Capítulo 04
Hércules sentiu seu coração gelar quando viu Jason prestes a disparar uma flecha em Iolaus. Quando não obteve resposta para sua pergunta, saltou sobre o príncipe atingindo seu rosto com força o suficiente para deixá-lo inconsciente. Não teve tempo para ver se havia funcionado. O grito desesperado de Iolaus chamou sua atenção e ele olhou na direção do rio a tempo de ver Iolaus desaparecer na água.
Sem um segundo pensamento o semideus correu até o rio e saltou na água desesperado para alcançar seu amigo. Por alguns segundos ele ainda foi capaz de ver os braços de Iolaus sacudindo violentamente enquanto ele era levado pela correnteza, mas então ele acabou por desaparecer por completo.
— Iolaus – Hércules gritou Antes de mergulhar e nadar o mais depressa possível na direção que o loiro havia estado.
A correnteza era forte e deu bastante impulso ao rapaz, mas isso ainda não era suficiente para alcançar Iolaus antes que ele chegasse a cachoeira que ficava ali perto.
Felizmente não demorou muito para ver o caçador,seu corpo não estava muito fundo, mas continuava seguindo o fluxo da correnteza, a flecha com que Jason o atingiu havia quebrado, mas a ponta permanecia presa em seu ombro. Hércules aumentou a velocidade, desesperado. Seus pulmões estavam sedentos por ar, mas ele não podia se dar ao luxo de voltar a superfície sem alcançar Iolaus.
Sua mão finalmente alcançou o colete de Iolaus, mas o tecido o couro escorregou duas vezes antes que conseguisse um aperto forte o suficiente para puxa-lo para perto.
Sem perder tempo, o Semideus envolveu o braço ao redor do corpo do amigo e começou a nadar de volta para cima, já sentindo pontos negros surgindo em sua visão devido a falta de oxigênio. O tempo parecia passar mais devagar que o normal e quando finalmente conseguiu chegar a superfície soltou a respiração e inalou a maior quantidade de ar que foi capaz.
Um olhar para o amigo a seu lado, mostrou que ele ainda estava inconsciente, mas Hércules sabia que não havia nada que pudesse fazer enquanto não saísse da água.
Mesmo com sua força Sobre-humana, nadar contra a corrente era difícil para o semideus, principalmente pelo fato de um de seus braços estar ocupado com o corpo de Iolaus.
— Ártemis – Ele gritou um pouco sem fôlego – Afrodite, Hefesto. – Ele esperava que pelo menos um de seus parentes divinos que não o odiavam viesse em seu socorro. – Por favor.
Com esforço Hércules conseguiu chegar mais perto da margem e se segurar em uma das rochas. A água passava por ele com força fazendo seu aperto na rocha ser cada vez mais difícil. Ele podia sentir as pontas afiadas da superfície irregular cortando a palma de sua mão, mas se recusou a soltar. A margem do rio ficava a cerca de cinquenta metros, mas ele não achava que teria força o suficiente para nadar até lá.
— Iolaus? – Ele se atreveu a chamar finalmente. Não deveria ser uma surpresa quando o loiro não respondeu, mas a falta de resposta fez uma sensação terrível se instalar em seu estômago. – Iolaus, você precisa acordar. Eu preciso de ajuda... Não vou conseguir...
Suas palavras foram interrompidas quando uma corrente de água especialmente forte passou por eles fazendo Hércules perder o controle sobre a pedra.
— Não... – Ele gritou, enquanto tentava outra vez ir contra a correnteza, apesar de seu esforço, ele sabia que a única forma de conseguir sair do rio era deixando Iolaus para trás. A parte lógica de seu cérebro dizia para fazer isso, já que Iolaus estava morto de qualquer maneira. O semideus no entanto se recusou. Se eles iam morrer, iam morrer lado a lado.
O destino novamente foi contra os planos de Hércules quando uma câimbra particularmente dolorosa causou um espasmo no seu braço que o fez perder o aperto firme que mantinha ao redor da cintura de Iolaus e o deixou escapar.
— IOLAUS – Mesmo com o cansaço sua voz foi alta o suficiente para ecoar sobre o ruído da água caindo na cachoeira que se aproximava. Hércules tentou alcança-lo de novo, mas no fundo de seu coração sabia que era tarde demais. A câimbra em seu braço persistia e dessa vez ele não conseguia nadar nem mesmo para salvar a si mesmo.
Enquanto deixava seu corpo a sabor das correntes que ficavam cada vez mais fortes, ele sentia o cansaço tomar conta de seus sentidos, decidindo que não havia nada que pudesse fazer para se salvar ou a Iolaus, Hércules cedeu a inconsciência e deixou seu corpo afundar...
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