ZÉ RAFAEL E PIQUEREZ
🦜ྀི ┋TEMA : hot
🦜ྀི ┋AVISOS : conteúdo explícito
🦜ྀི ┋SINOPSE : onde s/n é descobre que seu caso de verão trabalha com seu pai e pede ajuda de um dos colegas de equipe para provocá-lo
Boa leitura, pivetes 💚
MENINA MÁ [+18]
! ʾ s/n pov's ⩇ ˙ ៹
— Que saudades que eu tava desse lugar — afundo os pés na areia da Praia Vermelha. — Uma pena que amanhã eu tenha ir pra São Paulo.
— Ah, amiga, mas São Paulo é bom também.
— Discordo. Sou mais o Rio de Janeiro, muito mais a minha vibe — dou de ombros e tomo um golinho do matte que Carla comprou pra gente. — E só de pensar que posso encontrar meu gato sênior em São Paulo eu tenho vontade de nunca mais pisar lá.
— Qual a probabilidade? Tem mais de 10 milhões de pessoas naquela cidade, é quase improvável.
— Com a sorte que eu tenho, não descarto nada.
— E como cê descobriu que ele é de lá?
— Olhei sem querer uma mensagem do celular dele. Ele é velho então não sabe ocultar as mensagens da tela de bloqueio.
O gato sênior em questão é o Zé e é só isso que eu sei sobre ele, além do fato dele foder muito bem. No início da férias ano passado eu estava morando na Grécia devido ao meu emprego de gerente de uma rede de hotéis, já tive em vários lugares no mundo desde os meus dezessete anos de idade, que foi quando eu sai da casa do meu pai para voar e me livrar dele.
Meu pai foi um bom pai a vida toda, sempre me deu tudo para compensar sua ausência, mas sempre que estávamos juntos ele não sabia dosar seu amor e sua atenção, o que acabou em sufocando.
Deve ser por esse motivo que hoje eu só procuro relacionamentos desapegados, com dia e hora pra acabar, da mesma forma que é com o Zé. Nós passamos boa parte do ano trocando mensagens, fazendo ligações antes de dormir, mas sempre sem trocar muitas informações, apenas o básico como o primeiro nome, a idade e se éramos ou não assassinos em série. Nossa relação assim deu super certo, descobri que com ele podia ser eu mesma sem julgamentos, então eu era o mais suja e depravada possível e ele amava.
Mas quando ele apareceu na Grécia bem na minha frente, eu custei acreditar. Eu havia comentando uma única vez brevemente sobre isso e ele lembrou e veio atrás de mim e assim passamos a melhor temporada de férias possível. Transado como dois coelhos onde e quando queríamos, curtindo momentos românticos e fazendo loucuras que homens da idade dele provavelmente não deveria.
Foi incrível, mas acabou há duas semanas atrás. Ele voo pra São Paulo e eu fui transferida para um hotel no Rio, mas amanhã vou pra São Paulo pois é aniversário do meu coroa e eu não sou tão péssima filha assim
— Uau, acho esse rolo de vocês tão fascinante, parece coisa de filme.
— Pra ele é tipo filme criminal. Tenho dezenove anos e ele age como se fosse algo de outro mundo.
— Tem que se acostumar amiga, cê é a primeira novinha que ele pega.
— Pois é, mas ainda bem que acabou. Tava começando a achar ele grudento demais.
[...]
Inerte. É assim que eu me vejo ao adentrar a casa do meu pai para o churrasco de domingo do seu aniversário e ver Zé ao lado dele sem camisa com um copo de cerveja na mão junto de outros homens. O presente em minhas mãos quase escorrega devido ao suor que se acumula nas palmas, o ponto atrás do meu pescoço coça, assim como meu couro cabeludo.
Quero dar meia volta e sair; dar meia volta e ir o mais longe que posso daqui. Mas não posso, não quando meu pai já me viu e está apontando na minha direção nesse exato momento.
— Olha só se não é a minha princesinha! — o senhor Ferreira diz com um sorriso largo e todos os olhos estão em mim nesse momento. Forço um sorriso e o abraço assim que chego perto o suficiente, fingindo não estar desconfortável com a situação.
Meu pai é o Abel Ferreira. Sabia que ele trabalhava como técnico, mas não tinha certeza de qual clube era. Ele é português, obviamente, mas se envolveu com minha mãe que é carioca e eu vim ao mundo logo depois. Passei minha vida toda indo e vindo de Portugal, não que eu ache ruim, sempre amei viajar. Até o momento que minha mãe se casou com outro e esqueceu que tinha uma filha e então passei a morar com meu pai aos quatorze anos.
Ele trabalhava muito, vivia viajando, mas todas as vezes que voltava ele tornava nossos momentos únicos e divertidos. Até eu crescer e começar a achar tudo muito sufocante. Ficar em um lugar só nunca foi pra mim, gosto da liberdade, gosto de não estar presa à nada ou à ninguém.
Nasci assim e assim vou morrer.
— Oi, papai — o aperto. — Trouxe seu presente, espero que goste. — entrego a ele uma sacola preta discreta e ele abre com curiosidade. — É um Rolex. Espero que goste e use, foi bem caro.
— Vou usar com certeza, meu amor. Agora venha, os garotos não sabem assar carne então eu tive que dar um jeito... ainda gosta de picanha bem passada?
E assim ele me arrasta para bem longe dali, sequer me apresentando aos homens que ali estavam e uma parte de mim agradece. Olho rapidamente para trás e tudo que eu vejo são os olhos de Zé na minha direção com um sorrisinho irritante nos lábios.
Algo me diz que ele sabia disso. Sabia que meu pai era quem era. Me sinto enganada e, é claro, disposta a dar o troco que ele merece.
[...]
Duas coisas que combinam? Liberdade e Perigo.
Sabe qual a coincidência entre os dois? Eu os amo.
Faz meia hora que subi até o quarto de hóspedes e troquei o vestido que estava usando por um biquíni que veio diretamente na sessão infantil. Meu pai nunca reclamou ou se incomodou com minhas roupas, o importante era eu estar feliz e me sentindo bem.
Mas se tem alguém que parece incomodado esse alguém é Zé. De longe vejo seu maxilar trincado e os braços fortes cruzados sobre o peito tatuado. Gostoso, não posso deixar de frisar, mas acha que pode mandar em mim. Mas, advinha? Não pode.
Tomo minha Piña Colada observando ele junto de outros jogadores conversando na piscina. Minha bebida foi docemente feita por Joaquin, que é um dos volantes do time e meu mais novo interesse momentâneo.
Já falei que eu gosto do perigo. E o que há de mais perigoso do que atiçar Zé, que tem um pavio curtíssimo, com seu colega de time na festa do meu pai altamente ciumento?
Caralho, eu tô no paraíso. Só me resta aproveitar um pouquinho mais.
— ¿Te gustó la bebida, hermosa? — sentou ao meu lado na espreguiçadeira. Seu braço encostou no meu e eu me arrepiei toda.
— Absolutamente, cariño.
— ¿Cómo es ser la hija famosa de Abel? (Como é ser a famosa filha do Abel?) — indaga, me olhando.
— Famosa? Ele fala muito de mim?
— Un poco si. Ya has mostrado todas tus fotos antiguas. (Um pouco, sim. Já mostrou todas as tuas fotos pequena) — solto uma risada. Realmente é a cara do meu pai fazer isso. — Eras una niña hermosa (Você era uma garotinha linda)
— Eras, uruguaio? ¿No soy más? — faço drama, olhando pra ele. Piquerez sorri de canto molhando os lábios com a língua rosada.
— Claro que es — sua voz rouca me arrepia em lugares proibidos, me atiça.
— Te gusta lo que ves, jugador? (Gosta do que vê, jogador?) — deixo meu indicador escorregar pela alça do biquíni preto em meu ombro. — ¿eh?
— Si — engole em seco, desviando o olhar na direção do meu pai, que conversava com outras pessoas no momento.
— No te preocupes, como mucho te cortará la polla (Não se preocupa, no máximo ele vai corta seu pau fora) — brinco e deixo um beijo no ombro dele. Levanto da espreguiçadeira sentindo seu olhar em mim.
— ¿Donde va?
— Espairecer — o olho por cima do ombro. — ¿vendrás conmigo?
Sorrio e vou em direção à parte interna da casa, não demora muito para que me siga.
[...]
— Devagar, carinõ. Eu não vou fugir.
Joaquin me colocou contra a parede do corredor vazio enquanto beijava meu pescoço com avidez. Puxei o nó de cima e logo meus seios estavam expostos ma altura do seu rosto, segurei seu cabelo e beijei sua boca com vontade. Gemi contra ela sentindo seu pau duro contra minha barriga e me esfreguei nele.
— Gostosa — deu um tapa ardido na minha coxa, alto e estalado. Puxei seu cabelo para que se afastasse e de imediato seus lábios inchados e rosados encontraram o caminho até meus mamilos.
Fechei os olhos pela sensibilidade, apertei seus cabelos negros em punho reprimindo o gemido a casa palavra suja com sotaque espanhol que ele falava. Como podia um homem tão quietinho ser tão habilidoso?
— Quero te comer — beija o vão entre meus peitos.
— Você vai — sorri. Olhei para o lado notando o vulto claro que passou. — E se o Zé aparecer talvez ganhe uma casquinha também — digo mais alto.
Vejo o mais velho surgiu pelo corredor e a primeira coisa que eu noto é a marcação do seu pau na bermuda verde com símbolo da Mancha Verde.
— Quer me comer também, Zezinho?
— Não precisa, já sei o sabor.
— Sabe? — Joaquin me olha, coloco a mão sobre seus lábios e indico para que fique calado.
— Zé é um pequeno mentiroso que precisa de um castigo.
— Quem merece um castigo e umas boas palmadas é você, sua ninfeta do caralho.
— Ain, assim eu fico toda molhada — forço uma voz sedutora. — Fica ai e olha, vê ele me fudendo do jeitinho que você quer fazer e não pode. Até porque por causa da sua mentira não vai tocar em mim nunca mais. Pode voltar pra sua mulherzinha que não te fazia gozar com eu faço.
Joaco me coloca no chão e eu me sento no sofá em frente ao janelão do corredor. Joaquin tira a calcinha e não demora muito para estar com a boca em mim. Zé só fica olhando, ainda no mesmo lugar.
Enfio os dedos nos cabelos do uruguaio e chamo Zé sem emitir som algum.
— Vem — sussurro. — Divide com ele, eu sei que você quer.
E ele vem. Ajoelhar e chupa junto com Pique. E é bom, duas línguas trabalhando na minha buceta. Dois homens gostosos me chupando ao mesmo tempo, ajoelhados, aos meus pés. É surreal de bom, é uma experiência única, inigualável, algo que eu sequer imaginei.
Quando gozo em cima daquele só e vejo ambos os seres com barbas brilhantes eu sei que venci. E sei também que havia encontrado um bom motivo para passar um tempo que São Paulo.
esse foi especialmente para minhas leitoras palmeirenses, espero que tenham gostado 💚
obs: o livro vai ser finalizado no capítulo 100 e todos os próximos capítulos que virão já estão parcialmente escritos, ok? então no momento não tô mais aceitando pedidos e nem sugestões, meus amores 💋
love, succs.🍃
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