Rasa

Sim, sou inconstante, sou rasa,
Leve demais para permanecer,
Ou para esperar o amanhecer,
Antes da aurora, já sou amarga asa.

Talvez minhas intensidades sejam distorcidas
E por inércia ou por confusão,
Que entendo eu de rasidade ou de margaridas?
Com quais profundidades mede-se um coração?

Minhas entranhas não gostam de esperar,
Nem do fogo consumir, ou a primavera florir,
Elas gostam de loucuras e também de pazear,
Não vou negar, eu também gosto de sentir.

Então, de que me vale essas
Intensidades estranguladores as quais preferem?
Prefiro rasidade, ou coisas dessas,
Mas não essas sensações as quais defendem.

20/02/19

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