Capitulo 15
ANY GABRIELLY
Quarta-Feira
Não sei como e nem quando peguei no sono, mas para minha surpresa apareci no meu quarto.
Joguei as cobertas para o lado e me virei na cama ficando sentada.
É amanhã, meus 18 finalmente chegaram. Não que mude alguma coisa, afinal 16 anos é aqui é como os 18 no Brasil, só muda que não posso beber, mas quem se importa?
Me levantei para pegar uma roupa e depois entrei no banheiro.
Sai do quarto e desci as escadas em passos curtos.
Assim que virei o corredor escutei vozes e me aproximei. Os meninos estavam todos sentados e já tomavam café.
— Bom dia. — digo parando ao lado.
— Bom... — Bay para de falar assim que me vê.
Todos me olharam e foi no automático sentir meu rosto corar. Meu olhar caiu sobre o loiro que tinha seu olhar indecifrável, bem, ele já me viu de pijama, pijama o qual mostrava até mais do que deveria.
— Não querem tirar uma foto? Acho que dura mais. — brinco para quebrar o clima antes que eu comece a ficar desconfortável.
— Desculpa Any. — disse Noah e eu ri. — Senta aí. — puxei a cadeira e me sentei.
Peguei algumas coisas e tomei meu café em silêncio, na verdade eu era a única que comia concentrada, todos estavam com a cara enfiada no celular.
Está aí uma coisa que vai me fazer falta. Meu turno começava às 16h, ou seja, meu café e almoço eram em casa. Todo dia, não importava como, conversávamos sobre alguma coisa, e o mais importante, o celular era extremamente proibido na mesa. Eram pequenos detalhes, mas que faziam diferença na minha maravilhosa vida.
Olhando todos, posso imaginar que não teria assunto, afinal, a única coisa que fazem é matar pessoas. Será que eles não tem uma vida? Sei lá, namoram, irmãos, primos, cachorro, qualquer coisa?
Virei minha cabeça para o lado e vi que Josh me olhava. Sorri sem mostrar os dentes e estreitei os olhos.
Tenho uma curiosidade enorme em ver o sorriso dele, mesmo já sabendo que deve ser lindo. Acho que o único defeito desse cara é não me beijar... Brincadeira, mas se ele quiser tamo aí.
Comecei a rir sozinha e desviei o olhar.
Às vezes eu realmente acho que deveria ser humorista. Sabina adorava me dizer isso, "amiga, é impossível alguém ficar do seu lado e não rir". Acho que ela deveria conhecer o loirinho, ia quebrar a cara, embora eu ainda ache que nem tudo está perdido. Esse cara já deu muita brecha de que queria rir, mas se segurou.
Talvez eu consiga essa proeza, vai ser difícil, mas se tem uma coisa que aprendi nessa vida é que nada é impossível.
Josh vai rir, nem que seja um mínimo riso, mas ele vai. Porém terei que mudar minha tática e começar do zero. Chega de irritar ele, quanto mais isso acontecer, mais difícil vai ser. Terei que aprender a ouvir calada.... Isso talvez seja difícil.
Só espero que isso dê certo!
Escutamos alguém se aproximar e eu olhei para o lado. Pepe apareceu com duas sacolas na mão e eu levantei as sobrancelhas surpresa. Que chique, loja de grife feminina.
No mesmo instante arregalei os olhos e senti meu coração disparar. Meu Deus, será que sabem do meu aniversário?
— Bom dia. — disse ele sorridente e eu só encarei suas mãos. — Arrumei aquilo que me pediu. — levantou as sacolas e eu olhei o loiro.
— Ok. — Josh me olhou. — Você sobe. — franzi o cenho confusa.
— Não é melhor irmos para o escritório? — disse Pepe e o loiro negou.
— Sobe Any, agora. — disse autoritário e eu tirei o guardanapo do meu colo.
— O senhor que manda. — digo afastando a cadeira e saindo em seguida.
Voltei para o meu quarto e me joguei na cama.
Acho que é paranoia minha, se os meninos soubessem do meu aniversário já teriam falado algo, principalmente Noah.
Liguei a tv e coloquei a primeira coisa que me apareceu.
JOSH BEAUCHAMP
Olhei aquela bunda por míseros segundos e depois me toquei encarando Pepe.
— Posso ver a foto da mulher? — pergunto dando um gole no meu café e ele se senta no lugar onde Any estava a pouco.
— Claro. — ele pegou o celular e logo me mostrou.
A garota era loira, olhos verdes e tinha lábios pequenos. Revirei os olhos e devolvi o celular para ele.
— O nome dela é Alice Morgan, tem 23 anos. — disse Pepe.
— Passou as informações? — pergunto e ele assente.
— Isso é para sábado? — perguntou Krys.
— Sim. — apoiei meus cotovelos na mesa e entrelacei meus dedos apoiando meu queixo sobre eles. — Se certificou se a garota é comunicativa? — pergunto olhando um ponto fixo na mesa.
— Ela é, mas os assuntos não agradam tanto. — deu risada me fazendo suspirar.
— Por que não leva a Any? — encarei Noah. — Ela é legal, engraçada, tenho certeza de que consegue se comunicar com qualquer pessoa. — arqueio uma sobrancelha.
Any realmente sabe conversar, menos quando está nervosa que só faz sair bobagem de sua boca.
A imagem dela com um vestido curto e um decote bem feito em seus seios passou rapidamente pela minha cabeça. Um batom vermelho cobrindo aqueles lábios que foram perfeitamente desenhados e seus cachos soltos realmente faziam meus pensamentos parar em outro canto ... Até que vem a imagem do Brian querendo fazer algo com ela e isso eu não deixo acontecer!
— Não. — digo dando o último gole no meu café. — Me surpreende você querer colocar ela naquele local Noah, sabe muito bem o que pode acontecer. — ele abriu um sorriso.
— Me surpreende você está preocupado com isso. — revirei os olhos. — Any tem a língua afiada, tenho certeza que na primeira oportunidade ela faz o Brian ferver de raiva. — neguei.
— Ela não vai Noah, isso é assunto nosso. — digo sério e ele assente.
— Bom, a gente vai ao mercado, quer ir junto? — perguntou Bay e eu neguei.
— E nem pensem em levar a Any. — digo me levantando. — Não sabemos como está a notícia do assassinato e não quero sair de LA agora.
— Ou quer ficar sozinho com ela? — disse Krys me fazendo encarar ele. — Vou ficar surpreso se não tiver rolado um beijo ainda. — sorriu de canto e logo deu um gole em seu suco.
— Qual o problema de vocês? — pergunto encarando eles. — A ideia dela estar aqui é de vocês, estou dando um conselho, se quiser levar ela fique a vontade. — peguei meu celular e deixei a cozinha seguindo até o escritório.
Era só o que me faltava ter esses meninos no meu pé agora.
Andei pelo corredor mas parei exatamente na porta do quarto de Any, dei duas batidas na porta e não obtive resposta. Abri lentamente e escutei apenas o barulho da tv ligada. Desviei meu olhar para sua cama e lá estava ela.
De barriga para baixo ela parecia ter pego no sono. Seu corpo estava descoberto e eu olhei sua coxa que estava levemente inclinada.
Senti um pequeno arrepio percorrer meu corpo e passei a mão no cabelo.
— O que você está fazendo, Joshua? — murmuro e volto a olhar o corredor.
Entrei no quarto e fechei a porta com cuidado.
Me aproximei lentamente de sua cama e notei o cabelo em seu rosto. Sua respiração estava leve e seu sono parecia estar bom.
Levei as duas mão na cintura e tombei a cabeça para trás encarando o teto.
Não consigo acreditar que uma menina de 17 anos está me causando isso. Estou com uma vontade absurda de beijá-la, percorrer cada canto de seu corpo com minha boca, sentir seu corpo nu contra o meu enquanto geme meu nome.
Deus, o que eu estou fazendo?
Fechei os olhos com força e me virei passando a mão no rosto. Isso é errado Josh, mesmo que ela queira, coloque na sua cabeça que é errado!
Me virei novamente e me aproximei de sua cama.
— Any. — chamei uma vez e ela resmungou algo que não identifiquei se virando na cama. — Vai querer que eu jogue água em você de novo? — de repente ela se levanta e me olha confusa.
— Ah, você. — disse com a voz mole. — Não fui eu. — voltou a fechar os olhos e se jogou na cama novamente.
— Gabrielly! — a chamo novamente e ela se vira me olhando. — Acorda. — ordeno e ela fecha os olhos respirando fundo.
— Diga meu querido Joshua. — se deitou de lado e sorriu me olhando.
— Vou te pedir uma coisa e quero que aceite sem reclamar. — assentiu fechando os olhos. — Antes eu vou tacar água em você. — digo e ela se levanta agarrando meu braço
— Não precisa, já acordei. — disse me soltando. — O que aconteceu? — jogou seus cabelos para trás fazendo um coque.
— Os meninos talvez te convidem para ir no mercado, não é para aceitar. — ela me olhou confusa.
— Mas eu adoro ir ao mercado. — disse chateada se sentando na cama. — Por que eu não posso ir? — suspirei sem paciência e contei o mesmo que disse aos meninos na mesa. — Ah, tudo bem então.
— Se quiser alguma coisa peça para eles trazerem. — assentiu se levantando.
— Obrigada pela preocupação. — sorriu.
Queria entender o porquê dela sorrir pra tudo, está na merda e mesmo assim ri... Pior de tudo, todos parecem sinceros.
— Não me preocupo. — digo e ela revira os olhos. — Tenho coisas para resolver em LA ainda, não quero sair às pressas
— Vou fingir que acredito. — se aproximou. — Vai ficar em casa pra me fazer companhia hoje também? — arqueio uma sobrancelha.
— Vou ficar, mas é para trabalhar. — abaixou a cabeça rindo.
É muito errado como ela consegue me provocar, pior é saber que ela faz isso e nem ao menos se dá conta.
— Tudo bem Joshua, você venceu. — disse me olhando com um sorriso de canto.
Suspirei passando a mão no rosto e deixei o quarto.
Vou enlouquecer desse jeito.
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