Capitulo 44
JOSH BEAUCHAMP
Eu sabia que ela estava segurando seu choro e no fundo agradeci por isso, do jeito que eu estou é capaz de chorar junto, coisa que nunca mais fiz na frente de ninguém.
Sempre escondo o que sinto, não importa o quanto me doa, sei que uma hora passa. Mas eu jamais imaginei que ouvir de sua boca que quebrei seu coração me machucaria dessa forma.
— Acredita em mim. — digo tentando me aproximar. — Não queria isso. — ela riu levando a mão no rosto.
— Pensou nisso quando da noite para o dia resolveu me ignorar? — perguntou irritada me olhando e eu não respondi. — Pensou nisso quando simplesmente resolveu trazer uma mulher pra casa sem se preocupar com quem iria ouvir?
— Escuta, eu…
— Cala a boca! — gritou se aproximando. — Você não tinha esse direito Joshua. — apontou o dedo no meu peito. — Eu sofri quando meu ex terminou comigo para fazer a droga de uma viagem. — fechei os olhos me lembrando do que Pepe me contou. — Mas o que você fez foi ridículo!
— Eu sei. — digo de olhos fechados sem coragem de olhá-la.
— Não, você não sabe! — voltou a gritar. — Você foi um idiota, um babaca, um tremendo de um pau no cu por agir sem pensar em como eu me sentiria.
— Eu pensei. — digo por fim olhando ela. — Desde o dia em que você deitou comigo naquela cama após voltar da praia venho pensando em você. — ela negou.
— Qual foi seu pensamento afinal, Joshua? — disse abrindo os braços. — Como transformar a vida de Any Gabrielly em um inferno?
— Como achar uma forma rápida de você me odiar. — minha vista já estava embaçada pelas lágrimas e Any ficou em silêncio. — Você é linda Gabrielly, é encantadora, engraçada, divertida. — fechei os olhos sentindo algumas lágrimas caírem.
Meu peito estava queimando, sentia minhas mãos suadas e por algum motivo eu estava com medo. Eu realmente fiz tudo errado e não sabia mais o quê fazer…
— Queria que você apenas me odiasse porque assim você ia embora e seguia com sua vida. — olhei ela.
— Por quê? — sua voz saiu baixa. — O que iria mudar eu te odiar ou não? — neguei encolhendo os ombros.
— Isso não vale a pena.
— E quem você pensa que é para fazer isso? — abaixei a cabeça. — Josh conversasse comigo, sei lá.
— Eu não conseguia. — digo em meio ao choro. — Que porra Gabrielly, eu simplesmente não consigo estar perto de você e não te tocar.
— Você… — ela não terminou sua fala.
— Foi babaca da minha parte agir assim, mas tudo isso é novo pra mim Gabrielly, nunca senti isso e não teria coragem de chegar em você e dizer isso. — passei a mão no rosto. — Eu me importo com você mais do que deveria.
— Cala a boca. — disse se virando e levando as mão na cintura. — Você fez tudo errado, seu plano foi idiota, assim como você. — suspirei limpando o rosto novamente. — Como quer que eu acredite que se importa comigo?
— Todas as manhãs eu ia ao seu quarto e sempre te dava um beijo na testa antes de sair de casa para voltar tarde. — ela se virou no mesmo instante.
— Então foi você. — disse me olhando. — Acordei com a porta batendo uma vez e fiquei confusa. — fechei os olhos rapidamente. — Quando me viu saindo do quarto do Noah, estava indo fazer isso? — assenti e olhei a porta do quarto.
— Você dormiu na piscina de novo, fui em que te levou para o quarto. — olhei para ela que parecia surpresa. — Você podia não saber ou não sentir, mas eu estava a todo tempo do seu lado, longe, mas cuidando. — ela negou lentamente.
— Por que resolveu vir falar comigo? Faltam duas semanas. — cruzou os braços.
— Porque te machuquei. — me aproximei. — Te ver falar daquele jeito me deu a certeza de que estava magoada, queria que sentisse raiva de mim, mas não queria te ver triste.
— Você só pode ter problemas. — disse rindo debochada. — Quando alguém é magoado é isso que acontece, ela fica triste, é um estado emocional, ou você achou que antes de sentir raiva não viria isso?
— Não sei, não entendo. — ela deu risada novamente me deixando confuso.
— Não está falando sério? — me olhou. — Josh, nunca sofreu? — desviei o olhar.
Tudo o que não quero agora é lembrar do passado.
— Nunca abriu o pote de sorvete achando que era sorvete e viu feijão? — encarei ela fazendo uma careta confusa.
— O quê? — ela deu risada.
— Esquece. — ela respirou fundo. — Olha, se seu plano era fazer eu te odiar, parabéns! — bateu palmas.
— Deu certo? — pergunto.
— Agora sim. — se sentou na cama. — Pelo menos isso me fez conseguir outro feito. — me olhou. — Te vi chorar. — deu risada me fazendo revirar os olhos.
— Está tão tensa assim? — pergunto cruzando os braços e ela fica séria. — Não esqueci da nossa conversa. — ela desviou o olhar.
(N/A antes que perguntem que conversa. No dia que eles conversaram na cozinha, Josh questionou ela sobre ter agido daquele jeito quando viu o tiro. A mesma respondeu que isso é seu mecanismo de defesa, quando está nervosa com algo faz piada para relaxar)
— Bom pra você. — deu de ombros. — Precisava mandar todos pra longe? — me sentei ao seu lado e encaramos juntos a porta do quarto.
— Se eles estivessem aqui, no seu primeiro grito eles já teriam se intrometido. — digo olhando ela.
— De fato. — disse em um sussurro.
— Posso perguntar algo? — ela murmurou um "uhum". — Por que dormiu no quarto do Noah? — me olhou.
— Isso é sério? — aumentou a voz. — Foi porque alguém resolveu transar e esqueceu que tinha uma menina que dormia no quarto que ficava do lado. — disse brava.
— Não transei com ela. — digo e ela arqueia uma sobrancelha.
— E os gemidos eram falsos? — perguntou debochada. — Conta outra Joshua. — me empurrou de lado.
— O que estava dentro dela era o meu dedo. — ela arregalou os olhos.
— Calado! — tapou os ouvidos e eu acabei rindo. — Desnecessário Joshua, muito desnecessário.
— Você que perguntou. — digo desviando o olhar.
Se ela soubesse que as duas mulheres foram embora porque chamei elas de Gabrielly...
— Afinal, o que esperava com tudo isso? — olhei ela. — Digo, depois de me contar tudo isso?
— Não sei, queria tentar explicar de alguma forma. — ela negou revirando os olhos.
— Chegar me beijando é um bom modo, não é? — soltei uma risada.
— Já te disse, não consigo estar perto de você e não te tocar. — ela me olhou.
— Você até que está se saindo bem. — me olhou e depois olhou nossa distância.
— Não está mais brava? — pergunto e ela volta a me olhar.
— Ainda estou furiosa. — disse séria. — Mas ainda não aprendi a lidar com isso, é uma sensação nova.
— Como? — ela riu novamente.
— Nunca ninguém me deixou com tanta raiva Joshua, então não sei o que fazer a não ser te bater. — suspirou.
— Pode bater. — me levantei ficando em pé na sua frente.
— Não está falando sério. — disse me olhando ainda sentada.
— Estou. — digo olhando em seus olhos. — Se isso for fazer você se sentir melhor, pode bater. — Any negou e eu peguei sua mão fazendo ela ficar de pé.
— Josh não vou te bater. — disse na minha frente.
— Estou mandando você fazer isso. — cruzou os braços. — Está com raiva de mim e eu não vou me sentir bem até ver com os meus próprios olhos que isso saiu daí. — toquei de leve no seu peito esquerdo.
— Você não queria isso? — assenti. — E porque quer que minha raiva passe? — fechei os olhos.
— Porque isso te deixa triste e eu não quero te ver assim. — suspirei.
É óbvio que isso não vai diminuir meu sentimento de culpa, mas se ao menos fizer ela se sentir melhor já será bom…
↝ Queria falar algo muito impactante... Mas minha gripe ainda me impede de pensar KKKKKKK bebam água!!
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