Capitulo 33
Me desculpem se tiver mais erros que o normal, comecei a chorar no meio da revisão e já não enxergava mais nada
KKKKK
ANY GABRIELLY
É engraçado ver o Josh achar que tem controle sobre tudo, mas comigo não. Se ele acha que pode me recusar, irei fazer ele provar do próprio veneno.
Nesse momento estávamos no salão de jogos, descobri que sou ótima em sinuca.
— A gente deixou você ganhar. — disse Noah após eu encaçapar a última bola.
— Para de desmerecer a minha vitória. — apontei o taco para ele que levantou as mãos. — Vai, admite? — ameacei.
— Você é melhor que a gente. — sorri abaixando o taco. — Chata. — resmungou me fazendo rir.
— Any. — Pepe apareceu do meu lado ofegante.
— Eu? — digo sorrindo.
— Josh quer te ver. — diminui meu sorriso. — Na verdade ele mandou você subir. — meu coração disparou.
Poderia achar que ele estava com saudades e decidiu ceder as minhas esquivas, mas ao ouvir o tom de voz de Pepe me fez ter a certeza de que algo estava errado.
— Aconteceu alguma coisa? — perguntou Noah.
— O roubo das cargas. — fez uma pausa me olhando. — Foi o Brian. — arregalei os olhos.
Larguei o taco na mesa e subi correndo em direção ao escritório.
Josh já ficou bravo ontem pelo roubo, imagina agora que descobriu que foi pelo seu maior inimigo?
A porta estava aberta, então apenas entrei sem bater e fechei.
Eu queria ver a cara do Josh, mas meus olhos pararam exatamente no chão, onde estava um computador quebrado.
— Eu não acredito! — digo incrédula e olho para o loiro.
Ele parecia bem irritado, acredito que até mais do que ontem.
— Josh você quebrou um iMac! — me aproximei inconformada.
— É só comprar outro. — disse irritado e eu abri a boca incrédula.
— Está tirando com a minha cara? São 6 mil dólares! — digo realmente puta da vida, isso em reais deve dar 38 mil.
— Any, não começa... — arqueio uma sobrancelha.
— Não começa um caralho! — gritei me aproximando. — Você implica com a porra de uma geladeira aberta. — apontei um dedo em seu peito. — Eu poderia passar o ano com aquilo aberto que não ia dar metade desse preço. — parei para pensar um pouco. — Tá, isso talvez seja exagero, eu reprovei em matemática. — cruzei os braços e ele deu um leve riso.
Olhei em volta e tinha pouca coisa quebrada, graças a Deus que ele não tocou nos livros.
— Vou jogar isso na sua cara para o resto da vida. — digo indo ver o computador. Já me doeu ver o celular, agora isso?
Josh soltou um suspiro me fazendo olhar ele e notei que seu rosto já não estava mais vermelho.
— Vem aqui. — disse ele e eu me aproximei.
Josh me envolveu em um abraço e eu confesso que fiquei bem confusa, mas abracei sua cintura fechando os olhos e apoiei minha cabeça em seu peito.
— Isso tudo é por eu estar aqui? — pergunto ao escutar seu coração acelerado e ele ri.
— Menos Gabrielly. — disse baixo me apertando de leve. — Bem manos. — sorri.
No meio desse abraço me lembrei de algo. Ontem Josh não me queria por perto quando estava descontrolado, hoje ele pediu para o Pepe me chamar e acontece isso...
— Você descobriu, não é? — pergunto em um sussurro.
— Que você inventou tudo aquilo ontem para me acalmar? — soltei uma risada. — É, descobri. — me separei olhando ele.
— Sabia que eu ia te acalmar agora? Por isso me chamou? — perguntei olhando em seus olhos, mas ele não me respondeu, Josh apenas segurou meu rosto e juntou nossos lábios em um selinho demorado.
Talvez eu tenha conseguido o maior feito da minha vida: Mudei totalmente a perspectiva de vida de alguém.
Juro que não consigo mais olhar para esse cara e imaginar o quão horrível ele era a uma semana atrás. E pensar que foi exatamente isso que precisei, uma semana!
Sabemos que uma hora ou outra vamos encontrar alguém, que não importa quanto tempo demore, iremos encontrar nossa outra metade. Talvez o Josh seja minha lua, o meu lado oposto. Tudo o que eu não tenho de ruim encontro nele e tudo o que ele não tem de bom, encontra em mim.
Acho que daqui uns anos, quando eu olhar para trás, vou querer rir do meu passado. É besteira da minha parte querer construir um futuro com o Josh, isso é algo que já sei que é impossível, mas de todas as formas quero viver esses momentos intensamente. A qualquer momento posso estar passando por aquela porta e ir viver livremente tendo que esquecer todos eles, e isso é algo que me dói muito.
Gostar de alguém é algo que dói em mim, porque eu sei que uma hora ou outra terei que deixar tudo para trás. Me apeguei nesses meninos sem perceber, e quero que eles saibam que eu jamais faria qualquer coisa que possa prejudicar eles, que se eles caírem... eu caio junto.
— O que foi? — escuto a voz de Josh e me dou conta da minha vista embaçada pelas lágrimas.
— Você sabe que isso não vai pra frente, não sabe? — digo em relação a tudo e ele suspira.
— Sei Gabrielly. — soltou meu rosto e foi até a janela.
Ele colocou suas mãos no bolso da calça e ficou encarando o lado de fora.
— Isso nem deveria ter acontecido. — assenti mesmo sem ele me olhar.
Isso é algo que ambos concordam, nós dois queríamos e mesmo sabendo que não seria o certo, nos deixamos levar.
De verdade não me arrependo, minha vontade é de abraçar ele e nunca mais soltar, mas a vida de Josh é algo que não me desce, não aceito.
Dizem que o amor supera tudo, e isso é a prova de que não gosto dele a ponto de amar. Minha vida é aqui, com a minha família, amigos e meu emprego que por pior que seja, me faz bem.
Posso não conhecer o Josh, mas sei que ele jamais largaria essa vida para viver ao lado de alguém. Não acho egoísta da parte dele, na verdade se eu pensar bem até entendo. Todas as pessoas que ele mais confia estão aqui, debaixo do seu teto, tirando o Pepe que não sei porque não mora aqui.
Josh tem um número limitado de pessoas em sua vida, e eu definitivamente, não irei fazer parte dela...
Passei a mão no meu rosto e me aproximei dele abraçando por trás.
— Concordo com você, mas não me arrependo. — digo com o queixo apoiado em suas costas. — Se isso acabar amanhã, daqui uma semana, um mês, não importa, até que eu passe por aquela porta, quero viver isso intensamente. — Josh alisou minha mão e eu fechei os olhos sentindo seu perfume.
— Se quer saber de uma coisa, já confio em você para deixar ir. — abri meus olhos sentindo meu coração disparar.
— Então você é maluco. — digo no automático e ele se vira olhando pra mim.
— Não tenho medo de confiar, e sim de perder. — mordi o lábio inferior. — Você uma hora ou outra vai sair por aquela porta Any, de um jeito ou de outro vai sair de nossas vidas. — abaixei a cabeça.
— Algo me diz... — segurei o choro. — Que no momento que eu atravessar aquela porta, minha vida não será mais a mesma.
— A de ninguém vai. — sorri fraco. — Mas isso não é pra você Any. — olhei ele. — Eu, não sou pra você.
— Me dói saber disso. — encarei o teto segurando as lágrimas. — Por mais que eu tenha um sentimento aqui dentro de mim, não posso me permitir amar você. — fechei os olhos e senti ele me abraçar de novo.
Isso é um sentimento sufocante, você querer algo mesmo sabendo que é impossível, desejar tanto uma coisa e saber que jamais terá.
Com a morte da minha avó percebi que nem tudo nessa vida tem um final feliz, que às vezes pode ser apenas um final que muda vidas.
Nesse dia eu entendi o que realmente era sofrer, o que realmente era perder aquilo que eu mais amava. Me isolei de tudo e de todos, fiquei trancada por dois dias sem comer ou beber água, tudo o que eu via e sentia era apenas dor.
No momento em que achei estar no fundo do poço, foi quando Sabina apareceu ficando ainda mais presente em minha vida, foi quando eu fiz questão de que não importava como, sempre iria fazer aqueles à minha volta sorrirem.
Acho que a dor pode te atingir de duas formas, ou ela te transforma em uma pessoa melhor e te faz enxergar que tudo nessa vida é importante, ou ela te transforma em uma pessoa pior, que não importa quem ou o quê, você não vai querer saber para evitar outra dor.
Foi assim que aprendi e é assim que quero viver.
Queria continuar no abraço, mas fomos obrigados a nos separar quando escutamos alguém bater na porta.
Noah entrou ali e eu limpei meu rosto rapidamente.
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