Capítulo Onze


Quando Edward viu Anelise sair daquela forma, seu primeiro instinto foi querer correr atrás. Mas, se havia aprendido alguma coisa em sua vida, era que tudo tinha seu tempo. E não era tempo de pressionar Anelise – pelo estado que ela saiu, ele nem tinha certeza se algum dia esse tempo chegaria. Edward passou a mão pelo paletó, frustrado com o rumo que aquele baile havia tomado. Nada tinha saído como planejado. Quer dizer, o beijo estava em seus planos desde o momento em que viu Anelise tão linda e sexy naquele vestido, mas o depois do beijo não foi bem o que Edward esperava. Ele voltou a passar a mão pelo paletó e deu meia-volta rumo ao salão. Sabia que nenhum problema o privaria da obrigação de estar lá.

Edward ficou tão absorto em suas próprias frustrações que quase não percebeu que havia mais alguém no corredor fora ele. Porém, a forma como a garota estava ali, parecendo congelada, fez com que seus olhos se voltassem para ela.

Era uma das selecionadas. Lágrimas silenciosas escorriam de seus olhos, mesmo que seu rosto não fizesse movimento algum. Era Ellie, a melhor amiga de Anelise. Ela com certeza havia visto o beijo.

— Senhorita Ellie — ele a chamou, e só então ela pareceu sair do transe.

Ellie rapidamente baixou a cabeça e cuidadosamente passou a mão no rosto, evitando borrar a maquiagem.

Ela não conseguia nem explicar ao próprio cérebro o tamanho da dor que estava sentindo. Tinha entrado naquele corredor assim que viu Anelise saindo da festa de forma tão abrupta, pensando que ela precisava de um ombro amigo. No caminho, havia trombado com o príncipe George, que consumiu seu tempo suficientemente para que, quando ela alcançasse o príncipe Edward e Anelise, só visse os dois em um beijo de tirar o fôlego. E Ellie podia não ter beijado muitas pessoas, mas tinha conhecimento suficiente para perceber que aqueles toques e a urgência não era de quem beijava por beijar. O príncipe estava envolvido de verdade com Anelise, e o pior: ela também estava envolvida com ele.

— O que acha de nos sentarmos um pouco? — escutou o príncipe sugerir, enquanto continuava de cabeça baixa.

— Não há necessidade, Alteza. Eu já estava de saída — ela respondeu, mais uma vez limpando uma lágrima teimosa.

— Por favor.

A fala do príncipe não era uma ordem, mas sim uma súplica de quem sentia que precisava se desculpar. Ellie cedeu ao pedido e o seguiu até um corredor que tinha alguns bancos.

— Acredito que lhe devo desculpas — ele iniciou, e a garota o olhou confusa.

— Não acho que deva este tipo de coisa a mim.

— Claro que devo. Posso ver em seus olhos que lhe fiz mal.

Ellie não queria, mas riu. Embora estivesse doendo mais que qualquer outra coisa no mundo, vê-lo beijando Anelise não fora uma grande surpresa.

— Todas nós já sabíamos, não? — indagou, com um sorriso amargo. — As meninas comentaram do seu desejo de evitar beijos, mas, de forma silenciosa, havia a certeza de que isso não se manteria por muito tempo. E não era preciso muito estudo para saber que isso aconteceria com a Anelise.

Edward sentiu-se constrangido com suas palavras. Primeiro porque lhe causava um pouco de vergonha pensar que, certamente, não havia segredos entre elas, mesmo que isso o envolvesse. E segundo porque nunca gostou de ser lido facilmente, mas ao que tudo indicava, quase três dezenas de garotas estavam fazendo isso muito bem.

— Espero que saiba que eu nunca quis magoar ninguém com isso.

E Ellie conseguia ver que ele falava a verdade. No fundo, sabia que não tinha a quem culpar. Ela virou-se para o príncipe e deu um sorriso triste, antes de dizer:

— Sua escolha já está clara.

O príncipe demorou cerca de dois segundos para processar o poder das palavras dela e apressou-se em discordar.

— Se minha escolha já estivesse feita, eu não manteria vocês aqui, senhorita Ellie. Não tenho prazer em mexer com seus sentimentos — ele sentenciou, encarando Ellie nos olhos. — Sendo sincero e confiando na sua discrição, sim, a senhorita Anelise é quem eu mais sou próximo e quem até hoje conseguiu minha afeição de forma diferente das demais. Mas acho que este programa por si só deixa claro que a pessoa que devo escolher tem que ultrapassar o quesito de acelerar meus batimentos cardíacos.

Ele queria muito dizer que escolheria quem amasse mais ou que tinha o poder de acabar com aquele show quando encontrasse aquela pessoa, mas não tinha. E, por isso, Anelise não configurava uma escolha certa por enquanto.

— Consigo compreender. Mas o príncipe conseguiria escolher alguém de quem não gosta?

Edward gostou de como as palavras não saíam da boca de Ellie com o tom de julgamento. Era reconfortante ter alguém disposto a escutá-lo sem julgá-lo.

— Não. Eu não escolheria alguém por quem sou indiferente. Mas também não escolheria apenas baseado em amor. Se eu tiver que fazer uma escolha que me distancie de quem mais gosto, quero escolher alguém por quem sei que posso desenvolver sentimentos. Que eu não seja oco em relação a sentimentos por ela.

Ellie respirou fundo e encarou o lugar onde antes havia sido ocupado por Edward e Anelise. Sentiu algo dentro de si queimar e demorou quase um minuto para perceber que era raiva. Embora entendesse os motivos dele e soubesse que iria entender os de Anelise, não era meio injusto cobrar – e ela sabia que Anelise cobraria – que ela não reagisse mal?

— Acho melhor eu ir — ela disse, conforme sentia a raiva queimar dentro de si.

— Senhorita Ellie — o príncipe a chamou quando percebeu que ela fazia menção de levantar-se. — Acredito que cometi um grande erro não tendo lhe chamado para um encontro. Poderia me dar a chance de repará-lo com uma dança?

Sem deixar transparecer o incômodo que sentia, Ellie sorriu e balançou a cabeça em um sim. Talvez as coisas não estivessem tão perdidas assim.

👑👑👑

No dia seguinte, Anelise não se levantou quando suas criadas lhe chamaram, nem quando estas usaram da intimidade que tinham para ameaçá-la de tomar um banho de água fria ali mesmo, na cama. Nada nem ninguém lhe daria o ânimo necessário para encarar o príncipe, Ellie, Melissa e Olivia.

Embora soubesse que todas as meninas sabiam que só uma seria a escolhida, sentia como se estivesse traindo as amigas por causa daquele beijo sem fundamento, que ainda lhe causava arrepios toda vez que se lembrava. Era injusto consigo mesma culpar-se por estar balançada pelo príncipe, mas sentia o mesmo grau de injustiça quando lembrava de tudo que acreditava e de como o príncipe não se encaixava em seus planos.

— Eu não vou me levantar daqui mesmo com banho de gelo. Então por que em vez de comerem minha paciência, vocês não aproveitam essa folga para fazer algo bom e me deixam descansar? Não tenho cabeça para um café da manhã acompanhada.

— E o que diremos se perguntarem? — Abigail indagou, já inclinada a fazer o que Anelise sugeriu.

— Que desde ontem não me sinto bem. Esqueceram do nosso combinado sobre ontem?

Ontem.

Anelise havia chegado ao quarto chorando compulsivamente, e as criadas não sabiam o que fazer. Lhe fizeram milhões de perguntas e sugeriram outras milhões de maneiras para acalmá-la, que em nada serviriam mesmo se ela aceitasse. Não existia conserto para um coração em pedaços, a não ser o tempo. Ainda mais quando você sente que não tem caminho certo para que seu coração fique inteiro. Culpava-se por Ellie e as amigas, assim como repetia a si mesma sobre sua incapacidade para aquela vida. Porém, nada disso fazia passar a dor que havia sentido quando saiu dos braços de Edward. Ela queria mais daquele beijo, até mais do que já se permitia assumir para si mesma. Rejeitá-lo, assim como aceitá-lo, fazia a dor tomar conta de si.

— Acho melhor deixá-la descansar — Stephany falou, depois de se lembrar daquela noite.

— Muito obrigada, meninas.

Então, Anelise descansou por horas a fio. Até que a realidade bateu à sua porta.

Era quase três da tarde quando Abigail voltou a tocá-la de leve para que se levantasse. Anelise seguia determinada a ignorá-la, assim como fez pela manhã, porém uma voz masculina acabou a impedindo.

— Senhorita Anelise. Queira, por favor, levantar-se — Peter pediu, quase ordenando. — A rainha terá um chá com todas vocês e exige que nenhuma falte.

Ela colocou forças suficientes nas pernas para se levantar e tentar argumentar.

— Acredito que Abigail e Stephany já tenham informado sobre meu estado. Não estou me sentindo muito bem.

— Nem sempre a rainha está bem de saúde quando vai a algum compromisso, senhorita Anelise. Mas posso lhe afirmar que nem por isso ela deixa de ir. Salvo casos muito sérios. E, como podemos ver, não é a sua situação.

Peter parecia muito decidido, e Anelise viu que o melhor a fazer era ceder e ir. Não queria ter que lidar com a rainha batendo em sua porta.

Edward encontrava-se inquieto na sala de reuniões. Seu pai chegaria logo, logo, e não saber o que o monarca queria com ele era enlouquecedor.

"Certamente tem a ver com Anelise", pensou. A forma como a garota saiu na noite anterior causou certo burburinho, e não foi pior porque Ellie tinha o ajudado a dar um show no centro do salão. Pretendia dançar apenas uma música com a garota, mas a forma como ela lidava com todos olhando e parecia disposta a entreter todo mundo, fez com que essa dança se tornasse em duas, e depois, em uma terceira, assim que ele terminou de dançar uma única música com Monica Hamilton, de Waverly.

— Boa tarde, filho — o rei saudou, tirando Edward de seus devaneios.

— Boa tarde, pai. Queria falar comigo?

— Sim. Vou ser rápido e direito, está bem? — o rei disse e emendou a notícia sem esperar que o filho concordasse. — Quero Anelise Benett fora da Seleção ainda essa semana. Se for possível, ainda hoje. É só isso. Você está dispensado.

O rei não se dera ao trabalho nem mesmo de olhar para o filho, que, neste momento, se encontrava petrificado, o encarando. O rei George só levantou o olhar quando se deu conta que Edward não tinha dito uma palavra sequer.

— Você entendeu, Edward? — ele indagou, enquanto encarava o filho por cima dos óculos.

— Entendi, e não vai acontecer — Edward teve coragem de falar, ainda que sua voz tivesse vacilado.

— Como assim?

— Combinamos como as eliminações ocorreriam. O senhor aceitou os termos. E, nesta semana, eu não pretendia eliminar ninguém, mas caso queira muito, a senhorita Anelise é minha protegida da semana.

O rei George sentiu vontade de avançar em cima do filho e lhe dar socos ali mesmo no escritório, mas não o fez. Precisava dele intacto. Além disso, George sabia que era o rei e, por isso, ninguém nunca seria superior a ele.

— Essa garotinha burra tem uma semana para me conquistar, ou nem mesmo essa sua regra idiota fará alguma diferença.

— Mas...

O rei caminhou até o filhou e falou, entredentes:

— Você não entrou nessa para se apaixonar, Edward. Não ache que estragarei meus planos por um romance idiota.

— Anelise não será um problema para você, Majestade — Edward falou, antes de se retirar de lá e sentir o coração quase sair pela boca.

Anelise não sabia, mas o plano de Edward era lhe contar tudo o mais rápido possível antes das próximas tarefas para pensarem em um plano. Por não saber, ela se esforçou para se misturar entre as meninas e focar totalmente no chá.

— O que aconteceu contigo ontem, Anelise? — Lisa Martin, uma garota negra de cabelo liso e olhos pequenos, que vinha de Denbeigh, indagou.

— Não me senti muito bem. Hoje ainda não estou bem.

Melissa, amiga de Anelise, encarou-a enquanto ela contava. Ela conhecia Liss mais do que a própria gostaria que alguém a conhecesse em tão pouco tempo. Assim que Lisa perdeu o interesse – graças à falta de uma boa fofoca sobre o ocorrido –, esta saiu e Melissa pôde falar.

— O que realmente aconteceu, Liss? E não tenta vir com a de que passou mal, porque eu já sei que é mentira.

— Eu acho que...

Antes que Anelise pudesse contar sobre como temia falar daquilo com a rainha presente, esta levantou-se e disse:

— Meninas, terei que me retirar para dar conta de outros afazeres. Foi um prazer passar a tarde com todas vocês, mas terei que partir.

Quando Anelise achou que se veria livre da rainha, esta falou gentilmente:

— Senhorita Anelise, pode me acompanhar por um instante?

Aquilo, embora tivesse o tom doce de uma criança, não era um pedido.

— Claro.

E seguiram juntas até estarem do lado de fora do Salão das Mulheres e longe das outras garotas.

— Nunca mais repita o que fez ontem. Edward fez papel de bobo graças a você, e este comportamento não será mais tolerado — a rainha começou a advertir em um tom duro e seco. — Se não tivesse tanta gente dentro daquele salão, eu mesma teria lhe puxado.

— Me desculpe, majestade. Eu apenas não conseguia mais aguentar.

— Aguentar o quê? O rei falando mais uma de suas merdas?! Se eu ou meus filhos saíssemos quando George fala algo que não gostamos, certamente, em todos os eventos, ao menos um de nós daria um show. Não há desculpas.

Anelise apenas balançou a cabeça em um sim, sem coragem de olhar para a rainha.

— E agradeça a sua amiga, a tal Ellie. Se não fosse por ela, meu filho hoje estaria em todos os jornais como um bobalhão.

Anelise não sabia o que Ellie poderia ter feito, e a rainha não lhe explicou. Apenas seguiu sem olhar para trás.

De volta ao salão, Anelise procurou Melissa para tentar entender a fala da rainha.

— Eles dançaram algumas músicas juntos e roubaram a cena. Para ser sincera, eu achei até bonitinho de ver.

Algo dentro de Anelise se remexeu, mas ela não se permitiu descobrir que sentimento era aquele. Ellie e Edward se aproximarem talvez fosse um sinal do universo de que tudo estava indo para o seu devido lugar.

— Fico feliz por eles.

Melissa olhou para Anelise e sorriu.

— Não faz isso, Anelise.

— Fazer o quê?

— Fingir que não se importa, porque nós duas sabemos que não é verdade.

Melissa, desde o primeiro dia, misturado à sua carranca de enfado e deboche, também tinha uma sinceridade ímpar.

— E o que houve para você sair daquele jeito? O que aconteceu lá?

Anelise olhou para os quatro lados e, depois, cochichou:

— O rei me humilhou na frente da realeza da Itália, e eu fui embora — Anelise contou, arrancando uma risada divertida da amiga. — Então, o príncipe foi atrás de mim, nos beijamos, brigamos, e eu fui embora.

— O QUÊ? — Melissa indagou em um quase grito, que fora suficiente para chamar atenção de Ellie e Olivia.

— Melissa!

Antes que pudesse repreender a amiga como deveria, Olivia chegou com Ellie perto das duas e perguntou:

— O que aconteceu?

Anelise encarou Melissa, que arqueou as sobrancelhas como resposta. Contaria ou não sobre o que houve? E se isso causasse alguma briga? Mas foi ao olhar para Ellie que soube o que fazer. Não esconderia nada da amiga. Não mais.

— O príncipe e eu nos beijamos. Depois brigamos. É isto.

As feições de Olivia, sempre tão doces e recatadas, deram lugar a lábios levemente comprimidos e olhos marejados, que Anelise desejou nunca ter visto.

— Obrigada por ser sincera, Liss — ela conseguiu dizer, esforçando-se para não chorar.

A verdade é que Olivia já esperava que isso fosse acontecer, afinal, todos sabiam quem era a preferida do príncipe, não era mesmo? Mas esperar por isso não diminuía a dor ao perceber que sua idealização de romance perfeito estava ruindo tão rápido. Garotas como ela foram criadas para terem o romance perfeito, junto ao homem perfeito que formariam uma família perfeita. Era difícil ver tudo ruir daquela forma, ainda mais quando amava demais Anelise para conseguir tentar mudar o jogo.

— E pode não acreditar, mas... — começou a tentar formular a frase, mesmo com a garganta embargada.

— Vamos lá para fora — Melissa sugeriu, e as outras três concordaram. Saíram do salão com Ellie segurando firme a mão de Olivia.

— Eu sinto muito, Olivia — Anelise murmurou, sentindo cada parte do seu corpo doer.

— Não sinta. De verdade — ela falou.

— Só uma de nós namorará o príncipe, todas sabemos disto.

Anelise e Melissa estranharam a fala de Ellie. Afinal, até o dia anterior, sabia que ela não lidava daquela forma com as coisas. Mas Ellie sabia que, pela primeira vez, estava próxima de algo e não era mais a perdedora de antes.

Antes que pudessem conversar mais, viram o príncipe se aproximar. Olivia logo limpou as lágrimas e arrumou o vestido; as outras se apressaram em fazer uma reverência.

— Boa tarde, senhoritas.

— Alteza — as quatro falaram.

— Senhorita Anelise, fico feliz de tê-la encontrado. Me daria alguns minutos de conversa? Serei breve.

Liss sentiu uma ponta de culpa furar de leve seu coração por ter um momento com o príncipe justo naquela situação, mas sabia que havia sido grosseira demais na noite anterior. E, ainda que mantivesse os pensamentos, sabia que ele era um homem bom e merecia uma conversa mais calma.

— Edward, eu sei que na noite...

— Desculpe lhe cortar, Anelise, mas tenho que ser breve de verdade. Lhe procurei hoje mais cedo, mas agora não vim aqui para conversar sobre o que houve ontem, embora acredite que teremos que conversar em breve. Quero apenas lhe pedir para ficar longe de confusão nas próximas semanas, está bem? Você deve imaginar que houve consequências por ontem, e, independente delas, quero lhe manter aqui. Então, para que nenhum de nós dois soframos nas mãos dos meus pais, queria lhe pedir isto.

A ideia de se manter ali, por mais sádica que pudesse parecer, era exatamente o que Anelise queria em seu íntimo. Por isso, concordou.

— Prometo que farei o possível para manter as encrencas longe de você — ele falou com um meio-sorriso.

— Obrigada. Eu só queria que você soubesse que eu estava de cabeça um pouco quente e que não queria humilhá-lo.

O príncipe concordou com um maneio de cabeça, pois, embora todos tenham o visto como um coitado quando ela se levantou e foi embora, ele sabia que Anelise falava a verdade. Depois deste momento, o príncipe olhou as horas.

— Sinto muito, mas agora terei mesmo que encerrar nossa conversa. Em breve nos falamos.

Quando voltaram para junto das outras três, Liss podia apostar que ele se despediria e iria cumprir alguma tarefa importante de príncipe, mas, em vez disso, o viu dar um braço a Ellie, que, de muito bom grado, aceitou.

— Até breve, senhoritas.

— Tchau, meninas. Até mais.

Agora a resposta calma de Ellie fazia sentido. Aparentemente, o beijo de Anelise e Edward estava muito longe de significar o fim da Seleção.

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