Água e sal

Ó mar que corre ligeiro nas epitelias,
Por causas estranhas e nem tão férreas -
Meu peito desmoronou, inundou,
Enfim, um ser que se afogou.

E não reconheces meu mal,
Tão pouco eu o tal,
Se meu peito dispara,
Eis a vítima: o ser que vos fala.

O sangue fervendo em fogo brando,
Rasgando minutos, continuando,
Circulando o que as palavras não falam,
Do que esse amargos sentir calam.

Ah se o véu da realidade cobrisse tudo,
Fora seria meu sentimento mudo,
Já eu não poderia curar meu mal,
Machucado se resolve com água e sal.

17/12/19

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