4. Enlouqueça

Ok. Minhas amigas perderam completamente o juízo e estão querendo me enlouquecer. Faz mais de uma hora que eu estou dançando e nada. Eu realmente estou exausta e não vejo mais motivo para.... AI MEU DEUS! Consigo vê-lo pelo espelho e tenho a leve impressão que estou errando minha própria coreografia. Respiro fundo contando até três e continuo. Jack está afastado da porta, nas sombras, mas vejo seu olhar em minha direção.

Agora é pra valer.

Todos os meus movimentos são elevados ao nível 10 de sensualidade e cada passada de mão no corpo, abertura de perna e jogada de cabeça para trás me fazem sentir incendiada. Seus olhos brilham e sua boca meio aberta demonstram claramente o mesmo desejo que o meu. Uma luta entre minha razão e minha insanidade é travada. Mas é impossível parar quando se tem Jack Weiss te devorando com seus olhos negros e famintos.

Meus devaneios continuam junto com minha empolgação de palhaço de circo, até que viro meu pé e caio como uma jaca madura. Bosta.

- Amy! Você está bem? - Jack entra correndo e se ajoelha ao meu lado. Meu tornozelo dói demais e um nó se forma na minha garganta. Quando percebo, as lágrimas caem pela minha face e sinto seu gosto salgado. Meu professor está tenso e preocupado.

- Aonde está doendo? Aqui dói? - diz tocando levemente meu tornozelo. O toque de sua mão quente me provoca arrepios por todo o corpo e sua proximidade é tão grande que quase me esqueço da dor e puxo sua camiseta branca ao meu encontro. Ele seca minhas lágrimas com seu polegar e instintivamente fecho meus olhos me preparando para o grande momento da minha vida: o beijo. Respiração acelerada, boca entre aberta. Dor? O que é isso?

Estou pronta professor... me beije...

- Venha! Vamos para o hospital! Você pode ter quebrado o tornozelo.

Hã? Como assim? E o beijo?

Ele me pega no colo sem delicadeza alguma e nesse instante, junto à realidade, minha dor volta com força total.

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- O que? Sete dias? Voce disse SE-TE dias?

- Isso. Sete dias. Vamos, não é tanto tempo assim!

- Mas eu não posso ficar tantos dias parada. Eu preciso ensaiar porra!

- Amy! Olha a boca! Não fale assim com o Dr. Ramirez! - diz mamãe envergonhada.

- Desculpa Dr., mas deve haver outro jeito! Eu tenho apresentação daqui há dois meses. Preciso ensaiar todos os dias. E meus trabalhos, provas, ... Por favor...

Insane:

12:00 Amy: 7 dias de molho pq dei ouvidos à um bando de loucas! (milhões de carinhas de ódio)

Uma palavra define esse momento: desespero. Mas não há nada o que fazer. Ainda tive sorte de não ter quebrado e só torcido o tornozelo. Minha mãe pediu para o médico engessar alegando que eu não paro quieta e que não manteria o pé na botinha ortopédica de acordo com as recomendações. Eu amo minha mae. Parece que está sempre querendo me fuder mesmo.

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Se eu soubesse que torcer o tornozelo me proporcionaria tantos momentos incríveis, teria feito isso de propósito há dois meses atrás. Como toda desgraça tem um pezinho de alegria, a minha está acontecendo há três dias: Jack me carrega pra cima e pra baixo, a hora que eu pedir. Estar em seus braços, que são muito musculosos e sentir seu perfume maravilhoso tem me deixado com um humor incrível! Estou me sentindo demais com tudo isso! Ontem foi o ápice da nossa aproximação.

Depois que cheguei da escola, resolvi ficar no andar de baixo porque meu professor não estaria em casa a tarde e minha mãe estava no salão. Como é muito difícil subir aquelas escadas, Jack me ajudou a trazer grande parte dos meus livros para a cozinha pois mais tarde faria um trabalho de literatura e ficaria estudando por ali mesmo.

- Obrigada Jack. Acho que você está ficando mais forte me carregando toda a hora.

- Você é muito leve, nem coça. - diz dando uma risadinha. Eu estreito meus olhos e respondo:

- Eu sou leve mas sou forte. Tenho uma ótima resistência física. Se eu não estivesse impossibilitada te derrubaria agora mesmo.

Ele dá uma bela gargalhada e demonstra gostar da brincadeira. Eu me deleito com sua sedução inocente.

- Para com isso! Não existe jeito de você me derrubar. Eu tenho quase três vezes o seu peso! - E pisca pra mim. Ele pisca pra mim cacete! Com aquela cara de safado! Fico olhando pra ele que não desvia o olhar. Sinto meu rosto queimar. Passo a mão no pescoço e seguro meu pingente de sapatilhas. Um tique nervoso que tenho. Abaixo rapidamente os olhos e quando ergo novamente ele já está pegando a chave do carro e saindo.

- Eu adoraria provar que você está errado. - falo baixo, pensando alto...

- Como? - ele se vira já na porta.

- Eu adoraria provar que você está errado. - falo seria e demonstro minha loucura por ele através dos meus olhos.

Isso não é brincadeira Jack...

Não sei como tive coragem de dizer isso, mas quando vi falei. Minhas mãos já estavam frias com a expectativa da sua reação.

- Menina... você não sabe o que está dizendo. - ele responde balançando a cabeça claramente mexido. Solto meu pingente e toco nos meus lábios.

Ele arfa e sai apressado. E eu fico rindo e suspirando feito boba!

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Passei boa parte da tarde com Megan e Kevin fazendo trabalho. Kate não pôde vir porque está muito resfriada. Mas na verdade, quase não fizemos nada pois Megan é tão palhaça que passamos o tempo todo rindo e falando besteira. Tudo é motivo de piada! É claro que a presença de um garoto não inibe em nada a desavergonhada da minha amiga, ainda mais se tratando de Kevin Richardson, o capitão do time de futebol lindo de morrer e paixão da Megan. Não há uma garota acima de 7,5 - nota que todas recebemos pela gangue do Kevin quando colocam seu pezinho na escola - que não tenham passado pelas mãos e algumas pelos lençóis dele. Megan já passou por mais lugares, com toda certeza. Sendo eu uma garota 9,4 - que abuso ne! - já dei uns amassos nele também. Minha amiga não se importa, pelo contrário, ela é louca numa suruba. Credo!

Homem é foda. É só você dar uma ignorada que os caras ficam doidos. Tem um tempinho que não fico com o Kevin e depois que minha mãe se casou, sendo eu avisada apenas dois dias antes, minha vida virou uma bela tortura. Megan aproveitou meu desinteresse e partiu pro ataque. Mas dali só sai sexo mesmo. Kevin, assim como a maioria dos garotos da escola, dizem com muito orgulho - não sei de que - não namorar até curtir a vida adoidado. Mas ele vive correndo atrás de mim, e dizem por ai que se fosse comigo ele namorava. Mas isso quem não quer sou eu. Não sou apaixonada por ele e não preciso de sexo para curtir a vida. Tenho meus orgasmos sagrados, e não quero nenhum desses franguinhos. O que eu quero é meu professor. E esse eu terei, mais cedo ou mais tarde, eu terei.

Megan foi embora a pouco. Sua mãe está gravida de 8 meses e não estava se sentindo muito bem. Eu e Kevin terminamos o trabalho e vamos pro sofá assistir Dexter. Acho que eu estava me sentindo meio carente e com todo aquele charme, Kevin vem chegando perto até que estamos nos beijando e as mãos passeando por diversos lugares do nosso corpo.

- Amy... Amy... não mexe ai senão você vai ter que terminar...

Dou uma risadinha percebendo seu amiguinho muito duro. Ele abaixa minha blusa e chupa meu seio. Eu imagino o tempo todo que é Jack quem está ali. Deliro de tesão e sinto muita vontade de terminar logo com isso, mas ninguém merece mais que Ele. Quando ouço o carro parando dou um pulo e quase torço o outro tornozelo. Sentamos no sofá com aquela cara de culpados e pra disfarçar um pouco coloco meu pé engessado em cima de uma almofada no colo de Kevin. Estamos falando baixinho sobre a almofada quando minha mãe abre a porta.

- Oi mãe! - levo um susto e faço caro de santa.

- Olá. Boa noite - minha mãe diz desconfiada.

- Boa Noite Sra. Weiss. Professor... - Kevin responde e noto de imediato seu dom para o teatro.

- Kevin? O que faz aqui a uma hora dessas? - Jack está com uma cara de espanto e choque incrivelmente estimulantes.

- Meu trabalho gente. Acabamos agora e resolvemos assistir um pouquinho de Tv.

- Ah sim. Olá Kevin! Vocês já jantaram? Nós trouxemos pizza. - minha mãe relaxa e se mostra super feliz.

Me levanto e Kevin me ajuda colocando seu braço na minha cintura.

-Acho que está tarde né Kevin, seus pais podem estar preocupados. Eu levo você em casa. - nossa! Ele está bufando de ódio. Jack me olha com raiva e encara meu colo e meu pescoço. Disfarçadamente olho e percebo como estou vermelha. Dou uma risadinha pra ele bem discreta.

Tá vendo professor, também sei me divertir...

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Durante o jantar conversamos fiado. Minha mãe estava feliz por eu estar feliz. E eu estava feliz diante da reação exagerada de Jack. E ele... bem, ele estava com cara de quem comeu e não gostou!

Minha mãe levou meus materiais para cima e pediu a Jack que me ajudasse a subir. Eu olhei de soslaio para ele que veio em minha direção. Vou até a escada e apoio meu braço em volta de seu pescoço e ele envolve seu braço na minha cintura. Subimos devagar e a cada degrau vou aspirando seu cheiro. Estou tão eufórica com sua cara de bravo que não me aguento.

- Cheiroso... - falo quase no seu ouvido bem devagar.

- Você é muito cara de pau. - ele rebate entre dentes com a voz bem baixa.

- O que foi que eu fiz agora professor? - continuamos a conversa no volume 1 e parece que nenhum dos dois tem pressa em terminar o percurso.

- E esse vermelho no seu peito? Não gosto dessas coisas....

- Na minha casa? É isso que você quer dizer? Mas essa casa é minha Jack e esse corpo é meu.

Falta apenas alguns degraus quando ele me aperta na cintura e eu quase gemo com sua mão tocando uma parte na minha pele. Arfo em seu ouvido e quando olho para ele, vejo que também está com a respiração acelerada. Chegando no topo da escada ele me pega no colo bruscamente e me leva às pressas para o meu quarto.

Olho em seus olhos e vejo raiva, confusão... me perco em meus pensamentos e ouço o chuveiro no quarto do casal. Me pergunto se ele irá tomar banho com minha mãe depois. Nem percebo quando ele me coloca com muito cuidado na minha cama e quando tira suas mãos do meu corpo e passa uma mão no vermelho do meu pescoço.

- Você permitiu isso? - sussurra com raiva.

- Isso e muito mais...

- Esse cara é um pervertido. Você não pode...

- E quem disse que eu não quero perversão? - levanto meu corpo de supetão e quase nos beijamos se ele não tivesse sido rápido suficiente para se afastar. Mas consigo colocar minha mão em sua nuca e agarro seus cabelos.

- Menina... para com isso... - ele coloca sua mão sobre a minha fazendo-me tira-la e fecha os olhos, fazendo um esforço notório e usando todo o seu autocontrole. Me delicio com a visão.

- Eu não quero parar! Você não vê o quanto eu quero isso. Quero você Jack!

E num impulso ele me solta e vai para o outro lado do quarto.

- Professor... - eu me levanto.

Ele passa as mãos no rosto, vira de costas e quando ele vem até mim, está com fogo nos olhos. Ele segura meu rosto com uma mão fazendo-me erguer a cabeça. Olho dentro de seus olhos com meu melhor olhar de desejo e mordo o lábio.

- Pelo amor de Deus Amy. Não me chame assim, não me olhe assim, não me toque, não me provoque, não morda o lábio dessa maneira. Eu estou a ponto de enlouquecer!

- Então enlouqueça professor...

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