Capitulo 38
ANY GABRIELLY
Josh me colocou dentro de uma sala e fechou a porta.
— O que foi agora? — gritei irritada.
— Para de gritar. — cruzou os braços e eu virei de costas respirando fundo. — Sua amiga está aqui e você resolve bater no Pepe?
— Pepe me disse que ia cuidar bem dela. — cruzei os braços ainda de costas. — Sabina ficou assustada.
— Any, o que você esperava? Nós não recebemos visitas não. — revirei os olhos e senti ele se aproximar.
— Noah, Bay e Krys foram uns amores comigo, inclusive o Pepe. — digo irritada.
— Por que será? — sua mão encostou na minha cintura, mas eu me afastei. — Gabrielly o que foi?
— Nada. — me virei olhando ele. — Por que não me disse que tinha ido ver ela?
— Porque quando eu cheguei aqui você fingiu que eu não existia. — desviei o olhar encarando o chão.
— Então tá. — dei de ombros. — Por que resolveu trazer ela?
— Pepe me convenceu. — encarei ele.
— Obrigada por confiar nele então. — digo me virando em direção a porta.
— Gabrielly? — parei de andar.
— Hm? — me virei e ele se aproximou.
— Você realmente sabe o risco que corre se ela abrir a boca, não sabe? — arqueio uma sobrancelha.
— Por que saber? — encolhi os ombros. — Até onde eu sei, mudou de ideia por confiar no Pepe. — digo com deboche e vejo seu maxilar travar.
— Você é realmente impossível. — Josh virou de costas e eu segurei o riso.
Será que ele pensa que eu sou burra? Está tão na cara que fez isso porque eu ameacei ir embora amanhã.
Soltei um suspiro e me aproximei abraçando ele por trás.
— Obrigada, tá? Pelo lanche de mais cedo e por trazer ela. — sua mão alisou a minha.
— Mais tarde quero falar com você. — assenti.
— Ah, e eu tenho uma reclamação a fazer sobre o seu funcionário. — Josh se virou e eu cruzei os braços.
— O que foi agora Gabrielly? — dei risada.
— Noah me deu um tapa na bunda. — eu acho que foi uma péssima ideia brincar com isso. O olhar de Josh escureceu no mesmo instante e ele seguiu até a porta. — Josh! — entrei na sua frente.
— Sai da minha frente. — disse sério e eu ri.
— Está com ciúmes? — insinuo com um sorriso de canto e ele me olha nos olhos.
— Não. — arqueio uma sobrancelha. — Só quero matar ele. — gargalhei alto.
— Para Joshua, foi uma brincadeira. — levei minha mão no seu rosto e dei um selinho nele.
— Hm. — disse desconfiado me pegando pela cintura.
Seus lábios vieram de encontro aos meus e ele me deu um beijo calmo. Agora estou me perguntando como que Sabina vai reagir quando eu contar isso pra ela…
Nos separamos pela falta de ar e ele me deu três selinhos.
— Melhor eu ir. — digo rindo. — Pede pra Sabina subir, se eu ver o Pepe vou matar ele. — Josh deu risada e eu dei um último selinho nele deixando a sala.
Subi direto para o quarto e me sentei na cama.
Agora que lembrei que Sabina achou o Josh bonito… nem julgo, olha esse homem também.
...
Após alguns segundos vejo Sabina entrar no quarto e fechar a porta.
— Any Gabrielly, que palhaçada é essa? — disse se sentando na minha frente.
— Qual das? — rimos. — Não sabia que o Josh tinha ido te ver.
— Amiga, aquele gostoso mora aqui? — assenti. — Por que ele te levou daquele jeito? O cara parece uma pedra de tão rude que é.
— Ele tem lá seus defeitos, mas é legal. — suspirei me ajeitando na cama.
Contei para Sabina tudo do começo ao fim, pra variar ela surtou e ainda me chamou de safada. Depois ela ainda confirmou aquilo que eu pensei, Josh só trouxe ela porque ameacei ir embora.
— Então estamos presas por um mês? — assenti. — Any, mas… aí, nem sei mais, ainda estou confusa. — ri fraco. — De tudo que contou é quase difícil acreditar que aquele cara sorri.
— É como você disse, ninguém resiste a mim. — rimos.
— E só por curiosidade, já transaram? — neguei.
— Vontade não me falta. — ela me bateu rindo. — Mas é aquilo, depois desse mês vamos ter que esquecer tudo.
— Você está bem com isso? — fiquei em silêncio. — Any… — neguei fechando os olhos.
— Eu vou ficar bem. — forcei um sorriso.
— Eu sei que não vai. — ela pegou minha mão. — Fui eu quem estava ao seu lado quando seu ex terminou, lembra? — suspirei e alguém bateu na porta.
— Precisamos ir. — disse Pepe aparecendo ali e eu encarei ele ainda irritada. — Desculpa Gabrielly, sou um assassino, não um cavalheiro. — revirei os olhos e ele voltou a fechar a porta.
— Acho que é hora de se despedir. — digo levantando e ela me abraça.
— Uma pena não irmos à praia. — fechei os olhos. — Mas sua avó vai entender. — ri fraco me separando e saímos do quarto.
Descemos até o hall principal e Pepe estava ali esperando.
— Tchau amiga. — abracei ela novamente. — Volta a comer, ok? — apertei ela. — E pode confiar nele, foi um grosso, mas é uma pessoa legal. — sussurrei escutando sua risada.
— Ok. — nos separamos. — E não deixa aquele cara tirar sua inocência. — ri alto assentindo.
Sabina seguiu com Pepe e eu cruzei os braços vendo o carro se distanciar.
Fechei a porta e os meninos ainda estavam na sala gritando com algo.
— O que jogam? — pergunto me sentando no sofá.
— Futebol. — disse Bay e eu olhei a tela.
— O Josh quer falar com você. — disse Noah. — Aliás, porque você foi abrir a boca pra ele? — soltei uma risada. — Quase morri garota.
— Ninguém manda ser um funcionário ruim. — pisquei deixando a sala.
Segui até a cozinha e abri a geladeira para pegar uma garrafinha de água.
Pensar que agora os dias estão contados, daqui um mês somente Sabina e eu saberemos de tudo. Meu Deus, isso vai ser tão difícil.
Suspirei fechando os olhos.
Me lembrei que a geladeira estava aberta e fechei rapidamente olhando a câmera que estava acima. Sorri sem graça e sai da cozinha tomando água.
Josh ainda me mata por isso.
Bati na porta do escritório e segundos depois foi aberta pelo segurança. Ele fez um pequeno cumprimento com a cabeça e saiu da sala nos deixando sozinhos.
— Oi. — digo me aproximando de sua mesa. — O que quer? — deixei a garrafinha em sua mesa.
— Vem aqui. — bateu em seu colo e eu dei a volta na mesa me sentando ali.
— O que é isso? — pergunto apontando para a tela e ele me abraça por trás.
Havia uma mansão na tela, as imagens deviam ser da câmera de segurança.
— A casa do Brian. — arregalei os olhos.
— Por que está olhando isso? — pergunto vendo a cena dos empregados trabalhando.
Reconheci uma certa loira no celular e inclinei meu corpo para frente.
— Essa não é a mulher que estava dando em cima de você? — virei meu rosto e Josh assentiu. — Hm. — murmurei voltando a olhar a tela.
— Ciúmes? — sua mão entrou por debaixo da minha blusa e ele alisou minha barriga.
— Não. — digo simples.
— Ainda pensa em ir embora amanhã?
— Não. — digo olhando o computador. — Somos duas reféns agora. — digo rindo.
— Coloca um tênis, quero te levar em um lugar. — virei meu corpo ficando de lado.
— Onde? — ele negou.
— Segredo. — cruzei os braços fazendo bico. — Não adianta fazer cara feia. — apertou minhas bochechas e eu ri.
— Já volto. — digo saindo do seu colo.
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