[Capítulo 01]. Cara de pôquer

         A primeira vez que Mo Fei acordou ao lado de Rong He foi na manhã seguinte em que passaram a noite como coelhos no cio.

O que passava em sua mente era o quão atrevido e insidioso esse rapaz de paralisia facial poderia ser sob os lençóis de seda. Mo Fei não soube quantas vezes precisou implorar para que seu amante parasse.

Todo seu corpo doía e estava tão marcado que parecia um canteiro infinito de rosas vermelhas. Mas tinha sido tão bom que não se importaria em fazer isso pela manhã novamente.

Esticando os braços, sentiu um par de braços enrolarem em sua cintura puxando-o para mais perto.

— Descanse um pouco mais. — Rong He beijou suas costas. O toque frio dos lábios fez o cultivador do diabo estremecer. — Vou preparar um lanche, está com fome?

Antes que pudesse dar uma resposta, o estômago de Mo Fei roncou alto e isso fez com que a pessoa que o abraçava rir suavemente.

Esse riso inebriante fez o homem de cabelos brancos sentir seu coração coçar. Nunca em sua vida, pensou que a risada de alguém pudesse lhe trazer essa sensação de satisfação tão grande. E ele ficou paralisado.

— O que houve, está machucado? — O maior abriu os olhos, preocupado.

— Essa sensação... — virou seu corpo para ficar frente a frente à Rong He. — Sempre pensei que você teria uma cara de pôquer pela manhã.

Sua expressão era tão inocente, muito ao contrário de suas palavras. O cultivador justo sorriu de uma maneira estranha.

— Vou ensiná-lo a verdadeira cara de pôquer, A-Fei. — Dito isso, em um movimento Rong He enfiou tudo de uma vez arrancando um gemido alto do outro.

Eles fizeram isso mais duas vezes antes de Rong He ter uma câimbra aterrorizante em sua perna. 

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