[Capítulo 03]. Lao Gong, vai me deixar pegar na sua coisa?
Rong He ainda estava puto. Na verdade, estava puto pra caralho. Desde que havia resgatado Mo Fei do Reino Superior, ele sequer sorria ou tocava em seu marido.
Mo Fei estava chateado. Na verdade, muito chateado com isso. Seu marido parecia um estranho para ele.
A guerra fria durou muito tempo.
— Lao Gong! O que há com você!? — Mo Fei estava chorando quando encurralou seu marido em um canto da casa.
— Solte-me Mo Fei.
Mo Fei cerrou os dentes com raiva.
— Não! Eu não vou soltá-lo!
Era a primeira vez em séculos que Mo Fei chorava. Nem se lembrava quando foi que isso aconteceu. Talvez na morte de sua mãe ou no início de sua vida no mundo marcial, quando foi torturado e abusado inúmeras vezes.
— Não... não vou soltá-lo... — Deixou seu corpo cair sobre o de Rong He. — Não me quer mais? Se pensa que vou deixar você ir embora... eu vou destruir tudo! Não me deixe, marido...
— A-Fei... — O mais alto sentiu uma pontada de dor no coração.
Em todo tempo juntos nunca tinha visto seu amante chorar. E também era a primeira crise juntos.
— Quero meu marido de volta! — O de cabelos brancos implorou.
Rong He não suportou mais e o abraçou de volta. Foi após muito tempo, quando estavam deitados na cama em completo silêncio que ele começou a explicar:
— A-Fei, eu tive muitos desvios de qi nesses anos que estivemos separados. Quase não fui capaz de lutar contra aqueles deuses para resgatá-lo. Minha energia interna está descontrolada e está afetando muito meu temperamento. — Sua voz tremia, como se estivesse prestes a chorar também. — Tenho medo de machucá-lo se deixar chegar muito perto.
Rong He o abraçou mais forte.
— Eu não sei o que fazer. — Completou.
— Não confia em mim, marido? — Mo Fei perguntou, sua voz mais baixa que o normal. — Esqueceu quem eu fui no passado. Quem foi a pessoa que protegeu suas costas quando quis me tirar da masmorra? Se esqueceu quem esteve ao seu lado durante todo esse tempo?
Rong He ficou um tempo em silêncio antes de responder. Estava muito abalado.
— Eu confio em você. Não confio em meus atos, porque cada dia que passo contigo me sinto mais apaixonado. Não me perdoaria se, em algum momento eu lhe machucasse.
Mo Fei deu um soco em seu peito.
— Já está pago. — Fungou. — Se um dia me machucar estará pago. Não me importo com isso. Apenas não se afaste, por favor...
Vendo os olhos lilases lacrimejando, Rong He beijou-os com suavidade, como se fossem a coisa mais preciosa desse mundo.
Mo Fei, ainda indignado, começou um interrogatório:
— Lao Gong vai me deixar abraçá-lo?
— Hm. — Acenou positivo.
— Lao Gong, vou poder beijá-lo.
— Hm. — Acenou positivo.
— Lao Gong, vou poder te abraçar para dormir?
— Hm. — Acenou positivo.
— Terei permissão para tocá-lo?
— Hm. — Acenou positivo.
— Lao Gong, vai me deixar tocar na sua coisa?
— Hm? Hm. — Acenou positivo.
— Então transe comigo. Faz trezentos e dois anos que não sinto você.
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