LUCIANO NEVES
🦜ྀི ┋TEMA : hot/reconciliação
🦜ྀི ┋AVISOS : cenas explícitas/ capítulo com oscilação narrativa de primeira e terceira pessoa
🦜ྀི ┋SINOPSE : onde Luciano aparece no apê de S/n em uma noite chuvosa e o desejo de reconciliar se torna mais forte
Boa leitura, pivetes 💚
RECONCILIAR
! ʾ s/n pov's ⩇ ˙ ៹
A chuva torrencial caía do lado de fora do apartamento. Você estava sentada diante da janela, cabelos úmidos e lavados do banho de mais cedo; um par de meias que iam até o meio das coxas, para proteger seus pés constantemente gelados do frio; uma camisa do seu ex namorado que achou perdida no meio das suas coisas; e para completar o cenário solitário, um livro e um café quente e amargo.
A cidade de São Paulo estava recebendo uma bela tempestade no meio do verão e qualquer um que tivesse amor à própria vida estaria em casa seguro e protegido do céu que estava despencando lá fora. Isso foi o que pensou, mas viu que estava enganada quando ouviu o soar da campainha.
Você não havia pedido comida, até porque o tempo lá fora tornou-se inviável e perigoso para qualquer veículo. Por um segundo pensou que fosse o garoto que estava ficando há alguns dias, mas não seria possível já que vocês não se falam desde a manhã que ele saiu do seu apartamento e não voltou mais. Sem mais possibilidades, apenas levantou-se e caminhou até a porta branca de madeira antes de abrir.
Sua boca abriu e fechou, a garganta ficou seca e seus batimentos cardíacos se tornaram tão fortes que você poderia ouvir a pulsação nos ouvidos. Resolvendo não deixar transparecer sua surpresa e, mesmo que pouco o nervosismo, apenas revirou os olhos e bufou antes de falar.
- O que tá fazendo aqui, Luciano?
Luciano Neves, meu ex namorado. O único homem que fez meu coração bater mais forte e tudo em mim vibrar de amor. Nós éramos completamente loucos um pelo outro, tão apaixonados e amorosos que doíam os ossos. Ele estava de pé em minha frente, mais atraente que nunca, isso eu não poderia negar.
O cabelo preto estava úmido e por isso escuro como um corvo, a blusa igualmente negra estava molhada e colada em seu corpo. As gotas de água brincavam na pele bronzeada de seu pescoço, onde eu observei a corrente com etiquetas que tinham o meu nome e o dele, mas agora só havia uma, provavelmente a dele.
- Deixei coisas aqui que estou precisando. - ele balbuciou, olhando para tudo, menos para mim.
- E você resolveu fazer isso em uma noite de sexta-feira? Com essa chuva tremenda praticamente parando a cidade? Quer que eu acredite nisso? - cruzei os braços e uma carranca se formou em seu rosto. Neves riu sarcasticamente e finalmente me olhou e isso quase fez meu coração parar. Há quem diga que olhos azuis são congelantes como gelo, mas não, olhos castanhos podem ser tão frios quanto a Antártida inteira. E, esse olhos castanhos específicos me encarando, estava me deixando particularmente nervosa e arrepiada, contudo eu escolhi pensar que era apenas o frio.
Luciano realmente queria pegar coisas em seu apartamento. Entretanto, ver você ali com aquela carranca que, em particular, ele achava extremamente fofa, despertou nele a vontade, ou melhor, a necessidade de te provocar.
- Eu não quero que acredite em mim, garota. Eu quero que me deixe entrar, me deixe pegar minhas coisas e finalmente você se verá livre de mim, ok? - ele fala de maneira rude, a voz rouca que antes eu gostava se ouvir, agora me causava um desconforto irritante. - E então, vai me deixar entrar ou não?
Você encara o corpo alto mais uma vez antes de revirar os olhos e dar passagem para ele.
- Só porque eu não quero ser presa caso você seja encontrado morto na minha porta por hipotermia. - digo a ele, que vai em direção ao meu quarto, que antes era nosso.
- Também vou precisar dar uma olhada no seu computador, eu deixei alguns arquivos salvos e preciso deles também.
Você ouve-o falar enquanto segue-o pela casa, querendo saber o que raios ele veio pegar aqui. Quando ele abre a porta do closet e pega os rolos de papel que você havia guardado na parte de cima do armário. Um dele era azul e era seu, porquê ele havia te dado. Era o projeto da futura casa de vocês, a casa com três jardins, duas cozinhas, escada e vários quartos para receber os parentes mais próximos, mas só dois além da suíte pois você só teriam dois filhos, um menino e uma menina.
- Você não vai levar isso. - coloquei a mão sobre o papel azul disperso sobre a cama antes que ele pudesse ser mais rápido.
- É claro que vou levar, é meu. - ele fala como se fosse óbvio, mas não é. Aquilo era um presente, uma lembrança e ele não iria tirar isso de mim.
- Mas você me deu. - minha voz sai fina, quase inaudível, a forma que eu falei fez ele parar de recolher suas coisas apenas me olhar.
- E eu estou pegando de volta.
Você engoliu o nó que havia se instalado em sua garganta e negou com a cabeça.
- Eu ainda posso fazer proveito disso. - disse e ele riu amargo antes de voltar a colocar tudo dentro da mochila que ele havia encontrado dentro do closet.
- Nem fodendo que você vai morar com outro cara em uma casa que eu projetei pra nós.
- E por que não? Você acha que ninguém nunca mais vai se interessar por mim depois de você?
- Esse não é o ponto, princesinha. Eu projetei a casa e eu vou vender e conseguir um bom dinheiro com isso, já que não estamos mais juntos. - sua decepção era tão grande que você não chegou a notar a forma que ele te chamou, o apelido que ele deu a você quando se conheceram.
- É, você tem razão. Por mais que eu odeie falar isso. - finalmente cedendo, encarei o chão, percebendo as gotas que estão caindo dele e indo diretamente para o meu carpete. - E você está molhando o meu tapete, muito obrigado, Neves.
Ele escolhe te ignorar, mas você pega uma das
toalhas sobre a cômoda e joga em cima dele.
- Tá cuidado de mim agora? - ele provoca.
- Acho melhor você calar a sua boca, babaca.
Você o observa passar a toalha pelo cabelo antes de puxar a camisa pela cabeça e ficar nú da cintura para cima. Você observa as tatuagens em seu torço e sente os dedos formigarem com a saudade de passar o dedo por elas. Foi nesse momento que você percebeu que estava olhando demais e resolveu sair do quarto e voltar para sala, onde seu livro estava jogado e seu café quente já estava gelado.
No quarto, Luciano continuou recolhendo suas coisas, o mais rápido que podia. Ficar perto de você o enfraquecia e fazia tudo doer. Entrar naquele quarto parecia errado e mexer naquele closet que não havia mais nenhuma roupa dele parecia até um crime. Ele abriu a gaveta de joias e encontrou alguns de seus anéis ainda lá e junto deles, a sua aliança. A dele estava no bolso da calça, ele não a usava, todavia não conseguia sair de casa sem. Ele abriu a gaveta de roupas íntimas e recolheu cada uma de suas cuecas, as que você havia roubado dele. Luciano lutou contra a vontade de segurar uma de suas calcinhas e levar até o nariz para sentir o seu cheiro, ele se conformou em apenas tocar o tecido fino e pequeno e imaginar você usando.
Como fez da outra vez, quando você se mudou do Rio de Janeiro para cá. Depois daquele dia as coisas mudaram muito entre vocês, mas nem por isso deixaram-se desabar. Mas com o início da sua faculdade, dois anos morando juntos e troca dele de times, os problemas pareciam se triplicar e vocês eram jovens de mais para saber lidar e tudo era resolvido na cama.
Vocês brigavam, discutiam, as vezes quebravam coisas para depois pedirem desculpas enquanto ele enfiava fundo dentro de você.
Com as pernas dobradas você sentou no sofá e tentou se concentrar na leitura novamente, mas era quase impossível já que seu cérebro não conseguia esquecer que Luciano estava há tão poucos metros de você.
Quando ele voltou com uma mochila pendendo em um dos ombros largos e o notebook na outra mão, sua respiração se perdeu no caminho. Você fingiu estar concentrada na leitura quando ele sentou na ponta do sofá apenas para apoiar o notebook em uma das pernas e começar a mexer os dedos. Os dedos longos, carregados de anéis de prata que sempre chamaram sua atenção. Sua visão subiu pelos pulsos, pela pega cicatriz no pulso dele, as veias sobressalentes e mais alguns pequenos detalhes que você amava pintar com canetinha colorida sempre que ele deixava até fazer desenhos aleatórios por sua pele.
Apertando as coxas, você continuou olhando-o por cima do livro quando ele esticou as costas e alongou a coluna, estalando os dedos e grunhido de cansaço. Você sabia que ele não estava dormindo direito, as pequenas sombras sob seus olhos apontavam noites em claro e as costas tensas indicavam noites mal dormidas. Talvez fosse por conta dos treinamentos pesados ou até outra coisa. Uma outra garota, talvez?
- Quem você estava esperando?
Ele quebrou o silêncio, sem me olhar.
Umedecendo os lábios, eu respondi:
- Ninguém.
- Ah, com certeza. - o sarcasmo é nítido na sua voz.
Você escolhe ficar calada, sem revidar e sem querer iniciar algo maior. Sinceramente, você estava mais do que cansada de lutar. Ao que parece, ele concluiu toda a transferência de arquivos, já que fechou o notebook e o colocou sobre a mesa de centro. Levantando e esticando as costas mais uma vez, você esperou que ele pegasse a maldita mochila e fosse embora, mas ele não o fez. Ele se virou para você e te encarou. E então você se levantou também, tomando coragem para perguntar:
- O que te faz pensar que eu estava esperando alguém?
Luciano sorriu de lado, ele estava tão próximo que se ele abaixasse a cabeça, você poderia sentir a respiração dele em sua bochecha.
- Você está vestida da mesma forma que se vestia quando queria que eu fodesse você. - ele praticamente rosnou, seus olhos castanhos ficando cada vez mais escuros.
- Você é um idiota. - você lutou para dizer. - Afinal, Neves, o que você realmente veio fazer aqui? Apenas me chatear e me deixar com mais raiva de você?
- Eu já disse, princesinha. Apenas pegar as minhas coisas.
- Não me chame assim, você não tem mais esse direito. - eu falei e vi seu pescoço ficar vermelho quando ele avançou em minha direção. Sua testa quase tocou a minha, seu nariz em minha bochecha. Não havia ar para nós dois, alguém deveria ceder. Alguém tinham que ceder.
- Eu inventei a porra do apelido e eu posso chamar você assim quando eu quiser. - Luciano parecia furioso. Orelhas, pescoço e rosto vermelhos, resolvi provocá-lo ainda mais.
- Agora que você pegou tudo, acho melhor você ir embora. - disse a ele em tom doce. O jogador se afastou e fez seu caminho até a porta.
Eu o observei ir até a porta em silêncio e abri-la, mas o moreno não passou por ela. Meus olhos pinicavam, as lágrimas ameaçado caírem, porém as segurei o máximo que pude; não irei chorar na frente dele.
- Neves?
- Acho que não peguei tudo, princesa. - ele se virou novamente para mim. Em seu rosto, uma expressão séria e olhos furiosos. As íris castanhas como chocolate encarando a minha face e logo descendo pelo meu corpo, fazendo um calafrio desconfortável se acomodar ao longo da minha espinha dorsal. - Acho que essa camisa é minha, não é, princesinha?
Você engoliu em seco, mãos em punhos se retorcendo.
- Você deve estar se confundindo, isso aqui é do cara que eu estou ficando. - ele sabe que você está mentindo, por isso deixa a bolsa no chão e se aproxima de você novamente.
- Então ele também se chama Neves? E também usa o mesmo número no time do São Paulo? - ele rir, levantando a mão para segurar sua bochecha. - Você já mentiu melhor antes.
- Você quer a maldita camisa, Neves? - irritada, você puxa a mesma pela cabeça, retirando a peça e jogando na cara dele. - Agora você já pode ir.
- O que foi? A camisa não era do outro, Neves? - ele rir enquanto analisa seu corpo de cima a baixo.
Você estava em casa e queria se sentir confortável, fora o fato de que você simplesmente odeia usar sutiã, então assim que tirou a camisa, você ficou exposta na frente do seu ex, apenas de meia e calcinha.
- Onde ele está agora, princesa?
- Pare de me chamar assim. - você choraminga, querendo mais que tudo que ele vá logo embora.
- Por que? Ele te chama assim também? - a voz apertada de Luciano preenche seus ouvidos e você fecha os olhos quando a boca dele se aproxima do seu ouvido. - Ele consegue te foder melhor que eu?
- Você é um idiota.
- E você já disse isso.
Te encarando mais uma vez ele se afasta, não tocando mais em você e finalmente indo embora dessa vez. Você podia ter ficado calada, poderia ter simplesmente deixado ele ir, mas a sua cabeça não conseguiu acompanhar a sua boca.
- Ele fode muito bem, sabia? - você gritou.
Luciano sentiu a raiva subir pela espinha ao imaginar outro cara colocando as mãos em você, tocando exatamente onde ele tocou, traçando todos os pontos onde ele sabia que você sentia prazer. Ele preferia morrer ao saber que aquilo era verdade.
Neves bateu a porta tão forte, que fez seu seu corpo estremecer.
- Senta. - mandou e você riu, na verdade, você gargalhou. - Vamos lá, bebê. Acho melhor você se sentar.
- Você não manda em mim. - disse entredentes. Mas Luciano segurou seu ombro e te empurrou levemente, até você cair sentada.
Engolindo o nó em sua garganta você o encarou com expectativa.
- Se ele fodesse você direito, você não estaria sentada como está agora. - ele se ajoelha perto de você, em sua frente. - Você lembra de quando nós fodemos tão bem no seu aniversário ano passado que ficou sem se sentar corretamente por quase uma semana?
- Não é pelo fato de fazermos amor, que seja ruim.
Luciano riu, gargalhou ao ponto de ficar sem ar.
Fazer amor? Não, essa não era você.
- Que fofo, princesa. Ele faz amor com você? - o preto pergunta de maneira sarcástica. - Você não faz amor, Princesa. Você odeia isso, acha entediante, lembra?
- O que você ainda quer aqui, hum? Não já pegou tudo que é seu?
Sua voz estava vacilante, prestes a desabar em lágrimas.
Os dedos de Luciano alisaram seu rosto, mas se enfiaram em seu cabelo com força puxando seu rosto para mais próximo do dele. O ato abrupto te fez gemer.
- Você está certa, neném. - ele estala a língua no céu da boca antes de se jogar sobre você. O peito nu dele roçando contra os seus seios, causando uma fricção que você apreciou e que te fez lutar para não gemer. - Vim pegar o que é meu. E você, Princesa, você é minha.
O nariz de Neves se arrastou pelo seu pescoço, sua pele se arrepiou.
- Você não gosta de lento, nem fofo e muito menos doce. - falou. - Lembra no início? Eu fazia assim, mas você nunca gozava e então ficava pedindo por mais? "Mais rápido, Luciano.", "Mais forte, Luciano.". Não é assim que você fala, princesa?
- Lu...
- Não adianta vim toda marrentinha pra cima de mim, não quando eu sei desmontar você em dois segundos. - ele te beija rapidamente. - Se você não quer isso, então por que está tão molinha assim, hum?
Seus olhos vibravam nele. Suas mãos agarraram o couro branco do sofá a medida que ele avançava sobre você, entre suas pernas.
- Você não tem autocontrole quando se trata de mim, não é? - ele perguntou. A boca de Luciano estava na altura da minha barriga, espalhando beijos pelo meu abdômen. A ponta da sua língua se arrastou do umbigo até onde beirava minha calcinha, suas pupilas dilatadas nunca saindo de mim.
Eu arfei quando o preto me fez abrir as pernas e encaixou sua cabeça entre as minhas coxas, seu lábios avermelhados bicando o tecido da minha calcinha molhada e seus olhos, malditos sejam, grudados em mim a cada instante. Fechei os olhos e agarrei seu cabelos negros quando a calcinha foi arrancada de mim, logo tive seus dedos abrindo meus lábios e expondo minha buceta inchada e úmida para ele.
Os dedos de Luciano são grandes, como absolutamente tudo nele; as pontas são calejadas devidos as horas que ele passa na frente do computador, cheios de anéis. Ter esses dedos dentro de mim depois de tanto tempo, me trouxe uma sensação de nostalgia. Ninguém havia tocado ali desde que terminamos, nem mesmo o cara que eu estava saindo. Luciano era o meu único e continuou sendo mesmo depois que terminamos.
Afundando os dedos em mim, Luciano sorri vendo a minha expressão de completo prazer. Ele gosta tanto de estar no controle e eu gosto que ele goste disso. Afrouxo o aperto em seu cabelo quando o entra e saí se torna lento, até que ele pare.
- Meus dedos são bons, mas nada se compara ao meu pau não é, querida?
- Sim...
Digo com expectativa.
- E nada se compara a sua bocetinha. - Neves sorri.
Observo ele se ajoelhar e tirar sua calça jeans preta com uma mão só, enquanto a outra ele usa para massagear meu clítoris lentamente. Uma vez que ele consegue remover sua calça e junto dela a cueca, passo a língua pelos lábios vendo seu pau bater contra seu abdômen; duro e molhado.
Sem mais palavras, não foi preciso. Nós gememos juntos quando ele me invadiu. Abracei suas costas e enrolei minhas pernas ao redor da sua cintura fazendo ele ir mais fundo. Em resposta, Luciano mordeu meu pescoço e sei que o fez para deixar uma marca.
- Senti tanta sua falta, bebê. - sussurrou em meu ouvido. A declaração fez meu coração se apertar e eu não tive coragem de responder.
- Cama. - peço quando ele coloca a testa contra a minha. Ele rapidamente assente e me puxa com ele, ainda dentro de mim.
O garoto fecha a porta com o pé e me coloca sobre a cama, apoiando seu corpo colando uma das suas mãos ao lado da minha cabeça.
- De quatro? - perguntei baixo e ele sorriu saindo de mim.
- Que bom que ainda lembra das regras, Princesa.
Reviro olhos com sua arrogância e viro de bruços, logo tendo minha bunda puxada para cima apenas para ser invadida novamente.
Luciano é bruto e sem limites, mas eu gosto disso. Ele é a medida perfeita que me trata como uma princesa pelo dia e como uma vadia a noite. Seu punho segura meu cabelo e puxa para colar minhas costas em seu peito, logo tendo sua mão ao redor do meu pescoço.
- Eu vi você revirando os olhos. - lambeu minha bochecha. - Tá ficando muito abusada pro meu gosto.
- O que você vai fazer, hein? - desafiei. Eu já estava na chuva, então revolvi me molhar.
- S/n, S/n... você está brincando com fogo. - soltou meu cabelo e apoiou meu ombro fazendo meu corpo descer. Duas próximas estocadas foram ardentes e duras, com força e que fizeram eu estralar todos os dedos dos pés de uma única vez de tanto que eu retorci.
Minha bunda ardeu no primeiro tapa e eu gritei. Cansada, deixei meu rosto cair contra o travesseiro enquanto Luciano afundava seus dedos batendo na minha bunda fortemente e igualmente de ambos os lados.
Minha voz era rouca por conta dos gemidos e eu já não tinha mais forças quando gozei a terceira vez. Pontos pretos apareceram em minha visão e tudo que vi lembro foi de apagar sentindo Luciano gozar dentro de mim.
[...]
Acordei sentindo um peso em cima de mim, abri os olhos olhando pela janela vendo que ainda era noite e que Neves estava sobre o meio peito e com seus braços ao redor da minha cintura. Tentei me mexer mas isso só arrancou um gemido baixo de mim que percebi que ele ainda estava dentro de mim.
Impedida de sair, comecei a fazer cafuné em seus cabelos negros como os pelos de um corvo. Seu perfume me deixa inebriado e ainda meio drogue por conta dos múltiplos orgasmos. Luciano sempre me fodeu tão bem que é até bom sentir essa sensação de novo.
- Lubby? - o chamo por seu apelido.
- Hum? - levantou a cabeça para me olhar, apoiando o queixo em meu peito. Seus lábios estavam vermelhos e seus olhos atentos em mim. - Você capotou, né? - Assenti com a cabeça.
- Fazia tempo que eu não fazia tanto esforço. - sussurro. - Tô exausta. - Ele riu anasalado.
- Você não tava saindo com um cara? - ele levantou a sobrancelha com deboche.
- Sim, mas não transamos. - falei. - Você foi primeiro e continua sendo meu único, artilheiro.
- Não me chama assim. - ele pediu, mas sem irritação. - Já faz tempo que eu não sou artilheiro de nada...
- Mas foi assim que a gente se conheceu. Não me peça para esquecer isso. - falei.
Eu o conheci em 2020, quando ainda era uma academia de jornalismo que tinha que entrevistar jogadores para meu canal esportivo do Youtube e quando ele foi o artilheiro do campeonato no mesmo nome, o destaque dele foi tão grande que foi um dos atletas com mais pedidos de entrevista.
Ficamos em silêncio apenas olhando um para outro. Levei minha mão que afagava seu cabelo até atrás de sua orelha, onde eu sabia que havia uma tatuagem com meu nome.
- Você vai apagar? - perguntei baixo passando o indicador por cima, com medo da resposta.
- Você sabe que eu nunca faria isso. - disse. - Eu sou seu, lembra? A tatuagem é um lembrete disso.
- Você não é mais meu. - minha voz saiu embargada.
- Eu sempre você ser seu, minha princesa. - ela afirma. - Minha linda, sou seu desde que você enviou a primeira mensagem me convidando para a entrevista, desde que me provocou com aquela maldita saia xadrez vermelha que usou no primeiro jogo do São Paulo que foi. Sou completamente seu.
Algumas lágrimas caíram, mas não deixei me abater.
- Então não vai mais embora. - pedi, lágrimas escorrendo. - Não me deixa mais, Luciano.
Ele se move em cima de mim e se levanta para segurar meu rosto com as mãos.
- Meu bebê, não vou mais. Eu prometo com todo meu coração. - encostou.
- Promete pra mim que não vamos mais brigar por ciúmes e que você vai confiar em mim daqui pra frente. - peço e ele me olha sério. - Luciano?
- Eu não consigo me conter quando aqueles babacas da faculdade ficam babando em você. - ele suspira e brinca com meu cabelo. - Ninguém olha o que é meu.
- Você tem razão. - digo. - Sou sua, apenas sua e vou ser para sempre. Nada vai mudar isso, Luciano Neves. Entendeu?
- Entendi.
- Ótimo.
Ele volta se deitar em meu peito e então tudo seria como deveria ser. Nós vamos acordar pela manhã e fazer o café juntos, eu vou à trabalhar, ele vai para o treino. Vamos nos casar logo depois e dar início a construção do projeto que ele fez para a nossa casa junto com o empreiteiro, onde iremos morar com nossos bebês perfeitos e nosso lindo golden. E então tudo, tudo mesmo, estaria em seu devido lugar.
esse é um dos capítulos que eu amodeio
pedido por casspfc espero que tenha gostado, gatinha 💚
sobre as demais sugestões eu peço apenas que tenham paciência, não é toda hora que eu tenho inspiração pra escrever.
se houver algum erro, por favor me avise para que eu possa corrigir :)
love, succs.🍃
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