RAPHAEL VEIGA (part.2)

🦜ྀི ┋TEMA : num sei :(
🦜ྀི ┋AVISOS : nenhum
🦜ྀི ┋SINOPSE : onde S/n decide esconder sua gravidez após ser magoada por Raphael.

Boa leitura, pivetes 💚

ESCONDENDO GRAVIDEZ
! ʾ s/n pov's  ˙

3 anos depois...

- Tá uma gracinha, meu amor. - falei para o garotinho a minha frente que apenas sorriu. Arrumei seu casaco e o peguei no colo saindo de casa, seguindo para o carro.

Desde que tive Mattheo minha vida mudou completamente, agora eu realmente me sinto completa, como eu nunca senti. Theo é fruto de um amor que não deu certo, mas é a coisa mais importante da minha vida.

Nunca contei para Raphael ou para qualquer outro quem é o pai do meu filho, mas fiz questão que seu sobrenome estivesse no registro da meu pequeno. Para ser sincera, nunca esqueci aquele jogador ridículo, mas também nunca esqueci aquela noite. Ainda sinto muita raiva.

O relacionamento dele com Gabi durou exatos um ano, três meses antes do fim da temporada.

Ele acabou nosso relacionamento e nossos planos apenas por uma jogada de marketing perfeita. Tanto pra alavanca a carreira falida dela, quanto pra ajudar na fama de galinha dele.

Estacionei o carro em frente a uma cafeteira que sempre venho com Theo. Desci e fui até o banco de trás tirar meu filho da cadeirinha. Mattheo segura um ursinho que minha mãe deu e sua chupeta na boca.

Ele se parece tanto com o pai. Os cabelos negros lisos; os olhos bipolares que uma hora estão claros outras escuros; o sorriso fofo com as covinhas e as bochechas coradas. Esse garoto é a cópia perfeita do Veiga, isso não posso negar.

Entramos na cafeteria e coloquei o garoto no chão segurando sua mão.

- Um capuccino de chocolate, torta de limão e... - olhei para a Theozinho.

- Colate. - falou chiado por conta da chupeta.

-... e uma fatia de bolo de chocolate. - até nisso ele lembra o pai.

Paguei pelos pedidos e fui me sentar na mesa com a minha bebê mas paralisei no mesmo momento que vi Raphael sentado junto com uns caras do time rindo e assim que Rony me viu, sacodi a cabeça pedindo para não falar nada.

Segui para uma mesa mais distante e me sentei com meu bebê esperando nosso pedido, que não demorou muito a ser chamado.

- Querido, fique aqui enquanto a mamãe vai pegar nosso pedido, certo? Fique quietinho como o bom garoto que você é. - falei tocando seu nariz e o menino sorriu concordando.

Fui até o balcão e peguei nosso pedido voltando com cuidado a mesa onde estávamos, vi que os homens não estava mais aqui e dei graças a Deus por isso. Voltei a caminhar e quase caí pra trás quando vi Veiga sentado junto do meu filho.

- Onde está sua mãe, garoto? - perguntou com um tom de voz engraçado. Meu neném nem olhou pra ele.

- O que está fazendo? - perguntei me aproximando da mesa colocando as coisas em cima.

- s/n? - perguntou surpreso.

- Mamãe. - Theo esticou os braços e eu o peguei no colo.

- Mamãe? - falou confuso. - Ele é seu filho?

- É o que parece, certo? - fui grossa.

- Nossa... Como você está? Está com alguém? - Perguntou.

- Não, Raphael, não estou com ninguém. - respirei fundo. - Você pode ir embora? - perguntei nervosa e ele me encarou.

- Quantos anos ele tem? - perguntou sério. Apertei Mattheo contra mim e ele colocou o rosto na curvatura do meu pescoço. - Responda a pergunta, s/n. - falou bravo.

- Mattheo tem dois anos, Raphael. Satisfeito? - perguntei. - Agora me deixe ir, tenho que alimentar minha cria. - peguei as coisas na mesa e segui para fora do estabelecimento indo em direção ao carro.

Ele não vai tirar Theo de mim. Ele não pode tirá-lo de mim.

[...]

Theo está assistindo desenho na sala enquanto eu estou terminando de assar os cookies que ele pediu. Ouço a campainha tocar e vou atender.

Abro a porta e congelo vendo Raphael ali parado.

- Oi, S/n. - falou e abriu aquele sorriso.

Não se derreta pelo sorriso, S/n!

- O que está fazendo aqui? - pergunto direta.

- Nada de "Oi, Rapha. Como está?" - brincou e eu continuei o encarando. - Tudo bem, eu vim vê meu filho. - falou e eu engasguei e logo em seguida gargalhei.

- Seu o quê? - perguntei rindo. - Vá embora, Veiga. Já deu. - Falei fechando a porta, mas sendo impedida por ele.

- Pare com isso S/n, sabe que será melhor se conversámos. - disse calmo. Ele não vai tirá-lo de mim. Raphael tem muito mais poder que eu, tanto aquisitivo como em influência, se ele quiser e estiver com raiva de mim pode muito bem dar um jeito de me fazer perder a guarda.

- Você está ficando maluco, Theo não é seu filho. - falei.

- Chega, S/n! Você acha mesmo que vou cair nessa? - Esbravejou. - Por que você sempre tem estragar tudo? - perguntou irritado e eu o olhei incrédula.

- Eu estrago? Não fui eu a infiel da história. Não traí você, não parti se coração. Não venha agora dá uma de santo, Raphael Cavalcante Veiga. - falei. - Você preferiu a porra de uma jogada de marketing. Me abandonou e partiu meu coração e chega do nada querendo tudo de volta, não, Raphael. - falei.

- Como pode afastar um pai de um filho? Como acha que ele vai se sentir? - me encarou.

- Theo é meu filho, você não tem participação nisso, não entendeu ainda? Ele está muito bem sem um pai, porque ele não precisa de um, eu sou tudo que ele tem e não vou deixar você tirá-lo de mim! - Gritei.

- Que tipo de monstro você acha que eu sou? Eu nunca faria isso com você, S/n. - passou a mão pelo rosto nervoso.

- Você disse que não partiria meu coração e fez muito pior que isso. - falei baixo e vi ele ficar calado.

- Sinto muito por isso, S/n. Você não sabe o quanto me arrependo. - falou.

- Naquela noite eu iria fazer um surpresa, iria falar que íamos ter um bebê. Mas você estragou tudo, Veiga. E eu odeio você por isso. - falei.

- Então Mattheo...

- Sim, ele é.

- Eu ainda amo você, eu nunca...

- Para, não quero ouvir isso. Eu estou muito bem sozinha, eu já superei você há muito tempo. Se quiser vê Theo, tudo bem, mas de mim você não terá absolutamente nada.

- Você está sendo...

- Cruel? Acredite, você fez muito pior que isso. - Suspirei.

- Você adora esfregar isso não minha cara, caramba, eu sei que fui um babaca egoísta, mas não precisa me tratar assim.

- Tem razão. - O encarei. - Se realmente quiser uma relação com Theo, arrume um tempo na sua agenda super importante, senhor todo-poderoso Raphael Veiga.

- Você continua com o mesmo sarcasmo de sempre.

- Diferente de você, eu não preciso mudar para ser aceito pelas pessoas, jogador. - Falei.

Depois de conversamos, ou melhor, discutirmos, claro que, civilizadamente. Raphael acabou indo embora. Combinamos uma coisa simples; ele iria com calma. Aparecendo aos poucos na vida de Mattheo e sem pressioná-lo. Ele ainda é muito pequeno para entender tudo isso.

[...]

Meses depois...

Estava sentada na mesa de jantar trabalhando enquanto Raphael e Theo estavam na sala pitando e desenhando. Ele realmente estava se empenhado no trabalho de ser pai e até agora não havia dado nenhuma investida. O que me deixa um pouco mais aliviada, tudo que eu menos quero é ter uma recaída com ele.

- Que desenho é esse, Theo? - Rapha pergunta apontando para umas folhas de papel.

- Minus! - Falou e ele me olhou com cara de "O que diabos é isso?"

- Meu malvado favorito. - Falei e ele concordou.

- E essa é a Minnie? - Perguntou e ele negou.

- Não, papa, é magaida. - Falou e Veiga me encarou chocado.

- Você.. falou papai? - Ele estava com a expressão chocada.

- Papa, você é o papa do Theo. - a garoto sorrir e o abraça.

Já vi Veiga chorar muitas vezes, mas como hoje, foi diferente. Era um choro de emoção e felicidade, o que fez eu me arrepender amargamente de ter mentido para ele. E só de pensar que tudo isso poderia ter sido diferente... Que poderíamos ter sido Felizes Para Sempre, parte o meu coração.

Mas a culpa não foi só minha, sim, eu menti, assumo meu erro. Mas ele me traiu e jogou fora toda a nossa história. Mas no fundo, eu sei que vou acabar cedendo. Eu vou acabar perdoado. Vamos acabar voltando. E finalmente, vamos ter o nosso final feliz.

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