Capítulo 38

— Aqui. - Me teletransportei para trás dela dando um soco em suas costas. — Aqui. - Repeti a dose.

Comecei a rir e fiquei em posição de um lutador de boxe.

— Cara, isso é muito legal!

Mas por me achar antes da hora, levei um soco no olho. Caí no chão e minhas pernas se levantaram. Abaixei minhas sobrancelhas apertando o olhar. Comecei a flutuar e a encarei.

Coloquei meus pés no chão novamente. Algumas pessoas começaram a chegar, se reunir para uma “luta”. Livia pegou a arma e atirou em minha direção. Consegui desviar, contorcendo a coluna para trás. Passei uma rasteira, mas ela pula, mas não contava que eu levantasse minha perna e prendesse as minhas nas delas. Consegui derruba-la no chão. Sua manga subiu, deixando a mostra uma tatuagem que me chamou atenção. Levei um soco na boca, mas peguei seu braço e torci para trás. Ela gritou de dor, e voltou para sua aparência normal. A dor! A solto e me levanto. Pego-a segurando nas costas e na barriga, jogo contra a parede, fazendo tê-la um impacto a cabeça ao cano de ferro. Por um momento fechou os olhos, e quando abriu, os deixou semicerrados.

— Canalha, - gemeu de dor, — você ainda vai sofrer!

— Não, não vou! Sabe por quê? PORQUE EU JÁ SOFRO O SUFICIENTE!

— Pra onde irá me levar?!

— Não te interessa. - Virei para trás.

Sou agarrada pelo pescoço e jogada para trás. Sem muito o que fazer, começou a correr.

Passei a mão em minha cabeça e me levantei. Olhei com olhos furiosos, fiquei como se fosse correr e voei para cima. A segui lá de cima, esperando o momento exato para descer. Uma velocidade normal, como uma pessoa comum. Há não ser que vire um atleta...

Ouvi barulho de pássaros, e olhei para trás. Não vi nada, mas quando olho para frente, uma revoada me atacou. Não atacou exatamente, estavam de passagem. Cobri meu rosto com uma mão, e posicionei a outra para frente. Quando todos se foram...

— Voltem sempre. - Falei com sarcasmo.

Olhei para as ruas e tinha perdido-a. Bati as mãos na cintura nervosa, até doeu.

Desci normalmente, no meio da rua mesmo. Não teria problema enquanto usara a máscara. Andei e andei, até avistar muitas e muitas pessoas reunidas. Uma placa grande, no alto, escrita: EVENTO ADOÇÃO DE PETS! Ela pode ser qualquer um... Mas lembre-se, olhos semicerrados sempre! Pensei lembrando.

Para evitar alvoroço por alguém que tentou pegar uma vilã, usando máscara e com a fama de “heroina”, enfim, retirei a máscara e fiquei com ela na mão. Esperava para que ninguém que estava lá presenciando eu “capturando” a vilã, estivesse aqui. Se não, já viu!

Comecei a passar entre o pouco espaço que restava, naquele local apertadinho com muitas pessoas. Andei olhando para o rosto de cada um, encarando e recebendo uma encarada de volta.

Fui até um homem de roupa de segurança, e perguntei:

— Você viu uma menina de cabelos loiros passando por aqui?

— Não.

O olhei emburrada e segui em frente.

— Ok.

— Canalha. - Murmurou.

Parei no mesmo instante que ouvi. Olhei pra trás, e só consegui ver um “homem” grande passando em meio a multidão. Corri atrás esbarrando em todos. Batendo os ombros nos outros e pedindo desculpas. Quando saí daquele evento, andei de costas por alguns segundos. Todos concentrados no evento. Voltei a olhar pra frente e voei.

Ouvi um barulho estrondoso, que ficava cada vez mais perto, parecendo ser de um helicóptero. Parou frente a vilã e apontou as armas. Cheguei a suas costas, e enquanto virava mulher novamente, sussurrei em seu ouvido:

— Livia Carmanhose, você atormenta essa cidade, e terá de pagar! - Quase esqueci. — Canalha.

Me olhou furiosa enquanto o pessoal da área 51 a algemava e ela subia no helicóptero.

— Ei, Only, cadê sua máscara? - Um do pessoal dentro do helicóptero perguntou.

— Eu tirei ela pra entrar no evento, mesmo sendo ao ar livre, sabe? Mas ela está aqui na minha mão... - Olhei para minhas mãos, fechei os olhos e balancei a cabeça não acreditando. — Bom, era pra estar.

— Ah, que pena. Vai vir com a gente?

— Não, vou pro hotel. Talvez eu tenha mais missões por aqui.

— Ah, sim. E só uma coisa. Quando voltar, prepara o coração para uma notícia ótima!

— Ok. Posso pegar carona no trem de pouso do helicóptero?

— Só vem!

Eles começaram a decolar, e eu só embaixo segurando. EU SOU MUITO LOUCA! Gritei nos meus pensamentos.

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