14 - Dúvida
- Então é hoje mesmo?
- É.
- Você tem certeza? Não prefere fazer isso amanhã ou depois de amanhã ou quem sabe em outra vida?
- Pra outra vida eu deixo o suicídio. É só o que vai faltar.
- Sua cara está me assustando Amy...
Enquanto Kate fecha o zíper do meu vestido, me olho no espelho e percebo que meus olhos estão completamente secos e sem brilho algum. Nem se eu picasse uma cebola inteira conseguiria derramar mais alguma lágrima. Nos últimos quatro dias, chorei a cota pros próximos quatro anos.
- Você emagreceu também amiga. Esse vestido está um pouco largo.
Sabe aquela falta de vontade de interagir numa conversa? Justamente.
- Anham...
- Olha, você sabe que eu não concordo com a sua decisão, mas não preciso nem dizer que eu sempre vou estar ao seu lado, né? - Minha amiga me olha pelo espelho e me abraça pelas costas, deixando um beijo no meu ombro antes de sair do quarto.
- Eu sei Kate... Obrigada.
- Sei que gosta de pensar sozinha. Vou te esperar no carro.
- Me dê cinco minutos. Já vou descer.
Ela me joga um beijo ao passar pela porta:
- Te amo amiga.
Apenas sorrio fraca sem conseguir responder qualquer coisa que seja.
Amor...
Não acredito mais nesse sentimento.
Em nenhuma de suas formas. Desisto dele no dia que seria um marco na minha vida: 18 anos.
A idade da responsabilidade. A idade que se iniciam as verdadeiras experiências e eu já começo desistindo de passar por qualquer uma que envolva amor, paixão, confiança e entrega.
Inacreditável como as coisas possam ter mudado completamente em apenas quatro dias.
Do céu ao inferno.
Idiota. Idiota. Idiota. Idiota. Idiota.
Porque aceitei continuar com essa festa? Pelo amor de Deus, como pude concordar com isso! Olhe só pra mim. Pareço que saí de um velório. Nem a maquiagem tá salvando hoje...
De pé, em frente ao espelho, vejo uma garota fraca, triste, insegura e prestes a arruinar com a própria vida por uma pessoa que se mostra cada dia mais perturbada e doente; Jeni. Também não sei se tudo o que ela me contou sobre Jack é verdade, mas eu cansei de ficar no meio desses dois. Ainda mais agora...
4 dias atrás...
- Descansou querida?
- Não o suficiente... acho que meus pés vão doer pra sempre.
Minha mãe riu e me entregou um suco verde com no mínimo 10 ingredientes. Sentei-me na cama e dei uma bela golada sentindo o sabor amargo do gengibre e do remorso.
- Tenho certeza que você colocou um quilo de gengibre nesse copo.
- Na verdade um e meio.
- Ah sim... como não percebi.
Ela sentou-se na beirada da cama e passou a mão no meu rosto.
- Você é linda Amy. E sabe disso, não sabe?
- Não sou de se jogar fora.
Ela recolhe a mão e entrelaça os dedos no colo, abaixa a cabeça e respira profundamente antes de me olhar novamente.
- Sua apresentação foi espetacular ontem. Ninguém é mais merecedora ao prêmio de melhor dançarina que você. Todos estavam hipnotizados com a sua performance.
- Que isso mãe... - Digo encabulada e percebo uma mudança de olhar pra mim.
- Os homens estão ficando loucos por você...
Prendi a respiração e levei o suco novamente à boca com a certeza de que meus olhos se arregalavam cada vez mais.
- Jack. Jack só tem olhos pra você.
Quando vi já tinha cuspido o liquido que estava na minha boca e jogado em cima de Jeni. Foi a primeira vez que vi ódio em seu olhar. Ela fechou os olhos bufando de raiva e passou a mão no rosto e no cabelo lindamente escovado.
- Mãe desculpa! Eu engasguei. Esse gengibre ta demais hoje. Perai que eu vou pegar um pano.
Praticamente pulei da cama em direção à porta, mas antes que eu saísse, ouvi aquilo que temia por muito tempo e que me deteve imediatamente.
- Ele só está se aproveitando de você Amy. Quando cansar, ele joga fora como um bagaço de laranja. É assim que ele faz. É assim que fez comigo quando tinha sua idade.
Ar. Preciso de ar. Preciso de um buraco também. E uma dose de whisky seria ótimo.
Virei-me lentamente pronta para o clássico tapa na cara, mas minha mãe ainda estava sentada na cama com o mesmo olhar que me fez arrepiar todos os pêlos do corpo. Um sorriso maléfico e irônico me fez ter a certeza de que eu jamais ganharia aquela discussão.
- Não sei do que você está falando.
- "Não sei do que você está falando".
Jeni repetiu minhas palavras com um deboche desconcertante.
Ela tinha um alterego atroz e muito sarcástico. Tudo no seu modo de agir mudou. Seu olhar, sua postura, sua voz. Aquela não era minha mãe.
Eu não conhecia aquela mulher.
- Vamos! Outra frase ridícula.
Não sentia meu corpo. Parecia que meu espirito tinha saído e estava pairando no ar assistindo aquela cena deplorável e que me assustava além do meu controle.
- VAMOS AMY!
Seu grito e levantar repentinos me assustaram a tal ponto das lágrimas escorrerem por meu rosto, embora eu continuasse com a boca fechada incapaz de emitir qualquer som. Uma tremedeira tomou conta de mim e tive que abraçar meu corpo para não parecer mais ridícula do que estava. Me sentia humilhada, e a única coisa que conseguia pensar era em estar nos braços de Jack para me explicar o que estava acontecendo.
Nessa hora minha mãe sai de seu transe demoníaco e começa a se desculpar descontroladamente. Sua postura volta à seu estado normal e eu volto a reconhecê-la .
- Ai meu Deus Amy! Me desculpe! Me desculpe, minha filha! Ai meu Deus! Eu não podia ter feito isso com você! Me perdoe!
E nessa hora o soluço vem como um tsunami. Desabo a chorar como no dia que recebi a noticia da morte do meu pai. Não conseguia parar. Ela me abraçava forte e me beijava a cabeça.
- Por favor filha, me perdoe. Eu jamais poderia ter falado com você dessa forma. Você é só mais uma vítima daquele homem nojento e pervertido.
A dor era lancinante. Insuportável.
E não sendo mais possível, entreguei-me a inconsciência como refugio daquele pesadelo.
Desmaiei.
Minutos depois, acordei na minha cama e Jeni estava sentada ao meu lado me chamando. Ela vestia um robe de seda vermelho e estava com um semblante ainda estranho. Assim que abri os olhos, as lagrimas começaram a correr freneticamente. Eu ainda estava muito assustada.
- Meu amor, me perdoe. Eu fiquei transtornada com todas as coisas que descobri e descontei minha raiva em quem menos tem culpa. Você, minha filha.
Eu não conseguia falar nada. Mas falar o que? Não tinha nada o que dizer.
- Só diga que me perdoa, por favor Amy. Meu coração dói vendo seu temor por mim.
- Tudo bem... - consigo dizer quase inaudível.
- Acho que precisamos conversar, você não acha?
Fiz que sim com a cabeça. Ela estava serena e voltando a ser como sempre foi. Pelo menos pra mim...
- Antes de tudo, preciso que saiba que não te odeio. Nem nunca te odiei. Mas confesso que fiquei surpresa quando soube de você e... meu marido.
Abro e fecho a boca me arrependendo do que ia dizer. Fecho os olhos e engulo seco morta de vergonha.
- Como eu descobri? Era isso que ia perguntar?
Afirmo com a cabeça novamente.
- Faro. Sabedoria. Perspicácia. Uma mulher sabe quando está sendo traída. Ela sempre sabe. E o Jack, embora seja talentoso na arte de enganar as mulheres, eu já conheço. Fui muito enrolada por ele.
Hã? Que conversa é essa? Como nunca soube disso? Sinto meu estômago revirar. ..
Ela dá uma pausa mas logo continua; e seus olhos já estão cheios de ódio novamente.
- Ele te contou como nos conhecemos? Contou porque foi praticamente expulso de Newport como um cachorro sarnento? Contou dos anos afio que passou em uma clínica para viciados em heroína? Contou das queixas que tem de abuso sexual?
Nego sem dizer uma só palavra. Aquilo não podia estar acontecendo. E tudo que veio a seguir foi apenas para me deixar mais desolada e enjoada.
- Você está linda minha filha! Vamos! Sorria! Hoje é um dia muito especial pra você!
Jeni interrompe minhas lembranças com uma voz estridente e incômoda demais.
Kate me olha condescendente e sorri com os lábios. Eu apenas fecho os olhos e puxo todo o ar que consigo para encher meus pulmões e o solto lentamente.
- Vou atrás com Kate.
- De forma alguma! - ela se vira para Kate mexendo em seu cabelo - Desculpe querida, mas vou dirigir e gostaria da minha filha ao meu lado. Você entende, não é mesmo?
- Claro Jeni.
A noite está apenas começando e eu já quero desesperadamente fugir para a Sibéria.
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Assim que chego na entrada principal não consigo crer no tamanho da festa que está a minha frente. Pedi, implorei, supliquei para que Jeni não se metesse na comemoração para 40 pessoas que eu havia organizado com Megan, Kate e Jack. Não queria nada grande, apenas uma reunião com meus amigos da escola e minha despedida antes de mudar para Amsterdã.
Me olhando de rabo de olho ela fala manhosa:
- Antes que você comece a jogar sua ingratidão pra cima de mim, pensei em chamar só mais algumas pessoas e aproveitar uma despedida da nossa cidade.
- Algumas pessoas? Algumas pessoas? Aqui tem mais de duzentas pessoas, Jeni!
- Ta vendo Kate, sua amiga não liga a mínima para os meus esforços em retomar nossa relação.
- Sua mãe achou melhor incrementar um pouco mais sua festa, amiga.
- Sem comentários. .. - Um cansaço absurdo parece querer possuir meu corpo.
Ela para o carro em frente a uma cascata de luzes em arco e se vira pra mim num tom de intimidação:
- Uma traição não é coisa fácil de engolir Amy.
Kate desce do carro com sua descrição impar. Maldita "descrição impar" que me deixou sozinha com essa desequilibrada.
- Eu não queria uma festa assim. Não tem clima pra isso.
- Não TINHA clima, querida. O clima acabou de chegar.
Ela diz séria me encarando e estudando cada canto do meu rosto.
- Você vai se comportar exatamente como conversamos, ok?
- Ele vai vir falar comigo. Tem dias que não nos vemos.
- Você só precisa fazer o que é certo. Já te disse do monstro que Jack pode ser. Mas já que nos escolhemos como marido e mulher, vou enfrentar minha escolha e meu carma com esse homem. E acredito que você não queira destruir a sua própria família, não é mesmo querida?
Não digo nada, mas meu coração bate cada vez mais rápido com a dúvida de toda a história que ela me contou sobre o passado de Jack. E além do mais, não existe mais escolha diante das últimas revelações.
- Mas não se preocupe tanto. Está tudo sob controle. Apenas se divirta com seus amigos que eu cuido para que tudo termine da melhor forma possível.
Melhor forma possível pra você, sua lunática.
O gramado da frente da casa foi transformado em um grande salão de festa ao ar livre. Tenho que reconhecer que tudo está magnífico. Pista de dança, palco, mesas altamente decoradas e um tablado transparente em cima da piscina com um bolo, digamos, majestoso. Sem dúvida nenhuma poderia ser uma festa de casamento de uma celebridade top de linha. E pensar que Jack bancou todo esse circo. Ai meu Deus, como dói pensar em Jack.
Jeni entra comigo e somos recebidas por dezenas de pessoas que eu não vejo há pelo menos dez anos. Ela sorri e cumprimenta a todos fazendo um belo papel de mãe nota dez. Eu tento com todas as minhas forças ser a miss simpatia mas está mais dificil do que eu imaginava. Procuro inconciente por Jack mas não o vejo em lugar algum. Mesmo com todas essas pessoas eu o reconheceria em qualquer buraco. Minha mãe me deixa conversando com o padre Wishester, mas antes de sair, manda uma para eu não esquecer dos meus pecados nem por um minuto:
- Padre, minha filha precisa muito se confessar antes de mudar. Sei que fará bem à ela. Ela precisa muito.
- Mãe!
- Não tem nada, minha filha - diz o velho padre - na verdade Sra. Weiss, todos precisamos não é mesmo?
Eu voto sim para o padre gente boa que da uma lambada na mãe sem noção!
Ele coloca sua mão magrinha no meu braço e balança a cabeça na negativa sorrindo. Jeni sai com o rabinho entre as pernas e eu me sinto 5% melhor.
- Pelo amor de qualquer coisa desse planeta insano, que merda tá acontecendo com você? Perdoe meu linguajar padre Wishester - ela bate na boca algumas vezes - mas eu preciso muuuuito da aniversariante!
- Podem ir, minhas filhas. Se divirtam! E cuidado com a boca!
O padre sai rindo como se tivesse contado a piada do ano e já cola num grupo de beatas.
- Boa noite pra você também Megan. Eu estou ótima.
- Ótima o cacete ! Que cara de velório é essa? E que festa descomunal é essa?
Já pensei nisso hoje...
- Parece que a minha mãe fez algumas mudanças sem me comunicar.
- Mas essa Jeni é danada! Que bom gosto incrível!
Eu. Mereço. Só pode.
- Mas, e essa cara de depressão? Pode me contar o que está acontecendo, anda!
- Megan, eu prometo que depois da festa conversamos a noite toda, mas agora eu não queria falar sobre isso.
- Ah é? Mas eu tenho certeza que a Kate sabe o que houve com você!
- Por favor Megan, hoje não...
- Amiga me desculpe.
Ela me abraça forte e nesse momento me sinto protegida. Megan tem o dom de me fazer sentir sempre melhor.
- Parabéns amiiiiiiga! Não sei o que houve mas não deixe que nada estrague esse dia tão especial.
- Não tem nada de especial no dia de hoje...
- Será que eu também poderia abraçar a aniversariante?
Aquela voz... meu estômago gela.
- Com licença... - Megan me solta e sai sorrindo de orelha a orelha que nem uma palhaça de circo com aquele batom vermelho sangue. Eu permaneço de costas com meu coração explodindo no peito e um medo absurdo de encontrar com os olhos dele.
- Ei! Amy?
Então me viro e dou de cara com a figura mais esplêndida que já vi de Jack. Desnecessária tanta beleza e elegância. Só pra terminar de foder com a minha vida. Mas tá bom. Beleza. Vamos fazer o que precisa ser feito.
- Oi Jack.
- Posso?
- Não. Aqui ta cheio de gente. - ele tenta chegar perto para me abraçar mas eu recuo.
Olhando em seus olhos, é tão difícil imaginar as coisas que Jeni me contou...
- Você está bem? Tem dias que não nos vemos, estava ansioso em te ver e você parece que não queria estar aqui.
É. Eu não queria estar aqui.
- Não é nada. Eu só passei por muito estresse nos últimos dias.
- Me perdoe por não estar ao seu lado, mas estou tendo sérios problemas com a editora em Londres.
- Me desculpe Jack, mas preciso cumprimentar a todos. Depois nos falamos. Com licença.
Assim que me viro, apresso o passo e vou em direção a pista de dança, mas Jack corre e começa a andar ao meu lado:
- Amy, que porra está acontecendo com você? Nitidamente você não está bem.
- Nada que seja da sua conta.
- Ahhhhh mas é da minha conta sim. Estou no salão da casa principal te esperando.
Ele pega o meu braço e me vira bruscamente:
- Você tem 5 minutos. - Tem tantos sentimentos em seus olhos... tantas coisas vem em minha cabeça durante esses segundos. E percebo que não posso evitar Jack depois de tudo que prometemos um ao outro. Eu preciso falar. Preciso falar que desisti de nós, que não confio mais nele e que não quero destruir minha família. Preciso dizer tudo à ele principalmente depois de todos os planos que fizemos...
5 dias atrás...
Na manhã que Jack se declarou dizendo que me amava e que faria qualquer coisa pra ficarmos juntos, nos encontramos mais tarde na fazenda de sua mãe - lugar onde estou nesse momento - e planejamos nosso futuro como dois adolescentes apaixonados.
Ficamos debaixo de um pessegueiro incrivelmente florido e que mais parecia uma pintura de tão perfeito.
- Não quero que mude sua vida por minha causa. Você já tinha seus planos e também tem a questão da minha mãe. Isso ainda me incomoda.
- Com relação a Jeni, tem muita coisa que você não sabe mas prefiro não falar ainda sobre isso. E mudar para Amsterdã... tenho certeza que posso me adaptar facilmente - ele sorri carinhosamente e me abraça forte. - Conheço algumas pessoas que trabalham na Universidade de Amsterdã. Acredito que eu consiga um bico lá - fala despretensiosamente e eu gargalho, sentando-me encostada ao tronco. Ele senta-se a minha frente.
- Um bico? Com seu currículo você consegue ser Reitor se quiser! Jack, você é muito fofo. Admiro muito sua humildade perante suas incríveis qualidades.
- Você deve gostar muito de mim para ver incirveis qualidades aqui...
- Você tem infinitas qualidades Jack! Não se menospreze! E eu não gosto muito de você. É muito mais que isso. Eu te amo.
- Eu te prometo sempre o melhor de mim Amy. Eu...Eu amo você.
- Amy minha querida! Parabéns! Finalmente consegui chegar até a aniversariante!
- Obrigada Sra. Weiss. Eu que agradeço por você ceder sua casa pra essa bagunça toda.
Digo meio sem graça à mãe de Jack. Ela me da um forte abraço e percebo o quanto estou precisando disso. Uma lágrima escapa no momento em que aquela senhora baixinha, rechonchuda e muito elegante me olha profundamente e fala baixinho, próxima a meu rosto.
- Há tempos não vejo Jack tão animado com alguma coisa. - Ela arregala seus olhos verdes e reforça - Há muito tempo. Obrigada.
Obrigada? Obrigada pelo que?
Por ter bancado essa puta festa? Agora... confusão total.
- Que isso Sra. Weiss! Eu que agradeço ao Jack e à senhora por tudo isso! Está tudo maravilhoso.
- Não precisa agradecer nada. Agora vá aproveitar sua festa!
Dou-lhe mais um abraço caloroso e vou em direção ao salão principal. Em direção à Jack Weiss.
De longe o vejo com os braços cruzados e a cara fechada encostado na porta. Mal consigo piscar e sinto como se eu fosse desmaiar a cada passo. Sorrio cumprimentando algumas pessoas no caminho com total consciência de que meu sorriso está mais plastificado que a cara da Elza Soares. Conforme me aproximo começo a duvidar se vou conseguir falar tudo o que Jeni me pediu. Sua expressão séria está mexendo gravemente com meus hormônios e percebo que estou suando frio e minhas mãos parecem cubos de gelo.
- Só um minuto da atenção de todos, por favor! Amy! Amy querida!
Paraliso diante do som da voz de Jeni amplificada por todo o ambiente. Permaneço parada olhando Jack, onde apenas olha em direção ao palco e balança a cabeça negativamente.
- Amy! Aqui meu bem! Por favor, venha até o palco para receber sua primeira surpresa!
Me viro e vou até ela, que me olha com o maior sorriso do mundo, mostrando todos os seus dentes e toda sua raiva.
Aquela mulher estranha está de volta.
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