Capítulo_32
×No Brasil×
Lucas:
Já faz um mês desde que Clara foi embora. Não achei que fosse doer tanto sua partida. Como ela pôde ir embora com uma mulher que não via a mais de 10 anos? Mesmo depois de eu ter entregado meu coração pra ela. Ela jogou fora como se não fosse nada. Pirralha idiota!!!
Antes eu estaria dando pulos de felicidade por ter a atenção da minha mãe só pra mim. Mas agora só consigo sentir raiva por ela ter sido tão ingrata em deixar minha mãe pra trás depois de tudo que fez por ela.
Eu disse que a partir do momento que ela entrasse naquele avião, ela estaria morta pra mim. Mesmo que eu tenha bloqueado seu número de telefone e deletado todas as minhas redes sociais, no fim das contas, foi sua ausência que quase me mata. Nas primeiras semanas, entrei em uma depressão séria. Não comia, não queria falar com ninguém, e também não conseguia dormir à noite. Eu não ligava pra nada, só estava esperando que Clara batesse na porta do meu quarto a qualquer momento, dizendo que não aguentava ficar longe de mim. Depois de 3 semanas, eu já estava sentindo raiva de mim mesmo por está agindo feito um idiota. Resolvi parar de sofrer, voltar a ir a festa com os cara, e pegar muita garota.
Hoje tem uma festa 'da hora' na casa do André, com bebidas, garotas e biquínis. Tudo que eu estava precisando pra levantar o astral.
Meu telefone tocou.
_ E aí cara, tá confirmado o rolê mais tarde? _ Gabriel perguntou do outro lado da linha.
_ Tá sim, mano! Já confirmei com o André hoje na escola!
_ Beleza então! Vou levar uma prima minha pra te apresentar!
_ Ôpa! Já é então!
Desliguei o telefone e fui até a cozinha comer alguma coisa.
_ E aí Jôzinha, o que tem pra comer?
_ Fiz torta de morango. Tá na geladeira!
_ Ôba, minha preferida!
_ Você tá animado hoje. Aconteceu alguma coisa? _ Joana perguntou interessada.
_ Acordei com o pé direito, eu acho!
***
A festa começou cedo, mas quando cheguei já havia escurecido.
_ Fala mano! Achei que tinha furado com a gente! _ André falou assim que cheguei ao Jardim onde estava acontecendo uma grande festa na piscina.
_ O corôa tava me enchendo o saco! Sabe como é! _ Inventei uma desculpa pra não ter que explicar que quase desisti de vim.
_ Beleza! O Gabriel tá te procurando. Ele tá lá na cozinha com uma gata, que só você vendo!
Deve ser a prima de quem ele falou. Se ela é tão gata assim, então não vou dispensar.
_ Tô indo lá então! _ Fiz um toque de mãos com ele e fui na direção da cozinha.
Quando eu ia abrindo a porta, uma garota que vinha correndo, esbarrou em mim. A segurei antes que ela caísse no chão, e vi que já a conhecia. Era Aline, e ela estava chorando.
_ Você está bem? _ Perguntei preocupado.
_ Quem você pensa que é pra tocar na minha noiva? _ Jaime chegou soltando os cachorros em cima de mim.
_ Tá maluco, cara! Eu só tava ajudando! _ Tentei me defender, mas ele tava bêbado e procurando confusão.
Ele me deu um empurrão e agarrou o braço de Aline com força.
Eu não tava afim de confusão, mas algo me diz que ela não estava afim de ir com ele.
_ Solta ela, cara! _ Devolvi o empurrão que ele havia me dado. Então só senti a pressão em meu rosto que quase deslocou meu maxilar. Coloquei a mão no rosto, ainda analisando o que tinha acabado de acontecer. Ele me deu um soco? Há! Mas isso não vai ficar assim. Eu já estava com o sangue fervendo de raiva, então partir pra cima. Dei um soco tão forte que o sangue escorreu do nariz dele. Ele canbaleou e eu já estava pronto pra dá outro soco, quando o Gabriel e o André me seguraram e me arrastaram para a cozinha.
_ O que vocês estão fazendo? Foi ele quem começou! _ Falei alto, ainda com raiva.
_ Relaxa cara! Você já deixou claro que ele não é pário pra você! _ Disse André tentando me acalmar.
_ É isso aí! Não precisa estragar sua noite por causa dele! Além do mais, ainda não te apresentei minha prima!
Eu tava tão chateado, que não tava com cabeça pra conhecer garota nenhuma.
_ Esquece cara! Não tô com cabeça pra conhecer ninguém hoje! Amanhã a gente vai numa balada e você leva ela! _ Falei ajeitando meu casaco e saindo.
Na saída, encontrei Aline encostada no muro de frente pra rua. Parei a moto e ofereci uma carona.
_ Quer que eu te leve pra casa?
Ela fez um bico, mas aceitou.
Deixei ela na frente da casa dela, e antes dela ir embora, resolvi tirar uma curiosidade.
_ Porquê você tava chorando, na festa? O Jaime te fez alguma coisa?
_ Ele pediu pra mim buscar uma bebida pra ele, e quando eu voltei, ele tava se agarrando com outra garota! _ Confessou com a voz embargada.
_ Esse cara é um idiota mesmo! E porquê você não termina com ele?
_ Só se for pro meu pai me colocar pra parir meu filho debaixo da ponte!
_ Ele jamais faria isso com a própria filha!
Ela deu um sorriso amargurado.
_ Você não conhece o meu pai. Tudo que importa pra ele é o status da família! Já é ruim o bastante ter uma filha adolescente grávida. Seria pior ainda uma filha adolescente 'grávida e solteira'!
_ Você poderia pelo menos tentar conversar com ele!
_ Esquece Lucas! Eu preciso entrar antes que meu pai descubra o que aconteceu e venha me puxar pelos cabelos!
_ Qualquer coisa me liga! Eu posso te ajudar no que precisar. Você ainda tem meu número, não é?
_ Acho que sim! Obrigado por ter me trazido até aqui, e obrigado por me defender! _ Ela sorriu uma última vez e entrou.
Cheguei em casa e esbarrei com meu pai logo na entrada. Ele me olhou com um semblante sério como sempre.
_ O que é isso no seu rosto? Já andou brigando outra vez? _ Repreendeu.
_ Não foi bem assim!
_ Como não? Vai dizer que estava andando pela rua e vieram te agredir do nada?!
_ Eu só estava me defendendo, pai! Será que dá pra me ouvir pelo menos uma vez antes de começar a me julgar?
_ O que está acontecendo aqui? _ Minha mãe varou na porta pra vê porquê estávamos discutindo tão alto. _ Ôh, meu filho, o que aconteceu com o seu rosto?_ Perguntou preocupada ao analisar a marca vermelha na minha bochecha.
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