Capitulo 24
ANY GABRIELLY
Aqui parecia um lugar bem aconchegante, tem algumas poltronas e uma mesa grande de vidro com alguns papéis em cima.
Me aproximei olhando mais de perto e notei que eram plantas de alguns lugares. Acho que isso deve fazer parte do "trabalho"
Levanto minha cabeça e reconheço a bolsa que estava sobre uma pequena mesinha. Me aproximei rapidamente e abri ela.
Meu celular está aqui, mas deixei de lado. Peguei minha carteira e abri vendo a foto dos meus pais. Sorri sentindo meus olhos brilharam e larguei a bolsa me encolhendo no chão com a foto.
Alisei a foto lentamente com o dedo indicador e minha saudade parece que aumentou dez vezes mais. Lembro dessa foto como se fosse ontem, os dois riam sem parar enquanto brincavam de mímica, eu quem tirou a foto ainda. Ela se tornou uma coisa importante pra mim e eu carrego desde então.
Coloquei ela sobre o meu peito e fechei os olhos respirando fundo. Parece que quero evitar tudo isso, me poupar de um sofrimento achando que um dia verei eles de novo. Isso talvez nunca aconteça, mas não vou me render a isso, porque no momento que isso acontecer, meu brilho irá se apagar.
Escuto a passagem abrir e passo a mão no rosto rapidamente. Josh apareceu segundos depois e me olhou no chão.
— Não toquei no celular. — digo após ele olhar a bolsa que foi claramente mexida.
— Isso na sua mão? — apontou para ela e eu me levantei estendendo a foto.
— Posso ficar? — pergunto e ele me entrega sem dizer nada.
Josh colocou sua mão nas minhas costas e saímos do local. Eu resolvi deixar o escritório e ir para o meu quarto, perdi o clima de tudo.
...
Depois do almoço, passei o dia no quarto vendo tv. Os meninos, vulgo Noah, Josh e Pepe, estavam se arrumando. Resolvi ficar aqui porque não queria ver eles saindo, muito menos aquela garota que Noah mencionou aqui.
De resto não fiz mais nada, apenas lavei meus cabelos e fiquei tranquila jogada na cama.
JOSH BEAUCHAMP
Olhei a hora impaciente no celular mais uma vez. Pepe saiu para buscar a menina e até agora não chegou.
— Josh se acalma. — disse Noah ajeitando sua gravata.
Escutei a porta principal abrir e segui até lá. Pepe apareceu segundos depois, e para minha surpresa estava sozinho.
— Cadê a menina? — pergunto seco.
— Morta. — disse simples passando a mão no cabelo.
— O quê?! — Noah e eu dissemos juntos.
— Fui buscar ela, a porta de sua casa estava aberta e quando vi. — passei a mão no cabelo irritado. — Acha que foi ele?
— Acho não, tenho certeza. — digo me segurando para não socar a parede. — Tenta falar com uma das meninas. — digo nervoso e eles logo pegam seus celulares.
— Heyoon? — disse Pepe. — Sim, onde você está? Coreia? — gritou incrédulo. — Não, nada. — bufei irritado. — Não, sem problemas, vou tentar falar com a Sav. — olhei ele. — Ah, ela está com você? — voltei a andar impaciente pelo hall.
Uma a uma eles foram ligando e a resposta era a mesma, ninguém na cidade ainda. Que ótimo!
— Vou sem mesmo. — digo pegando a chave do carro.
— Ficou maluco? — disse Noah. — Se ele matou ela é porque quer exatamente isso. Melhor você não ir.
— Se eu não for vai ser pior! — digo irritado.
— Ainda estão aí? — nos viramos ao mesmo tempo para a escada.
Any estava descendo e usava uma calça moletom com um top cinza.
— Não vão mais? — Noah e Pepe me olharam e eu neguei ao notar do que se tratava.
— Não vou levar ela. — digo sério.
— Josh a gente vai ficar junto, nada vai acontecer com ela. — disse Noah e eu neguei.
— Eu estou aqui, sabia? — disse ela parando na nossa frente.
— Josh, leva ela. — disse Pepe me fazendo encarar ele.
— O que foi? — Any cruzou os braços com um sorriso nos lábios. — A loira aguada deu um bolo? — revirei os olhos.
— Gabrielly se arruma, você vai com a gente. — disse Noah e eu apenas fiquei quieto.
Se algo acontecer com ela eu mato eles!
Any não perguntou absolutamente nada, apenas saiu correndo.
...
Dez minutos se passaram e ela desceu as escadas correndo. Meus olhos percorreram todo o seu corpo quando vi ela naquele vestido justo e curto, mas que deixou ela incrivelmente sexy.
Em suas mãos estavam os saltos e uma bolsa que acredito ser de maquiagem.
— Eu termino o resto no carro. — disse vindo ao meu lado. — E você ficou um pedaço de mal caminho nessa roupa. — sussurrou se apoiando em mim para colocar o salto e eu levei o olhar ao céu. — Não estou acostumada com isso, ok? — disse colocando o segundo salto.
Any deu dois passos para trás e meu cérebro deve ter pifado com tamanha beleza.
Essa menina tem realmente 18 anos?
ANY GABRIELLY
Eu estava feliz, mas ao mesmo tempo nervosa. Não sei que lugar é esse, mas para o Josh não querer me levar deve ter algo ruim.
Seguimos para o carro e eu me sentei no banco da frente, Josh que ia dirigindo.
Fui fazendo a maquiagem no carro e optei por algo básico, até porque a iluminação estava péssima e o carro em movimento não ajudava muito. Finalizei com um batom vermelho e guardei tudo dentro da bolsa novamente.
Aproveitei essa ocasião e resolvi estrear os presentes. Estava com a tornozeleira que Noah me deu, os brincos do Bay e os anéis de Pepe. Minha mão nunca esteve tão linda.
Josh me olhava a todo instante e por algum motivo notava ele tenso. Os meninos estavam no banco de trás e se não fosse por isso eu colocava minha mão sobre a sua para tentar tranquilizar ele um pouco.
— Eu posso perguntar o que acontece lá? — pergunto e Josh me olha rapidamente.
— Apostas. — disse Noah me fazendo engolir seco. — Josh é quase que uma presença obrigatória, nunca perde uma. — encarei o loiro que tinha seus olhos fixos na estrada e suas mãos firmes no volante.
Isso não me admira, digo mais pelo fato de Josh ter uma cara disso mesmo. Não sei a quanto tempo ele está nesse meio, mas deve ser o suficiente para ter uma experiência e tanta.
...
A viagem foi longa e eu tentava disfarçar que estava nervosa. Por um momento eu estava feliz em sair de casa, mas agora estou com um pressentimento ruim.
O carro parou e eu tive a visão de um enorme cassino. Ele tinha uma placa brilhante que se destacava na imensa noite de LA e muitas pessoas entrando.
Josh desceu e eu tirei o cinto vendo ele dar a volta no carro. O terno estava pendurado em seu braço e ele abriu minha porta me estendendo a mão em seguida.
Desci olhando em volta e tive que manter a postura quando aquele vento gelado me atingiu.
— Não saia do meu lado ou dos meninos, se alguém te oferecer bebida não aceite. — Josh disse próximo ao meu ouvido e eu assenti.
Seu terno foi colocado e ele veio ao meu lado pegando minha mão.
Acho que eu deveria ter perguntado para os meninos qual era o meu papel nisso tudo, porque eu simplesmente fiquei confusa agora.
Com nossos dedos entrelaçados, Josh me levou até o local.
O cheiro era muito agradável, nada de cigarro e nem bebida. Uma música clássica tocava e tinha muitos homens acompanhado de lindas mulheres...
Tudo bem, acho que pela primeira vez não estou me sentindo bem.
Todas, repito, todas, parecem mais velhas, não duvido que sejam inclusive, mas cara? Suas curvas são perfeitas, bundas empinadas e peitos fartos. Seus vestidos eram curtos, decotes bem à mostra, maquiagem bem feita e cabelos perfeitamente escovados...
Senti a mão de Josh pressionar a minha de leve e sai do pequeno transe.
— Está tudo bem? — não consegui responder.
Me sinto minúscula nesse lugar com tanta mulher gostosa.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top