Capítulo 36
— Eu quero saber o que te faz pensar que vir aqui e me dizer tudo o que... — Thomas parecia ressentido, e o tom que usara para se expressar não desmentia. — bem... isso... vai fazer tudo ficar bem entre a gente depois de tudo? — Thomas indagou, bebericando da bebida em seu copo.
Mesmo que o ressentimento dele estivesse em evidência, eu não me deixei abater. Avancei dois passos e abri a boca duas vezes antes de me pronunciar de fato.
— Eu sinto muito. Às vezes eu sou teimosa demais para dar o braço a torcer.
Eu realmente sentia, mas Thomas não pareceu se importar muito quando devolveu o copo para a mesa e apoiou-se no móvel, cruzando os braços e inclinando o pescoço para me encarar obliquamente com os olhos, o que lhe conferia um grande ar arrogante.
— Alguém já te disse que você se desculpa demais?
Fiquei inerte e em silêncio, apenas o encarando. Ele estava tão bonito. A barba por fazer, o olhar obscurecido pela mágoa que não conseguia camuflar, vestido perfeitamente na roupa em que provavelmente usara para trabalhar: terno e a calça de alfaiataria pretos.
— O que você quer de mim? — perguntei, num fio de voz.
Thomas caminhou em linha reta na minha direção, exalando confiança e um pouco de perversidade quando parou diante de mim. Dois passos antes de se aproximar completamente e o olhar dele viajou de mim para o copo de bebida. Ali ele pareceu procurar alguma coisa, talvez uma resposta, ou quem sabe se me desculparia ou não.
Eu só sabia que ele estava terrivelmente lindo com aquele ar de distanciamento, como se tivesse o total controle da situação e não desse a mínima para o que aconteceria depois.
— O que você acabou de dizer... — Thomas divagou, erguendo o olhar praticamente insondável para mim, seus olhos varrendo o meu corpo e parando sobre o decote de botões da minha blusa social. — É verdade?
Por uma fração de segundos havia percebido que nem tudo estava perdido e que Thomas queria apenas me torturar um pouco por toda essa situação. Ele era inteligente e sabia o que estava fazendo, pensar nisso me deu mais confiança para abrir um sorriso e passar a mão pelo pescoço antes de me pronunciar.
Era verdade e talvez ninguém nunca fosse capaz de compreender essa conexão que existia entre a gente. Era alguma coisa com os olhos, a pele esquentava e os corpos se atraiam. Eu sabia que não viveria isso com mais ninguém e foi por esse turbilhão de sensações e sentimentos que tomei minha decisão.
Então, apenas assenti numa resposta silenciosa, mais para mim do que para ele. Eu o amava, porque ele mexia comigo e não havia dúvidas. Tinha passado os últimos cinco anos tentando sufocar esse sentimento. Eu não queria sentir isso, porque estava tão preocupada em não magoar as outras pessoas que não era capaz de enxergar o quanto isso estava me custando.
Thomas. Era esse o preço que precisaria pagar para ficar com Samuel, e eu nem sabia mais o que sentia por ele, mas eu sabia de uma coisa: eu não queria mais fugir desse sentimento. Não queria mais fugir dele, pois tentar me esquivar disso era uma grade estupidez.
Ele era o amor da minha vida. Nunca deixou de ser. Eu só não queria reconhecer.
— Eu quero ouvir você dizer. Mais uma vez.
A forma como ele estava me cobiçando fez a minha barriga dar piruetas.
— Eu não consigo esquecer você. — Confidenciei num sussurro.
— E eu não paro de pensar em você e no quanto eu te quero.
Thomas e eu, nós tínhamos sido feitos um para o outro e nada parecia poder mudar isso. Fugir, lutar, me esconder... nada disso tinha funcionado, porque nossos destinos estavam, por alguma ironia do universo, interligados.
— Eu estava com medo de você não voltar. — Ele me confidenciou aquilo a palavras roucas.
A honestidade como ele proferiu aquelas palavras e a forma como ele estava me olhando agora fizeram todos os metros de pele em meu mim se arrepiarem e eu suspirei quando ele quebrou o restante da distância sem ressalvas e cobriu meus lábios com os seus, como se meus lábios fossem tudo o que ele queria naquele momento; sua única salvação.
Quente e frio. Um frenesi enlouquecedor irrompeu da planta dos meus pés e viajou por todo o corpo, alojando-se entre as minhas pernas. Eu não sabia o que era mais alucinante: os lábios másculos e ao mesmo tempo tão macios que capturavam os meus com o desespero de quem busca por redenção; o cheiro de menta que se misturava de um jeito sexy e excitante na madeira; ou então forma como ele segurava meu rosto, de um jeito possessivo que somente ele seguraria, mas quando movimentei os lábios e retribui o beijo, eu só queria pular em cima de Thomas e me render a isso.
Thomas me empurrou mais para dentro do cômodo e eu comecei a trabalhar em desabotoar sua camisa.
Eu o queria tanto que o meu corpo todo se contraia de desejo. Eu o queria desesperadamente e por isso tomei seus lábios com mais desejo.
— Acho que a gente sempre acha um jeito de voltar para o outro. — Declarei, puxando-o para mim pela lapela.
Thomas parou o que estava fazendo e me fitou profundamente antes de segurar a bainha da minha blusa, trabalhando em abrir os botões. Ele mordeu o lábio, me encarando com cobiça e luxúria, abaixando o olhar para o laço que sustentava minha calça de verão. Ele avançou com a ponta dos dedos e desfez, quase que em câmera lenta, o nó e isso foi o bastante para o tecido cair no chão ao redor dos meus pés.
A blusa parou no chão pouco tempo depois, numa pilha ao nosso lado e eu me aproximei dele, mordendo os lábios, tomada pelo desejo que me tomava assim que vi sua expressão de satisfação me fitando.
— Sua vez... — Brinquei, empurrando o terno dele para trás e me apressando em me livrar da camisa social.
O belo peitoral de Thomas se fez ver, e isso fez com que a minha boca enchesse de água, como se fosse uma das minhas refeições preferidas. As pupilas dele estavam excitantemente dilatadas e o volume sob a calça saltava aos meus olhos.
— Você não é capaz de imaginar de quantas formas diferentes eu me imaginei fodendo você. — Ele suspirou, o desejo tornando a sua voz rouca quando agarrou o meu quadril com mais intensidade e me comprimiu contra a parede próxima a mesa de jantar.
— Que tal se você parar de falar e me mostrar? — A minha sugestão não passou de um murmuro provocativo enquanto eu desafivelava o cinto dele.
Esse foi o estímulo que faltava para Thomas me segurar pelo quadril com firmeza e me pôr sobre a mesa de jantar.
As minhas pernas encaixaram-se ao redor dele e suas mãos trabalharam no fecho do sutiã enquanto os lábios umedeciam a pele do pescoço, fazendo-me delirar entre gemidos. O tecido se afrouxou ao redor da minha pele e os meus mamilos duros e contraídos puderam ser visto, porém Thomas a
As pontas dos meus dedos roçaram entre a pele e o cós de sua calça até que eu a desabotoasse pela frente e descesse a peça o bastante para ficar abaixo da cueca boxer.
Ali, com o corpo exposto, me dei conta de que Thomas era como um vinho que conforme o tempo passava se tornava cada vez melhor, isso porque no colegial já me roubava o fôlego. Agora, os gominhos do abdômen faziam a minha boca encher de água enquanto as minhas mãos deslizavam por ali, até avançar a linha do cós para sentir sua excitação.
— Eu quero muito chupar você agora. — Eu me peguei dizendo quando massageei seu membro inchado.
Thomas arquejou fechando os olhos e não dei tempo para ele formular uma resposta, apenas finquei meus pés no chão e assumi a posição dele. De pé e cara a cara. Tão lindo e tão gostoso; com o rosto másculo e me olhando de um jeito tão sedento e delirante.
Soltei-lhe o meu sorriso mais maldoso e avancei com os lábios, começando uma trilha de beijos de sua clavícula em direção ao pau sob a cueca. Meus dedos engancharam no cós, e eu a puxei para baixo expondo-o por inteiro.
Ergui o olhar para Thomas e ele estava com o pescoço inclinado, me fitando de lado quando seus dedos emaranharam-se em meus cabelos e praticamente me imploraram para que eu continuasse. Eu o coloquei na boca, passando a ponta da língua para estimulá-lo e chupando-o todo ao fazê-lo gemer.
— Merda... — Ele murmurou entre resmungos e gemidos que só me deixavam ainda mais excitada. — Tão gostosa... — As mãos dele se fecharam mais ao redor dos meus cabelos quando eu aumentei o ritmo.
Mas não levou mais do que poucos minutos para ele se mexer, e me devolver para cima da mesa. Thomas me segurou com firmeza nas nádegas e chupou meus lábios, passando a mão pelo meu rosto e afastando um pouco dos cabelos selvagens, antes de desces o toque e deslizá-la sem pressa, numa tortura viciante, pela minha coxa e subiram até a minha entrada.
— Acho que preciso retribuir — o hálito fresco viajou no ar e afagou as minhas bochechas no momento em que seu dedo se instalou dentro de mim. — Porra. Tão molhada pra mim... — Ele comentou com o rosto próximo do meu ouvido, chupando meu lóbulo, e me fazendo arfar de prazer quando ele movimentou o dedo.
Thomas me puxou mais para a ponta da mesa e respirou fundo no meu ouvido antes de pedir:
— Abre essas pernas para mim, abre.
A voz dele soara como uma música tão melodiosa, rouca e suplicante. Tão necessitada a ponto de me levar a loucura e totalmente levada pela luxúria, abri minhas pernas sem hesitação e ele se aproximou com o membro inchado e grande.
Gemi quando ele entrou em mim e o meu corpo caiu sobre a mesa quando ele se encaixou, iniciando um movimento que fez o meu mundo parar de girar por aquele breve momento.
Thomas segurou uma das minhas pernas e eu arfei, acompanhando o movimento de entrar e sair.
— Abra os olhos. — Ele ordenou. — Olhe para mim enquanto eu fodo você.
— É só pedir com educação e eu posso fazer o que quiser... — Incitei-o com provocação, me recusando a abrir olhos.
Thomas se inclinou sobre a mesa, jogando o peso do corpo sobre os braços ao lado da minha cabeça e senti quando um dos seus dedos passou por sobre os meus lábios, deixando uma pressão delirante sobre a pele.
Ele era tão bom no que estava fazendo, e nossos corpos se encaixavam de um jeito inexplicável. Eu só queria mais daquilo.
— Seja uma garota boazinha e abra os olhos — ele amaciou a voz num ronronar inesquecível, movimentando o pau de vagar desta vez, acompanhando o ritmo de sua fala. — Por favor. — Acrescentou no mesmo tom. — Eu quero que você veja o que está fazendo comigo.
Abri os olhos aos poucos. Arfando de tesão. Esta sim seria uma das cenas que ficariam cravejadas em minha mente. Thomas por cima de mim. As pupilas negras estavam dilatas enquanto me fitavam com intensidade e desejo. Fitei os lábios inchados entreabertos como se implorassem pelos meus e os braços fortes ao meu redor. Gemi quando uma das mãos de Thomas capturaram os meus pulsos, erguendo-as por cima das nossas cabeças enquanto me penetrava forte.
Thomas segurou os meus quadris, plantou um beijo molhado sobre os meus lábios e me virou com destreza, saindo de dentro de mim e colocando-me debruçada sobre a mesa, de costas para ele. As mãos desfilando sobre as minhas costas nua, subindo e passando pelos flancos até alcanças os meus seios, beijando a base do meu pescoço e me fazendo delirar e contrair.
— Você quer que eu meta em você assim? — provocou-o, a mão descendo pelo meu umbigo até estarem sobre a minha feminilidade. O dedo brincando pelas bordas, entrando e saindo tão deliciosamente de vagar que me fazia fechar as pernas involuntariamente.
Assenti veemente com a cabeça. Eu queria muito o seu pau agora e não me importava a forma. Eu só o queria dentro de mim.
— Fala para mim — a outra mão de Thomas emaranhou-se em meus cabelos, fazendo uma pressão maravilhosa em meu couro — o quanto você me quer dentro de você.
— Eu quero muito. — Assumi quase que como um ronronado necessitado.
Thomas empurrou meu corpo mais contra a mesa, de modo que eu ficasse colada no plano e me penetrou, movimentando-se enquanto me segurava pelo quadril.
O dedo dele brincou sobre o meu clitóris enquanto ele arremetia com movimentos rápidos e isso me fez perder completamente a noção do tempo, porque ele me deixou à borda do delírio.
— Goze para mim... — ele murmurou numa voz grave e gutural, investindo ainda mais rápido quando se deu conta de que eu estava quase lá.
A minha mente explodiu e as minhas pernas amoleceram entregando-me ao deleite do momento. Os meus músculos se contraíram ao redor dos de Thomas e não demorou muito para que ele estremece dentro de mim.
Um peso a mais recaiu sobre as minhas costas quando ele beijou o meio das minhas costas e nós exalamos ruidosamente.
— Eu sou um péssimo anfitrião... — Thomas disse. — Mas deixe-me melhorar as coisas. — Pediu, afastando seu corpo do meu e passando um braço por de trás das minhas pernas, e depois pela minha cintura.
Alguns passos depois, Thomas me deixou sobre a cama e beijou-me antes de se arrumar ao meu lado.
Virei-me, apoiando o peso da cabeça sobre a mão e fitando-o com o rosto virado para o teto. Os olhos distantes, cintilando à luz difusa que adentrava da janela, como se a cabeça estivesse em outro lugar enquanto o corpo ainda estava aqui, os cílios compridos faziam sombra sobre as bochechas e os braços avolumavam-se ao redor do corpo.
— Isso foi incrível... — Thomas comentou, casualmente, voltando a si, mexendo e virando-se para ficar de lado, de frente para mim.
Nós estávamos a poucos centímetros um do outro e sua mão desfilou entre o vão dos meus seios, subindo mais até parar sobre o meu rosto.
— Você está tão diferente... — acrescentou depois de um tempo, me encarando profundamente enquanto passava uma mecha de cabelo para atrás da orelha. — Mas é como se nada tivesse mudado... — comentou por fim, com um sorriso distante e deixando um beijo sobre minha testa.
Éramos tão diferentes e mais surpreendente ainda o fato de nós ainda nos amávamos.
— Você também mudou — soltei — consideravelmente. — mas ainda tinha o dom de mexer com a minha cabeça.
— Eu queria ter ficado sabendo algumas coisas antes... — Ele soltou, mas a frase vaga e abrangente fez com que dúvidas varressem minha mente.
— Como ô que, por exemplo... — indaguei.
Ele me fitou com ternura e depois de um tempo negou com a cabeça, me puxando para mais perto.
*
Abri meus olhos e perdi o fôlego ao me deparar com a vista. A janela era panorâmica e com uma paisagem surpreendentemente privilegiada. O tapete de grama alongava-se por todo o terreno e palmeiras esvoaçantes agigantavam-se pelo horizonte com plantas rasteiras em sua base. As folhas farfalhavam através do vidro e vibravam em contraste com o céu azul. Era de tirar o folego, isso porque não eram mais de seis da manhã e o sol ainda não estava tão intenso. Ainda bastante confusa, franzi o cenho e fiz uma análise temporal do que tinha feito na noite passada. Uma fisgada irrompeu entre as minhas pernas no momento em que um braço se enroscou ao redor da minha cintura, me puxando mais para o meio da cama. Isso me fez girar o corpo, ficando cara a cara com Thomas.
Eu tinha dormido com Thomas. Nós estávamos bem. O meu coração começou a retumbar quando a ficha caiu.
Ele estava aqui... tão silencioso. Em paz. Respirando tranquilamente. A forma como seus olhos estavam fechados e os cílios espeço alongavam-se e sombreavam as bochechas demonstravam o quanto a expressão dele era linda e tranquila enquanto embarcava num sono profundo.
Tão sufocantemente lindo...
Pensei, deslizando a mão pela lateral do rosto dele, que reagiu contraindo o rosto e soltando o meu corpo.
Coloquei minhas pernas para fora da cama e me levantei, fazendo a volta pelo quarto, abrindo a porta e tentando fazer o máximo de silêncio para não o acordar.
Sai na sala e rumei em direção à cozinha, parando no meio do caminho, na parede com a porta para o quarto. A pilha de revistas sobre o aparador fez-se notar até que eu peguei a primeira.
Eram todas da Parilla, constatei depois de puxar a quinta. Eram sete revistas. Uma de cada mês. A primeira foi a Edição Especial de Oitenta anos de Aniversário da Revista. Todos os funcionários estavam presentes na foto da capa, inclusive eu.
Será que Thomas comprava as Edições mensais? Balancei a cabeça e conclui que não...
Eu quis rir.
Era uma Revista sobre moda feminina.
— Bom dia. — A voz rouca de Thomas fez meu coração disparar.
Soltei a mão que estava sobre a Revista como se tivesse levado um choque e forcei um sorriso como se pudesse deixar silenciosamente claro que não estava fazendo nada demais além de bisbilhotar. Mas Thomas não pareceu se importar com isso quando me deparei com sua figura sonolenta, a cabeça encostada no batente da porta e os olhos estreitados devido ao sono.
Uma imagem incrivelmente deliciosa, porque ele estava de cueca e todos aqueles músculos estavam expostos.
— Você levanta tão cedo. — Ele comentou em tom de crítica, vindo até mim. — Não quer ficar mais um pouquinho na cama?
Antes mesmo que eu pudesse dar uma resposta, os braços dele me envolveram e seus lábios sugaram os meus com intensidade.
Ele me conduziu aos beijos de volta para o quarto.
— Eu preciso ir para ca... — Thomas não permitiu que eu completasse a minha colocação ao selar minha boca. — Minha mãe, Thomas. Eu preciso ver minha...
— Vai ser rapidinho. — Ele deu uma piscadela por cima de mim.
— Você quer jantar comigo mais tarde? — Thomas indagou.
Assenti, e ele me empurrou de costas para a cama. Incluindo-se para frente, entre as minhas pernas.
— Você precisa fazer aquele boquete de novo, mas preciso te recompensar antes disso.
***
Venho aqui repostar o hot. O que acharam? Tem sido um desafio para mim, mas acho que com o esforço e a dedicação, me sai melhor do que as expectativas.
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