11. POV Jack (cap. 5 ao cap. 7)

- Mas que merda está acontecendo com você? Eu to te esperando há mais de uma hora lá embaixo e você de "bainho" tomado deitado nessa cama?

- Da um tempo Jeni. To explodindo de dor de cabeça. E apaga a porra da luz!

- Meus Deus Jack! O que está acontecendo? Tudo bem que você nunca foi muito romântico, mas não precisa me atacar desse jeito! Eu não posso falar nada que voc...

- Da um tempo Jeni! Ta surda! Me deixa em paz! Eu to farto disso, não aguento mais! Vou dormir no escritório.

Me levanto enfurecido e pego um travesseiro.

- Não baby! Me desculpe, por favor! Não me deixe sozinha na cama! Por favor, fica!

Ela me agarra e me puxa para perto, mas minha cabeça roda, me sinto enjoado e mesmo já tendo passado mais de hora que eu tenha quase cometido uma loucura com Amy, não consigo tirar isso da cabeça.

Depois que explodi num desabafo descontrolado, agarrei-a pela cintura e senti todo o seu calor. Aquele perfume... porra, não consigo deixar de sentir seu cheiro. Envolvi-me completamente por aquele corpo frágil e quente. Ela era tão pequena comparada a mim... Quando pressionei meu pau em seu corpo, ela derreteu num gemido exasperado muito próximo a minha boca, entretanto, como se eu tivesse tomado um choque, soltei-a e implorei que se afastasse de mim. Fui direto para o banheiro me liberar num orgasmo sofrido, louco de tesão por aquela garota. Mas não foi o suficiente para acabar com a angustia que estou sentindo agora e o ódio por eu me permitir chegar tão longe assim. E o pior de tudo; ser o causador de tamanha dor e decepção que deixei em seus olhos quando sai de seu quarto.

Preciso contar até dez para poder estabelecer qualquer diálogo com Jeni diante do turbilhão de emoções que estou sentindo.

- Por favor Jack. Eu juro que não te encosto, mas fica aqui.

- Então apaga a porra da luz.

¤¤¤¤¤¤

Têm uns três dias que Amy não fala comigo. Poucas vezes aceitou minha ajuda e mal responde a qualquer pergunta que eu faça. Estou me sentindo muito mal por isso e cheguei a pensar que a melhor coisa é me afastar dela. Peguei uma conversa esses dias dela com aquele merdinha do Kevin. Puta que pariu! Tenho que me concentrar para não misturar as coisas e acabar quebrando meu aluno.

Ela combinava de ir a casa dele. Não aguentei e acabei me metendo na conversa:

- Dez horas é muito tarde para ir à casa de um rapaz.

- Eu não perguntei sua opinião sobre a hora que eu saio ou deixo de sair. Você é meu PADRASTO e não meu pai.

Tinha tanta hostilidade em suas palavras que aquilo me assustou. Meu estomago revirou com a possibilidade dos dois transando, o que me fez perder a fome na mesma hora. Talvez ela esteja achando que eu queira me aproveitar dela. Que insanidade. Jamais pensaria assim, e é justamente o contrário que me apavora; quere-la desesperadamente e sempre. Não estou acostumado com esse sentimento e isso me intimida. A única vez que fiquei cego de paixão fodi com a minha vida. Não deixaria que acontecesse novamente.

Mas vou ficar de olho no merdinha. Não permitirei que se aproveite dela.

No dia seguinte, quando ia para o meu quarto ouvi as músicas que Amy costuma ensaiar. Como um imã, fui à beira da porta vê-la por apenas alguns segundos. Precisava disso. A visão dela dançando com aquelas botas de saltos muito altos e uma saia que me faz querer puxa-la de seu corpo é minha perdição. Ela começa a me olhar enquanto dança e meu coração dispara. Não consigo ir embora e rezo mentalmente para que ela não cometa nenhuma loucura. Eu estava pronto para ela. Mas em vez disso, ela vem até mim extremamente provocante e pergunta muito cínica:

- Perdeu alguma coisa aqui professor?

Acho que devia estar com cara de idiota. Ela reprime um sorriso e eu gaguejo ao inventar uma desculpa estupida. Amy estreita os olhos e inicia um sorriso com os lábios. Novamente a sensação de timidez ridícula de adolescente. Por que ela me faz sentir assim?

E quanto mais Amy age assim, mais louco me sinto por ela.

E mais repulsa tenho por Jeni.

- Gosto de ver sua preocupação paterna baby, mas não se preocupe tanto. Minha filha é muito responsável.

- Disso eu sei porque a irresponsável aqui é voce. Eu to falando que ela foi na casa de um cara, já são quase meia noite e voce está calma desse jeito? Qual o seu problema?

Eu precisava terminar minha tese, estava cheio de provas para corrigir mas não sairia da merda daquele sofá enquanto Amy não chegasse.

- Eu já conversei muito com Amy sobre educação sexual. Não se preocupe com isso. Ela tem juízo! Deixa a menina viver, aproveitar a vida!

- Eu não to ouvindo isso... Puta que pariu Jeni, voce é completamente louca.

- E voce está obcecado na segurança da Amy. Assim não vou querer ter filhos com voce não, viu?

Ela pisca pra mim e eu sinto uma preguiça imensa em continuar aquilo.

- Mas quem falou que eu quero ter filhos?

- Eu sempre quis ter um filho seu!

- Não seja ridícula Jeni! Voce sempre quis foi o meu dinheiro.

- Jack!

De repente a porta se abre de supetão

- Boa noite família! Gente vocês já viram a lua? Está incrível!

Eu fico olhando aquela alegria toda e a raiva vai tomando conta de mim. Começo a inspecionar ela procurando algum indício de sexo.

Meu Deus. Estou ficando maluco.

- Boa noite. Como foi com seu amigo? Teve juízo?

- Sempre tenho mãe. - Amy pisca para Jeni e passa seu olhar por mim sorrindo de orelha a orelha. Será que aconteceu alguma coisa com eles? Será que ela gostou? E se ele foi bruto com ela e a machucou?

Jack, Jack... voce não está bem, cara!

- Familia, estou muuuuuito cansada. Preciso dormir até as 10 amanha para me revitalizar. Beijinho pra vocês!

Ela sobe a escada correndo e eu penso se seu tornozelo já está melhor.

- Vou dormir também.

- Então eu também vou. Vou fazer o que aqui sozinha?

Já no quarto coloco uma bermuda e desço novamente para trancar as portas. Na volta, vejo uma iluminação fraca vindo do quarto de Amy e me aproximo. Ela está tocando piano. "One" do Metallica. Aquela música me traz recordações tristes do meu tempo de escola mas também uma lembrança doce de quando eu e Amy a tocávamos juntos no teatro da escola. Me afasto sentindo uma melancolia que há muito não sentia.

Mas assim que entro no meu quarto ela dá lugar a outro sentimento: tesão.

- Voce está muito tenso baby... precisa relaxar mais.

Jeni está nua com apenas uma meia na metade das coxas e um sapato de salto alto. Seus cabelos espalhados nos ombros e um batom vermelho completam um visual afrodisíaco. Eu queria não sentir o desejo que sinto quando olho para seu corpo, mas não consigo. Voo em seu pescoço e aperto com ardor seus seios. Chupo cada um e mordo seus mamilos. Empurro-a para a cama com fúria e começo minhas ordens:

- Fica de quatro.

- Ai baby, adoro quando voce fala assim.

- Cala a boca vadia. Quero te comer em silencio, sem ouvir sua voz insuportável.

- Baby! Assim vou gozar só de ouvir sua voz... voce sabe como me deixar louca né...

Porra! O pior é que ela curte isso.

Tiro a bermuda e meto forte e profundo. Bato em sua bunda ate que fique vermelha. Nessa hora é impossível pensar em Amy. Nunca imagino ela nessa situação. Jeni tem seu primeiro orgasmo e eu aproveito seu liquido para começar um sexo anal. Quando começo um vai e vem lento e Jeni apenas suspira ainda com espasmos pós-gozo, ouço um suspiro reprimido e sinto o cheiro de... Amy. Dou mais umas estocadas e me levanto. Assim que viro, a vejo paralisada sob a escuridão. Quando entrei no quarto fiquei tão atordoado que me esqueci de fechar a porta. Mas ver Amy olhando para o meu pau daquela forma... era a coisa mais excitante que já me aconteceu. Ela me devorava com os olhos famintos de tesão por todo o meu corpo. Imaginei o quanto ela estava molhada e pulsando entre suas pernas. Resolvi me vingar do atrevimento dela comigo mais cedo:

- Perdeu alguma coisa aqui Srta. Clarck?

Ela não respondeu, apenas negou com a cabeça e continuou me olhando nos olhos.

- Vá dormir Amy. Boa noite.

Deleito-me com seu constrangimento diante do prazer que demonstra sentir. Volto para o sexo anal louco para gozar pensando nos olhos desejosos mais doces e selvagens que já vi.

¬¬¬¬¬¬

Acordo cedo precisando me exercitar e colocar a cabeça no lugar. Correr e me entregar ao piano são as únicas coisas que me relaxam completamente. Sendo assim, consigo pensar e restabelecer o equilíbrio que ando perdendo com muita frequência ultimamente.

Volto louco para tomar uma ducha quando vejo Amy indo para o banheiro com uma rapidez esquisita. Resolvo mexer com ela querendo ver como está depois do que viu ontem. Ela está aérea e ainda constrangida. Fico excitado ao constatar isso. Acho estranho ela acordar cedo sendo que é uma dorminhoca de marca maior. Me fala alguma coisa sobre enxaqueca mas creio que não seja o real motivo. Assim que pergunto se ela se importa que eu use seu banheiro para tomar banho, pois o meu chuveiro está queimado, ela encara meu peito e paralisa com algum pensamento que posso imaginar o que seja.

- Amy?

- É... não, claro que não. Eu não vou demorar. É só pra...
- Aliviar...
- Isso! Aliviar... a enxaqueca.

A imagem dela se tocando invade minha mente e me retiro antes que essa situação se torne embaraçosa para mim também.

Até chegar ao inferno - lugar onde me encontro nesse momento - Amy me provocou em todos os momentos possíveis.

Durante o almoço, ela debruça na mesa para alcançar a travessa de salada que está próxima a mim. Sabendo ela que seu vestido cederia ao seu movimento, vejo seus seios fartos e deliciosos deixando meu pau desconfortável na cueca apertada demais para a excitação crescente. Seu sorriso no canto de sua boca demostra uma intenção proposital.

Depois, Jeni me enche o saco para ir à boate e por mais que eu tentasse me convencer de que não gosto daquele ambiente e que nada naquele lugar me interessa, precisava parar de argumentar coisas incoerentes para mim mesmo. Eu estava doido para ver com quem Amy estava.

Começo a imaginar que o merdinha do Kevin está em algum canto agarrando-a e explorando cada parte de seu corpo, então assim que coloco meus pés na Dancer's, vasculho cada canto daquela boate a procura da minha menina. Ao vê-la não muito distante e com um olhar de alegria para mim, meu coração se derrete e me sinto preenchido, esboçando o sorriso mais bobo que tenho.

Ela está incrivelmente sexy e penso que se fosse minha, não sairia com uma saia tão curta e uma bota tão longa. Aquele brilho em seus lábios me dão vontade de prova-la e mais uma vez a imagem de Kevin o fazendo invade minha cabeça.

Estou ficando paranoico. Preciso parar de pensar nos dois juntos.

Após a apresentação brilhante de Amy com sua turma de amigos da escola, inclusive o... ah, deixa pra lá. Merda!

Continuando... agradeço mentalmente ao encontrar alguns amigos de juventude e não precisar encarar aquela maldita pista de dança. Quando vou pegar meu celular para gravar o telefone do Raul, percebo que o deixei no carro. Vou até o estacionamento escuro e deserto quando levo um susto da porra. Amy está atrás de mim toda alegrinha.

- Você bebeu? - pergunto enfurecido.

- Só... um pouquinho. - ela bebeu pra caralho.

- Voce não está acostumada, por isso está tonta.

- Ei! Eu não estou tonta porra nenhuma! - Muito tonta.

- Por que bebeu Amy? Voce não precisa disso. A bebida tira o nosso controle e isso nunca é bom.

Um flash de quando o álcool controlava minha vida passa pela minha cabeça e me sinto levemente enjoado. Ela me responde que precisamos perder o controle e se aproxima muito de mim. Ela consegue tirar meu controle completamente.

- Preciso de respostas professor.

Não me chame de professor, porra! Não assim, tão perto, tão acessível, tão quente. Tiro sua mão do meu corpo já sentindo aquele desejo absurdo.

Respiro fundo para não me deixar abater diante das perguntas tão sinceras que ela me faz. Não posso responder que estou louco por ela e que minha vontade é arrancar sua roupa minúscula e come-la em cima do capô do meu carro. Ela se insinua cada vez mais, pede uma noite de amor e toca em meus lábios. A vontade de chupar seu dedo é contida com um beijo em sua mão, mas o tesão aumenta em proporções colossais quando Amy se dirige a mim segura, quase sussurrando e leva minha mão ao seu pescoço:

- Preciso de voce. Preciso senti-lo no meu corpo porque o meu coração... você já tem.

Ela guia minha mao até seu seio esquerdo e nesse momento sinto que não tenho mais controle. Aperto com desejo, quase explodindo meu pau dentro da calça. Ela geme e fecha os olhos. Meu Deus! Eu preciso dessa garota! Preciso desse corpo. Sua boca entre aberta e aquele brilho em seus lábios me enfeitiçam e antes que eu perca a cabeça de vez, Jeni surge na entrada do estacionamento e chama por Amy. A filha da mãe é esperta e finge um desmaio. Na verdade inicialmente, porque depois que caiu em meus braços, ela adormece profundamente.

O dia D:

Acordei cedo pois tinha uma reunião em Londres com a editora que irá publicar minha tese. Antes passei na minha mae para ve-la e saber como andam os preparativos para a festa surpresa de Amy.

Há um mês, Jeni me pediu para fazer a festa de 18 anos de Amy no salão de festas da propriedade que minha mae mora. Não achei problema nenhum, e ao falar com minha mae sobre isso, ela ficou muito animada e se prontificou a organizar tudo.

- Meu filho, Amy é uma garota encantadora. Ela merece uma festa tão linda quanto ela. E por favor, será maravilhoso eu ocupar meu tempo com algo realmente importante. Não aguento mais ler e fazer crochê.

Mamãe conhece Amy desde pequena, pois é frequentadora assídua do salão da Deyse, amiga de Jeni.

Ao sair da mansão, lembro-me que deixei o pen drive em cima da mesa do meu escritório, por isso, antes de pegar estrada, passo em casa novamente.

Estava receoso de encontrar Amy depois de ter tocado nela de forma tão intima.

Vou até a cozinha pegar um copo de suco quando a vejo parada em frete a geladeira aberta. Como essa garota é sensual, puta merda! De camisola amarela bem curta, aprecio todas as curvas daquele corpo incrivelmente sexy. Como parece estar com a cabeça a quilômetros de distancia, decido implicar com ela.

- Esperando os alimentos saírem sozinhos? - falo em tom descontraído.

- Voce está maluco Jack! Como voce faz isso, heim? Sempre aparece sem ser percebido. Jesus!

Não consigo me conter diante de sua raiva e sorrio. Ele fica ainda mais gostosa assim.

Iniciamos uma discussão onde eu falava na brincadeira e ela estava realmente puta. Quando me enfrenta eu conto até três para não calar sua boca com a minha. Ela se exalta com o meu silencio, mas não consigo responder nada. Se eu abrir a boca será o meu fim, sei disso.

- Quer saber? Eu acho que voce é louco e estou dando graças a Deus por ir embora desse inferno!

Ela se vira para a geladeira e eu fico diante do maior conflito da minha vida: satisfazer todo o desejo que nos consome ou ignorar esse sentimento e cair fora disso tudo antes que eu faça uma merda.

Mas quando ela passa por mim cheia de ódio e seu perfume percorre todos os caminhos do meu corpo... eu simplesmente não posso mais.

Eu preciso fazer essa merda.

Corro atrás dela e seguro a porta de seu quarto antes que ela bata. Amy se vira com muita raiva mas seu olhar ameniza e o tesão toma conta de tudo. Eu estou ofegante por subir a escada correndo porem, principalmente pela expectativa de ter essa garota de uma vez por todas.

- Chega! Eu não aguento mais Amy. Você está me deixando louco!

Nosso beijo foi intenso e cheio de vontade. Aquela sensação de "finalmente". Seus lábios doces demonstravam inexperiência com a minha voracidade, o que me deixou ainda mais excitado.

Eu posso te ensinar, minha flor. Posso te ensinar tudo.

Toquei em cada parte de seu corpo e o prazer que vi em seu rosto já era suficiente para me fazer gozar. O simples toque dos meus dedos na sua umidade fez Amy enlouquecer de prazer. Chupei seus seios e mamilos, ora mordendo ora lambendo cada um. Uma verdadeira delicia. Eu não me cansava das preliminares e poderia ficar explorando seu corpo por horas se fosse possível, no entanto meu pau estava latejando e meus testículos já começavam a doer de tanto tesão. Ela confiou em mim e tentei ser o mais gentil para não machuca-la. Era difícil me conter, pois não estou acostumado a transar com cuidado nem ternura. Contudo, eu queria que esse fosse o momento mais especial na vida dessa garota que tanto virou minha cabeça, pois sem duvida nenhuma, era para mim.

Depois do êxtase, ela deitou no meu peito e ficamos em total silencio, apenas com nossos tormentos e desesperos. Eu não queria que aquilo acabasse, mas era impossível continuar.

Só pensava que essa foi a nossa primeira e última vez.

Ela iria embora em poucas semanas e eu voltaria para Londres. Não havia sentido continuar ali. Foda-se Jeni. Foda-se mil vezes Jeni. Cansei dessa vingança ridícula e sem sentido.

Desejo do fundo do coração que Amy construa uma carreira e seja muito feliz. A tristeza que sinto por não poder ficar com ela não é grande o bastante para destruir seus sonhos. Eu jamais faria isso.

Ainda estou com seu perfume no meu corpo e nenhum banho é capaz de tirar isso de mim, pois sua marca está na minha alma. Sinto isso como a maior verdade da minha vida. Não foi só a primeira vez de Amy. Foi a minha também. A primeira vez que fui gentil. A primeira vez que fiz amor.

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E ai amores, gostaram das revelaçoes??

Deixe um comentario!!! Adoro ler o que vcs estao achando!
Ah, e nao esqueçam da estrelinha ;)
Bjos,

Piper

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