25. Let's make a messy

"Não é possível que isso esteja acontecendo".

Esse foi meu pensamento antes de apagar.
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Sinto uma ardência forte no ombro. Algo estava queimando. Ainda sentada no chão, encolhida no canto mais afastado da porta da sala, abro os olhos lentamente e passo a mão sobre o moletom a fim de aliviar um pouco o desconforto. Mal encosto no ombro e uma dor lancinante surge. Minha mão está suja de sangue. Muito sangue. Não é possível mexer meu braço esquerdo. Encosto a cabeça na parede e respiro fundo tentando não pensar na dor. Aos poucos vou saindo de um estado de transe e começo a ouvir os gritos de Jeni, ambulância (ou seria polícia?), uma falação de gente. Minha vista começa a desembaçar e identifico melhor as pessoas a minha volta.

- Amy! Você está bem? Amy! Não dorme de novo!

Os gritos de Jeni são insuportáveis. Ela diz palavrões e todo tipo de obscenidades incessantemente. Kevin a segura e conversa com ela a todo tempo. Ele segura seu rosto com as mãos e tenta acalmá-la falando coisas sobre cadeia, prisão, não ouço direito. Ele a senta em uma cadeira e pega uma roupa no chão. É quando percebo que ela está nua. Apenas de calcinha. Jeni quer se levantar mas Kevin a pressiona contra a cadeira e tenta a vestir. Mais palavões são proferidos em direção ao rapaz. Kevin perde um pouco a paciência gritando perto demais de seu rosto, o que a deixa receosa.

- Cala a boca! E coloca logo a porra desse vestido!

Ainda me sinto zonza com todo aquele barulho, não consigo me manter acordada. Yuri olha para mim aflito. Ele está no chão, não muito próximo. Suas mãos estão ensanguentadas pressionando a barriga de alguém e grita na minha direção:

- Amy! Não dorme! Aqui, olha! AMYYYYY!

Antes de apagar novamente, vejo policiais entrando, médico ou enfermeiro, não sei, uma maca sendo colocada próxima à pessoa que Yuri tenta socorrer. Assim que levantam o corpo imóvel e sem vida, vejo que é Jack. O meu Jack.

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