Sereia melancólica
Sereia melancólica desatenta
Cruzando águas imaginárias,
Escuras, frias e lentas,
À deriva de irreais amarras.
Sobrevivendo em mares negros,
Barulhentos entre algas e vozes,
Mergulhos e murros em medos,
Nados em fuga de distorcidos algozes.
Sereia que chora cristais falecidos,
Escova lindos cabelos adormecidos,
Que mergulha no mar de esquecidos,
Que admira olhares mergulhados a infinitos.
As ondas desdobram os impulsos,
Criaturas de agitados pulsos
Correm nas veias antes de surtos,
A sereia sente e empaca, -"são avulsos"
Mas, óh, não se vê barco nesse mar,
Dizem que as águas são de vis amares
Ou dos doces ou também dos amargos,
Mas quem é que bebe água do mar?
《Eu sei que tu também és diluído em mar》
12/01/19
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