Capitulo 7
_ Sai da minha frente. _ Ordeno. Minhas mãos fechadas de cada lado do corpo, em uma postura autoritária.
_ Eu saio, com o tanto que você diga onde vai. _ Impõe.
_ Não tenho que te dá satisfações de onde vou. _ Respondo áspera.
_ Então você não vai.
_ Tá ficando maluco? _ Falo alto. por sorte, não temos vizinhos. Nossa casa é um pouco distante da cidade, rodeada por um muro alto, feito de pedras, e um portão enorme, feito de aço. Longe da violência do centro. _ Sai agora da minha frente! _ Grito. Dessa vez, levando minhas mãos ao seu peito e o empurrando.
Ele cai de bunda nos degraus e aproveito para subir correndo e me trancar no quarto. Assim que fecho a porta, ofegante, ouço o barulho dos seus passos pesados, parando do outro lado da porta. Ele bate na porta com força como se tivesse querendo arrebentá-la.
_ Abre essa porta, garota! _ Grita, me deixando assustada.
_ Não abro! _ Grito de volta. _ Sai daqui seu idiota! _ Jogo minhas sandálias na porta.
_ Eu não vou te machucar, só quero falar com você. _ Baixa o tom da voz.
_ Não tenho nada pra falar com você! _ Sento no carpete ao pé da cama.
Tento ouvir algo, mas tudo fica silêncio. Engatinho devagar até a porta e baixo a cabeça pra olhar através da fresta. Não há sinal dele. Espero mais alguns segundos e abro a porta devagar, só o bastante para analizar o corredor. Ele também não está aqui.
Calço minhas sandálias em silêncio e abro a porta por completo, caminhando até a escada. Meus olhos fazem uma varredura, procurando-o. Sem sucesso. Desço os degraus com cuidado, indo até a porta de entrada, mas quando vou abrindo a porta, ele segura meu braço, fazendo-me gritar de susto.
_ Onde pensa que vai? _ Diz em tom aterrorizante. Me sinto como se tivesse acabado de ser pega por um psicopata durante minha fulga.
Ele fecha a porta e sai me puxando escada à cima. Atravessa o corredor, passando pela porta do meu quarto e entrando no seu.
Me debato, tentando fugir, até mordo seu braço, mas ele me joga com força em sua cama, tranca a porta e guarda a chave no bolso da calça folgada de cor azul marinho.
Ele olha para o braço, onde mordi.
_ Você me machucou. _ Fala, se fazendo de coitado.
Como se eu fosse sentir pena dele... Eu acho é bem feito!
_ Você merece bem mais que isso. Idiota! _ Chingo.
Ele me encara com aquele olhar maçante e vem caminhando na minha direção. Com medo, vou me afastando, até está fora de sua cama. Então, ele dá a volta, tentando me alcançar, mas subo novamente na cama e passo rapidamente para o outro lado. Ele joga sua mão, tentando agarrar meu braço, mas sou rápida o bastante para fugir novamente.
_ Para, Lucas! _ Grito, assim que ele começa a correr ao redor do enorme quarto, enquanto tenta de toda forma me alcançar. _ Porquê está fazendo isso? _ Pego uma revista de uma banquinha de madeira e jogo nele. Mais na frente, pego uma escultura de barro, mas quando vou jogar nele novamente, ele segura meu pulso, junto com o objeto.
_ Não. House! _ Fala entre os dentes, me olhando nos olhos.
_ Me dá a chave. _ Ordeno, olhando para o bolso de sua calça.
Ele sorri debochado.
_ Você quer? _ Pergunta, ao enfiar a mão no bolso e estender a chave no alto, à cima da sua cabeça._ Então porquê não tenta pegar? _ Desafia, com um sorriso cínico no rosto.
Sem ver outra alternativa, me jogo para cima, tentando alcançar o objeto metálico, mas assim que faço a primeira tentativa, ele joga a escultura no chão e envolve minha cintura com seu outro braço. O objeto de barro se desfaz em vários cacos no piso de madeira. Mas com isso estou pouco preocupada, já que fui capturada novamente e tenho o corpo preso por braços grandes e fortes que o preciona ao corpo do idiota que me olha como um leão aprecia um pedaço de carne.
Minha respiração falha e um arrepio percorre minhas pernas, subindo pela espinha logo após.
Tento empurrá-lo, mas ele me aperta ainda mais. Guardando a chave de volta no bolso, me envolve com seu outro braço.
_ Você está me sufocando... _ Falo com os dentes serrados e os braços presos entre nossos corpos.
_ Você não me deu escolha.
_ Para de ser cínico, garoto! _ Bufo.
_ Só preciso de uma coisa. _ Informa, segurando meu cabelo em rabo de cavalo, precionando para que eu o olhe.
Seus olhos castanhos estão quase pretos de tão profundos. E sua boca entreaberta me faz temer, já sabendo o que vai acontecer. Tento recuar, mas ele empurra minha cabeça, aproximando seus lábios dos meus. Quando eles finalmente se chocam, parece que esqueci como respirar. Meu coração bate forte no peito e meu corpo arrepia por completo. A raiva se transforma em medo, angústia, receio. Medo de está gostando, angústia por saber que ele me odeia, e receio de está fazendo algo errado. Pela primeira vez, me rendo ao seu beijo. Deixo que ele me conduza, que me ensine como se faz. Sua língua invade minha boca, em busca da minha. É estranho, mas ao mesmo tempo, bom.
Seus passos vão me afastando para trás, até minhas pernas tocarem a cama, então, ele me deita com cuidado, parando o beijo apenas para me olhar cautelosamente, com um olhar diferente, não rude como sempre, mas meigo, simpático. Seu corpo cobre o meu, mas quando ele vai aproximando seus lábios novamente, o impeço de prosseguir, cobrindo seus lábios com minha mão. Ele me olha confuso e o empurro de cima de mim, fazendo-o cair para o lado da cabeceira. Levanto, ageitando o suéter por cima da calça e falando:
_ Isso está errado.
_ Não há nada de errado aqui. _ Questiona. As mãos atrás da cabeça, em uma postura preguiçosa.
_ Fale por você. Isso não vai voltar a acontecer. _ Digo decidida.
_ Você não me diz o que fazer, é minha prisioneira agora. _ Debocha ao colocar os braços na frente do peito e me encarar todo exibido.
_ Isso é o que você pensa. _ Levanto a chave da porta no alto e ele me olha surpreso, metendo as mãos em ambos os bolsos da calça.
_ Traidora...
Quando vai levantando, abro a porta rapidamente, saindo e fechando novamente, com Lucas gritando do lado de dentro para que eu abra.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top