L7NNON
🦜ྀི ┋TEMA : fofo/triste
🦜ྀི ┋AVISOS : nenhum
🦜ྀི ┋SINOPSE : onde Lennon conta sua história de amor com S/n
Boa leitura, pivetes 💚
UMA PARTE DE NÓS
! ʾ Lennon pov's ⩇ ˙ ៹
Era uma noite quente de verão na Bahia, e eu, Lennon, subia ao palco para dar início ao meu show. Mas então, aconteceu. Eu a vi. S/n. Ela estava lá, no meio da plateia, com aquele sorriso cativante e olhos que brilhavam como estrelas. Ela era como um raio de sol entre a multidão, e a cada nota que eu cantava, meu olhar voltava para ela. Era como se o mundo inteiro desaparecesse, e só restasse nós dois naquele momento. Aquela noite, minha vida mudou para sempre.
Quando o show acabou, eu me apressei para o camarim, ainda pensando naquela garota incrível na multidão. Eu já havia estado na presença de muitas mulheres em minha vida, mas nenhuma sequer conseguiu atingir minha atenção como ele conseguiu apenas com um sorriso.
E então, como um milagre, ela apareceu. S/n entrou timidamente, mas seu sorriso era radiante. Nós trocamos Instagram e números de telefone.
Mas tarde, já no hotel, dando uma stalkeada no perfil dela eu descobri que ela era alguns anos mais jovem do que eu. Eu tinha quase 30 anos, enquanto ela tinha apenas 21. Isso me deixou um pouco receoso, mas sua presença era tão magnética que eu sabia que não podia deixá-la escapar.
Nos dias que se seguiram, passamos horas conversando por vídeo chamada. Ela me contou sobre sua jornada na faculdade de direito e como estava ansiosa para se tornar uma desembargadora.
Nossas conversas eram cheias de risos, sonhos e confidências. A cada dia, eu me via mais apaixonado por ela, e nossa conexão só crescia, apesar da distância física que nos separava.
Finalmente, depois de semanas sem nos ver pessoalmente, eu peguei um avião e fui para Salvador. Quando a vi novamente no aeroporto, não consegui mais resistir. Em um momento impulsivo, a beijei na frente de todos, sem me importar com o mundo ao nosso redor. Era como se o universo estivesse conspirando para nos unir.
- Passei a viagem toda pensando nisso.
- Se queria tirar as palavras da minha boca então eu digo que conseguiu, pretinho - ela sorriu, ainda com a testa colada a minha. Sentia suas unhas em minha nuca e minha pele se arrepiou, o que a fez sorrir.
Nossos dias em Salvador foram mágicos. Tivemos momentos românticos à beira-mar, íntimos sob o luar e nos divertimos explorando a cidade juntos.
- Eu poderia facilmente morar aqui - falei saindo do Mar. S/n tirou os olhos do livro que lia e mordeu os lábios me olhando. - Que foi? - indaguei, sorrindo.
- Vem aqui - me chamou, levantando-se para sentar. Me sentei ao lado dela e logo ela me puxou para um beijo. S/n sempre foi do tipo que amava contato físico e demonstrações de afeto onde quer que estivéssemos. Desci os beijos pelo pescoço dela, aproveitando nosso momento sozinhos. Sua pele tinha um cheiro cítrico que eu amava, era singular e único que era apenas dela.
- Hum - ela gemeu, arranhando minhas costas. Deitei ela sobre a espreguiçadeira e permaneci beijando seu pescoço e seu colo. - Preto?
- Fala - disse, erguendo os olhos pra ela.
- A gente podia transar aqui, né? - perguntou, sorrindo de canto com sua carinha de safada que eu tanto amava. S/n tinha as ideia mais loucas, inusitadas e eu amava embarcar nas ondas dela e foi quando eu entendi que mesmo tendo trinta anos, ainda tinha muito o que ver, experimentar, sentir e foi com ela que eu consegui tudo isso.
- Depois a gente vai precisar de um banho. - falei, mordendo o queixo dela, que riu.
- De Mar?
E foi a partir da sua ideia louca que nós transamos na beira da praia de Boa Viagem. Onde ela cavalgou em mim como ninguém e no fim falamos a pela primeira vez que nos amávamos.
No último dia, antes de voltar para o Rio, eu a pedi em namoro, e ela aceitou com um sorriso brilhante. Estávamos vivendo um conto de fadas moderno.
Passei o dedo pelas lágrimas dela e beijei sua testa, sorrindo.
- Tenho que te perguntar uma coisa, linda.
- Pode perguntar.
Tirei a caixa do anel de dentro do meu bolso e abri em sua frente.
- Oh, Lennon - disse e chorou mais um pouco, me olhando com um bico lindo. - Preto...
- Só saio de Salvador depois que você aceitar ser minha namorada.
- Então eu não vou aceitar - diz ela, abrindo sorriso. - Não quero que você vá.
- É só por um tempo.
- Eu sei, tô só brincando - beijou minha bochecha. - É claro que eu aceito.
Meses se passaram, e o relacionamento à distância nos fortaleceu ainda mais. O dia da formatura de S/n finalmente chegou, e eu queria fazer uma surpresa especial. Mesmo dizendo que não poderia comparecer, eu sabia que não podia perder esse momento importante em sua vida. Assim, fiz uma surpresa: voei para Salvador e a aguardei do lado de fora do salão de formatura, vestido elegantemente com um terno que ela mesma me ajudou a escolher.
Quando S/n ouviu seu nome ser chamado e caminhou para receber o diploma, ela escolheu minha música, "Gratidão", para acompanhá-la. Enquanto ela entrava, eu cantava escondido, até que eu apareci e nossos olhares se encontraram.
- Pai, não tô na área que o senhor queria. Mãe, lembra que eu disse que conseguiria? - cantei olhando enquanto ela atravessa o tapete vermelho para receber o tão sonhado diploma de Direito que ela lutou. Passando por cima das opiniões dos pai, o qual ela entrou diversas vezes em conflito por esse motivo. Mas minha preta resistiu e seguiu seu sonho. - Minha vitória não é saber que eu tenho grana. E sim reconhecer que sem Deus não aconteceria. Se precisasse eu faria tudo de novo, faria tudo de novo, faria tudo de novo...
Eu estava incrivelmente orgulhoso dela, e a emoção tomou conta de ambos naquele momento especial.
Após a festa de formatura, S/n compartilhou a notícia emocionante de que havia conseguido um emprego em um dos melhores escritórios de advocacia do Rio de Janeiro. Isso significava que ela se mudaria para o Rio para ficar comigo. Mal pude acreditar na sorte que tinha. Emocionado e cheio de amor, eu a pedi em casamento, e ela aceitou com lágrimas nos olhos. E a partir daquele momento nós começamos a planejar nossa vida juntos, onde começamos a semear momentos únicos e especiais.
Os meses seguintes foram repletos de felicidade. S/n se mudou para o meu apartamento no Rio, onde começamos nossa vida juntos.
- Bom dia, meu preto - senti seus beijos em minha nuca e suas unhas em minhas costas. - Tenho uma surpresa pra ti...
- Hum - murmurei já abrindo o sorriso com preguiça. - Bom dia, minha vida.
- Trouxe um cafezinho na cama pro meu bebê - falou em meu ouvido. Abri os olhos tendo a visão de S/n sorrindo e assim levanto. Deixei um beijo em sua bochecha e me sentei encostado na cabeceira.
- E a que devo essa surpresa logo de manhã? - perguntei quando ela colocou a bandeja cheia de coisas entre nós.
- Só quis te agradar, Lê. Se ficou trabalhando até tarde e hoje tem show. Me amor merece uns mimos de vez em quando.
Apenas sorri e mais uma vez a beijei antes de começarmos a comer.
No dia de seu aniversário de 23 anos, S/n e eu recebemos uma notícia que mudaria nossas vidas para sempre: ela estava grávida. Ela chorou, confessando seus medos e inseguranças sobre ser mãe. Eu a abracei e prometi que estaríamos juntos nessa jornada. Nossa promessa era que nosso bebê seria o mais amado do mundo.
- Eu tô com medo, Lennon - apertou as palmas das mãos nos olhos. - Eu não sei cuidar nem de mim, como que eu vou cuidar de uma criança?
- Ei, eu tô aqui, minha deusa - abraço ela e passo a mão em seu cabelo. - Eu vou cuidar de você e do nosso bebê. Vou te ajudar e vou estar sempre aqui pra te amparar. Eu te amo, S/n. Eu te amo e eu tô muito feliz em saber que vou ter um filho contigo.
Ela se afastou e após recuperar o fôlego me olhos com os vermelhos e marejados.
- Eu também tô feliz. Só tô com medo. Não sei o que fazer agora.
- Eu também não faço ideia, mas vamos aprender juntos. Eu prometo.
Oito meses se passaram, e descobrimos que estávamos esperando um menino. Passamos horas olhando todas as coisinhas de bebê, ansiosos pela chegada de nosso filho. A alegria que sentíamos era indescritível, e imaginamos todas as aventuras que compartilharíamos com nosso pequeno.
- Olha essa roupa, nego - me mostrou um body azul pequeno que me fez sorrir. - É tudo tão pequenininho.
- É bom ter uma noção do que comprar agora que sabemos o sexo dele - falei, olhando as várias variedades de roupas pra bebê. Tirei um macacão da Gucci e mostrei pra ela. - Meu filho só vai andar trajado, se liga.
- Tem uma toca aqui que combina direitinho com esse ai - falou animada indo procurar.
No entanto, em dia, enquanto eu estava no estúdio trabalhando, recebi uma ligação do celular de S/n. O pânico tomou conta de mim quando ouvi a voz do médico do outro lado. Ela tinha sofrido um terrível acidente de carro. Meu coração acelerou, e eu corri desesperadamente para o hospital.
No hospital, o médico me contou os detalhes do acidente. Meu coração afundou quando ele disse que não podiam fazer nada para salvar S/n, mas que o bebê estava bem.
- A picape bateu em cheio no lado do motorista onde ela estava. Fizemos tudo o que foi possível mas infelizmente não conseguimos salvar sua noiva. - assim que o médico disse aquelas palavras era como se o mundo tivesse caído e acabado ali mesmo pra mim.
Minha preta. Minha vida. Meu amor.
Eu não conseguia entender.
Como Deus pode ter tirado o que eu mais amava de mim?
- Mas, felizmente, conseguimos salvar o bebê - olhei para o doutor com a vista embaçada.
- Onde ele tá?
Eu segurei as lágrimas enquanto o médico falava sobre a saúde do nosso filho. Meu mundo desabou naquele momento, e eu me senti completamente impotente diante da tragédia que se desenrolava diante de mim.
- Bernardo. - passei o polegar pela testa dele. S/n havia escolhido esse nome por causa de seu significado, no caso, força. E agora parece fazer mais sentindo. - Meu campeão.
Olhei para seus olhos que eram idênticos aos olhos da minha mulher e sorri. Era a parte dela que havia restado comigo.
Nosso pequeno guerreiro.
Nosso filho nasceu, um raio de esperança em meio à escuridão que havia se abatido sobre nós. Mas S/n se foi, deixando um vazio insuperável em minha vida. Era como se uma parte de mim também tivesse morrido naquele acidente. A dor da perda era avassaladora, e eu me perguntava como seguiria em frente sem a mulher que eu amava.
Anos depois, nosso filho cresceu e começou a mostrar traços da mãe. Seus jeitos, suas manias, até mesmo a maneira como ele sorria.
- Bê, chuta a bola pro pai aqui - disse ao garoto de pouco mais de quatro anos. Ele correu com suas perninhas curtinhas e chutou a bola na minha direção. Foi inevitável não deixar ela chegar até o gol para vê-lo comemorar com o "Siuu" do CR7 e em seguida a gargalhada igual a da mãe.
- Bê é caque - corre até mim e me abraça envolvendo seus bracinhos em volta do meu pescoço.
- Sim, o Bê é um craque - faço cócegas nele, que gargalha. - Mas agora o Bê precisa de um banho.
- Mar? - me olha com expectativa. Sinto o solavanco em meu coração com sua fala. Ele é tão apaixonado por Mar quando S/n era. Eu rio, mas nego com a cabeça. - Ah.
- Amanhã. Amanhã é domingo e a gente banha de Mar. Mas agora vai ser no chuveiro mesmo.
Enquanto brincávamos juntos, percebi que S/n estava viva através dele. Sua presença era sentida a cada dia, e eu sabia que ela nunca nos deixaria completamente.
Nossa história de amor teve um começo mágico, um meio cheio de esperança e alegria, mas um final triste e devastador. No entanto, mesmo diante da perda, encontramos forças para continuar, e a memória de S/n viveu através de nosso filho. A vida nos ensinou que o amor verdadeiro é capaz de transcender a morte, e S/n sempre seria parte de nossa história.
o choro é livre para todos os públicos 👍
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top