Moço, que mundo é este?
Eu não entendo velórios tão cheios,
Se os vejo tão só nas suas outras inúmeras mortes.
Moço, eu acho tudo estranho e estranhos,
Entre terra e olhos castanhos,
Ninguém nunca me explicou porque vive a hipocrisia,
Alguns dizem que a cura é a poesia,
Ou a cortesia, ou a harmonia
E outras "ias".
Moço, porque meu sangue está tão sujo e pesado?
Carrego eu as Dores do Mundo,
Ou outra obra de Schopenhauer em mim?
Isto é meu fim?
Mas moço, aquele homem de asas me disse que o fim é um novo começo,
Eu acredito ou agradeço?
Que faço eu num mundo colorido?
Sem minha alma é cor niilista,
Com nuances absurdistas,
Talvez com tons existencialistas.
Moço, eu tenho um mar de melancolia a oferecer a esse mundo... (óh, isso é tudo)
Navegar é preciso, diria Pessoa,
Mas se tratando de melancolia,
Eu quero é mesmo me afogar.
15/02/19
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