com você.

- Cecília! - Sarah tinha um rubor na face.

- O quê?! Estou falando a verdade. - a mãe de Kerline sorriu do acanhamento da amiga da filha. - Então não há nenhuma moça habitando esse seu coração? - com o dedo indicador, Cecília indicou o lado esquerdo do peito de Sarah. - Porque se não tiver, eu já vou logo te avisando... Que desse almoço você não saí sozinha segundo minha filha. Ela me disse que vai te empurrar para uma tal de Vivian.

Sarah não teve chance e muito menos ação de proferir nada em resposta, já que sua amiga Kerline veio para requisitar sua presença lá com os outros.

- Obrigada novamente pelo presente, querida - agradeceu Cecília antes de Sarah se afastar com Kerline.

As duas médicas seguiram até o grupo de amigos com Sarah ecoando as palavras de Cecília: Porque se não tiver, eu já vou logo te avisando... Que desse almoço você não saí sozinha segundo minha filha. Ela me disse que vai te empurrar para uma tal de Vivian.

Estava ferrada! Não sabia se agradecia ou xingava a si mesma pelo fato de Juliette não estar ali.

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- Bem vindos a praia do Cabo Branco, minha gente. - anunciou Juliette aos demais amigos quando todos saíram do carro de Washington.

Localizada em um dos bairros mais nobres da cidade, a praia do Cabo Branco, vizinha de Tambaú, é considerada por muitos como a mais bela praia urbana de João Pessoa e tem uma vista paradisíaca. 

- Cara, que vista! Tô embasbacada com a beleza disso. E olha que lá no Rio tem praias belíssimas, mas essa aqui ó...

- É de tirar o chapéu. - completou João a fala de Camilla.

- Eu já tinha visto por fotos na internet que as praias daqui eram lindas assim, mas "ao vivo" são muito mais. - opinou Vitória.

- Isso aqui é o paraíso, minha gente!

- Ju manda mensagem pra Débora pra saber onde ela e as outras estão. - Washington disse enquanto ele, sua irmã e os demais seguiam para o calçadão da praia.

- Espera aí.

Ela fez o que o irmão disse e em segundos a resposta veio. Elas estavam simplesmente no mesmo restaurante que ficavam quando vinham juntas.

Sabendo a localização das amigas, Juliette seguiu com o irmão e os novos amigos para reencontrar suas velhas amigas.

- Mentira, viada, que tu tá aqui?! - Monalisa foi a primeira a gritar ao ver Juliette.

Hannah, Thaíse e Nyllávia se viraram em suas cadeiras e a histeria delas foi tão grande ao verem a amiga, que chamou a atenção de alguns clientes no lugar.

Foi uma euforia regada a abraços e algumas lágrimas, já que elas não se viam fazia um tempo razoável.

- Meu Deus do céu! Como vocês estão lindas, suas pestes.

- Olha quem fala. - rebateu Hannah. A engenheira conheceu Juliette através de um amigo em comum e assim iniciou a amizade entre elas. Assim como foi com Nyllávia (publicitária), Débora (advogada) e Monalisa (advogada). Apenas com Thaíse a amizade começou dentro da sala de aula, já que Juliette e a outra estudaram medicina juntas.

- Débora, tu sabia que ela estava na cidade, não é sua quenga?

- Óbvio, Thaíse. Ela que pediu pra eu armar esse encontro.

Juliette tratou de apresentar seus novos amigos as amigas e logo o grupo já havia se entrosado de tal forma que já trocavam conversas super animadas.

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Depois dos parabéns o almoço transcorreu regado a muitas risadas, bebidas, resenhas, músicas e dança. Sarah se mantinha sempre distante da nova cardiologista para evitar problemas, mas nisso esqueceu-se de outro alguém que nutria interesse em si: Viviane.

A cirurgiã nem sonhava, mas a morena veio obstinada em lhe fisgar naquele almoço e não ia ser uma cardiologista recém chegada que ia lhe atrapalhar.

- Vem dançar esse forró comigo, Sarah. - Pocah já chegou estendendo a mão para a loira que estava em companhia de Kerline, Carla e Gil enquanto os demais todos estavam dançando.

- Eu não sei dançar.

- Eu te ensino.

- Melhor não, Viviane.

- Ai, Sarah! Não seja mal educada. - se intrometeu Kerline. - Vai lá dançar com a Pocah. Anda... Anda. - Ker tomou o copo de suco da mão da amiga e a empurrou da cadeira para ir com Pocah.

Contra sua vontade, Sarah se viu sendo levada pela mão por Viviane para onde os demais estavam dançando.

- Pocah olha... Eu não sou uma boa opção pra isso.

"Você estar me botando em uma roubada perigosa!"

- Relaxa. Eu te ensino. Você vai pegar rapidinho o jeito.

"Meu Deus! Onde eu vim me meter?!"

Enquanto ela dava seus primeiros passos um tanto deslocados na dança, tomando o devido cuidado de manter certa distância entre Pocah e ela. Kerline, Carla e Gil observavam as duas.

- Isso precisa ser registrado. Sarah Andrade dançando forró é algo que eu tenho certeza que não verei acontecer outra vez nessa vida. - Kerline puxou seu celular do bolso e começou a gravar a amiga dançando sem que a outra sequer notasse.

- Ela me parece bem travada. - observou Carla.

- É, né?! Mas é tão estranho ver a chefe dançar. - comentou Gil rindo. - Acho que é a primeira vez que ela dança na vida.

- Não acho difícil de isso ser possível, viu Gil. - disse Carla antes de dar um gole em seu suco.

Tirando Viviane que estaria de folga do próximo plantão e Caio também que ia viajar mais tarde, os demais médicos todos bebiam suco ou refrigerante enquanto os outros dois 'folgados' bebiam cerveja.

- Pronto! Gravei. Está registrado esse fato histórico.

- Deixa eu ver? - pediu Gil e recebeu o celular da mão de Kerline.

- Ker, você que conhece a Sarah faz anos, ela sempre foi assim mais reservada e séria?

- Sempre, Carla. Tentei desvirtua-la, levando-a para as festas na época da faculdade, mas ela ia e não bebia, não dançava, só ficava vegetando na cadeira, com cara de tédio. Ela preferia ficar no dormitório estudando do que curtir uma boa festa. Eu já era o oposto.

- Você tem cara mesmo de ter sido baladeira na época de faculdade.

- E fui mesmo. Já a Sarah era zero baladeira. Acho que isso tem um pouco a ver com a criação dela. A mãe era do BOPE, linha dura e casca grossa, então...

- Ei, Ker, posso mandar pra Ju esse vídeo, pra ela ver a nossa chefinha dançando?

- Mas tu é um gay fofoqueiro da porra, hein Gil?!

- Fazer o quê?! - riu escandalosamente o homem. - Além do mais, que espécie de amigo, eu seria se não compartilhasse com a minha amiga esse babado?

- Vai, viado, manda o vídeo logo pra Ju. - consentiu Ker aos risos junto com Carla.

- Tá, mas antes vou mandar um áudio pra ela. - contou as outras. - Ju dá uma olhada nesse fato histórico. Nossa séria chefe, doutora Sarah Andrade, caindo no forró. - finalizou o homem o áudio e o enviou. Logo em seguida mandou o vídeo.

- Quero só ver o que ela vai achar. - comentou Carla.

Sarah já ia dar graças a Deus que a música acabou, porque assim ia encerrar a dança com Viviane alí mesmo. Só que a outra se negou a acabar com a dança delas, porque queria mais outra. 

- Viviane...

- Só mais uma, Sarah. Você está indo bem.

- Me desculpe, mas para mim já deu por aqui.

A loira se afastou rápido de Pocah e foi até a mesa para se servir de um suco.

Merda!

Essa dança nem era para ter acontecido. Já conseguia dimensionar a encrenca que se meteu com Juliette por isso quando esse fato caísse nos ouvidos dela. Porque ia cair! Sarah sabia que ia e antes que isso ocorresse, ela mesma se adiantaria contando ao chegar em casa. Tinha certeza que ia dar briga, mas não ia esconder isso, correndo o risco dela vir a saber daquilo por terceiros, ao invés, de saber por ela.

A loira terminou de se servir e quando se virou deu de cara com Pocah bem atrás de si.

"Ah, meu Deus!"

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Juliette era só alegria e risada na companhia das velhas amigas, do irmão e dos novos amigos. Histórias antigas dos tempos de faculdade foram trazidas a tona só para causar divertimento a mesa. E algumas novidades dos tempos atuais da vida de suas amigas foram pauta das conversas que tomaram conta da mesa.

- O papo tá ótimo, mas vou cair na água. Quem vai comigo?

Camilla, Vitória e Washington toparam na hora a proposta de João. O calor estava grande e nada melhor do que se refrescar, caindo na água convidativa da praia. E assim, os quatros foram rumo a água, deixando Juliette sozinha com as amigas.

- Seus novos amigos são bem legais. - analisou Monalisa.

- Sim. Dou sorte com amizades.

- E no amor tá dando sorte?

Ela ainda não havia mencionado com elas sobre Sarah, por falta de oportunidade já que as conversas e fofocas postas em dias pelas outras não lhe deram brecha para isso.

- E muita. Eu estou namorando.

- Mentira!

- Verdade. - confirmou, bebericando um pouco de sua cerveja estupidamente gelada. - A gente até mora juntas. - revelou com um sorriso de dar inveja.

- Juntas? Então é mulher?

- Sim, Mona!

- Pois pode passar agora a ficha completa dela para nós, dona Juliette do agreste. - intimou Nyllávia, dando umas batidinhas com a mão na mesa e arrancando risadas das demais, inclusive da própria Juliette, principalmente pelo uso do apelido que a amiga havia lhe posto na época da faculdade.

- Boa, Ny. Vamos lá, Ju, abre o bico. - Débora cobrou antes de dar um gole em sua cerveja.

- Meu Deus! Vocês hein! - a cardiologista riu das amigas. O tempo passou, suas amigas algumas estavam casadas e eram mães de família, mas elas ainda continuavam as mesmas péssimas de sempre.

- Não enrola, fala logo. - 'pediu' Hannah.

Ela então satisfez a curiosidade das amigas e contou sobre Sarah. Seu nome, que elas trabalhavam juntas, dividiam o apartamento da loira há meses e que depois de amanhã fariam um ano e meio de namoro.

- Ela é o amor da minha vida, meninas. - finalizou, contando.

Um coro de "ah" em tom meloso entoou como resposta das amigas.

- Mostra uma foto aí do amor da sua vida pra gente ver.

- Espera aí.

Ela pegou sua bolsa pendura na cadeira e de dentro dela puxou o celular. Ao destravar a tela do aparelho viu algumas notificações de mensagens de Gilberto e outras de Kerline, mas as ignorou, depois veria do que se tratava aquelas mensagens. Foi até a pasta oculta com as suas fotos com Sarah e estendeu o aparelho as amigas.

- Caralho, Juliette! Que mulher é essa?

- Linda né? - gabou-se.

- Linda é apelido. Pai celestial! Não sei nem que adjetivo usar para uma mulher assim.

- Eu a conheço.

A cabeça das outras quatro mulheres se viraram para encarar Thaíse, que praticamente cantarolou aquelas três palavras.

- Oxente! De onde tu conhece a namorada da Ju, Thaí?

- De um simpósio de medicina em Minas que fui ano passado. Ela deu uma palestra que eu assisti.

- Espera aí, essa é a tal de doutora Andrade que você se derreteu toda em elogios pra gente?

- Como foi que ela chamou essa doutora Andrade, meninas? Ah, lembrei: espetáculo de mulher, pra quem ela daria horrores. - revelou Nyllávia aos risos.

- Como é? - Juliette arregalou os olhos para Thaíse que no momento estava vermelha que nem um tomate.

- Puta merda, hein! Vocês não valem o ar que respiram mesmo, suas boca de sacola. - as outras três amigas caíram na risada mais ainda.

- Quer dizer que tu daria horrores pra minha namorada, é peste?

- Sim! - confirmou Thaíse escondendo o rosto atrás de um guardanapo de papel que apanhou da mesa.

- E ainda tem o descaramento de confirmar na minha cara. Bixa sem vergonha, tu hein, Thaíse?! - Juliette atirou na amiga uma bolinha feita com o guardanapo de papel.

- Ai, Ju, mas é que a tua namorada é linda demais.

- Nisso, eu concordo.

- Ela é boa de cama?

- Minha gente, vocês não eram assim!

- Verdade! A gente era pior.

A risada foi geral. Depois que o riso foi cessando a pergunta de Monalisa voltou e as 'meninas' não deixaram Juliette em paz enquanto ela não matou a curiosidade delas.

- Sim. Ela é ótima de cama. Satisfeitas?

- Agora sim.

- Bonita. Ótima de cama. Essa Sarah não tem defeitos não?

- Ela é teimosa e cabeça dura. Tanto que levou dois anos pra baixar a guarda pra mim e a gente começar um relacionamento.

- Dois anos? - as outras quatro mulheres indagaram em coro.

Juliette assentiu e resumiu sua história com Sarah desde de quando se viram a primeira vez até o reencontro anos depois e a forma com o qual Sarah se portou com ela por dois anos.

- Então essa Sarah é a mesma da palestra que eu não topei ir contigo?

- Ela mesma, Thaí.

Thaíse desistiu de ir a palestra assim que ouviu os rumores na época de que a palestrante era maçante, deixando a amiga de turma ir sozinha ao evento.

- Caramba!

- Ei! Mas essa Sarah foi uma... Sei lá que palavra usar.

- Idiota é uma boa palavra. - Débora disse sem papas na língua.

- Também concordo. - falou Juliette. - Mas isso já passou. Sarah depois que passamos a namorar tem feito de tudo para me compensar pelos anos em que me magoou e tem sido bem eficiente nisso, acreditem.

- Que bom, porque senão a gente pega essa galega pra coça.

Todas caíram na risada. O assunto "Sarah" ainda rendeu mais um pouquinho até Thaíse dizer que precisava ir ao banheiro e convidar uma das meninas para ir com ela. Acabou que todas, exceto Juliette, foram ao banheiro.

A cardiologista ouviu o celular vibrar sobre a mesa e ao destravar a tela viu que era mais uma notificação de mensagem de Kerline. Resolveu aproveitar o momento que estava sozinha ali, para saber o que diabo esse povo tanto mandava mensagem para ela.

Abriu o aplicativo e entrou no contato de Ker e não gostou nada do que viu. Se não bastasse um vídeo de Sarah dançando com Viviane havia algo ainda pior.

- Mas que merda é essa, Sarah? - murmurou a cardiologista ao ver com perplexidade uma foto de Pocah beijando sua namorada na boca.

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Eita que o conto de fadas das nossas doutoras estava indo tão bem. Ô miséria 😭😭

E antes que queiram minha linda cabeça a prêmio por fazê-las esperar uma semana para a próxima atualização, já aviso que domingão tem capítulo extra.

Até lá. Xero.

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