Capitulo 22
JOSH BEAUCHAMP
Não faço a mínima ideia de quanto tempo passei vendo a zona desses meninos pelas câmeras, mas quando olhei a hora já passava das duas da manhã. Any nesse momento estava sozinha na cozinha e deitada sobre o balcão. Os meninos nem pra levar ela até o quarto.
Desliguei o monitor e saí do escritório.
Desci indo em direção a cozinha e assim que cheguei senti o forte cheiro de bebida.
— Meu Deus. — digo me aproximando. — Any. — encostei em seu braço e ela levantou a cabeça no mesmo instante.
— Oi loirinho. — disse sorridente com a voz mole.
— Vai dormir. — digo e ela olha em volta.
— Não acho que seja uma boa ideia eu me levantar daqui. — disse dando risada.
Passei a mão no rosto respirando fundo e me aproximei dela.
— Vem. — passei minha mão por sua cintura e a puxei com cuidado. Assim que ela ficou em pé, sua mão foi parar na cabeça e ela fez uma careta. — Isso que dá beber demais. — digo e ela mostra a língua.
Saí da cozinha com ela apoiada em mim e segui até seu quarto.
...
— Josh. — me chamou enquanto eu colocava ela na cama. — Quero tomar banho.
— Mas você não vai. — digo arrumando suas cobertas.
— Olha, se você não me ajudar, vou cair e me acidentar naquele banheiro. — encarei ela.
A bebida deve ter afetado os neurônios dessa menina. Ela está querendo mesmo que eu dê banho nela?
Eu ignorei seu pedido e tentei fazer ela dormir, mas Any é teimosa demais e lutou de todas as formas. Não é possível!
Fui até o bendito closet e procurei um pijama. Assim que voltei para o quarto ela já não estava mais na cama e a porta do banheiro estava aberta.
Corri até lá e a vi sentada na tampa do vaso.
— Gabrielly! — gritei me aproximando. — Dá para você ao menos ficar quieta? — ela riu.
— Pedindo desse jeito. — deixei o pijama em cima da pia e voltei a olhar ela.
— Vai, toma esse banho. — digo e ela se levanta.
Ajudei ela a tirar a roupa deixando apenas de calcinha e sutiã, ela queria tirar as peças, mas eu não deixei.
— Ninguém toma banho com isso Josh. — resmungou enquanto eu ligava o chuveiro.
— Você não vai querer acordar amanhã e descobrir que te vi nua. — digo e ela ri mais.
A sensação de ver ela assim foi ainda mais forte do que ver de biquíni. O corpo dessa menina dá um caldo em qualquer uma, suas curvas são perfeitas, e ainda tem uma bunda bem empinada que já me imaginei dando vários tapas...
Sou tirado dos meus pensamentos quando sinto água no meu rosto. Any soltou uma risada e rodou embaixo do chuveiro.
Confesso que estava com medo dela escorregar a qualquer momento e ir de encontro ao chão, sóbria já é maluca, bebada só piora mais
— Josh. — olhei para ela que saiu debaixo do chuveiro. — Olha. — me estendeu a mão e assim que eu peguei para olhar, ela agarrou meu braço e me puxou de uma vez.
— Gabrielly! — gritei irritado quando senti a água cair sobre mim.
— Você fica ainda mais bonito irritado. — passou a mão nos meus cabelos tirando ele do rosto. — A gente não vai fingir que nada aconteceu, não é? — colocou suas mãos em volta do meu pescoço.
— Você está bêbada, não vou falar com você sobre isso. — ela sorriu.
— Me dá um selinho então. — neguei. — Josh... — fez um bico me olhando. — Não vou me arrepender disso, pode ter certeza.
— Não interessa. — fui pego de surpresa quando Any deu um pulo e agarrou suas pernas na minha cintura. Minhas mãos pararam em sua bunda e ela manteve seu sorriso.
— Você quer Josh, sei que quer. — sussurrou aproximando seu rosto do meu. Poderia evitar isso, mas ela está certa, quero mesmo.
Nossos lábios se juntaram e eu apertei sua bunda delicadamente sentindo suas mãos alisarem meu cabelo. Era tão estranho beijar ela e sentir uma sensação diferente das outras...
Grudei ela na parede intensificando o beijo e ela se inclinou um pouco para cima.
Acho que nunca desejei tanto alguém na minha vida, e me sinto horrível por isso ao mesmo tempo. Tenho medo dela estar confundindo tudo pelo fato de estar presa aqui com a gente...
Nos separamos pela falta de ar e ela me olhou sorrindo.
Essa menina tem uma beleza tão natural, seu sorriso é simples porém não deixa de ser encantador, suas maçãs ficando marcadas com esse gesto só me deixa ainda mais fissurado...
Não é possível que eu esteja gostando dela...
— Acho que deu de tomar banho. — disse ela rindo e me deu um selinho.
Coloquei ela no chão e desliguei o chuveiro. Retirei minha camisa e torci ela ali. Any se enrolou em uma toalha e eu ajudei ela a sair do banheiro.
Peguei uma outra toalha e passei em seu cabelo para não molhar a cama inteira. Deixei ela colocar seu pijama e depois ela se livrou do sutiã.
— Obrigada Josh. — disse enquanto se deitava e eu a cobri com as cobertas.
— Vê se descansa agora. — dei um beijo demorado em sua testa e deixei o quarto apagando as luzes.
Voltei para o meu quarto e tomei um banho decente.
Coloquei apenas uma calça moletom e me joguei na cama exausto.
Sábado
Acordo com o celular despertando e me viro na cama para desligar.
Me levanto indo ao banheiro para fazer minhas higienes e suspiro sem paciência. Só de pensar que hoje a noite terei que ir naquele inferno de lugar...
...
Coloquei uma camisa e sai do quarto.
Cruzei aquele corredor, mas parei no caminho ao notar a porta do quarto de Any meio aberta. Olhei ali dentro e ela estava deitada, Noah estava sentado ao seu lado e segurava sua mão enquanto ela sorria.
— Noah? — entro no quarto e vejo Any se assustar.
— Bom dia Josh. — disse ele se levantando. — Antes que pergunte, vim trazer remédio para ela, sabia que ia acordar com dor de cabeça. — encarei Any e ela estava olhando para a janela do quarto.
O celular de Noah começa a tocar e ele deixa o quarto pedindo licença. Chutei a porta levemente com o calcanhar e escutei ela fechar.
Any me olhou e suas bochechas coradas me deixaram confuso.
— Quer me dizer alguma coisa? — pergunto sobre o fato de estarem de mãos dadas.
— Não. — arqueio uma sobrancelha e ela abaixa a cabeça. — Pode parar de me olhar assim? — revirei os olhos.
— Você ao menos se lembra do que aconteceu ontem? — pergunto me aproximando.
— Lembro, nos beijamos no chuveiro. — levantei as sobrancelhas surpreso e ela me olhou. — Sou uma bêbada consciente Josh.
— Ah claro. — debochei.
Tem algo percorrendo o meu corpo e isso está me dando uma vontade enorme de beijá-la até meu ar faltar, estou com uma necessidade de sentir seu corpo nu contra o meu compartilhando calor...
— Josh. — Any se ajoelhou na cama me tirando dos pensamentos. — Sei que sou bonita, mas você está me olhando como se eu fosse um pedaço de carne e que você não se alimenta a dois dias. — soltei meu ar pelo nariz e abaixei a cabeça deixando escapar um pequeno sorriso.
Às vezes desconfio que essa menina não é humana. Devo admitir que seu humor é algo único, ela brinca com coisas tão sem sentido que realmente chega a ser engraçado. Não vou negar, já quis ter uma crise de risos com algo que ela falou, mas eu sabia que isso ia ser motivo o suficiente para ela ficar se achando.
— Eu vi. — ela se levantou ficando em pé na cama. — Josh, você ia rir. — começou a pular pela cama alegre e eu revirei os olhos. — Não acredito, eu fiz você rir! — não disse?
Eu até entendo o lado dela, Any cresceu cercada de gente que ria de suas palhaçadas e isso meio que virou sua marca. Acho que ela é o tipo de pessoa que pode estar no fundo do poço que vai rir da própria desgraça.
Só que eu não consigo ser assim, não mais. O motivo da minha felicidade se perdeu dentro de mim há muito tempo...
Ver minha família morrer diante dos meus olhos me transformou no que sou hoje, mas o pior de tudo foi descobrir que isso partiu de uma pessoa que eu realmente confiava.
Sei que os meninos seriam incapazes de me trair, mas prefiro evitar qualquer tipo de aproximação do que perder mais alguém importante.
Frio, arrogante, grosso e sem remorso nenhum com aqueles à minha volta. Não ligo pra isso, evito um sofrimento maior.
Estar criando esse vínculo com Any não é algo bom. O que eu disse no início é uma verdade, mas que eu não deveria ter deixado escapar.
"de qualquer maneira vai embora"
Ela ter escutado isso deve ter feito sua cabeça ficar confusa. Dentre tudo, acho que ela deve ter pensado que se eu confiar nela irei me arrepender porque ela não estará mais ao meu lado em um futuro.
Criar sentimentos por uma mulher estava longe dos meus planos, primeiro porque o amor é algo que acho bobagem, segundo, eu jamais teria coragem de contar a uma pessoa que sou um assassino, como eu disse, falta de confiança!
Any entrou aqui já sabendo de tudo, me conheceu da pior forma possível, que foi matando alguém. Só de pensar que ela pode ter desenvolvido síndrome de estocolmo me dá vontade de rir.
— Eu sou incrível, não sou? — disse ela ainda sorrindo.
— Menos Gabrielly, bem menos. — digo e ela nega.
Seu pijama é outra coisa que mexe com o meu psicológico. Ah Gabrielly, por que tão gostosa?
— Josh. — vejo ela se aproximar ainda em cima da cama. — É verdade que você vai sair com uma loira aguada? — arqueio uma sobrancelha.
— O Noah te falou isso? — riu.
— Ele me disse que você poderia me levar, mas você não quer. — travei meu maxilar. Eu realmente não gosto nem um pouco da ideia de ver a Any naquele local com tanto cara. — Vocês vão demorar?
— Não sei. — digo olhando para cima já que minha cabeça estava um pouco acima da sua barriga. — Mas o Bailey vai ficar em casa, arrumem alguma coisa para fazer. — me virei para sair do quarto.
— Ah, pode apostar que eu vou. — parei no caminho ao escutar sua voz provocadora. — Sozinha em casa e com o Bailey, o que eu poderia querer mais? — me virei vendo um sorriso de canto em seu rosto.
— O que pensa que está fazendo? — me aproximei e ela seguiu em pé em cima da cama.
— Nesse momento? Pensando em várias posições. — cerrei meus punhos.
Não acredito que essa garota está realmente fazendo isso. O que aconteceu com o "sou virgem"?
— Está me provocando? — pergunto e ela sorri cruzando os braços.
— Eu? — negou. — Minha provocação vai começar quando você passar por aquela porta para se encontrar com uma rapariga. — peguei seus tornozelos e puxei ela de uma vez na minha direção fazendo seu corpo cair deitado na cama.
— Está cometendo um erro Gabrielly. — digo subindo em cima dela e selo nossos lábios em um beijo acelerado.
Suas mãos agarraram meus cabelos e eu apertei suas coxas fazendo ela soltar um leve suspiro de prazer.
— Ciúmes não combina com você. — digo após me separar pela falta de ar.
— Ciúmes? Eu? — deu risada. — Faça me rir loirinho, não fui eu quem ficou incomodado com alguém que segurava minha mão. — travei meu maxilar e ela sorriu me dando um selinho. — Além do mais, vamos ver quem vai querer chegar em casa o mais rápido possível hoje. — piscou e mordeu meu lábio inferior puxando delicadamente.
— Você não vale nada Gabrielly. — digo saindo de cima dela e vou em direção a porta.
Essa menina vai realmente me enlouquecer!
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