Escravos
Um homem sem convicções passa a vida honradamente -
Carlos Drummond de Andrade
Escravos modernos
Com subordinações antigas,
Mãos livres,
Pés atados,
Amarrados,
À algum chão
Solo de ideologias
Ou/e de fixação.
Escravos cegos
De boa visão,
Escravos mudos
De bocas falantes,
Escravos surdos
De audição apurada.
Procuram entretenimento
E chamam isso felicidade,
Procuram paixões
E chamam isso amor,
Procuram zonas de conforto
E chamam isso paz,
Procuram suprir vaidades
E chamam a isso viver.
E a carta de alforria, meu povo?
Talvez esteja nas vísceras,
Impregnada no sangue carmim,
Que tu se quer sente nas veias.
O que são tuas algemas, ó escravo?
Ferro de certezas corruptíveis e ventosas,
Cobre de convicções das mais venosas.
Ah! escravos coloridos
Andando à séculos altos
Vestidos de falsas liberturas,
Escravos da "internidade"!
Afinal, quem pode nos dizer o que é liberdade?
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