Capítulo 55

Gabriela Pv'

Acordei com meu celular tocando disparado.

Call On

- Alo?

- Abre a merda da porta Gabriela!- Era Mayra.

- Calma.- Desliguei.

Call Off

Levantei e me deixei ser guiada pelo instinto, porque fui de olhos fechados mesmo. Não deu muito certo, tropecei no sofá e cai.

- Espera ai.- Gritei.

Me sentei no chão e cocei meus olhos me acostumando com a claridade. Levantei e fui abrir a porta.

- O que aconteceu?- Me olhou assustada.

- Tropecei.- Ela deu risada e entrou em casa.- Que horas são?

- Cinco e meia.- Arregalei os olhos.- Tu tava dormindo rapariga?- Assenti.

- Vou tomar banho.- Corri pro banheiro. A formatura iria começar as sete da noite.

Tomei um banho relaxante, vesti somente uma calcinha preta de renda, já que não dava pra usar sutiã com um vestido daqueles. Sai do banheiro enrolada na toalha e fui pro quarto, aonde Mayra fazia sua maquiagem.

- Vai botar uma roupa Gabriela!-

- Eu não, to no meu quarto.- Me sentei na cama.

- Me ajuda aqui então.- Se referiu a maquiagem.

- Só se você arrumar meu cabelo.- Ela assentiu. Me levantei e fui fazer sua maquiagem.

Fiz a minha enquanto ela terminava de ser arrumar. Em seguida ela fez um penteado simples no meu cabelo.

- Arrasa demais vagabunda.- Mandei beijo pra ela e fui me vestir.

Ajeitei o vestido em meu corpo e calcei um salto preto. Parei em frente.

Minha auto estima subiu uns oitenta por cento, tava me achando.

- Sorte que tua mãe vai ta junto, porque você vai dar trabalho.- Mayra disse parada na porta.

- E tu? Sorte que é envolvida, porque ta uma gata.- Fiz ela dar uma voltinha.

Recebi mensagem da minha mãe dizendo que iria se atrasar um pouco. Então resolvi descer com Mayra e Vitinho. Aproveitava que não iria precisar subir aquele morro no salto.

Andris havia liberado a quadra, onde acontece os bailes, pra formatura. Bonzinho ele né? Só observo.

A quadra ja estava enchendo. Até os alunos que não haviam se formado estavam la.

Fui  com Mayra até  o camarote, aonde estavam as becas dos formandos.

- Nem acredito.- Ela disse segurando a beca.

- Nem eu.- Me vesti. A beca cobriu meu vestido por inteiro.- Vamos?- Mayra assentiu e descemos novamente.

Metade da quadra era pro alunos e o outro lado paras os pais e familiares.

Avistei minha mãe  entrar na quadra, ela acenou e foi se sentar. Me sentei ao lado de Mayra que tremia a perna sem parar.

- Para com isso.

- To nervosa.- Fez uma pausa.- Não  sei como ele vai reagir.- Demorei um pouco pra entender do que ela estava falando.

- Relaxa Mayra, se ele te ama de verdade vai te ajudar.- Segurei sua mao.- E eu to aqui com você.

- Obrigada!- Me abraçou de lado.

Foram alguns minutos até  a diretora preparar o palco. Dois alunos escolhidos, subiram no palco e fizeram um pequeno discurso de agradecimento.

Minha paciência ja havia ido embora.

Logo em seguida a diretora disse algumas palavras, dando início a entrega dos diplomas.

Não demorou muito pro meu nome ser chamado. Me levantei e subi no palco, cumprimentei a diretora e alguns professores.

Quando estava voltando pro meu lugar, senti alguém me observando, olhei pra cima. E la estava ele, no camarote, parado olhando diretamente pra mim.

Não vou negar que eles tava um pedaço de mal caminho, todo de preto, com uma correntinha de ouro no pescoço.

Perdi até o rumo.

Voltei pro meu lugar.

- Viu o diabo foi?- May perguntou.- Ta assustada.

- Olha pro camarote.- Ela virou com tudo.- Não sabe nem disfarçar.

- Agora já entendi tudo.

Levou mais de uma hora pra todos os diplomas serem entregues. A diretora fez o seu agradecimento final.

Minha mãe veio até  mim e me abraçou.

- Estou tão orgulhosa de você.-Me soltou.- Te amo.- Depositou um  beijo na minha testa.

- Também te amo.- Sorri.

- Queria muito poder ficar pra festa, mas o dia foi cheio la no posto.

- Tudo certo mãe, você  ter vindo já foi importante.- Abracei ela.

- A gente se vê em casa.- Assenti e ela sumiu no meio da multidão.

Mesmo não  querendo encontrar com ele, eu subi pro camarote, pra poder tirar aquela beca.

Alguns alunos ajudaram a retirar as cadeiras do meio da pista.

Mayra já tinha sumido do meu campo de visão, provavelmente foi atrás do Vitinho.

Deixei a beca la na mesa e me virei pra poder ir pra pista. Mas alguém segurou meu braço. Precisava nem olhar pra saber quem era.

- Essa roupa ai é pra me provocar?- Falou com a voz rouca proximo ao meu ouvido. Me arrepiei toda.

- Não.- Me virei pra ele.- Você gostou?- Passei a mão em seu rosto.

Ele desceu sua mão pela minha cintura até  a minha bunda e a apertou com força, me fazendo ficar mais proxima dele.

- To doido é pra tirar ele.- Falou proximo do meu ouvido.

- Uma pena que não vai.- Tirei sua mão da minha bunda.  E dei as costas pra ele, indo embora.

A maior parte dos pais haviam ido embora, até  mesmo os professores.

Colocaram um funk pra tocar, se essa formatura não  virase baile, não  estariamos falando do morro da paz.

Peguei uma bebida e fui pro meio da pista dançar.

Foi tão rápido que nem vi quando ele se aproximou, so senti ele me segurando. O mesmo me colocou em seu ombro e saiu andando.

Bati em suas costas, mas o homem parecia uma rocha.

- Que porra é  essa Andris?- Gritei quando ele me colocou no chão. A gente estava do lado de fora da quadra.

- Ta mostrando demais.- Encostou em seu carro.

- E por acaso você é  meu dono prae dizer o que devo ou não  fazer?- Disse apontando o dedo na sua cara.

Ele segurou meu braço e abaixou minha mão.

- Não quero vagabundo olhando o que é  meu.- Dava pra ver na sua cara o que ele estava puto.

- Desde quando virei propriedade pra ser sua?- Cruzei os braços, o vento frio me causava arrepios.

- Para de marra morena.- Me puxou pra perto.- Sabe que não  fiz aquela parada por mal, olha pra tu po. Ta formada.- Disse olhando nos meus olhos.- E gostosa pra caralho.- Não  perdeu tempo de apertar minha bunda.

Deixei o orgulho de lado, e beijei ele com vontade. O mesmo me pressionou contra seu corpo.

- Bora la pra casa.- Disse entre o beijo. Assenti.

Ele abriu a porta do carro pra mim e deu voltando entrando no lado do motorista. Sai cantando pneu.






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