BACO EXU DO BLUES

🦜ྀི ┋TEMA : fofo
🦜ྀི ┋AVISOS : nenhum
🦜ྀི ┋SINOPSE : onde após um comentário Diogo fica inseguro em relação a seu futuro com S/n

Boa leitura, pivetes 💚

FILHOS?
! ʾ s/n  pov's  ˙

- Amor? Tá pronto?

Gritei para Diogo, que ainda estava no quarto fazendo sabe sei lá o que. Eu hein, pior que noiva.

- Já tô indo, s/n!

Gritou de volta e eu revirei os olhos.

Estamos indo almoçar na casa dos meus pais. Preparei uma surpresa para os meus sobrinhos lindos e estou levando a sobremesa.

- Podemos ir agora. - falou entrando na sala. Ele está um gato, como sempre usando sua típica bermuda preta rascada, uma blusa de linho azul escuro com os botões de cima abertos e um cordãozinho branco. Porra, meu namorado é muito gostoso.

- A gente pode ficar? Você tá tão gostoso que eu fiquei excitada. - coloquei os braços em seu pescoço.

- Gostosa... você sabe que eu adoro está dentro de você, mas agora não vai dar. - beijou minha testa e me puxou para fora da casa.

O caminho até a casa dos meus pais foi tranquilo, composto apenas por um Diogo cantando suas próprias músicas e uma s/n admirando sua bela voz. Meu namorado estacionou o carro em frente a casa, ou melhor, mansão dos meus pais, e saímos do carro logo entrelaçando nossas mãos.

Abri a porta e vi minha mãe, ela sorriu.

- Onde estão Julia e Melody? - Perguntei pelas minhas irmãs.

- Estão no jardim de trás com as crianças e os outros. - Sorriu. - Iai, Diogo.

- Oi, senhora s/s.

Carreguei ele comigo para a parte de trás da casa, no caso o quintal, e logo vimos a movimentação de pessoas e... crianças.

- Abelhinha! - Ouvi me chamarem.

- Papai! - falei com ele, alguns primos e o meu avô.

- Já deixei sua comida separada, nada de carne para você. - falou e eu sorri. Ele ainda cuida de mim. - Fala ai, Alvaró, tudo certo?

- Senhor. - o cumprimenta. - Tudo certo sim.

Diogo falou sério. Papai e ele são quase melhores amigos, apesar de meu pai querer ter matado ele da primeira vez que se viram. Foi uma cena hilária, admito.

Andei até as minhas irmãs e falei com cada uma.

- Onde estão as coisas mais fofas da tia?!

- Titia! - Ouvi meus lindos sobrinhos gritarem e pularem em cima de mim fazendo-me cair no chão rindo.

- Calma meus anjinhos, tem Titia s/n pra todo mundo. - falei sentando-me na grama.

Ao todo são cinco crianças. Lina de cinco, Ravi de sete, filhos de Julia, minha irmã mais velha. Jumper e Julie de seis são gêmeas e filhas de Melody, e o mais novo, Theo, de nove meses também filho de Melody. As coisas mais lindas.

- Tio Diogo tá aqui também. - meu namorado sentou-se ao meu lado.

- S/n, vamos ajudar mamãe com o almoço, fica ai com as crianças. - Julia falou e Melody a seguiu para dentro da casa.

- O que vocês acham da gente fazer uma caça ao tesouro? - perguntei logo ouvido seus gritos animados. - Deixei moedas de chocolate escondidas pelo jardim, um saquinho para cada. Vamos lá, quero vê todos procurando.

Dito isso, as crianças saíram correndo. Encarei o pequeno Theo que estava no colo do meu namorado.

O útero chega a coçar, meu pai.

- E você pequeno, pode ganhar o seu quando estiver maior. - falei para o garotinho de bochechas rosadas.

- Como eles podem ser tão pequenos e ao mesmo tempo tão cheios de energia? - Diogo perguntou olhando as crianças correrem pelo jardim a procura do "tesouro".

- Não faço ideia, Bebê. - encostei minha cabeça em seu ombro e suspirei olhando as crianças.

[...]

- E então, s/n. Quando vamos ter um bebê seu pela casa também? - vovó perguntou e eu engasguei supresa. - Você é a única que não me deu um bisneto ainda, querida.

- Mamãe! - meu pai falou. - s/n é nova de mais para isso. Sem pressa não é filha?

- Sim, não está na hora certa.

Foi tudo que respondi. Vi que Diogo ficou meio tenso com a conversa e logo depois fechou a cara.

O almoço terminou sem muita enrolação e fomos embora logo depois de ajudar a minha mãe arrumar a cozinha. Diogo ainda estava bravo com alguma coisa, mas só eu havia percebido, conheço ele muito para saber que algo está errado.

Chegamos em casa sem dá uma palavra.

- Eu vou pro estúdio. - murmurou baixo e foi em direção ao mesmo, mas o puxei. - Algum problema?

- Eu que pergunto, qual o problema? Conheço quando você não está bem. - segurei suas mãos e ele as soltou se afastando.

- Não tenho nada, eu vou trabalhar agora.

- Beleza, então.

Falei e deixei bem óbvio a decepção em minha voz. Ele apenas seguiu para o estúdio e se tracou lá a tarde inteira.

Saí da sala com os olhos marejados e com um pouco de raiva. Qual o problema dele? É tão difícil conversar?

[...]

Olhei para o relógio no criado-mudo e suspirei. Diogo está no estúdio até agora, sendo que são mais de onze horas e ele passou a tarde inteira me ignorando e eu nem tenho o direito de saber o porquê.

Bom, se ele não quer falar, tudo bem, vai ter que se contentar com o sofá essa noite.

Se não quer falar comigo, também não vai dormir do meu lado.

Repreendo minha mente por pensar tanto nele e a obrigo a focar no livro em que estou lendo. Concentro-me nas páginas e acaba ficando extasiada com a leitura que só percebo que meu namorado otário entrou no quarto quando ouço o barulho de água cair no chão.

Volto a minha leitura e ignoro o ser humano que entra no quarto com o torço desnudo e a toalha enrolada na cintura, seus cabelos estão molhados d as gotas de água escorrer que seu peito.

Volto a minha falha tentativa de ignorá-lo e suspiro frustrada fechando o livro com força.

- Diogo Álvaro - murmuro chamando sua atenção. - Me diz o que tá rolando contigo, por favor, teu silêncio me deixa louca, mano

- Não tá rolando nada. Tô só cansado. - falou e deitou-se na cama.

Claramente algo estava errado.

Diogo sempre, eu digo, sempre mesmo, dorme sem camisa. Estando frio ou calor, doente ou saudável, termos transado ou não. Ele sempre, dorme sem camisa.

Ele cobre o rosto com o braço e eu franzo o cenho.

Ok, agora ou ele fala ou a gente vai ter uma DR mais aqui mesmo.

- Diogo, me diz o que está acontecendo. - disse e tirei seu braço delicadamente de seu rosto.

Seus olhos estão vermelhos, assim como a ponta de seu nariz.

- Você acha que tem algum problema comigo? - perguntou e fungou.

Franzi a cenho limpado a garganta e falei:

- Claro que não. Quem foi que te disse issk? - acho que o tom de irritação na minha voz ficou bem nítido.

Só de passar pela minha cabeça alguém da minha família ter falado algo que magoasse Diogo, me enfurecia. Sei que minha família não é a mais normal, perfeita ou comum. Mas eu não hesitaria em brigar com alguém por causa drle.

- Então qual o problema de termos um filho? Eu sou o problema? - perguntou e aí eu entendi.

Ele está assim desde que a vovó falou de eu ter um bebê. Eu não sei, tenho vontade de ser mãe. Adoro criança. Mas acho que ainda não estou preparada.

- Não tem problema algum, meu bem. Eu só... acho que não estou preparada. - digo e baixo a cabeça.

- Como não? s/n, estamos namorando há cinco anos já, é quase um casamento. Você terminou a faculdade e eu tô decolando na música, estamos perfeitamente preparados para ter um bebê. - ele disse.

- É esse o problema Diogo, eu não me sinto pronta. E se eu não for uma boa mãe? Se eu não conseguir trocar a fralda corretamente? E se eu não conseguir dar de mama? - pergunto pra ele. - Ser tia é uma coisa, pego no colo e se chorar eu devolvo pra mãe. Mas se eu for a mãe, não tem pra quem devolver, é meu, tá ligado?

- É, amor, tô ligado sim - riu - Você se saiu muito bem com as crianças hoje, você trata seus sobrinhos tão bem que até parece mãe deles.

- Eu sei, mas é que...

- Imagina se fosse um bebezinho nosso. Meu e seu. Um com os seus olhos e o me cabelo. Com o seu nariz e a minha boca. Um pretinho ou uma pretinha correndo pela casa de fraldas? - me abraça. - Os brinquedos espalhados, as mamadeiras na pia... o que cê acha?

Não deixei de me emocionar com suas palavras. Ele está mesmo empenhado nesse negócio de ser pai. Nós poderíamos tentar, ele tem razão em cada argumento.

Por um segundo, vem a mente a imagem de Diogo com um neném no colo. Ele com suas mãos enormes, com um bebê tão pequeno. Tenho certeza que ele vai ser um ótimo pai.

- Aí, Pai! Eu quero tentar, a imagem de você com um bebê no colo é tentadora. - disse e sorri. - Mas você sabe que vai me ajudar, né? Acordar de madrugada? Limpar frauda suja... - gastou com sua cara ele ri antes de me beijar.

Ele tirou a camisa e me puxou para deitar em seu peito. Quentinho e confortável, como na nossa primeira vez.

- Se tivermos uma filha o nome dela será Bella. - falou.

- Tipo a do Crepúsculo?

- Não. A minha filha vai ser empodera.

- E se tivermos um menino?

- O nome dele vai ser Liam ou João.

- Ótimas escolhas. Partiu fazer um CPF?

Olhei para ele com um sorriso safado. Ele sorriu de lado e virou nossas posições ficando em cima de mim.

- Partiu, minha gostosa.

Baco do azeite de dendê 🧸

love, succs.🍃

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