Capítulo 10
Me Gusta da Anitta preenchia num volume agradável o ambiente. Nós estávamos sentadas na mesa do pub, na nossa reunião de sexta à noite. Fernanda estava de frente para mim e ao lado da Mari, sentadas do outro lado da mesa. Lor à minha esquerda.
— Eu ainda não consigo acreditar que o Thomas está saindo com a Carolina. — Desabafei, dando um gole na minha cerveja. Os pares de olhos ergueram-se em minha direção no mesmo instante. — Quero dizer... — A minha voz se arrastou um pouco mais. O teto do Brew já tinha girado duas vezes para mim essa noite, depois da quinta rodada de chope. Apoiei o cotovelo sobre a mesa e os meus dedos emaranharam-se nos cabelos, ao apoiar a cabeça na mão e avaliei o rosto das minhas amigas uma última vez. Certamente era o álcool falando por mim, mas o sentimento estava latejando como uma ferida funda e aberta — Ela é linda... Alta... Magra... Tem aquela pele dourada que parece brilhar no sol. Os olhos dela são tão pretos que até me seduzem, isso porque eu gosto mesmo é de homem. — Assumi, abaixando o olhar ao acompanhar o movimento dos meus dedos na borda do copo de cerveja.
— Amiga, não pense assim... Você é linda, tem um corpão, é trabalhadora e está feliz com Samuca que, a propósito, é um partidão em todos os quesitos. É bom que Thomas esteja se envolvendo com a Carolina. — Foi Lorena quem disse isso. — Isso quer dizer que ele seguiu em frente e provavelmente não está ressentido com você.
A minha garganta se apertou. Eu não queria assumir, mas ver que o Thomas estava se relacionando com uma mulher mais bonita e atraente do que eu, mexeu com a minha autoestima, e me deixou ressentida, porque estava me sentindo inferior. E quem não se sentiria?
— Faz todo sentido. — A Mari concordou do outro lado da mesa. — Talvez nem seja esse bicho de sete cabeças que você estava criando.
— É porque vocês não viram a cara dele quando eu o encontrei no elevador. — Contra argumentei.
— Eu acho que você estava tão apavorada com a situação, que supôs coisas demais, Nina. — Fernanda refutou.
Enviesei o olhar para ela. Fernanda estava me farpando desde cedo.
— Eu não estou supondo nada! — Rebati com firmeza.
— Está sim. Você ainda gosta dele... — As palavras dela me ofenderam, e eu me joguei para trás na cadeira com descrença.
— Isso sim é coisa da sua cabeça! — Exclamei com indignação. — Eu tenho um noivo. — Aleguei como se isso fosse a resposta para tudo. E era!
Gostar de Thomas seria uma traição imperdoável. Samuca é um homem incrível. O sonho de qualquer mulher, e ele é só meu. A ideia de Fernanda me soou absurda e eu franzi o rosto para ela.
— E daí? — Ela deu de ombros.
— E daí, que eu o amo e vou me casar com ele. — Pontuei com obviedade.
— Então, é por isso que você não quer falar com o Thomas? — dessa vez, foi Lorena quem perguntou. — Porque você está com medo do que ainda pode sentir por ele?
Estreitei o meu olhar para elas. Realmente esse assunto estava passando dos limites.
— Claro que não, gente! — Justifiquei, elevando o tom de voz. — Isso é ridículo! Estava com medo de que quando ele descobrisse que trabalho na Revista, pudesse me demitir por rancor. Isso não tem nada a ver com sentimentos.
— Ele não te demitiu. — A Mari plantou a semente da discórdia, e eu cerrei os dentes, fulminando-a com o olhar.
— Você não precisa ficar chateada com a gente. — Lorena pontuou, dessa vez num tom mais ameno. — Nós estamos querendo te ajudar, mas isso só vai acontecer se você deixar.
— Eu estou confusa. — Assumi, dessa vez com a voz fraca, apertando os olhos que se enevoaram de repente. — O Thomas faz isso comigo. Ele sempre me deixou desse jeito... Coagida e confusa. E agora, o Samuca não está falando comigo direito. — Suspirei, apertando os olhos ao me lembrar da última vez que nos vemos, segunda-feira. Ele ainda me mandava mensagem, mas podia sentir o distanciamento, e isso me doía. — Eu estou me sentindo horrível por não ter falado do Thomas para ele, sabe... Sei lá, parece que eu estou escondendo um elefante na sala.
As meninas suspiraram quando a nuvem preta de angústia passou por nossas cabeças.
— Acho que está na hora de ir. — disse, olhando no relógio de prata em meu pulso. — Já são onze. Preciso fazer a minha mala.
— Nós vamos com você. — Mari disse.
Fernanda pegou a chave do HB20 e nós nos levantamos da mesa. O meu pé tropicou no vento, e eu precisei me apoiar na Mari, que parecia ser a mais sóbria de todas nós.
Soltei uma gargalhada, bêbada e sem controle das minhas ações. Passei um dos meus braços finos em volta dos ombros da Mari, e segurei a bolsa com a máxima firmeza que a minha mão tinha, puxando-a para frente do corpo, e caminhei em direção ao carro que estava estacionado um pouco mais à frente da entrada do pub.
— Você não falou com o menino do Brew hoje. — Comentei para Mari.
Ela respondeu um "hum hum... hum hum" e balançou a cabeça freneticamente.
— O nome dele é Léo. — Enunciou num tom mais sério, e até, eu diria, mais sóbrio. — E para falar a verdade, nós não estamos muito bem. — Alegou, evasiva.
— O que ele fez? — Indaguei, ao abrir a porta do carro e entrei, logo em seguida.
Ela fez o mesmo, sentando-se ao meu lado ao assumir o banco do motorista.
Embora não estivesse no seu melhor dia ou humor, Mari estava muito bem em uma combinação de blusa social por baixo de um suéter xadrez branco e azul, deixando a gola rosa para fora. A calça jeans lavada mais folgada no corpo foi dobrada nas barras, evidenciando o tornozelo que ressaltavam saltos amarelos. Mari tinha um estilo próprio, suas combinações eram incrivelmente inusitadas, mas lindas. Não era atoa que ela era uma das estilistas da Revista.
— Nós somos muito diferentes, Nina. — Ela explicou por alto. — Você não viu as garotas do pub dando confiança para ele? Ele nem se deu ao trabalho de disfarçar. Tudo bem que a gente se desentendeu, mas poxa! Ele fez isso na minha frente.
— Me desculpe. Eu não percebi. — Comentei, constrangida por não ter notado a situação. Mari jogou a cabeça para trás e suspirou ruidosamente, recostando-se no banco com uma expressão nitidamente chateada e aborrecida.
Estava tão preocupada e afogada nos meus próprios problemas que não notei o que acontecia ao redor. Me senti uma amiga horrível.
— Mas eu vi! — Ela acrescentou, num tom evidentemente chateado. — A Fê estava certa. Ele é muito novo para mim, e nós só saímos algumas vezes. Eu não tenho o direito de cobrar nada dele. Eu já deveria saber que isso não ia dar certo e eu vou deixar isso para lá.
Ela sacodiu a cabeça e suspirou, virando a chave na ignição.
— Me desculpa se eu disse isso. — Fê falou da parte de trás, inclinando-se no banco ao enfiar o rosto entre os nossos acentos. — Mas, estava na cara que não ia dar certo, Mari. Na idade dele a gente só quer curtição e você, já é uma mulher. Só que, sinceramente, eu não queria que você se magoasse. Esquece isso, ele é um bobão e você é maravilhosa.
Lorena puxou Fê pelo ombro e ela bateu contra o banco, e mesmo resmungando coisas que nós não conseguimos entender, não disse mais nada.
— Eu sei! — A Mari respondeu, tentando esconder a frustração. — Mas está tudo bem, ele que fique com aquelas garotas patéticas.
Mari assumiu o volante e dirigiu. O bar não ficava muito longe de casa, eram seis quadras e meia.
P
Não demorou muito para que a Mari manobrasse o carro no estacionamento e nós quatro subíssemos para o apartamento.
A porta do elevador se abriu e nós nos deparamos com a vizinha, Dona Joana, atravessando o corredor com uma vassoura na mão, aproximando-se da porta do meu apartamento e da Fê. Ela parecia estar atrás de alguma coisa, e seu rosto esboçava uma expressão curiosa, quando seu olhar recaiu sobre a gente.
— Se eu pego esse gato... — ela disse num tom de ameaça, quando o miado irrompeu o ambiente. — Vocês acreditam que ele está andando o meu apartamento todinho e enfiando as garras no meu sofá? — Ela comentou, olhando de um lado para o outro, persistente em sua busca. Fernanda e eu nos entreolhamos quando percebemos do que se tratava. "Mia", e não precisou de muito para perceber que ela pensou a mesma coisa que eu. — Ontem ele quebrou o meu vaso chinês caríssimo... — Ela fincou o olhar no meu pé assim que a gata nos dedurou enroscando-se e aninhando-se em meu tornozelo.
Dona Joana ergueu a vassoura em direção a Mia e Fernanda intercedeu no mesmo instante erguendo os braços e impedindo que ela completasse o movimento.
— A Senhora nem é maluca de bater nela! — Fernanda elevou o tom de voz, e eu peguei a gata do chão, envolvendo-a em meus braços.
Dona Joana nos encarou perplexa antes de dizer:
— Se vocês quiserem ficar com o animal, vão precisar cuidar para que fique dentro do apartamento de vocês. — A voz dela era bem ríspida agora.
— Eu sei, dona Joana. — Fernanda disse, sem paciência. — Mas fica difícil controlá-la. Eu nem sei por onde que ela está saindo, mas mesmo assim, a Senhora não tem o direito de agredi-la.
— Pois vocês tratem de resolver isso ou eu não vou responder por mim se ela quebrar mais alguma coisa da minha casa. — O olhar da velha rabugenta fuzilou a gatinha em meu colo.
— Nós sentimos muito, Dona Joana. — Eu disse, apressando-se em enfiar a chave na tranca do apartamento, ao tentar nós livrar da velha encrenqueira.
— A Senhora deveria ter vergonha por ameaçar...
— Boa noite — disse ao abrir a porta, puxando Fernanda com tudo para dentro do apartamento pelo pulso.
— Vem, vem... — Pedi, apressando a nossa entrada ao gesticular com a mão livre.
— Que saco! — Fernanda rosnou, assim que bateu bruscamente a porta na cara da vizinha. — Inferno de mulher chata!
Soltei Mia no chão e ela saiu correndo em direção ao pote de comida. Todas nós nos entre olhamos e começamos a rir.
— Gente, que mulher maluca! — Lorena comentou com a mão cobrindo a boca.
— Eu avisei. — disse e Fernanda fez uma careta, balançando a cabeça em negativa.
P
Faltava pouco menos de trinta minutos para meia noite, e eu me dirigi para o meu quarto. Sentei à beira da cama e observei o espaço. O quarto era grande, na verdade, o maior que eu já tive — mais de dezesseis metros quadrado — e decorado ao meu gosto. As paredes eram brancas. Um par de lustres pretos com três luminárias pendia do teto e iluminavam dos lados da cama, sobre os criados mudos de madeira escura. A cama era macia e aconchegante. A cabeceira acolchoada e de couro preto deixava o quarto com um ar adulto. O closet cobria uma parede inteira com portas de madeira preta. A janela ampla era coberta por persianas. O tapete macio, creme, felpudo me fazia passar os pés por ele, alisando-o ao apreciar a maciez que permeava os meus dedos.
Desbloqueei o celular, deslizando o dedo sobre a tela até chegar ao aplicativo de mensagens, abrindo na conversa com Samuca. Ultimamente nossa comunicação se resumia a meras cordialidades como "Bom dia", "Tudo bem?", "Boa noite". As coisas estavam estranhas entre a gente, e parando para pensar, isso nunca tinha acontecido. Embaixo do nome dele, a última visualização era 21:42, e foi trocada para on-line, e com isso meu coração vibrou. Pensei em ligar para ele, mas quando as meninas passaram pela porta numa conversa agitada e calorosa, bloqueei o celular novamente, suspirando ao colocá-lo sobre o criado mudo.
— Nossa... — Lorena disse, segurando um copo com água.
— É... — Fê confirmou ao balançar a cabeça. — Ele decidiu sair do meu pé.
— O Augusto parou de incomodar? — Perguntei, tentando me reiterar da conversa.
Fernanda se jogou no chão, sobre o tapete, antes de se pronunciar.
— Até que enfim, sim! Ele parou de ficar indo à minha sala. Eu já estava começando a me sentir mal por ele, sabe.
— Por quê? — Mari perguntou, sentando-se ao meu lado na cama.
— Porque ele estava sendo ridiculamente grudento. Ele parecia um disco arranhado e eu não gosto disso.
— Você não gosta de compromisso, Fernanda. — Lorena salientou, apoiando-se no batente da porta. — É diferente.
— Eu não quero compromisso. Isso sim é diferente. — Salientou, erguendo o dedo indicador. — Eu me formei na faculdade, que levaram cinco anos da minha vida, tenho meu serviço e eu só quero curtir esse momento da sozinha. Que mal tem? Fora que o Augusto não é flor que se cheire.
— O que você quer dizer com isso? — A Mari perguntou num tom confuso.
Fernanda jogou a cabeça para trás, e os cabelos espalharam-se pela colcha da cama.
— Ah... Fala sério. — Ela exclamou, com as sobrancelhas erguidas, como se a resposta estivesse óbvia.
— Ele não parece ser uma pessoa ruim. — A Mari argumentou. — Quer dizer, eu nunca parei para conversar com ele, mas no começo da semana ele foi com o Thomas lá na produção, e ele parecia ser muito educado e bonito também.
Fernanda arqueou as sobrancelhas antes de dizer.
— Realmente, um homem bonito e educado. Sabe falar com uma mulher. Confiante. Cheiroso, gostoso. Não pensou duas vezes antes de transar comigo. Ele é um tremendo mulherengo, isso sim.
— Deveria ter pensado nisso antes de dar para ele. — Lorena soltou.
— Ah gente, para com isso... — Apelou, ajeitando-se para encostar as costas na cama. — Fazia um tempo que eu não ficava com ninguém e eu me deixei levar pelo álcool, e até mesmo por ele, que é uma delícia. — Ela jogou a cabeça para trás e mordeu o lábio ao pensar. — Mas isso não vai mudar a minha vida! Eu achei que ele não fosse me procurar no outro dia. É isso o que homens como ele fazem.
— E se ele não for nada disso? — Perguntei, me levantando da cama e arrastando a porta do closet para abri-lo.
Fernanda deu de ombros.
— Eu não me importo. Se ele não for uma pessoa ruim, eu vou acabar sendo.
— Você é uma pessoa difícil, Fernanda. Mas isso é parte de quem você é, e não significa que você seja ruim.
— Se ele está insistindo tanto, é porque realmente gostou de você. — A Mari acrescentou.
Fernanda revirou os olhos impacientemente.
— Ele não gostou de mim, ele gostou do sexo e só quer repetir. Eu não vou arriscar o meu emprego por causa de um riquinho que não sabe aceitar "não" como resposta. Fora de cogitação! — Fernanda declarou.
Dei um pulinho, a fim de tentar alcançar a mala de viagens que ficava na prateleira mais alta e agarrei-a pela haste metálica preta. Sem conseguir tirá-la dali de primeira, pulei outra vez e agarrei-a com força, puxando-a com tudo quando voltei para o chão. A mala ficou na minha mão e algumas coisas vieram juntas. Papéis espalharam-se por todos os lados, e eu engoli a seco ao notar a caixa marrom caída próxima as pernas de Fernanda, sem tampa e vazia. O conteúdo estava por toda a parte.
A Mari se inclinou para pegar uma foto no chão, que caíra próximo ao pé dela.
— Esse é o Thomas? — A Mari perguntou ao pegar uma foto que tinha caído próxima ao pé dela.
Soltei a mala no chão e comecei a pegar tudo o que estava em volta com pressa.
— É. — Limitei a apenas confirmar, enquanto olhava ao redor vasculhando o que faltava ser pego.
— Porque você guarda essas coisas? — Fernanda perguntou, segurando um envelope de carta.
O meu estômago se contraiu com o nervoso quando ela estava prestes a abri-lo.
— Não... Não... Não... — Pedi, esticando o braço, a fim de tentar impedir que ela completasse a ação de tirar o papel dali de dentro. — Você pode, por favor, não mexer nisso? — Eu praticamente implorei, engatinhando até ela com desespero.
— O que tem dentro? — Ela indagou com curiosidade.
— Nada demais. — Respondi, abrindo um sorriso forçado. Ela virou o envelope, avaliando os dois lados ao franzir os lábios. — É pessoal e eu nunca mexi nisso. — Aleguei, puxando o envelope estreito que escorregou dos dedos dela.
Devolvi-o para a caixa, aliviada por tê-lo guardado intacto e me levantei, pegando a foto da mão da Mari com rapidez e fazendo o mesmo que fiz com o envelope.
— Vocês eram tão fofos. — Ela comentou.
E isso me fez abaixar o olhar para a foto dentro da caixa. Era um registro da copinha anual do primeiro ano do colégio. O time do Thomas tinha vencido e ele me puxara para o registro com a taça. Os nossos dentes estavam expostos num sorriso genuíno. Isso fez meu coração sacolejar com a nostalgia do momento. Virei a foto de costas, mirando apenas o fundo branco da revelação, num instinto de autopreservação e outra, do mesmo momento, talvez alguns segundos antes, se fez notar atrás dela. Thomas beijando a minha bochecha.
— Nina, por que você ainda guarda isso? — Foi Lorena quem perguntou, sentando-se à beira da cama, dispersando-me dos pensamentos.
— Eu não sei. — Respondi com franqueza. Talvez, simplesmente não quisesse me desapegar daqueles momentos, mas isso pareceu mudar depois que Thomas surgira em minha vida novamente. Eu não podia mais continuar guardando aquelas coisas. Parecia ser errado demais agora. — Mas vou me livrar disso. — Acrescentei, tampando a caixa.
— Você esqueceu isso... — Indicou Lorena, erguendo um pano amarelo e azul escuro que caíra mais ao longe.
Travei por um instante e abaixei o olhar para a caixa novamente, fixando o olhar no depósito de recordações que havia ali ao ver a mesma blusa no ombro do Thomas. Lorena pigarreou, libertando-me das minhas memórias e ergui a cabeça, vendo-a sacodir o braço para que eu a pegasse logo.
Estiquei o braço e peguei a camisa de time e joguei-a para dentro da caixa.
— Mais alguma coisa? — perguntei, e todas olharam ao redor.
— Não... — Mari e Fernanda disseram juntas ao balançarem a cabeça.
— Acho que acabou. — Pontuou Lorena.
— Certo! — Disse, empurrando a caixa para baixo da cama.
***
Olá, meus amores
Óh nós aqui outra vez. Mais um capítulo lindho para vocês ♡
Espero que apreciem essa pequena parte das muitas que estão por vir ❤️
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