Capítulo 11
Voltei com uma cara de preocupada, feliz por ter finalizado mais uma missão e, arrasada pelos meus pais terem se machucado. A minha cara não chamou atenção, e sim a "máscara":
- Uau! O por quê da máscara? - Perguntou fascinado e surpreso, Garry.
- Tinha muita gente no local, meu rosto precisava ser coberto por algo.
Apenas fez uma cara de "hum, parabéns" e foi embora. Em vez de usar a máscara de vez em quando, poderia fazer parte de meu disfarce.
Fui para o refeitório almoçar. Sentei em uma mesa vazia, queria pensar um pouco sozinha. Parecia que a imagem dos meus pais sendo congelados, me atormentaria até vê-los bem.
Quando terminei de comer, me levanto indo em direção a lixeira. No meio do caminho, fico tonta e deixo o prato junto ao copo cair no chão. Coloquei minhas mãos na cabeça, atraindo olhares e pessoas até mim.
- Agente Only, você está bem? - Vozes perguntaram.
- Fiquem longe dela! - Parecia ser o cientista Mário falando. - Já vi isso antes, ela vai perder o controle dos poderes.
De repente, não consigui ouvir o que diziam claramente. Tudo fica embasado, e uma dor extrema vem á cabeça. Só consegui sentir eu chegando ao chão, e minha visão se apagando, escurecendo. Foi uma grande luta para os olhos não se fecharem. Mas estavam tão pesados...
- Only, está nos ouvindo? Only?!
Eu conseguia ouvir, agora. Estava normal sem dor ou vista embasada. Estava deitada em algum lugar, e isso fez com que me levantasse rapidamente. Vi mais de três pessoas em frente aos computadores, parecendo analisar algo, não sei.
- Posso saber?
- Only, você apagou no meio do refeitório. De repente, seu corpo aparecia e desaparecia, parecendo não completar uma viagem teletransporte.
- Acharam o que fez isso comigo?
- Mais ou menos... Parece que você inalou ou ingeriu Saizol.
Minha expressão naquele momento foi espantosa. Na última batalha, que eu saiba/lembre não teve Saizol envolvido.
- Eu só me senti assim, quando terminei de comer. Será...
... Que alguém quis me matar? Com certeza colocaram na hora que peguei a comida. Pretendia voltar ao refeitório, mas antes...
- O que vai acontecer comigo?
- Você é forte, não foi totalmente afetada. No mínimo, você terá que ficar longe do Saizol. Caso contrário, as coisas se tornarão graves.
Fiquei um pouco assustada? Fiquei. Mas o que eu queria mesmo, era saber quem e porque fez isso comigo.
Voltei para o refeitório e fui até a lixeira, pegar os pedaços de pratos e cheira-los. Sim, eu não podia inalar o Saizol, mas corri o risco. Quando coloquei bem próximo ao meu nariz fiquei tonta, chegando a conclusão que realmente colocaram em minha refeição.
Entrei na cozinha e olhei os armários, tudo. Até que uma moça, idosa, aparece nervosa.
- O QUE FAZ AQUI?!
- Por que tinha Saizol em minha comida?
- E eu que vou saber?
Olhei para a mão esquerda dela, a moça segurava o saco de Saizol tentando esconder. Meus olhos se redirecionaram para um canto dá cozinha que, tinha a foto da vilã que combati na batalha anterior. Sim, da mulher-gelo.
- O que ela era sua?
- Sobrinha. A única família que eu tinha restante.
- Eu lamento, mas foi preciso detê-la!
- Não! - Gritou com lágrimas nos olhos e enquanto jogou o Saizol em mim.
Consigo desviar. Rastejei pela cozinha me escondendo, (ou pelo menos tentando) sem a ideia de machuca-la.
- Moça, não quero machucar você!
- Mas já conseguiu, MATANDO MINHA SOBRINHA!
- EU A MATEI PORQUE FOI PRECISO! Ela machucou meus pais. - Falei me pondo a frente da moça.
- Mas...
- Entenda! Ela atormentou essa cidade, e teve a chance de se redimir.
Randzy, entra na cozinha nos encarando com os braços cruzados e um olhar frio.
- O que há aqui?
- Nada. Já foi dito o que devíamos ouvir. - Sai da cozinha.
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