Capitulo 31

ANY GABRIELLY

Quando os meninos saíram, apenas resolvi me isolar no quarto, tudo porque o Noah me disse que se algo acontecesse, Josh ia explodir e era melhor eu não estar perto. Aquilo me deixou com medo, por isso resolvi seguir seu conselho.

...

Já havia se passado um bom tempo e eu estava com fome. Olhei aquele corredor e como tudo estava em silêncio resolvi ir até a cozinha.

Terminei de descer as escadas e quando me virei escutei a voz de Josh. Curiosa, me aproximei da sala e só vi o celular sendo arremessado com força contra a parede. Adeus iPhone 12.

Josh pegou um vaso e eu me assustei quando ele também atirou contra a parede parecendo muito irritado. Meu Deus, eu não posso deixar esse cara destruir a casa.

Pensa Gabrielly, pensa...

Respirei fundo e cheguei gritando fingindo não ter visto nada.

— Josh! — ele se virou e seu rosto estava vermelho.

— Gabrielly agora não, vai para o seu quarto! — tudo bem, acho que nunca vi ele com tanta raiva, mas eu tive uma ideia que acho que vai dar certo, então não custa tentar...

— Prometo que é rápido. — me aproximei.

— Já disse que não! — gritou e eu tive que manter minha pose plena, mesmo estando apavorada. — Vai para o seu quarto, não vou falar de novo! — respirei fundo.

— É só uma pergunta, depois disso sumo da sua vista. — vi Josh respirar fundo e pude jurar que vi fumaça saindo do seu ouvido. — Por favor? — choraminguei.

— O quê? — gritou e eu me limitei a sorrir.

— Eu estava vendo um filme, basicamente os dois eram melhores amigos e começaram a namorar, só que eles nunca transaram e ambos eram virgem. — comecei a andar e tentei pensar em qualquer merda, eu só precisava que ele prestasse atenção em mim.

— Any... — levantei a mão pra ele esperar.

— Chegou uma noite e eles estavam vendo filme, a menina estava com um roupão, toda linda inclusive. — olhei ele. — Aí ela se levanta no meio do filme e pergunta "amor, você quer um chá?". Nesse momento eu já fiquei confusa. — fiquei andando de um lado para o outro. — O menino respondeu que sim, e do nada a menina tirou o roupão. — digo fingindo estar confusa. — O garoto, assim como eu, ficou confuso e como quem não queria nada perguntou o que ela estava fazendo. — parei de andar e cruzei os braços. — A menina disse que ia dar o chá para ele, mas ele disse que não precisava daquilo, no fim das contas ela saiu irritada pela casa. — finalizo encarando Josh novamente.

Seu rosto já não estava mais vermelho e nem tinha uma expressão de raiva. Me senti aliviada e ao mesmo tempo com vergonha do que vinha a seguir.

— O quê? — perguntou confuso.

— É, também fiz essa cara. — digo apontando para o seu rosto. — Quem é que faz chá pelado? — digo inconformada e Josh abaixou a cabeça.

Eu vi esse sorriso em.

— Você não sabe fazer chá? — perguntou em um tom divertido.

Nesse momento eu já notei que meu plano realmente deu certo, consegui acalmar o Josh de uma forma que acho que ele nem percebeu...

— Sei né. — continuei no jogo. — A gente pega os ingredientes, põe na água quente e faz. — Josh colocou as mãos na cintura e jogou sua cabeça para trás. — Não precisa ficar pelado pra isso, a menos que seja fetiche, vai saber, tem doido pra tudo.

— Aí Gabrielly. — ele negou lentamente e me olhou com um sorriso de canto.

— Hmm. — puxei meu ar de uma vez fingindo descobrir algo. — É safadeza? — digo e vejo ele se aproximar. — Joshua... — digo desconfiada.

— Você não quer fazer um chá pra mim? — prendi minha respiração e engoli seco sentindo meu coração disparar. Sacanagem ele fazer isso.

— Camomila, erva doce, limão é ótimo. — digo com um sorriso tentando não parecer nervosa e ele me pega pela cintura.

— Não é possível que seu nível de inocência seja esse. — disse rindo.

Me sinto tão boba vendo ele sorrir por nada... As curvas de sua bochecha, as pequenas dobras abaixo do seu olho, tudo nele é ridiculamente lindo.

— É a primeira vez que vejo esse filme. — mentira, inventei tudo isso. — Que chá?

— Não Any. — riu novamente. — Chá de boceta. — arregalei os olhos e levei minha mão na boca.

Tudo bem, eu estou atuando, mas não acredito que ele realmente falou.

— Josh! — tentei fugir dos seus braços.

Eu realmente estava com vergonha, não só por ele ter falado, mas por ele ter me pedido.

— Você me perguntou. — disse me segurando com mais força por trás.

— É, mas isso não se fala para uma mulher. — rimos.

— Se você diz. — girou meu corpo me fazendo ficar de frente para ele novamente.

Ficamos nos olhando, até eu criar coragem de levar minha mão na sua nuca e o puxar para um beijo.

Eu realmente estou me sentindo bem em relação a isso, Noah falou de um jeito tão assustador que eu realmente imaginei Josh quebrando a casa inteira, mas descobrir que eu, apenas falando merda acalmei ele foi maravilhoso.

Josh poderia ter realmente explodido comigo, me xingado, ameaçado, me forçado a subir para o quarto, mas não fez. Como eu desconfio do sentimento de um cara desse?

Suas mãos desceram para minha bunda e eu acabei sorrindo quando ele apertou ali com vontade.

— Quer um chá? — provoquei vendo ele me encarar.

— Não faz isso. — soltei uma risada jogando a cabeça para trás.

Seus lábios quentes invadiram meu pescoço e eu fechei os olhos sentindo meu corpo arrepiar. Levei minhas mãos em seu cabelo e mordi meu lábio inferior quando ele mordeu ali. Deus, como eu quero esse homem...

— Josh. — sussurrei fazendo ele me olhar.

— Meu nome. — sorriu me fazendo sorrir também.

Josh me pegou no colo e me levou até o sofá. Ele se sentou me fazendo ficar em seu colo e voltou a me beijar.

Meu corpo inteiro estava em chamas, e sentir suas mãos percorrendo meu corpo, me deixava ainda mais excitada...

Rebolei em cima do seu pau e ele puxou meu lábio inferior suavemente. Suas mãos agarraram minha bunda e eu me vi na obrigação de continuar a rebolar ali. Josh soltou um suspiro e jogou sua cabeça para trás. Sorri de canto e beijei seu pescoço sem parar com as reboladas.

— Any... — sussurrou me fazendo olhar ele.

Nesse momento eu devo estar com a maior cara de boba apaixonada, e minha vontade de sorrir só cresce porque sei que ele quer isso tanto quanto eu.

— Meu nome. — brinquei dando um selinho demorado nele.

— Acho melhor acalmar os nervos. — mordi o lábio inferior. — Escuta, não esqueci o que me disse naquele dia. — desviei o olhar encarando seu peito. — Não quero que faça nada no calor do momento e sem ter certeza disso. — assenti. — Olha pra mim. — encarei ele.

— Tá tudo bem. — digo baixo e sua mão para no meu rosto alisando carinhosamente com o polegar. — Acho melhor limpar isso. — digo olhando para o vaso que ele quebrou.

— É. — puxou meu rosto fazendo olhar ele novamente. — Mas isso pode esperar um pouco. — ele me deitou no sofá e voltou a me beijar.

Dessa vez nosso beijo não durou muito e foi interrompido pelo telefone da casa que começou a tocar.

— Nós temos uma sorte... — digo rindo e ele se levanta indo atender.

— Alô? — me levanto e ele caminha na minha direção. — Oi Pepe. — abracei ele com medo do que Pepe iria falar e fiquei fazendo um leve carinho em suas costas. — Estou. — me abraçou com apenas um braço. — Carregamento? Ah, sim. — segurei minha vontade de rir. — Já foi, só descobre quem foi. Ok.

Olhei para ele que desligou o telefone jogando no sofá.

— O que deu? — pergunto ainda abraçada.

— Sei lá. — riu. — Parece que descobriram o cara do barco e estão indo investigar. — assenti.

— Vou buscar as coisas para limpar isso então. — digo e ele segurou meu queixo me dando um último selinho.

Segui para a área de limpeza e peguei uma pá e uma vassoura. Voltei para a sala e juntei o que Josh tinha quebrado. Ainda bem que só foi um vaso.

Coloquei em uma caixa e levei para fora.

...

Quando estava voltando para dentro de casa vi um carro chegar. Os meninos desceram e eu fiquei na porta esperando.

— Pelo menos do lado de fora está inteira. — disse Krys olhando para a casa.

— O que faz aqui fora? — perguntou Noah parando na minha frente.

— Jogando o lixo fora. — sorri.

— A casa está muito destruída? — perguntou Bay.

— Acho melhor vocês verem com os seus próprios olhos. — digo abrindo a porta.

Os meninos entraram e eu resolvi ir até os jardins...

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