Medo

Sangue, já fogo gelado,
As pálpebras temerosas,
O gosto, pesar pesado,
Vil fúlgidas numerosas.

Que há? Por Deus! O que é?!
Desse corpo que repulsa,
Sua ordem incerta é,
O que será de alma avulsa?

Temor, que apraz no tremor,
Que mal possa então ser eu?
De quê vale meu temor?

Há quem chame isso de medo,
Coisas que fogem, fulgor,
A quem dirijo segredo?

*Soneto em redondilhas maiores*

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