Capítulo 50
Entrei no bar e fui até o barman. Cheguei em seu ouvido e sussurrei:
— Você tem uma bebida com cor forte?
Ele me encarou e logo se abaixou pegando algo. E suas mãos apareceram com uma bebida azul. Peguei, dei uma piscadela como agradecimento e saí de lá.
— Sebatiãn, me desculpe! Prometo esperar o tempo certo.
— Você é uma péssima atriz. - Uma voz atrás de mim disse.
Mas quando me virei, a mesma cena que a testemunha do hospital falou acontecia. Uma faca VOANDO tentou me acertar. Desviei para a direita e joguei a bebida nele. Agora sim, conseguia enxerga-lo na cor azul claro. Com seu plano dando errado, Sebastiãn correu.
Me teletransportei a sua frente, fazendo frear com tudo, mas mesmo assim esbarrou em mim. Algo que aprendi ontem no treino, é deixar os pés firmes como se tivesse colado eles no chão. E não é que aprendi? Com a força que Sebastiãn esbarrou em mim, devia ter caído junto a ele.
Peguei minha arma e apontei para sua testa. Ele fechou os olhos esperando eu atirar, mas não fiz isso.
— Você vem comigo! - O levantei pelo pescoço e fiz um sinal para ir andando.
Obedeceu. Andamos por um tempo.
— Podem mandar uma van. Já estou com Sebastiãn.
— Estamos a caminho. - Com um chiado, me responderam no comunicador.
Segurei na barra da roupa dele e me teletransportei para o telhado do bar.
— Por que veio pra cá? Não quer receber elogios por ter pego um vilão?
— Provavelmente não sabem que você é um assassino e um meta humano. E mesmo assim, não trabalho em troca de elogios.
— Dinheiro?
— Olha, isso não é da sua conta. Agora fique quieto. Pareço não ter coragem de te empurrar daqui, mas empurro.
*Risos*
Sebastiãn se sentou enquanto esperávamos a van chegar. Não tirei meus olhos dele. Mesmo sujo, visível, poderia tentar fugir. Mas tentando ser legal, (coisa que eu não devia ser) me sentei ao lado dele e indaguei:
— Você não se arrepende do que fez?
— Eu não. Era a minha vida em jogo!
Como é?
— E aliás, seus pais já estavam velhos. Uma hora ou outra, iriam morrer mesmo.
Me levantei e o puxei levantando-o também.
— Você não ouse falar assim deles, maldito!
— O que vai fazer?
O joguei no chão e sentei em cima da sua barriga. Comecei a soca-lo, sem ver a hora de parar. Mas ouvi o barulho de um carro pesado parar. Só foi por isso que me levantei, fui para a beira do telhado e olhei pra baixo. Realmente, a van já havia chegado.
— Aqui! - Gritei acenando.
Levantei Sebastiãn e coloquei o braço dele traçando meu pescoço. Me teletransportei para frente da van, e os guardas algemaram ele com algemas apropriadas para meta humanos, e entramos. Sim, eu peguei uma carona. Queria andar mais um pouco de carro, era muito bom.
Ao chegar, esperei os guardas descerem com ele que fui atrás. O levaram para uma sala escura, com a intenção de interroga-lo. Prenderam seus braços, pernas e o pescoço na cadeira. Fizeram um círculo de Saizol ao seu redor, para evitar problemas.
Garry, Michelle, Ruan e Marcos. Tirando os guardas que ficaram na porta e em um canto da sala.
Um vidro separava-nos dele. Mas dava para ouvir perfeitamente.
— Nome completo. - Ordenou, Michelle.
— Sebastiãn Liurio César.
— Você é de alguma gangue?
— Não.
— Esse poderes, tem desde que nasceu?
— Olha, vão logo ao ponto. Não vou ficar aqui o dia todo!
*Risos*
Muitos de nós abaixamos a cabeça e rimos, não acreditando no que ouvimos.
— Olha, Sebastiãn. Estamos facilitando as coisas pra você. É só responder, sem nenhuma dificuldade. Ou senão, acredite, você ficará mais que um dia aqui. - Garry o assustou.
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