Apoio E Família

~Visão de Fabrício ~

Eu cheguei chorando silenciosamente no meu quarto, depois de ver meu pai com uma amante. Arthur entrou em seguida e me abraçou na cama. Acho que meu choro era mais por alívio do que por qualquer outra coisa. Era como se eu tivesse ganhado da vida minha carta de liberdade, depois de ter passado por coisas horríveis dentro de casa. Não sabia como tudo iria funcionar, mas sabia que ele não queria que uma traição fosse exposta, porque ele tem acordo sobre isso no documento do casamento, onde ele precisaria pagar várias indenizações pra minha mãe, pois uma traição pública significaria exposição desnecessária – e tudo que ele não queria era dar todo aquele dinheiro pra ela. 

– Eu imagino o quão difícil deve ser flagrar seu pai daquela forma, mas você precisa manter a calma. – ele diz e eu o observo. 

– Eu já sabia que ele traía ela recorrentemente. – nesse momento Arthur parece ficar surpreso. – Ela também. Eu só nunca pensei que conseguiria flagrar e fotografar a ponto de colocar ele nas minhas mãos dessa forma. Vem. – o chamo e saímos do meu quarto.

– Onde estamos indo? – pergunta. 

– Na sala de segurança, ele não deve ter tido tempo de pensar em apagar tudo. – continuo andando. 

Quando chegamos, os seguranças que controlavam as câmeras se levantam e dão espaço. Pego um pen drive que tinha achado no meu quarto e conecto no cpu do computador da câmera 16, que era a da sala. Começo a salvar as gravações do dia e depois disso saio do lugar. De volta no meu quarto, faço algumas cópias não só das imagens quanto das fotos que tinha tirado da moça e dele. 

Precisava produzir o máximo de provas contra meu pai naquele momento, antes que perdesse a oportunidade de me livrar dele. Aproveitei pra ligar pra minha mãe e dizer o que tinha visto e tirado fotos. Pela primeira vez em toda a minha vida ouvi ela chorar de alívio ao saber o que estava acontecendo e já aproveitei pra mandar a foto pra ela, para que ela pudesse ameaçar meu pai, caso ele começasse a ameaçá-la. 

– Precisa descansar. – Arthur comenta, enquanto estava sentado na minha cama, esperando. Eu estava no computador, terminando de fazer o que precisava. 

– Eu vou, só preciso deixar tudo no ponto e esconder tudo. Meu pai não pode achar. 

– Parece que vinha planejando isso por bastante tempo. – o observo. 

– É claro. Oportunidades únicas só aparecem pra pessoas lascadas uma vez. – termino, me encostando na cadeira e respirando fundo. Arthur, então, vem andando até mim e se senta no meu colo, de frente pra mim. 

– Quando chegamos e você chorou, pensei que estivesse chorando de tristeza, mas aparentemente eu que entendi errado. – ele diz e eu sorrio, beijando-o e me aproximando de seus ouvidos.

– Eu estou tão feliz que poderia te comer agora se quisesse. – digo e encosto minha cabeça na cadeira mais uma vez. – Mas acho que a euforia não seria boa, porque eu ia acabar perdendo meu jeito carinhoso contigo. 

Arthur, então, começa a rebolar lentamente no meu colo, o que faz com que eu comece a tentar controlar meus instintos. Era como se ele tivesse parado de se importar com esse tipo de coisa há muito tempo, porque quando estávamos juntos e inspirados, ficávamos extremamente excitados o tempo inteiro. 

Minha mão, então, passeou até sua bunda e começamos ali mesmo. A cada beijo dele no meu pescoço meu corpo respondia com espasmos e não demorou muito tempo até que tirássemos nossas roupas. Por incrível que pareça, como a cadeira era bem confortável, ficamos ali mesmo, até mesmo na hora da penetração, que foi firme do começo ao fim, não importando muito se era ele que estava sentando ou eu que estava metendo. 

Quando trocamos de posição e ele ficou de pé, apoiado na minha mesa, eu dei diversas estocadas fortes seguidas, a ponto de perceber que as pernas de Arthur começaram a tremer. Ainda penetrando-o, então, me deitei levemente sobre seu corpo e parei minha boca próxima de sua orelha.

– Tá cansado? – pergunto e ele nega com a cabeça. – Então olha... – passo minha mão pelo seu pescoço e levanto seu rosto por baixo. Como a persiana externa do meu quarto estava fechada e uma das minhas luminárias estava ligada, dava pra ver nosso reflexo pelo vidro da janela. – Assiste eu te foder um pouco, meu amor. – desço minha mão até o membro de Arthur, que estava bem rígido. 

Ele realmente nos assistiu e enquanto fazia isso ficava cada vez mais excitado e soltava gemidinhos pra mim, o que fazia com que eu o masturbasse com mais força e desse cada vez mais estocadas. Quando entramos em um ritmo mais firme, cada vez que eu dava um tapa em Arthur, ele abaixava a cabeça e gemia várias vezes. Por causa disso não cheguei ao orgasmo apenas uma vez, cheguei várias e ele também. Depois da primeira vez, passei minha mão por sua nuca e puxei levemente seu cabelo, o que fez ele gemer de uma forma tão gostosa, que veio a segunda vez e o ritmo não parou até que ele também sentisse o mesmo diversas vezes seguidas.

Tomamos banho de banheira juntos, agarradinhos e em silêncio. Por um tempo Arthur até mesmo dormiu no meu peito, relaxado e eu permaneci pensando sobre o que iria acontecer na minha vida ali em diante. Mesmo com todas as precauções, tinha medo que meu pai surtasse, como já tinha feito antes. 

– Acho bom você dormir. Já que está frustrado e amanhã vai comigo almoçar na minha avó. – Arthur comenta, assim que terminamos de banhar e começamos a nos vestir.

– O que vai acontecer lá? 

– Reunião de família e um pronunciamento muito importante. 

– E sua mãe precisava mesmo que eu estivesse presente? Me senti especial. – falo e ele sorri.

– Você é especial. Me deixa acabado e me faz transar com uma frequência que nunca imaginei que fosse, mas você é especial. – brinca e eu sorrio, desviando meu olhar dele, enquanto andamos até minha cama e quando chegamos nela, nos deitamos.

Assim que nos deitamos, ele me vira de bruços e senta em cima da minha bunda. Antes que eu diga alguma coisa, ele começa uma massagem exponencialmente deliciosa.

– Desculpa pela minha explosão de energia mais cedo. – falo e ouço ele rir um pouco. 

– Eu só estou pensando que quero que você me foda mais vezes na frente de um espelho. – ele responde. – Nunca senti tanto prazer quanto senti hoje, foi muito bom. Sempre achei que não era alguém muito carnal, mas descobri que eu precisava mesmo era de alguém como você. –  sorrio.

– Então não te assustei? – pergunto.

– Você me viciou. – ele se aproxima do meu ouvido. – Por favor faça daquele jeito mais vezes. – aceno positivamente com a cabeça, relaxando de vez na cama. 

Passamos minutos com ele fazendo aquela massagem até que eu, sentindo o toque de Arthur caio em um sono pesado. No outro dia acordei com ele me sacudindo. Ao perceber que eu comecei a acordar, Arthur subiu em cima de mim, me sacudindo ainda mais, como se quisesse que eu acordasse de uma vez logo.

– Amor, calma. – falo, em tom manhoso.

– Acorda logo, já tão 8 horas! – ele responde, louco de euforia.

– E daí? – pergunto, coçando meus olhos.

– Temos que ir lá pra casa, vamos! – ele explica, se sentando do meu lado.

– Temos que tomar café primeiro, tenho que me arrumar...

– Então vai, vai! – ordena, me empurrando com as pernas e...

– Calma amor... – me fazendo cair da cama.

Depois de ser acordado com a euforia do Arthur, eu fui até o banheiro escovar os dentes e tomar banho.

– Se eu fosse você eu escovava os dentes logo, pra agilizar. – falo, indo para o box tomar banho.

Enquanto banho percebo que estou sendo observado por alguém que deveria estar apenas escovando os dentes.

– Oi, tudo bem? É pra agilizar o processo viu? – o lembro, encarando ele e ele olha para o espelho.

– É que a sua bunda é tão grande e bonita, será que é por causa do futebol? – ele me observa novamente.

– Amor! – fico com vergonha.

– Tudo bem... eu me rendo, vou escovar. – ele comenta e eu vou lavando meus cabelos de olhos fechados.

Saio do box e ele não está mais ali. Entro no quarto desconfiado e ele pula nas minhas costas quando passo pelo portal. Quando desce aperta minha bunda e eu solto uma risada alta.

– O que foi? – ele pergunta.

– Você está parecendo um tarado pela minha bunda, é engraçado. – intercalo risadas com palavras.

Ele apenas da de ombros, morde os lábios e sorri. Pega na minha bunda novamente e eu vou andando com ele grudado em mim. Pego minha cueca no armário e o encaro.

– Amor, eu preciso pelo menos colocar minha cueca. – explico, enquanto ele olha pro nada mordendo os lábios e sorrindo ainda. Parece achar minha bunda muito fofa ou não sei o que.

– Pode por. – diz, com um sorriso contraído.

Eu deixo a toalha cair sobre a mão dele mesmo, já que ele não solta minha bunda e me abaixo para colocar a cueca. Ele, então, quando a toalha cai sobre sua mão, pega ela e me solta, permitindo que eu coloque minha cueca sem maiores complicações.

Depois disso coloco uma calça jeans cinza escura, uma blusa branca e minha jaqueta bomber preta. Coloco um tênis vans preto e arrumo meu cabelo que parecia estar brigado comigo no começo, mas deu tudo certo. Olho o Arthur que está sorridente me observando e sorrio de volta.

– O que foi? – pergunto não entendendo aquele sorriso fixo dele.

– Eu amo suas covinhas quando sorri. 

Solto uma bufada e um sorriso, sem graça com o que ouvi, mas não respondo. Apenas estendo a mão e ele me entrega a dele. Pego alguns dos pen drives que tinha gravado, para não deixá-los em casa e depois disso me despeço de Danda. Aparentemente, segundo ela, meu pai não tinha voltado pra casa depois do que aconteceu ontem.

Chegando na casa dele, eu cumprimento sua mãe e subo junto com Arthur. Esperamos o pai dele chegar já que ele está prestando algumas contas no trabalho. Enquanto isso vou observar Arthur tomar banho e se arrumar. Ao aparecer com a toalha ao redor do quadril ele sorri. Coloca uma cueca box, calça preta e uma blusa oversized também preta. Coloca um casaco cinza e por último põe um tênis e saímos do quarto.

– Ah, oi, Fabrício. Que bom que já chegaram, pensei que fossem demorar mais. – fala Olavo, pai de Arthur, saindo do quarto, também tinha acabado de trocar de roupa.

– Chegamos há um tempo, aproveitei pra me trocar. – Arthur explica e seu pai concorda com a cabeça.

Depois de alguns minutos saímos de lá, eu vou brincando com ele o caminho inteiro. Em um movimento que percebo que os pais dele não estão olhando, agarro sua mão e ele me encara com o rosto todo vermelho. A cara dele é tão engraçada que me faz gargalhar alto, assustando todos no carro e depois fazendo todo mundo rir comigo.

Chegando na casa da avó dele, percebo um movimento grande de carros.

– Quantos tios você tem? – pergunto um tanto incrédulo pela quantidade de pessoas.

– Minha mãe tem 6 irmãos e 3 irmãs. – ele responde fazendo meu raciocínio dar erro 404.

– O que? – olho para ele sem acreditar no que escutei.

Todos no carro caem na gargalhada novamente. O senhor Olavo estaciona e descemos. Assim que descemos pude ter uma visão completa da típica casa de avó que estávamos. Segundo Arthur, naquele dia estavam reunidos praticamente todos de sua família, coisa que só vi até hoje em filmes mas assim que pisamos na porta percebi crianças correndo e quando o senhor Olavo virou a maçaneta da porta para entrarmos, deu para ter noção da dimensão do tamanho da família dele.

Adolescentes da nossa idade em um outro canto da casa com computadores e celulares, mulheres que possivelmente são tias dele na cozinha com mais adolescentes ajudando, homens correndo de um lado par ao outro carregando carnes, espetos e carvões... outros montando o que parecia ser um armário e mais um monte de gente, cada um em suas funções que pareciam ser ensinadas desde muito novos.

Logo a avó de Arthur aparece e cumprimenta seus pais, já mandando a mãe dele arrumar a mesa lá fora e o pai ajudar um outro parente com um jet-ski que segundo ela estava estragado. Na vez de Arthur ele faz algo que até então não esperava.

– Oi meu amor, como vai? E você, quem é? – pergunta sorrindo e vindo até mim, depois de dar um beijo nele.

– Oi vó, vou bem e a senhora? Esse é o meu namorado, Alex, mas pode chamar de Binho.

Quando Arthur faz isso sinto uma pancada de vergonha tomar conta de mim, mas a avó dele apenas me abraça com força e me cumprimenta da forma mais amorosa que já vi na vida. Ela tinha um estilo de pessoa mais envolvida com a natureza e pela felicidade em seu olhar, não parecia ser do tipo de pessoa que se preocupava com a sexualidade de outra.

– Espero, então, que seja um namorado tão bom quando Arthur merece. – é tudo que ela diz. 

– Me esforço todos os dias pra ser. – digo e ela ri.

– Ele é, vó. –  Arthur reforça. 

– É verdade meu jovem? – pergunta, se aproximando, como se analisasse meu rosto.

– É... eu... – gaguejo pelo nervosismo causado por causa da pressão que estava sentindo naquele momento.

– Ele é, mãe, para de assustar o genro perfeito que o Arthur conseguiu trazer pra casa, porque se ele for embora tenho certeza que nunca vamos ter outro igual. – a mãe de Arthur corta aquele momento, trazendo algumas sacolas e eu ajudo ela, que para para cumprimentar a senhora. – Inclusive cadê a Helena, aquela sebosa? Há alguns meses ela foi lá em casa me dizer que das irmãs ela foi a mais privilegiada por ter um genro bonito, agora quero mostrar esse príncipe belíssimo do meu filho e esfregar na cara dela. 

– Você tem é que parar de competir com sua irmã, vocês já estão velhas demais pra isso. – a senhora comenta. 

– Eu não, aquela imunda que fica se gabando pra cima de mim, então vou arrasar ela hoje. – a mãe de Arthur continua falando, passando por ela e indo cumprimentar as pessoas que estavam na sala. 

– Se minha filha que não ama ninguém gostou de você, Binho, espero que sejam felizes. Ela nunca erra, se confia em você, vou confiar também. – a avó de Arthur comenta e eu concordo com a cabeça, sorrindo pra ela.

– Primeiramente eu... queria dizer que a senhora é muito linda. Se eu voltar aqui mais vezes quero tirar pelo menos uma foto da senhora, tudo bem? – pergunto, tentando engolir a vergonha e me relacionar melhor com ela.

– O que? É claro que vai, já está convidado... – ela diz, com olhar de compaixão.

– Vó, trouxe ele para apresentar pra família. Minha mãe estava doida pra mostrar o genro dela, porque todos sempre falaram que eu ia ficar encalhado pra sempre. – Arthur comenta.

– Que ótimo! Acho que todos vão gostar dele, mas antes disso dê um copo com água pra ele. Ele está quase tendo um ataque cardíaco. –  ela pede, abrindo uma gargalhada profunda.

– Tudo bem... – Arthur responde, me puxando.

– Binho... – a avó dele me chama, quando dou dois passos e paro de andar.

– Oi... 

– Não precisa se preocupar, nessa casa só distribuímos amor. 

Me senti abraçado. Era como se aquelas palavras me deixasse claro que estava em um local seguro e isso era muito importante, tendo em vista que sempre tive um contato maior com a violência do que com o amor. Quando chegamos na cozinha, antes de cumprimentarmos as pessoas, Arthur pegou uma garrafa que tinha água e um copo, mas antes de colocar a água nele, alguém tomou a garrafa de sua mão.

– Não toma dessa! Não contem para a Japa, mas eu vi ela tomando da boca da garrafa hoje mais cedo. – ele diz, enquanto passa a mão pelo seu cabelo que era mais cumprido que o meu e mais claro que o de Arthur.

– E ele vai tomar de qual? – Arthur pergunta.

– Dessa. Eu escondo ela da Japa sempre. – responde, pegando outra da geladeira e colocando em cima do balcão. – E não gostei do seu tom, Arthur, tenho 19 anos, sou o adulto do ambiente. Tem que me respeitar. – provoca, nos fazendo rir.

– Obrigado, querido primo Ivan, por me salvar. 

– Disponha. – Ivan responde, voltando a cozinhar.

– Japa é a irmã mais nova dele, filha do atual casamento da mãe dele. – Arthur me explica e eu concordo com a cabeça, demonstrando que entendi. 

– E você, é novo? Quem é? – uma mulher se aproxima.

– Eu sou o... – Arthur me interrompe.

– Tia, não estraga a surpresa! Na hora do almoço eu te conto. – Arthur responde.

– Helena! – a mãe de Arthur surge na cozinha. – Como você tá, sua vaca? 

– Eu estou ótima e você? Tá se alimentando direito? Pra uma nutricionista você tem uma pele bem ruim, não sabe o que faz mal? 

– Engraçado falar assim tendo essa cara de cadáver morto há anos. – a mãe de Arthur rebate e todos que estavam na cozinha começam a segurar o riso. – Eu estou comendo muito bem, obrigada. Já você com certeza não pode dizer o mesmo. Mas se quiser te indico um amigo que é cirurgião plástico pra arrumar sua cara, já que naturalmente não seria capaz nem nascendo de novo. – elas se aproximam e se cumprimentam com beijinhos irônicos. – Hoje vou sentir um sabor tão maravilhoso que só melhoraria totalmente meu dia se assistisse você chorar no banho, como vai, daqui algumas horas quando souber o motivo da minha felicidade. 

– Claro! – Helena responde, sem graça. 

Ao sairmos da cozinha começamos a cumprimentar as pessoas e percebi o olhar de algumas meninas, então apenas abaixei a cabeça e fingi que não tinha visto nada.

– Oi meu amor! – uma moça abraça Arthur. – E quem é esse? Que gato. – ela diz, me analisando completamente e eu olho ao redor, tentando ignorar aquilo.

– Deixa ele em paz, Cecília. – Arthur reprova o comportamento dela.

– Só perguntei...

– E aí mano! – um rapaz se aproxima da gente.

– Oi Jorge... – Arthur responde. – Gente, esse é o Alex, podem chamar de Binho. – ele diz e eu estendo a mão para cada um deles. 

Depois dos dois, pulamos para as outras pessoas da sala e quando cumprimentamos todos, saímos para a parte de trás da casa, onde tinham mais 2 rapazes.

– Oi, Jão... – Arthur estende a mão para o que estava fazendo churrasco e o rapaz puxa ele para um abraço. 

– E aí, pequeno gafanhoto. – diz, dando alguns tapas no peito de Arthur.

– Qual é, eu já cresci. – rebate.

– Claro, tô vendo... aí, amor, olha como o gafanhoto cresceu. – o rapaz fala para o outro que sorri, confirmando com a cabeça, enquanto fuma. 

– Fiquei sabendo que trouxe alguém. Como eu e João já imaginávamos não é uma garota. – o namorado de João fala.

– Como sabe? – Arthur pergunta.

– A Japa, quando desceram do carro ela saiu gritando pela casa que você trouxe um novato. Como eu e o amor já sabíamos que era gay, juntamos as peças. E aí, é? 

– Olha, só vai saber quem é ele quando eu for dizer. – Arthur tenta.

– Se não me falar agora, faço trote de novato com ele... ele é tímido? –João diz e rapidamente Arthur parece mudar de ideia.

– Tudo bem, ele é meu namorado sim. 

– Que fofo. Prazer, rapaz, meu nome é Carlos, sou o namorado do João, espero que consiga sobreviver ao primeiro contato com a família. Assusta um pouco num primeiro momento, mas depois passa. 

– Obrigado. Acho que vou me adaptar bem. – é tudo que digo e ele sorri. 

– Vamos, ainda preciso te mostrar pro resto da família. – Arthur comenta, me puxando.

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