Capítulo 51
Gabriela Pv'
Mayra e Vitinho foram pra casa, depois de meia hora tentando me convencer a ir com eles. Mas eu precisa saber que ele tava bem, precisava ouvir isso dele.
Horas e horas se passaram, eu vi o dia nascer sentada naquela cadeira.
Eu vi minha mãe algumas vezes passando pelos corredores, me escondi em todas. Nem se longe ela pode saber que eu to atrás do Chucky.
- Moça?- Levantei a cabeça vendo um enfermeiro.- Você esta procurando por quem?
- Andris.- Ele me olhou confuso.- O Chucky.
- Ah sim!- Disse assentindo. Não dá pra acreditar que eles só o conhecem por Chucky.- Você é o que dele?
- Ami... Namorada.- Que foi? Preciso de um bom motivo pra ver ele.
- Ele ainda está sob efeito da anestesia, mas se quiser o ver posso te...- Nem esperei ele terminar de falar.
- Só se for agora.- Dei um pulo da cadeira.
Ele deu um sorriso fraco e me chamou com a mão.
Segui ele por um corredor, torcendo pra minha mãe não aparecer por aqui.
- Não sabia que o dono do morro tinha namorada, sempre tem várias procurando...- Aposto que minha cara não estava das melhores, porque ele parou na hora.- Desculpa, não devia ta falando.
- Melhor assim.- Forcei um sorriso.
- E aqui.- Parou na ultima porta do corredor, e abriu a mesma me dando passagem.- Qualquer coisa é só aberta aquele botão do lado da cama.- Indicou com o dedo.
- Ok, obrigada.- Sorri e ele me deixou sozinha.
Ver ele dormindo dessa forma, tão calmo, me faz esquecer de tudo de ruim que tem acontecido nos últimos dias. Era como se mais nada de errado pudesse acontecer.
Fechei a porta e mas aproximei dele, sentei na beirada da cama. Esse quarto era bem diferente dos outros que tem aqui no postinho. Tinha muito mais equipamentos, e privilégios.
Segurei sua mão acariciando a mesma.
- Por que você tem que ser assim?- Passei a mão em seu rosto.- Como consegue foder com meu psicológico dessa forma?- Me inclinei encostando minha testa na dele.- Pensei que não fosse mais te ver.- Sussurrei.
- Acha que vai ser fácil escapar de mim?- Falou fraco.
- Filho da puta.- Sorri e lhe dei um beijo rápido.
- Se eu soubesse que levar um tiro faria você me beijar dessa forma, tinha levado antes.- Brincou. Se não fosse o estado dele, certeza que eu tinha dado um tapa.
- Ta repreendido Andris.- Bati na mesinha de madeira que tinha ao lado.
- Ta aqui a quanto tempo?- Disse olhando pra minha roupa.
- Algumas horas.- Dei de ombros.
- Eu vou matar o Kauan.- Cerrou os dentes.
- Relaxa, não é culpa dele.- Me aproximei dele o beijando de novo.- Eu que insistir pra ficar, não ia conseguir dormir sem saber de você.
- Já me viu, to bem. Agora tu tem que ir descansar.- Falou sério.
Me afastei, passei a noite toda aqui esperando por ele, pra me falar uma coisa dessas.
- Ta vendo por que me afasto de você.- Levantei.- Grosso demais.
Ele segurou meu braço me impendido de sair de perto.
- Relaxa ai morena.- Falou rindo.- To falando isso pro teu bem, deixa de graça po.- Me sentei novamente.
Ele ficou me olhando fixamente por alguns segundos.
- E grosso é o meu pau.- Olhei pra ele sem acreditar.
Será que não vai ter um dia que ele vai ficar sem fazer graça.
- Desisto.- Me levantei e ele me puxou com tudo, acabei caindo em cima dele, o mesmo fez uma cara de dor.- Machucou?- Olhei pra ele toda preocupada.
- Ta preocupada é?- Brincou. Só pode ser efeito colateral da anestesia.- Relaxa.- Segurou meu rosto e me beijou devagar.- Você é demais pra mim.
A se ele soubesse como me quebra me olhando dessa forma.
- Eu sei, muita areia pro teu caminhãozinho.- Sai de cima dele.
- Pai aqui tem é carreta.- Bateu no peito.
Quando eu ia dizer algo a porta foi aberta, e meu coração faltou pouco pra sair pela boca.
Minha mãe me olhou surpresa. Abri a boca pra falar algumas vezes, mas nada saiu.
- Gabriela Vieira!- Seu tom de voz dava medo, tenho que confessar.- Por que você ta aqui? E ainda mais com ele.
Me afastei dele.
- Eu... Eu vim...- Ele me interrompeu.
- Fui eu quem chamei, precisa falar uma parada pra ela.- Falou firme.- Mas ela já ta de saída, não é?- Assenti, entrando na onda dele.
Minha mãe cruzei os braços me encarando por uns segundos.
- Espero que seja verdade.- Relaxou a voz.- E você vai pra casa agora.- Assenti.
Olhei pra ele, e o mesmo deu um sorrisinho. Vagabundo.
Sabia que ia ouvir mais da minha mãe mais tarde. Mas tudo que eu precisava agora era de um banho e de um bom sono.
O sol já estava queimando neurônios. Subi o morro o mais rápido que conseguia, mas meu corpo tava cansado.
Cheguei em casa e fui direto pro banheiro. Tomei um banho relaxante e fui pro quarto.
Meu celular apitou indicando uma mensagem.
Chat On
- A coroa ta começando a gostar de mim.- Era o vagabundo.
- Não se engane.
- Papo reto morena.
- Minha mãe nunca vai aceitar isso.
- Vai ter que aceitar, porque eu vou continuar pegando a filha gostosa dela.
- E será que a filha "gostosa" dela vai querer?- Que foi? Pelo menos eu tenho que tentar me fazer de difícil.
- Ela não vai resistir.
Chat Off
Minha mãe surgiu na porta do quarto, me dando um baita susto.
- Credo, parece fantasma.- Me joguei na cama.
- Tava falando com ele?- Cruzou os braços.
- Com quem? Tava falando com a Mayra.- Eu não era muito boa na mentira.
- Não se faz de boba.- Ela entrou e se sentou na beirada da cama.- Seja sincera pra mim.- Respirou fundo.- O que você tem com esse... esse marginal?
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