\\Capitulo 52 - bônus parte 2
Estou aqui sem você, amor
Mas você ainda está em minha mente solitária
Eu penso em você, amor
E eu sonho com você o tempo todo..
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Depois que deixei aquele desgraçado do governador Ferreira agonizando no chão, entrei na viatura do pessoal do Bope, do batalhão da Ava, e fui pra o hospital novamente ficar com ela e a família toda. Minha cabeça está muito mal, eu nem consigo raciocinar o que estou fazendo, mas confesso que pela minha filha eu faço tudo. Eu sabia que não podia ter feito o que eu fiz com o merda do Ferreira, mas eu sabia que ele estava por trás do atentado contra a Ava. Ele tem culpa no cartório, Ava não queria participar do complô dele e da sua corja inteira de sangue sugas que só quer estorquir a população das comunidades carentes afim de obter votos, e se reeleger.
Ela havia me contado o que ele queria que ela fizesse a dias atrás. Ele queria envolver os policiais do Bope nas suas tramóias, Ferreira queria envolve-los nas questões eleitorais, e a Ava achou isso um absurdo e abuso de poder. O Bope não faz parte de politicagem não e eles não entendem. Com isso, a Ava havia me contado sobre essa carreata que ele queria fazer no morro com a ajuda dela. Agora, o único problema é que a ajuda era fazer negócio com os bandidos para não obter mortes, isso fez Ava pirar. Até eu iria! Policiais que faz trato com vagabundo são policiais corruptos.
O que me deixo indgnado também foi sabe que o comandante Renan está no meio disso tudo, juntamente com um outro policial, o sargento Morais. Eles são um bando de demônios querendo se dar bem fazendo o errado, e como a Ava não admite esse tipo de coisa, eles armaram contra ela. Eles fizeram tudo de caso pensado.
O que eu fiz com o Ferreira pode me resultar em processo, mas eu não ligo e não estou nem aí, quero mais é que ele enfie esse processo de agressão no rabo dele. Agir na covardia ele sabe! O que mais me deixa puto, é que Renan é filho daquele traidor do Junqueira, o pai dele foi o desgraçado que se enfio na minha família, me viu crescer e se fez de bonzinho e um cara legal para atacar feito uma cobra traiçoeira. Ele sequestrou Gabriela, me deu a porra de um tiro. Renan é igual a ele, e deve ter crescido com um só objetivo, tenta acabar com nossa família, fazer o que o pai dele não conseguiu fazer. Mas, o mesmo tá muito enganado que eu vou deixar isso acontecer.
Eu lutar até o fim, agora essa briga é pessoal! O foda é que a mídia já sabe o que aconteceu, já estão enfrente aqui no hospital querendo informações do estado de saúde de Ava, mas eu quis da entrevista por que tô sem cabeça.
Enfim! Agora nesse momento, acabei de chegar no hospital novamente, fui ver notícias do sargento Pereira, por que ele é amigo de Ava e ele também sofreu a atentado. Assim que cheguei no andar dele, vi os seus familiares, a mãe dele veio falar comigo, chorou e o pai também. O pai dele é um cara do bem, pediu para que eu fizesse tudo o que tivesse ao meu alcance para vinga o que fizeram com nossos filhos, e foi exatamente isso que eu garanti a ele.
Em seguida, eu fui para o andar onde minha filha está sendo tratada e logo vi metade dos meus familiares. Ainda não tem todos aqui por que é tarde, já são quase 00:30. Antes de eu ir fazer a visitinha ao governador de merda, eu fiquei aqui que nem um condenado a espera da notícia de Ava, Miguel havia demorado muito para terminar a tal cirurgia. Fui nervoso, mas não posso culpa-lo, era a sobrinha dele que tava ali sendo operada, ele deve ter sentido muito por isso. Eu entendo! Porém, a única coisa que me consola agora, é o amparo da família, da minha esposa e das minhas outras filhas.
Nesse momento, estamos em uma sala que é de descanso, há poltronas para que possamos descansar, são aquelas que se inclinam e que suspende uma parte inferior, virando praticamente uma cama. Há cadeiras também, um bebedouro, um banheiro e além disso há um frigobar.
Minha esposa Gabriela está em uma das poltronas sentada com um olhar perdido, Zoe e Íris estão ao lado dela em outra poltrona. Uma segura a mão da mãe de um lado e a outra do outro lado. Ambas estão com uma carinha de partir o coração também. Zoe é a que chora mais, mesmo com um olha perdido, eu posso ver as lágrimas em seus olhos, elas escorrem como uma cachoeira em uma cascata. A Íris está com os olhos inchados e vermelhos, a mesma chorou muito, mas agora ela tá mais calma, Vicente me disse que a enfermeira deu um calmamente para ela e para minha esposa, por que elas não estavam suportando mais.
Em suma, quem não está nada bem é Amélia, ela chora silenciosamente, tá com um olhar perdido, ele está fixo no nada, como se ela tivesse lembrando de alguma coisa entre ela e Ava. Suas lágrimas descem constantemente e ela as limpa com uma mão, enquanto sua outra mão está no queixo. Estou com muita pena dela, ela realmente ama a minha filha, se algum dia eu duvidei disso, essa dúvida caiu por terra nesse momento.
Zoe se levanta e vai na direção dela a olhando com carinho, porém ainda tá muito triste.
— Amélia, você precisa comer alguma coisa...— Zoe diz se agachando entra às pernas de Amélia após ter dado seu apoio a mãe.
— Eu não estou com fome Zoe, eu não consigo engolir absolutamente nada — Amélia diz abatida e com os seus olhos inchados ainda com um olhar perdido.
Os olhos cor de mel que tanto minha filha Ava ama, quando ela me falou de Amélia, a primeira coisa que me disse foi sobre seus olhos, como os mesmos são lindos. Segundo Ava, quando viu a Amélia pela primeira vez, ela havia se apaixonado por ela pelos olhos e logo depois se apaixonou por tudo que ela fazia, pelo jeito de ser e pelo jeito que ela a tratava.
— Eu concordo com a Zoe Amel, você e os meus pais não comem já faz mais de cinco horas..— Íris diz cabisbaixa com a voz rouca de tanto chorar.
— Eu sei Íris, obrigada! Mas não estou com fome, eu só quero a Ava, só quero ela aqui comigo..— Amélia diz e chora silenciosamente.
Como eu ainda estou parado na porta da sala, vou me aproximando com os passos devagar. Assim que elas notam a minha presença, me olham e eu me sento em uma das poltronas.
— Cadê Caio e Vicente? — Pergunto curioso, tentando me manter calmo.
— Eles foram em casa buscar algumas coisas para a gente com os seguranças da família pai — Zoe diz calmamente.
— Tudo bem! — Respondo cabisbaixo.
— O senhor também não quer alguma coisa não pai? Não comeu nada! — A Zoe diz preocupada.
— Não, filha! Não quero! — Respondo triste.
Olho para minha esposa, a Gabriela, e a vejo ela cochilando agora, então vou até ela e me deitou ao seu lado. Puxo ela pra que possa deitar no meu peito e assim ela faz. Gabriela aconchega no meu peito e eu beijo sua testa. Sinto o meu coração muito despedaçado por vê-la assim.
— Pai..— Zoe me chama e eu a olho de lado fazendo um cafuné nos cabelos de Gabriela, sua mãe.
— Oi filha..
— Para onde o senhor foi mais cedo?
— Eu fui atrás daquele governador de merda. O Ferreira! — Respondo com muito ódio dele.
Só de falar desse merda, sinto o meu sangue ferver. O ódio grita por cada parte do meu corpo. Mas, eu não fico assim só pelo Ferreira, fico assim por causa da corja dele toda. O Renan e o sargento Morais estão na lista.
— E o que o senhor fez? Acabaram de me enviar uma mensagem, o acessor dele disse que vão processar o senhor.
— Não estou nem aí, estou pouco me fodendo para ele e para o processo, e digo mais..diz para eles que podem vir por que não tenho medo de processo nenhum — dou de ombros — meti a porrada naquele desgraçado!
Não estou nem aí para essa porra, se eles quiserem continuar com isso, eu tô pronto para tudo. Eu tenho poder suficiente para enfiar eles na cadeia bem antes dele me enfiar essa porra desse processo. Deixa eles virem! Eles não me conhecem, não sabem do que eu e minha família somos capazes.
Por minha filha eu faço tudo, viro um bicho. Mas, não tem problema não, o que é deles estão guardados. Vou fazer Ferreira, capitão Renan, e o S. Morais sofrer coisas nunca experimentadas.
— Pai, esse cara teve haver com o que fizeram com a minha irmã?
— Não tenho dúvidas...
Zoe fica calada, mas pelo seu olhar eu posso entender que ela também quer a justiça pela sua irmã, assim como os nossos familiares. Mas, de repente, eu saio dos meus devaneios ao ouvir um barulho no corredor, alguém está no mesmo falando muito alto com nossos seguranças. Então, deixo Gabriela na poltrona ainda adormecida e sigo até lá com Zoe e Íris.
— Me deixem passar!! — Diz Mônica, a ex-namorada de Ava — Eu exijo que vocês me deixem passar, seus idiotas!
Eu não estou acreditando que ela esta aqui causando confusão. Depois que a Ava terminou com essa menina, ela se deu o trabalho de fazer a vida dela um inferno. Ava não tinha paz ela fazia as coisas tudo errado para obter o amor da Ava de volta. O que as duas tinham não era saudável. Só que, depois que Ava conheceu Amélia, tudo ficou bem, ela estava até mais calma. Mas, agora a Mônica está aqui causando confusão no hospital. Se ela queria notícias, era só ligar, ou então pedir a informação sem precisar causar alvoroço.
— Mais senhorita, nós precisamos ter autorização do Dr.Gael para deixa-la passar — diz Hélio, o meu segurança barrando a passagem dela junto com os dois seguranças.
— Pois vá chamá-lo, eu exijo que vá chama-lo, por que eu quero ver Ava, quero saber como ela está — ela diz com exigência.
Fico parado observando tudo com as mãos no bolso da calça, a Zoe e a Íris estão do meu lado de braços cruzados com caras de quem desaprova esse tal comportamento da ex da irmã.
— Mais o que diabos está acontecendo aqui? — Digo ríspido — Mônica, o que está fazendo aqui? — Completo com o olhar duro, me aproximando.
— Seu Gael, por favor..eu só quero vê a Ava, eu quero saber como ela está!
— A Ava está internada no CTI, não tá acordada, está em terapia intensiva.
— Meu Deus! — Mônica diz chorosa e tenta passar pelos seguranças — Eu só quero vê-la. Só quero vê-la, por favor!
— Você não ouviu o que o meu pai disse? Ava está no CTI, e lá não pode entrar assim, já passou do horário de visitas, o CTI já está fechado, fofa! — minha filha Zoe diz com desdém para a ex cunhada.
— Mônica, por favor! Não causa mais problemas, a gente está passando pelo pior momento das nossas vidas, não deixa as coisas mais complicadas — a Íris diz em suplica, tentando apazigua a situação.
Mas, de repente, Amélia sai de dentro da sala de descanso, ela vem pra perto de nós três e o semblante de Mônica já muda instantaneamente, ficando com muita raiva. Ah caralho! Agora fudeu de vez! Eu só espero que não role uma briga aqui, hospital não é lugar dessa porra.
— Ah, agora já entendi tudo! A nova namoradinha está presente, por isso não me deixam passar. Pois saibam, que eu estou nem aí, essa ruiva não vai me impedir de ver minha mulher — Mônica diz enraivecida cruzando os braços e batendo o pé no chão com os seus saltos espalhafatosos.
Eu não tenho nada a dizer sobre essa garota, por que eu nunca me meti na vida amorosa da Ava, mas eu nunca aprovei o jeito que ela agia com Ava, nem sua personalidade, que é de uma pessoa cheia de não me toques, e nem seu jeito de se vestir. Ela é muito cheia de mimimis, cheia de novidades, toda não me pegue e não me toque, e nem tem esse dinheiro todo que Ava e toda a nossa família sempre teve. Ava é tão humilde, tão humana. Essa Mônica já até humilhou a Nola, a empregada da casa dela, alguém de confiança que eu pus lá, pra cuidar das coisinhas dela.
Por causa desse fato com a Nola, Gabi, minha esposa, nunca gostou muito de Mônica. A minha mulher é de origem humilde, odeia esse tipo de coisa e ela adora a Nola, então obviamente que ela iria reprovar essa situação, e eu também.
— Quem é essa mulher? — Amélia diz triste, porém confusa olhando pra Mônica duramente.
Da para ver nitidamente que Amélia é ciumenta assim como minha filha, a Ava é assim. Porém, eu percebo que Amélia é muito calma e tranquila.
— Essa mulher, é a namorada de Ava..— Mônica diz provocativa.
— Ex-namorada, você quis dizer, não é queridinha? — Zoe diz duramente.
— Que seja! Mas, o fato é que quero vê-la, e não vou embora sem fazer isso entenderam? Não importa o que vão dizer, eu não vou embora daqui...
— Mônica, por favor! Eu prometo que darei notícias, vai para sua casa, vai descansar e amanhã você volta um pouco mais cedo para vê-la lá no CTI — Íris diz ainda tentando apaziguar a situação.
Eu não digo nada, fico calado apenas observando tudo.
— Eu não vou para casa, eu quero vê Ava agora.
Amélia se aproxima dela com passos lentos e as duas ficam entre os três seguranças. Ficam frente a frente.
— Olha aqui, eu não te conheço e nem quero conhecer. Mas, pelo que estou vendo, você é uma pessoa ruim, você não está respeitando a família da Ava e nem o momento delicado que eles estão passando. Se você pelo menos tem um pouco de humanidade, vai embora..
— Olha aqui sua ...
— Olha aqui você, eu exijo que vá de uma vez por todas embora. Não vou deixar que faça a família da minha namorada sofrer mais do que já estão sofrendo. Vai embora daqui antes que eu perca a paciência e te ponha para fora com minhas próprias mãos. Vou perder a classe e fazer você sair...
— Tudo bem, sua ruivinha sem sal, eu vou embora, mas fique sabendo que eu não vou desistir. Ava é importante demais para mim aínda. E eu sei que ela não me esqueceu, o que tivemos foi mágico, ela só esta com você por que brigamos — Mônica diz com um certo deboche provocando a minha nora.
— A Ava não estava mais com você quando a gente se conheceu, e isso significa que ela não tava feliz ao seu lado. Mas, quando iniciamos o nosso relacionamento, eu percebi que a Ava finalmente encontrou a felicidade em mim, então pare de tentar envenenar o que a gente construiu, por que meu amor por ela é verdadeiro e eu sei que isso é recíproco. Ava me ama...
— Ama? Claro que não..ela..
— Chega! Sai daqui Mônica, você não é bem vinda aqui. Some de uma vez — diz Zoe brada irritada.
— É, vai Mônica, é o melhor que você faz — Íris diz suplicamente com um olhar duro para a ex cunhada.
Com isso, Mônica vai embora com um semblante irritado. Mas, pelo menos ela seguiu o rumo dela, indo embora de uma vez por todas.
— Amélia, não liga para o que Mônica disse, minha filha jamais iria continua com ela, pois a relação delas estava de certo modo muito complicada.
— Tudo bem, seu Gael, o senhor tem razão, mas eu confesso que fiquei um pouco preocupada, por que não quero essa mulher entre mim e a Ava.
— Fica tranquila, se Mônica aparecer de novo, eu não vou deixar ela chegar perto de você e nem da Ava.
— Obrigada seu Gael!
— Por nada, Amélia! Ah, eu queria te falar um outra coisa..
— O que?
— Se caso se sinta angustiada de ficar lá na casa de Ava, devido o que houve, você pode fica na casa das meninas, ou na casa de Zoe, ou na de Íris, ou se quiser fazer companhia a Gabriela, eu mando buscar suas coisas e você fica lá em casa.
— Obrigada por se preocupar comigo, mas eu acho que prefiro ficar lá com a Nola, talvez ela precise de companhia.
— Tudo bem, tranquilo! Mas, já falei com ela e ela disse que também quer ficar lá com as coisinhas de Ava.
***
Dias depois...
Hoje faz duas semanas que a Ava saiu da CTI, graças a Deus ela reagiu muito bem ao tratamento da lesão em suas costas devido ao tiro que sofreu. Ela também teve uma boa reação com os medicamentos que Miguel receitou a ela. Nesse período que ela estava no CTI sendo tratada, fui atrás do Renan, mas aquele desgraçado é escorregadio e deu um jeito de se esconder, mas eu não vou desistir, vou continuar com as investigações, eu não vou parar até conseguir acabar com esse cara e com a corja dele.
Também nesse tempo, Ava recebeu a visita de Nola, alguns colegas policiais do seu trabalho e o mais inesperado, o seu mascote, o Scott Mancini. Seu pet pastor alemão que trabalha com ela nas operações, tenho certeza que se ele estivesse com a gente, no dia que ela sofreu o atentado, nada disso iria ter acontecido. Scott já salvou a vida da minha filha muitas vezes, assim como a minha falecida Suzy, minha eterna companheira de Guerra. Acho que ele sentiu que a sua dona havia sofrido alguma coisa, por que ele fico chorando com a cabeça nas pernas de Ava assim que entrou no quarto. Isso prova mais do que nunca que todos os animais tem sentimentos, cachorro principalmente.
Infelizmente Ava ainda não acordou, e isso acaba comigo e com a família toda, mas eu não perco as esperanças, Miguel, meu primo, se tornou um dos melhores cirurgiões da cidade, e por isso eu sei que ele vai salvar a minha Ava. Minha nora, Amélia ainda está muito abatida, ela está com uma cara de quem não dorme a dias, está magra e seus olhos só andam vermelhos. Ela está o tempo todo ao lado de Ava, teve um dia que eu fui lá, e vi ela sozinha no quarto com Ava. Ela falava coisas perto do ouvido da minha filha, e de certo modo até sorria enquanto uma lágrima descia dos seus olhos. Ela tava segurando a mão de Ava e dizia que a ama, e que vai estar sempre lá, até ela abrir os olhos. Que não vai sair do seu lado em momento nenhum.
Isso foi tão lindo, quase chorei vendo isso!
Hoje é sexta, e como eu estou com os meus antigos colegas de trabalho em um processo de investigação contra os milicianos, eu recebi um convite para ir em uma CPI, (comissão Parlamentar de Inquérito) é uma investigação que é conduzida pelo Poder Legislativo, e que transforma a casa parlamentar em comissão para ouvir depoimentos e tomar informações diretamente. Eu ouvi muito da minha esposa que se eu fosse fazer o meu discurso, que eles ia ficar no meu pé e ela tá com medo, só que eu já garanti a ela que vai dá tudo certo, e que vou finalmente iniciar a minha vingança.
Agora nesse momento, estou no meu quarto, quer dizer, meu e da minha morena maravilhosa, Gabriela, Deus sabe como ainda sou completamente apaixonado por ela, e vê-la sendo tão forte com o que aconteceu com nossa Ava, só fez amadurecer ainda mais o amor e paixão que temos um com o outro. Estou arrumando o meu terno Armani preto, quando Gabriela surge na porta do quarto.
— Amor, já estou indo para o hospital com Amélia, Zoe e Íris!
— Oi amor, tudo bem! Eu vou depois do meu discurso naquela CPI daquele secretario de segurança que te contei ontem — digo calmamente no closet me olhando através do espelho.
Com isso, Gabriela se aproxima, pega a minha gravata que está em cima da minha poltrona e ao chegar perto de mim, ela põe e arruma a gravata no meu pescoço.
— Amor, acha que esse discurso vai ajudar em alguma coisa? — Gabriela diz dando o nó na gravata.
— Não sei amor, só sei que eu não vou deixar barato o que fizeram com Ava, a nossa filha. Você me conhece, e sabe que eu vou até o fim.
— Eu sei meu amor, mas é que tenho tanto medo de que persigam nós e a nossa família — minha esposa diz com um semblante preocupado e logo finaliza o no da gravata.
— Gabriela, olha para mim..— toco no seu queixo com carinho, a fazendo me olhar nos olhos.
— Hum...
— Você confia em mim, querida?
— Mais do que em mim mesma, meu amor! — Gabriela diz, sem hesitar me olhando fixamente nos olhos.
Isso me passa uma puta segurança, eu amo demais essa mulher!
— Então fica tranquila! Vai dá tudo certo, meu amor!
— Já deu! Te amo moreno!
Um sorriso leve se abre em seus lábios e nos meus também, esse sorriso foi o primeiro em dias desde o dia que teve a tragédia com nossa filha, a Ava.
— Também te amo minha morena!
Aproximei meus lábios da mulher da minha vida e deu um beijo cheio de amor e paixão. E segui para a bendida CPI escoltado por meus seguranças.
***
Por um bom tempo eu até pensei que o sistema estava ajudando o Bope uns anos atrás, mas aí eu percebi que tava muito enganado, era o Bope que tava ajudando o sistema sem saber. Minha época de comandante, eu quebrei por um bom tempo tráfico de drogas essa porra de milícia. Mas, como nem tudo são flores, tudo deu errado. Com isso, eu cheguei a conclusão de que se você quer ser um policial no rio de janeiro, você tem que escolher, ou se omiti, ou se corrompe, ou vai para guerra. Essa última opção eu escolhi quando tava no comando, e agora minha filha fez a mesma escolha, só que agora, ela está em uma cama de hospital.
Essa droga de sistema se reorganiza, articula novos interesses, cria novas lideranças. E isso custa caro, muito caro, infelizmente eu sei que ainda vai morrer muito inocente. No Brasil é muito difícil prender autoridade, os políticos nem se fala.
Então, eu logo percebi que tinha que bater de frente com esse sistema de merda. Eu já tava naquela guerra faz tempo, e já estou ficando cansado. Um tempo da minha vida eu acreditei que a polícia poderia fazer as coisas certas mas, me enganei, por que o preço que estou pegando agora é caro demais, a Ava está hospitalizada, e eu sabia que eles não iriam parar, até por que Ava é meu sangue, e sangue puxa, ela não iria desisti de foder com esses povo da milícia, por isso, eu agora vim até essa CPI.
Eu só saio daqui quando eu foder com todos eles, os outros eu fodo depois, o importante é jogar a merda na porra do ventilador. E foda-se.
Faz alguns minutos que eu cheguei no planária, e assim que eu entrei dei de cara logo com quem não queria, com o merda do governador Ferreira. Ele me olhou com aquela cara dele ainda quebrada pela surra que dei, mas eu o ingnorei. Nem tive tempo de sentar, o secretário de segurança pública assim que me viu, pediu para que eu fosse até o palco, por que quando entrei em contato com ele, deixei bem claro que eu só iria fazer um discurso e ir para o hospital ver minha filha. Mas, aqui nesse plenário ta uma merda, está na verdade uma zona da porra, isso só piorou porque eu acabei de subir aqui no palco.
— Por favor senhores, peço silêncio no plenário, para que possamos ouvir as palavras do ex comandante Bope, coronel Gael Mancini — diz nervoso, o secretário de segurança pública.
— Mais que palhaçada..— Ferreira diz irritado do outro lado.
— Podemos começar coronel? — O secretario me pergunta.
— Sim...
— Pois então, pode ficar a vontade..
— Meu nome é Gael Mancini Valente, eu fui tenente e comandante coronel militar do estado do Rio de Janeiro. Eu dediquei mais de vinte anos da minha vida a polícia, de modo que não é fácil o que vou dizer agora, mas a verdade é que eu passei todos esses anos enxugando gelo.
O pessoal comecem a cochichar, mas eu não ligo, continuo meu discurso.
— Quando uma das minhas filhas, tinha 7 anos, ela me perguntou por que o meu trabalho era matar — digo emocionado, sentindo meu peito doer, e as lágrimas começam a descer dos meus olhos — a minha filha Ava, que tá agora no hospital vítima de um tiro de pistola..
Abaixo minha cabeça como se o mundo inteiro fosse cair sob mim, e em seguida, eu volto a falar no microfone.
— E eu não soube responder a pergunta dela...na verdade, se ela voltasse a me fazer a mesma pergunta hoje, eu não saberia responder o por que, nem por quem eu matei. Mas, o que eu posso afirmar com a certeza, senhores, é que um policial não puxa esse gatilho sozinho.
Eu olho para esse deputado que me concedeu a oportunidade de dar meu discurso por um instante e vejo ele até um pouco emocionado também.
— Deputado Magalhães, metade dos seus colegas deveriam estar na cadeia. Metade é pouco..aqui tem uns 4 ou 5 de ficha limpa..
— Isso é um absurdo!! — Ferreira diz enraivecido e eu me seguro para não dá uma nova surra nele.
— Governador Ferreira, o senhor é o chefe e comanda uma das maiores organizações criminosas dessa cidade, o senhor age com parceria, com o ex comandante Bope Renan e o sargento Morais, junto com o traficante José Rodrigues, um dos piores bandidos que eu tive o desprazer de conhecer e que agora está morto..
— Posso afirmar, que o governador Ferreira está envolvido com vários crimes investigados aqui por essa casa deputado Magalhães..
— Governador Ferreira, o senhor é o mandante de mais de vinte assassinatos desta cidade e além disso, o senhor é o mandante, da tentativa de assassinato contra a minha filha, Ava Mancini Ferraz.
— Isso é uma calúnia! — Ferreira diz desesperado.
— O senhor tem como provar que ele é realmente o responsável por tudo isso capitão Gael?
— Tenho, e todas estão escritas em mais de dez páginas. Estão na minha mão..
Fiz sinal para Hélio, meu segurança e fiel companheiro, e com isso ele logo me entregou o relatório. Entreguei o mesmo ao Deputado Magalhães, e ele me olhou chocado.
— Bom, Governador Ferreira, a sua reeleição está oficialmente suspensa e o senhor vai ter que responder pelo os seus crimes — deputado Magalhães diz no seu microfone e olha para os policiais presentes na CPI.
Os polícias pega o relatório que Helio fez durantes esses dias e vai até esse merda do Ferreira.
— Ferreira, queria nos acompanhar por gentileza!
— Gael Mancini, você me paga!! — Ele esbraveja sendo algemado.
Fui para CPI do deputado Magalhães para falar a verdade, dizer o que eu estava sentindo, colocar tudo para fora. Contei tudo que eu sabia, não tava nem aí com o que iria acontecer depois, o que eu queria, era justiça, o que eles fizeram com a minha filha foi cruel demais, foi uma barbaridade sem tamanho, e por isso, eu falei mais de três horas e falei o que ninguém até agora teve coragem de falar.
Fui lá para foder com o sistema, e eu juro que não vou parar, vai ser uma merda, mas eu estou disposto a tudo, por que eles mexeram com a família errada..e com a filha errada! Que se foda os fracos e os corruptos!
E missão dada, é missão cumprida, e não vou parar até cumprir a missão de ser o pior pesadelo deles.
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Oi amores, como estão? Espero que bem! Bom, o que acharam dessa segunda parte do bônus? Me contem!
Não estou preparada para o final dessa história, estamos chegando perto de dizer tchau para as trigêmeas.
Beijos no coração!
Até mais!
♥️♥️😘
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