Sessão de terapia - Edward Nygma

É imagine com Nygma que você quer Bloddierose??? É imagine com Nygma que você terá! (Não é hot, mas prometo que depois eu faço)

S/n p.o.v:

Edward Nygma era o meu paciente. O meu melhor amigo de infância. O meu primeiro beijo. A minha primeira vez.

Ele havia se tornado um criminoso. Matado a namorada, incriminado James Gordon e atacado um museu. Eu sei que o que eu vou falar é idiotice, mas eu não consigo acreditar que ele fez todas aquelas coisas. Edward é um homem bom, era o meu melhor amigo, quase namorado.

Eu podia ficar aqui me lamentando o dia inteiro, mas não vou. Aqui é Gotham, todos acabam enlouquecendo uma vez e infelizmente a de Nygma chegou.

Arrumei o meu vestido florido enquanto olhava o meu reflexo no espelho do elevador. Eu estava bonita. Eu era bonita e demorei muito para reconhecer isso. Quando adolescente eu não acreditava no meu potencial. Eu era apenas a garota estranha do fundamento, me tornei a garota estranha do ensino médio e de alguma maneira consegui se tornar a garota popular na faculdade.

Eu havia mudado depois que sai de Gotham e pelo jeito eu não era a única.

– Eu estou amando tudo aqui. – A estagiária Quinzel disse enquanto tomávamos café juntas. – Tipo, eu tinha a esperança de conhecer Jerome Valeska, o ruivo bonitinho um pouco mais velho do que eu, mas felizmente, eu acho, ele foi morto por Galavan.

Sorri de lado enquanto dava uma última mordida em minha torrada. Harleen era uma das estagiárias mais novas daqui. Seus cabelos loiros estavam presos em um rabo e seus óculos de grau posicionados ao seu lado na mesa. Ela havia entrado aqui à algumas semanas. Tinha pouca idade, mas era inteligente. Um pouco sonsa, mas inteligente.

– Tenho que ir. – Respondi quando ouvi o barulho do sinal que indicava o fim do almoço. – Tenho consulta com Edward Nygma agora.

– Uhm. O nerd bonitinho? Sortuda você. – Ela respondeu pegando sua bolsa e me seguindo.

– Harleen, é errado olhar os pacientes com outros olhos. – Respondi enquanto apressava meu passo em direção a cela de Nygma. Se ele não mudou desde o ensino médio, sei que ele odeia atrasos.

– Eu estou olhando com os meus olhos, não com os dos outros. E os meus dizem que ele é um pitéu. – Não pude deixar de rir com isso. Uma das coisas mais legais em Harleen era seu senso de humor, ela era do tipo que perdia o amigo, mas não perdia a piada. Parei no elevador e ela se aprontou para entrar na sala de estagiários, já que eles teriam reunião hoje. – Até mais, S/a. Tente não morrer.

– Tente não matar ninguém. – Sorri e entrei no elevador.

O nervosismo me atingiu em cheio. Eu não estava pronta para encarar Edward mais uma vez. Suspirei pesadamente e olhei para cima. A luz amarela piscava um pouco e o teto cinza estava um pouco encardido.

Revirei os olhos e voltei para minha realidade. Eu já estava no andar de Nygma. Não chegava a ser os de segurança máxima, mas também não era para simples pacientes. Sua cela era a terceira a direita, caminhei até lá o mais rápido do que queria. Porém travei quando fui bater na porta.

– S/n? – A voz de meu noivo, Roger, foi ouvida ao meu lado. Franzi o cenho. O que ele estaria fazendo aqui? Ele devia estar fazendo patrulha em algum lugar aleatório de Gotham, mas não aqui.

– Roger. – Sorri de lado. – O que faz aqui?

– Gordon precisou vir aqui para fazer perguntas a um detento e me trouxe junto. Como vão as coisas?

– Ótimas, porque não estariam?

Ele franziu o olhar e me encarou. Acho que a risada nervosa que soltei no fim da última frase me entregou. Eu estava incurralada. Mas por sorte – ou azar – alguém me salvou.

– Você está dois segundos atrasada. – A voz de Edward foi ouvida. Seu rosto apareceu na pequena janelinha da cela. Ele havia mudado bastante do ensino médio pra cá. Ele parecia mais obscuro, menos aquele nerd fofo que jogava RPG comigo. Abaixei a cabeça tentando não ter contato visual com ele. Ao meu lado Roger bufou irritado. Eu me lembro na época de escola quando Roger era o capitão to time de futebol. Ele vivia irritando Nygma, uma vez aquilo ficou tão desgastante que eu tive que acabar com isso. Uma vez quando ele foi bater em Nygma depois da aula, eu acabei chegando lá e intercedendo por ele. Roger é claro não quis me ouvi, porém quando ele veio para cima de meu amigo eu o dei um soco no nariz tão forte que acabou o quebrando.

A diretora viu tudo e isso me rendeu umas boas semanas de suspensão. Porém eu não me importei, pois depois disso Roger nunca mais irritou nenhum de nós.

– Roger Rogers, continua sendo incômodo como sempre, não é mesmo? – Edward olhou para ele com ódio. Como eu disse, havia algo diferente nele. Parecia que se pudesse, ele mataria Roger aqui e agora.

– Pelo menos eu nunca precisei que uma mulher para me defender. Sempre encarei os meus problemas como homem. – Eu sorri nervosa. Haviam se passado dez anos desde que tudo aquilo aconteceu, mas para Roger parecia que havia sido ontem. Roger odiava saber que havia perdido para mim, tanto que sempre tenta evitar essa história quando estamos entre amigos, já que de acordo com ele: "aquilo acabaria com sua imagem". A masculinidade de Roger podia ser mais frágil que uma taça de cristal.

– Sim, mas eu...

– Parem os dois! – Interrompi Edward antes que ele terminasse de falar. – Nygma está certo, você precisa ir Roger, eu tenho que trabalhar.

– Tudo bem, mas... – Ele se virou para Edward. – se você encostar em um fio de cabelo dela, eu mato você e dou seus ossos para o meu cachorro.

Trixie? A chiuaua?

– Cale a boca Roger. – O adverti. – Agora você poderia abrir a cela para mim?

– Tudo bem, mas nós vamos conversar em casa.

Roger abriu a cela e fechou quando eu entrei. Agora um guarda deve estar o lá tomando conta de minha segurança. Pois mesmo que Edward não fosse tão perigoso, ele ainda tinha mudanças de humor drásticas que podiam custar minha vida.

– Bom dia, senhor Nygma. – Você sorriu se sentando na cadeira à frente da que ele estava sentado. Ele sorriu de lado. Parecia um sorriso amistoso e bondoso, você anotou sobre isso.

Parece estar aberto a terapia

– Olá S/n, quanto tempo.

– Muito. – Sorri de lado e preparei as perguntas que tinha para ele. – Como deve ter ouvido, eu gosto de ter proximidade com meus pacientes, por isso sempre peço para que as minhas consultas sejam feitas nas celas e não na área dos consultórios. Entendeu?

– Sim, eu não sou burro. – Ele revirou os olhos. – Vamos, quais são suas perguntas.

– Perfeito. – Suspirei e me preparei. – Eu quero saber porque você matou Kristen Kringle.

– Ela não me entendia. – Edward disse com uma mistura de raiva e arrependimento. – Ela simplesmente não me entendia.

– O que você quer dizer com "simplesmente não me entendia"?

– Eu fiz de tudo por ela. Eu salvei a vida dela! Aquele namorado dela Dougherty, ele machucava ela. Eu pus um basta naquilo.

– Você o matou! – Respondi frígida. Eu sei que não foi muito profissional, mas eu conheço Edward, ele não é maluco. Só um pouco obsessivo. – E depois matou ela.

– Ela não entendeu. Ela é burra.

– E porque ela seria burra? O que ocorreu para que você matasse ela?

– Ela estava com medo que Tom Dougherty voltasse, então eu disse que ela não precisava mais se preocupar, já que agora ele estava morto. Já que eu havia matado ele. Ela entendeu tudo errado, não me deixou explicar e eu acabei a matando sem querer.

Matando ela sem querer? Ri mentalmente. O que Edward tinha de inteligente ele tinha de estabanado. É bem a cara dele.

– Eu a amava. Queria protege-la, mas não. Ela não entendeu isso. – Edward abaixou a cabeça. Ele estava chorando?

Anotei.

Parece estar arrependido.

– Hey Eddie, vamos mudar de assunto. – Sorri para ele tocando em seu ombro. – Você relatou que tem alucinações de outro você. Uma espécie de clone. Pode me contar mais sobre?

– Sim. – Edward respondeu em um fio de voz. – Existe um outro eu, ele é o responsável por toda aquela outra bagunça depois da morte dela...

Dela. Ele se recusa falar o nome dela.
Sinal de arrependimento? Muito cedo para falar.

– Como acontece?

– Ele apareceu á uns meses. Falando coisas ruins, ele se parece comigo, que dizer, só de aparência. Nós temos ideias bem diferentes...

– Pode me falar mais.

– Eu falaria se você não me interrompesse. – Ele respondeu grosso me deixando ligeiramente surpresa. Após perceber isso ele mudou de postura. – Desculpe. Mas voltando ao assunto, ele aparece, fala coisas que devo fazer, em alguns momentos ele toma o controle e...

– e?

– Acontece o que acontece...

Crise de dupla personalidade

– Eu sinto muito. – Respondi em um fio de voz. Eu não devia sentir pena, Edward havia matado pessoas. Mas eu simplesmente não conseguia.

Aquilo não era profissional. Eu sei exatamente o que fazer.

Eu iria na sala do diretor e diria que não posso mais ser mais psiquiatra de Edward. Ele possivelmente ficaria triste, mas não me importo.

Foi um erro eu ter aceitado Edward como paciente.

– Acho que nossa consulta acabou. – Sorri aliviada quando vi o relógio marcar 16:30. – Tenho que ir.

– Até mais, S/n... Posso te chamar de S/n, posso?

– É claro. – Sorri tímida enquanto arrumava meus óculos.

– Te vejo amanhã então, S/n...

– Até...

Abaixei a cabeça e sai. Não, Eddie, você não veria amanhã.


E então. O que acharam? Lembrem-se de votar e comentar. Desculpe a demora por atualizações e que tá tudo uma bagunça aqui. Lembrem-se também de mandar perguntas para o ask autora especial de aniversário.

Lembrem-se crianças comam legumes, bebam água e espanquem machistas.

Amo vocês 💞❤️😘

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