\\Capitulo 2

Todas as crianças gritaram
Por favor, pare, você está me assustando
Eu não consigo impedir essa energia terrível
É isso aí, acho bom ter medo de mim
Quem está no controle?

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Após a saída do sargento Morais da sala do nosso comandante, Capitão Renan, vi o mesmo me olhar com uma expressão bem incrédula, certamente impressionado com a minha atitude perante a prepotência do tal sargento, afinal eu havia sido extremamente rude, autoritária e severa com ele. Porém, apesar da sua expressão de espanto, ele com certeza sabe que eu não fui errada, eu coloquei o Morais no lugar dele. 

Ele mereceu, se tem uma coisa que eu aprendi perfeitamente, foi punir as pessoas, levando em conta que eu  sempre fui punida justamente por gostar do mesmo gênero.

— Tenente, vejo que você puxou ao seu pai até no jeito de tratar um subalterno, temos mais uma Capitã linha dura, sem duvidas! — Capitão Renan diz com um sorrisinho no canto dos seus lábios finos. 

Ele é um cara conhecido como uma pessoa brincalhona, virou da noite para o dia comandante após meu pai se aposentar, tem um porte atlético que certamente chama atenção de muitas mulheres, só que a mim não.

Nós estamos um de frente para o outro neste exato momento, porém estou em posição de retaguarda , com as mão para trás. Não seria necessário estar assim, mas tenho esse costume por estar no momento no batalhão e por ter costume devido o período do curso de treinamento para o Bope, afinal temos que ter esta postura.

Enfim!

Olhando para o capitão, e analisando o que ele havia me dito, preparo uma bela de uma resposta, afinal eu não tenho papa na língua, por mais que ele seja o meu superior, e apesar de não ser uma má pessoa, pois odeio qualquer tipo de gracinhas dentro do trabalho tendo em vista que estamos fardados. 

— Tudo que eu sei, eu aprendi com ele, afinal o comandante Gael foi uma lenda assim como o meu avô, mas não se engane capitão, eu posso ser bem pior que eles. Papai sabe que a minha personalidade é igual a dele, só que de forma amplificada. — Digo olhando para o capitão seriamente. 

— Entendo, Tenente! Só não achei que isso fosse te afetar tanto — Renan diz sem graça, e da de ombros, e eu me mantenho séria.

Porra, o sargento Morais não teve nenhum respeito por mim, suas palavras preconceituosas deixaram muito claro que ele não queria ter que se reportar a mim, na qualidade de capitã chefe alfa da equipe, só por que eu sou a droga de uma mulher. E claro, como sempre eu tenho que enfrentar e bater de frente com essas atitudes vergonhosas. Estamos em pleno século vinte e um e mesmo assim eu tenho que ficar aturando toda essa merda de machismo, de homem com o ego abalado, mas quer saber uma verdade? Eu sou muito mais homem que esses caras e não é só por que eu sou lésbica, é por que eu não fico de mimimi. Eu não sou uma lésbica que apenas se veste como um homem, muito pelo contrário, eu sou extremamente vaidosa, eu gosto de fazer as unhas, meus cabelos, minhas sobrancelhas, e também passo de vez em quando uma maquiagem só para melhorar minha aparência. Quando penteio os meus cabelos antes de por minha boina, faço um coque muito bem feito no mesmo, sem deixar um fio arrepiado.

— Pois é, mas afetou.

— Tudo bem, chamarei ele atenção em algum momento. Não se preocupe.

— Eu não me preocupo com nada, só estou aqui para fazer meu trabalho.

— Gosto da sua sinceridade tenente, isso só mostra como é um boa capitã.

— Obrigada, irei iniciar a preparação dos soldados que serão designados a sair para a operação, peço permissão para me retirar —digo calmamente, já louca para sair dessa sala.

Eu não quero estender conversa o que eu quero é trabalhar, subir morro e tudo mais.

— Okay, permissão concedida Tenente, boa operação! — capitão Renan diz simpaticamente, e aponta com a cabeça para porta.

— Obrigada capitão, com licença! — digo prontamente e me retiro da sala.

Caminho até a parte onde é guardados os fuzis de todos os polícias, assim que chego no balcão o encarregado me dá o fuzil AK 102, é um dos que eu mais gosto de usar. Assim que coloco ele na bandoleira, e penduro a mesma em meu pescoço, faço meu caminho até o salão principal, quando chego, vejo os policiais conversando, distraídos.

— BATALHÃO, SENTIDO! — grito de forma repentina ao me aproximar deles e os mesmos se assustam.

Observo todos ficarem em forma, ao baterem continência para mim, fico analisando cada um, e falo:

— BATALHÃO, DESCANSAR! — Grito firmemente, e eles relaxam a postura.

— Boa noite senhores..— digo com as mãos para trás de frente para mais de cinco homens.

— Boa noite, capitã! — todos dizem de uma só vez.

— Mais uma vez o nosso objetivo de hoje é o morro da lajinha, gostaria de lembra-los do forte armamento que esses criminosos possuem, e por isso eu quero que fiquem atentos.

— Infelizmente a possibilidade de um confronto é grande, por isso, eu quero atenção redobrada, cuidado com a segurança de cada um de vocês, as seguranças com os nossos cães, com a população do local e principalmente com as nossas vida. Esse cuidado nunca e demais, por que nós somos insubstituíveis para as pessoas que a gente ama, para os nosso lares e para os nosso amigos.

— Sim, senhora capitã! — todos os PMS dizem.

— Bandido não tem nada para perder por que eles já estão na vida, agora a gente, a gente tem muito.

— Sim, senhora! — todos dizem em único som novamente.

— O foco da operação de hoje, é esse bandido aqui, Marzinho, gerente do morro. É isso, vamos embora, vamos vencer! — caminho até cada um com a foto do bandido a amostra, afim deles gravarem a feição do cara.

Volto para o meu lugar e todos batem continência.

— CORAGEM SOBRE FOGO! — Eles gritam em resposta.

— Coragem sobre fogo! — respeito em tom satisfatório, vendo todos saírem padronizados, um atrás do outro.

Olho para o relógio brevemente e vejo que são 19:30 da noite já, como ainda é cedo, pretendo descansar mais cedo hoje quando voltar da operação.

Antes de segui-los, eu peço para um dos policiais que cuidam dos cães me trazer o meu Scott, me pastor alemão que sempre me acompanha em todas as operações. Mas de repente:

Trim..trim..trim!

O meu celular começa a tocar, e pelo toque já sei exatamente quem se trata, tiro o meu celular do bolso da calça e atendo.

Fala pai!

— Oi filha, como está?

— Estou bem Sr.Gael Mancini! E o senhor?

— Estou bem, e preocupado com a minha filha, onde está? Você sumiu o dia todo, não lembra que tem família?

— Ah, foi mal pai! Eu acordei tarde, fui treinar na academia, e depois fui para a sessão de terapia com a tia Maya.

— Que bom, ela me ligou e disse que você finalmente se abriu um pouco, eu e a sua mãe ficamos muito felizes filha.

— Obrigada..oh pai, olha só, estou indo agora para uma operação, não tenho hora para voltar, sabe como é né...

— Sei, só toma cuidado, ta bom Ava? E  lembre-se, a sua integridade física é o mais importante. Cuidado, esteja em alerta máximo sempre.

— Não se preocupe comandante, irei tomar cuidado.

— Ótimo, filha eu não liguei só para saber como está, mas também para dizer que quero você aqui amanhã almoçando comigo, com a sua mãe, e com as suas irmãs.

— Tudo bem, amanhã estarei em sua casa, almoçando com vocês e minhas réplicas, não se preocupa!

— Garota, isso é jeito de falar das suas irmãs?

— Haha, adoro abusar elas. Mas não se preocupa que estarei aí.

— Ótimo, estaremos esperando!

— Beijos pai, tenho que ir, o batalhão está saindo.

— Beijos meu amor!

(...)

As três viaturas são estacionadas e eu desço com meus policiais, de forma padrão na ponta da ladeira.

— Avança, avança! — ordeno firme e todos me obedecem.

Meus policiais são bem treinados, eles seguem um padrão bem executado e repetidos durantes muitos treinos. O nosso objetivo não é chegar atirando, nós do Bope não chega para morrer, nós só chegamos para matar, o nosso símbolo de uma faca na caveira deixa isso muito claro.

— Solta o cão! — digo com o fuzil em posição de mira, apontando ao meu redor.

E em segundos, vejo soltarem o Scott, ele sobe na frente correndo, fareja em tudo que vê pela frente enquanto nós avançamos no morro.

— 06, vamos nos dividir, eu quero desentocando esses vagabundos casa por casa.

— Sim senhora, capitã!

Assim que meus homens estão bem no meio do caminho comigo atrás, um grupo de envolvidos armados descem atirando. Imediatamente eu faço sinal para meus homens do batalhão entrar em algum beco para se esconder, pois é isso que estou fazendo agora.

— Capitã, um deles estão na minha mira, peço permissão para realizar execução — diz 09, sargento Pereira.

— Pode quebrar! — ordeno impiedosa vendo os caras ainda atirando bem na nossa direção.

Dito isso, vejo 09 atirar na cabeça do bandido, então ele cai imediatamente no chão morto.


Na minha cidade tem bem mais que setessentas favelas, quase todas são chefeadas por bandidos armados até os dentes. Para mudar tudo isso vai demorar muito tempo, eu mesmo já estou acostumada a ver esses homens  indo e vindo, subindo e descendo isso aqui com armas monstruosas apesar de como já havia dito, estar bastante acostumada, pois fico com um pouco de medo, pois eu tenho medo desses equipamentos.

Nunca toquei em uma arma, a minha vida é simples, nada muito especial e perfeitinho, mas tudo no seu padrão, tenho 22 anos e sou barwoman a uns dois anos e meio, trabalho com o meu tio em um bar aqui na comunidade da lajinha desde os 16 anos, afinal eu tive que largar os estudos por um período por que trabalhar em um bar não é nada fácil, eu não conseguia conciliar o horário das aula com o tempo que eu tinha aqui.

Então, eu acabei largando, até que um dia, minha mãe e meu pai convenceu meu tio a mudar o meu horário, ele o reduziu.

Então sendo assim, consegui terminar o ensino médio a um ano e esse ano já faz três meses que eu faço faculdade de administração em uma faculdade no centro da cidade.

Pois, o meu objetivo é encontrar um outro emprego, um bem melhor, que paga bem, afim de construir o meu próprio negócio, quero ter um bar sofisticado lá na zona norte, o lar dos barões, esse um dos meus grandes sonhos.

E o outro grande sonho é que a minha vida seja menos difícil, e o mundo ser menos preconceituoso, pois eu tenho colecionados uma série de coisas que aconteceram comigo pelo fato de eu der lésbica. Olha só como minha vida não é amistosa, sou lésbica, sou pobre e tenho uma família preconceituosa, aliás, tenho um tio que não aceita isso de forma alguma. O nome dele é José, e ele é irmão do meu pai, o mesmo já morreu assim com minha mãe, perdi eles um incêndio repentino que teve na nossa casa.

Já tive alguns namorados antes de me assumir lésbica, mas notei que nunca senti prazer com eles, e de repente me senti atraida por uma vizinha. Mas ela e eu nunca demos certo, então um dia ela foi embora e nem se quer me deu um tchauzinho. Desde então, eu vivo sonhando em encontrar um amor tão intenso que me faça ir além, que me consuma fortemente.

Eu assim, gosto de viver o agora, eu não me preocupo com o ontem e nem com o amanhã, o que importa é o que fazemos agora, e a minha frase bem como mantra é : viva o agora por que o ontem ficou para trás, e o amanhã a Deus pertence!

Agora estou aqui, trabalhando de uma forma árdua no bar do meu tio, fico atrás do balcão, mas as vezes sirvo os clientes, o que é uma merda, pois tem caras que não me respeitam, teve uma vez que um tocou na minha bunda, aí eu dei um soco no nariz dele e meu tio me deixou trancada o dia inteiro em meu quarto por que ele havia pedido o seu melhor cliente.

Ele não tava nem aí se fui abusada, ou se o cara foi um escroto, ele ficou puto por ter pedido dinheiro. Desde o que houve com meus pais ele não tá nem aí para mim, só pensa no bar dele e em dinheiro.

Enfim, essa é a minha vida, agora tô aqui olhando para o nada, vendo o bar do meu tio não muito lotado, e escutando uma música brega alta. Ele se aproxima do balcão, mas eu não do a mínima, tô cansada já, fui para a faculdade e estudei o dia inteirinho.

— Amélia, a mesa 02 tá pedindo um coquetel de morango e fritas — meu tio diz, me tirando dos devaneios.

Dou um suspiro, e sigo até a cozinha, pego a porção de fritas já pronta no pratinho, e vou para trás do balcão. Preparo o coquetel pedido e em vinte segundos levo até a mesa. Mas acabo tomando um baita susto quando meu vizinho entra no bar desesperado, e o meu tio diminui o volume da música que estava tocando. Porém só agora que pude escutar os tiros acoando lá fora. Meu Deus, toda vez que tem essa operação eu nem saio de casa, só que hoje nem sabíamos que isso iria acontecer, e por isso abrimos o bar.

— Gente, melhor fecha o bar, o Bope acabou de subir e coro tá comendo lá cima bem na rua onde vocês moram.

— Cacete! — meu tio diz nervoso e eu não entendi por que ele correu para a porta dos fundos do bar com a mão na cabeça.

— Vamos Amélia, vamos mandar os clientes embora, daqui a pouco tem bala perdida para tudo é lado aqui — meu vizinho Marcos diz impaciente.

Sendo assim, nos falamos com todos os nosso clientes da melhor maneira possível, alguns deles havia aceitado tranquilamente, mas teve os babacas que reclamaram e o pior foi um deles que além de não ter a compreensão, tentou me agarrar por estar bêbado, mas ainda bem que ele foi contido por Marcos, que havia o expulsando a pontapés.

Ele é um bom amigo, somo amigos desde criança, Marcos nutriu amor por mim, mas quando soube que eu gosto da mesma fruta que ele não me deu as costas ou protestou, ele fez o contrário, me apoiou e deu força de nunca me esconder da sociedade que gosta de aparências.

Assim que o bar já havia sido todo fechado, Marcos falou que iria me acompanhar até em casa, mas ele recebeu uma ligação enquanto nós andávamos apreensivos no meio do caminho e disse que precisava ir até sua mãe, pois ela já tem setenta anos e tava no mercado, ele até tentou fazer com que eu o companhasse ele, mas eu não quis, pois eu quero ver se vou encontrar meu tio, quero entender o por ele sumiu, e quero chegar logo em casa, então eu prometi ao meu amigo que ele podia ir tranquilo, afinal nada tava acontecendo onde estamos, com isso, eu segui meu caminho.

Ele só me deixou seguir sozinha por que também prometi que se chegasse na parte onde o coro tá comendo, que irei para casa de alguma vizinha, pois todos nos conhecemos por aqui.

Contudo, eu subo a calmamente, noto que tudo está fechado já e as pessoas estão trancado suas casas. Quando de repente, ao chegar no fim da ladeira e entrar no beco que dá para a minha atual casa, sindo uns braços fortes me puxarem com força e brutalidade e me encostar contra parede.

— ME SOLTA! — grito me debatendo, sinto um enorme nojo ao ver com o mesmo cara que tentou me agarrar lá no bar.

Maldito, ele havia se escondido para me atacar na surdina.

— Quietinha vadia! — o cara diz com ironia.

— PARA! — grito mas ele tampa a minha boca, encostando-se em mim.

Ele começa a rir, e tampa minha boca com essa mão nojenta dele, sinto o seu bafo de cachaça na minha cara e logo uma ânsia de vômito me invade com força. Ele é grande, alto e forte, acho que vou ser estuprada agora, penso já sentido o desespero me tomar. Porém, em uma atitude inesperada, eu dou uma mordida em sua mão e ele grita de dor, mas quando me preparo para fugir, ele puxa meus cabelos e me dá um soco no rosto, sinto o impacto tão forte que minha cabeça bate contra a parede.

— Vagabunda, gosta de boceta, não é? Eu vou te ensinar a gostar de macho e você vai gostar rapidinho! — ele diz e me dá mais um soco e um chute nas pernas.

— Aí, por favor..para! — digo em desespero, chorando e soluçando.

Ele me dá mais um soco, e eu caio no chão. O nojento me pega pelo pescoço e me enforca, sinto dificuldade para respirar cada vez que ele aperta mais o meu pescoço.

— EI, SOLTA ELA! — ouço uma voz feminina e potente gritar atrás do meu agressor — SOLTA CARALHO!

Ele assustado, imediatamente vira na direção da voz, me solta de imediato e  logo levanta as suas mãos. Como cai no chão, olho para direção da pessoa que está me salvando, e vejo que é uma polícial, mas não é uma polícial qualquer, notei ao ver em sua farda preta o símbolo da faca na caveira ela é do Bope.

— ENCOSTA NA PAREDE, PORRA! — Ela esbraveja apontando o fuzil na direção dele —BORA CARALHO, TA SURDO?

A moça diz ao chegar mais perto, fico ainda sentada no chão tremendo, ao ver ela da uma coronhada nele com esse negócio enorme o fazendo cair no chão ao meu lado.

— Gosta de bater em mulher, não é seu filho da puta? Eu vou te mostrar o que é apanhar de verdade — a moça incrivelmente linda diz ao larga seu fuzil no chão e dobrar suas mangas.

Seu corpo é esbelto, apesar de estar coberto por essa farda, noto que ela tem curvas perfeitas.

Ela pega ele pela camisa e joga ele na parede, em seguida, sem deixa-lo ter alguma reação, parte para cima dele dando-te um soco atrás do outro, em sequência, a vejo o joga no chão com uma agilidade inigualável, e começa a chuta-lo com sua bota. Chuta a cara dele, a barriga, as costas. Fecho por um momento meus olhos por que eu não tô suportando ver a sua atitude brutal, mesmo que ele mereça e já feliz por ele estar pagando pelo que fez.

— Por favor...deixa eu ir embora! Eu só queria assustar a garota.. Para!! — o meu agressor diz implorando, e ela para.

— Sai daqui, seu desgraçado! — ela rosna com ódio, largando o cara já quase desfalecido no chão.

Por conseguinte, a polícial com um porte marcante aproxima de mim e se agacha bem na minha frente, mas eu tô tão mal que nem consigo abrir os meus olhos direito, sinto dor, e acabo de cuspir sangue.

— Moça, você está bem? — ela diz já bem próxima a mim.

Forço minhas vistas e vejo que ela é uma mulher extremamente bonita, os seus olhos são claros e seus lábios são convidativos pois são canudos e bem sexys.

— Ei, fala alguma coisa, consegue se levantar? — diz impaciente comigo já com a expressão dura.

— Si..sim..eu acho!— digo gaguejando bem afetada perante a tanta beleza.

Nisso, eu ouço o cara que havia me agredido já se levantando, pois ele  tomou tanta porrada que demorou esse tempo todo para fazer o mesmo, graças essa polícial linda, sexy e bem forte. Mas, assim que ela vê o cara já em pé, levanta e pega seu fuzil, o cara vira na direção dela com medo e com a expressão assustada.

— Mandei você sair daqui! — ela diz com ódio, e então ele corre, mas não vai muito longe.

PA! A polícial atira impiedosamente, me deixando assustada. O homem cai morto no chão na mesma hora após ter tomado um tiro na cabeça.

— Você matou ele...por que o mandou
correr? — digo tremendo e engulo em seco.

— Por que gosto de ver eles correm de mim! — moça diz com ironia, se acha de novo na minha direção e me olha nos olhos.

Ela fica me encarando fixamente, e eu pude reparar que seus olhos descem pelo meu corpo inteiro, e para bem na direção do decote da minha blusa na cor preta. Em seguida, seus olhos vão para meu rosto de novo, e para bem na minha boca, é impressão minha, ou ela está me admirando? Oh não, Amélia, para com isso, você nem sabe se ela sente atração por mulher!

— Que..quem é você? — digo ainda me tremendo toda.

— Prazer, tenente Ava Mancini! — ela diz estendendo sua não na minha direção.

— Amélia...— digo nervosa e pego na mão dela.

Estranhamente sinto um choque bem intenso, e pelo que notei, essa tenente
sente o mesmo, pois solta minha mão rapidamente e me olha curiosa.

— Amélia de que ? — Me encara curiosa, ainda me analisando.

— Rodrigues.. meu nome é Amélia Rodrigues!

— Consegue andar, Amélia? — me pergunta receosa e posso arriscar em dizer que até mesmo preocupada.

Ia responder, mas minha cabeça girou e eu apaguei, sentindo meu corpo sem força cair em cima dela.

(...)

Horas depois....

Acordo em um hospital, sinto o meu corpo inteiro dolorido, mas ao tentar me mexer, vejo que meu braço está com soro injetado. Eu olho em volta e não vejo nem sinal da moça que havia me salvado, mas noto que ao lado do meu corpo, sob a cama há um papel com algo escrito.

Espero que fique bem!

Foi só o que estava escrito com uma letra incrivelmente linda e desenhada e com isso, dei um breve sorriso torto, mas logo me senti frustrada por essa tenente não ter deixado ao menos seu número para que eu possa entrar em contato, afim de agradecê-la.

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Oi amores, e aí? O que acharam desse capítulo? Ava foi salvadora de Amélia, mas será que nossa tenente vai procura-la novamente? Aguardem mais emoções!
Beijos no coração! ♥️😘

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