01
Inicialmente vamos esclarecer alguns fatos...
1° A história começa antes do massacre do clã Uchiha
Esse será um desenvolvimento necessário para formar o vínculo dos personagens, mas podem ficar tranquilos que vem muita coisa pela frente.
Peguem suas pipocas e preparem o coração, e acima de tudo... não se deixe cair no genjutsu de Itachi Uchiha ;p
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Todos conheciam Itachi Uchiha, no pequeno parque da Vila alguns dos garotos em geral falavam dele com desdém, usando a desculpa de que ele apenas se achava melhor do que todos.
Mas não era tudo isso.
Ao perguntar minha opinião eu preferia me manter calada, até porque Itachi Uchiha não era apenas um ninja, mesmo tão novo ele estava na elite dos ninjas, informação essa que pouquíssimas pessoas sabiam.
Eu mesma só podia afirmar isso com toda certeza porque foi ele e sua equipe mascarada que me encontraram e me levaram até o Terceiro Hokage.
— Está ficando tarde, é melhor eu ir para casa, minha mãe fica muito irritada quando eu chego tarde. ‐ Mina falou de seu lugar ao meu lado, ela era uma menina de personalidade calma, a pacificadora entre os amigos, sempre disposta a ajudar a quem precisasse.
— Sim, eu também já vou. Até amanhã Hanna-chan! - foi Kami que se pronunciou logo em seguida, acenando enquanto partia.
— Tchau pessoal! - sorri em despedida.
Continuei no mesmo lugar, mas não demorou mais do que alguns minutos para todos terem ido para suas casas, o sol ainda afundava no horizonte, eu poderia ir para casa também, mas as vantagens de não ter uma mãe esperando por você é poder apenas sentar-se e olhar para o horizonte sem mais preocupações.
Fazia apenas algumas semanas que eu estava na Vila, mas já sentia que aquele era o meu lar. Apesar de ter apenas 11 anos, conseguia ver além do que os adultos queriam mostrar, e isso podia ser frustrante... Eu via como me olhavam, via mais do que realmente gostaria.
Quando sai do parque já começava a escurecer, mas não fui para casa, caminhei até uma clareira as margens de um pequeno lago, aquele tinha se tornado meu lugar preferido, eu podia vim quantas vezes desejasse e raramente encontrava companhia ali.
Deitar na grama apenas ouvindo o vento soprar as folhas e a água do lago, observar a infinidade de estrelas quando o céu não estava nublado. Era quase terapêutico.
Mas além do pequeno refúgio encontrado, aquele também era um lugar para treinamento. Eu não me lembrava de nada sobre a minha própria vida antes de ser encontrada pela equipe ANBU, e mesmo com a ajuda de alguns ninjas da Vila que tentaram descobrir alguma coisa, foi inútil.
Era como se todas as minhas lembranças tivessem sido roubadas, simplesmente apagadas.
Foi por apenas um breve momento, mas eu pude sentir a presença de alguém claramente de algum lugar próximo. Não teve nenhum som que acompanhasse aquele rompante de sensação, nada além daquela percepção que simplesmente me tomou involuntáriamente.
— Eu sei que está aí. - falei ainda parada de frente ao lago, não procurei ao redor por dois motivos: um, seria inútil desde que eu já não conseguia mais sentir nada, dois, eu talvez estivesse um pouco assustada com alguém aparecendo de repente.
— Como?
Me virei reconhecendo a voz imediatamente. Os mesmo olhos negros que eu me lembrava, o uniforme ninja também era o mesmo, mas dessa vez não havia a máscara que esconderia o rosto.
— Não sei, eu apenas percebi que havia mais alguém. - ele não parecia o tipo de pessoa que conversava, na verdade eu também não era o tipo de pessoa que falava demais.
— Você teve treinamento ninja.
— Acredito que sim, eu consigo fazer algumas coisas, mas precisaria de um sensei para realmente desenvolver alguma habilidade. - falei virando-me de volta para o lago, as estrelas já estavam começando a aparecer, me sentei sobre a grama.
Itachi não falou nada por um longo tempo, eu realmente cheguei a pensar que ele tivesse ido embora, mas para minha surpresa ele acabou sentando ao meu lado, observou o lago assim como eu fazia antes de desviar o olhar para mim.
— Seria bom achar alguém que treinasse você, - foi tudo o que disse, concordei com um pequeno aceno, a curiosidade se contorcia dentro de mim, era impossível parar as perguntas.
— O que faz aqui?
Ele me olhou com apenas um pequeno traço de surpresa.
— Eu gosto de vim aqui para pensar.
— Eu também. Voltou de uma missão? Ou vai sair em uma?
Ele apenas me olhou, o canto dos lábios se ergueram ligeiramente, não era nem mesmo um sorriso completo.
— Eu vou parar de perguntar, - sorri sem jeito erguendo as mãos. — Prometo.
O silêncio voltou novamente, e quando os minutos se estenderam, me deitei sobre a grama observando as estrelas. Respirei profundamente sentindo todos os cheiros carregados pelo vento.
— Sabe, eu gosto de olhar as estrelas... - falei quebrando o silêncio. — Gosto da sensação que tenho quando desejo algo para elas.
— Acho esse um costume ilógico. - a resposta de Itachi veio acompanhada da sua atenção, ele olhou para mim como se me avaliando pela primeira vez. — Elas não irão realizar desejo algum.
— E como você pode afirmar isso com tanta certeza? - perguntei em tom de provocação. — Aposto que nunca desejou nada para as estrelas.
Ele não respondeu.
— Não é muito sobre elas realizarem o desejo, é sobre desejar. E acreditar que esse desejo irá se realizar. As estrelas estão tão distantes... - ergui uma mão para o céu, a palma aberta. — Isso me lembra que as vezes, um desejo pode demorar a acontecer, o sentido é não perder a esperança por mais distante que pareça estar.
— É um pensamento bonito. - ele falou, o rabo de cavalo amarrado por uma pequena fita vermelha se agitou com o vento que soprava.
— Itachi, sabe o que eu estava falando mais cedo, sobre um sensei? - perguntei voltando a me sentar. Antes que ele pudesse negar continuei. — Você poderia me ensinar? Não precisa ser muita coisa, e apenas quando você tiver algum tempo livre...
Aguardei impaciente, por mais que eu quisesse decifrar seus pensamentos, parecia uma situação que exigia muito mais tempo e conhecimento sobre o próprio Itachi.
— Você deveria procurar um sensei de verdade.
— Todos falam sobre você, você é um jovem prodígio, e tem quase a minha idade, se as especulações do pessoal médico estiver certo quanto a isso. Eu gostaria que me ensinasse.
— Tudo bem, mas apenas se você for bem no lançamento de kunai. - ele ficou de pé, acompanhei enquanto ele pegava uma kunai da pequena bolsa amarrada a sua perna direita e estendia para mim.
Segurei a arma sentido a lâmina fria pesar em minha mão.
— Vai ser muito fácil! - sorri, até que ele foi embora, encarei a kunai por um longo momento. Eu nunca tinha tentado isso desde que cheguei Konoha, esperava me sair bem.
Fiquei de pé seguindo até a borda da clareira, em frente a uma das árvores, acontece que o lançamento de kunai era bem mais difícil do que se poderia imaginar.
》《
Temos um primeiro capítulo publicado!
Os próximos viram logo...
Não esqueça seu voto e seu comentário também ;)
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