O dia que nós terminamos. - Obra In. do Dest.
[sem revisão]
Capítulo referente ao Capítulo 03 de Obra Inesperada do Destino — Tom Hiddleston. Capítulo sobre a fala de Dylan: "Sinceramente? É muito bom te ver depois de tudo aquilo!"
Eu estava me olhando no espelho. Oras ensaiando o que falar, oras apenas tendo pensamentos vagos. Eu não sabia como terminar com uma pessoa. Todos os relacionamentos que tive foram superficiais, foram de adolescência, esse fora o relacionamento mais duradouro e verdadeiro que tive.
Por mais que eu amasse Dylan, eu não poderia perder essa chance. Yale com certeza é a melhor faculdade dentre muitas que eu me esforcei e mais queria ficar, mas isso me custava muito. Meu estágio estava exigindo muito de mim e eu estava prestes a ser promovida na empresa Annaly Capital Management. Minha atual faculdade já havia enviado a carta de recomendação para a nova faculdade que eu poderia ficar mais perto do meu trabalho, e eu fui aceita.
Foi um pouco difícil, mas já me despedi de todos. A única pessoa que eu estava evitando me despedir era meu namorado, e isso me doía, eu não conseguia fazer isso. Estava doendo tanto!
Meu devaneio sumiu depressa quando uma batida na porta foi-se ouvida. Limpei as lágrimas, ajeitei minha roupa e fui atender. Quando vi meu namorado todo molhado fedendo a algo ruim com mistura de algum tipo de bebida e perfume ele entra com o espaço que o dou. Parado perto da janela escondendo seu rosto cheio de lágrimas e vermelhos, me aproximo dele. Coloco uma de minhas mãos em cima do seu ombro direito.
— Amor? -sussurro. — O que aconteceu? -meu coração estava acelerado de nervoso.
— Eu fiz algo... -sua voz era rouca.
Por um segundo sentindo um medo me consumir, tiro minha mão e me afasto uns passos.
Minha voz saía inaudível quando eu parei de tentar falar algo. Eu temia uma traição, e ele não me respondia. Sua camiseta branca na parte de trás parecia que ele estava limpo e cheiroso, não parecia que na frente havia um rosto suado com uma boca cortada.
— Você brigou com alguém?
Foi aí que pensei que talvez não tivesse sido uma traição. Ele não me respondia. Cada vez mais eu ficava ansiosa, fiz ele virar-se para mim. Limpei suas lágrimas.
— Vá para o seu quarto se limpar. Se o inspetor ver você aqui ele não irá gostar. E vá escondido para o porão depois, estarei lá te esperando para conversarmos. -depositei um beijo em sua bochecha e saí de meu quarto.
Eu estava determinada a fazer o que eu precisava a qualquer custo, independente do que será me dito quando eu chegar ao porão. Devo admitir que estou com um pouco de medo do que irei ouvir de Dylan sobre o que aconteceu com ele para aparecer todo machucado no meu quarto. Sei que irei decepciona-lo, mas é meu futuro que está em jogo. Eu preciso pensar em mim também.
Chegando lá haviam alguns amigos de Dylan ocupando o lugar, não me importei muito. Desde que descobrimos aquele lugar pouco de nós frequentava o porão, havia virado nosso refúgio.
Meu quase ex namorado já estava entre nós com um semblante triste, parecia que ele sabia o que estava preste a acontecer. E antes de qualquer coisa queria saber o que houve com ele para aparecer atordoado ao meu quarto. Seus amigos pareciam saber o que de fato havia acontecido com o garoto que estava sentado no sofá que tiramos todo o pó e sujeiras meses atrás. Todos se afastam indo para o outro lado do porão deixando-nos a sós.
— Eu não sei como te contar isso... -Dylan iniciou. Ele tremia. — Eu mudei algumas semanas para pior. Você notou isso?
— Não! Quer dizer, eu ando ocupada demais, é verdade. Mas para mim você continua o mesmo. Não sinto que está mudado e muito menos para pior. -comecei a ficar mais preocupada.
— Eu estou sendo um péssimo namorado, eu sei. -percebi seus olhos rolarem as lágrimas que prendiam desde que chegou.
— Não, Dylan, não fala isso. -limpei seu rosto, ele pegou minha mão e a segurou em seu rosto fechando os olhos. — Eu é que estou sendo péssima.
— Eu tentei parar, mas não consegui.
— Parar com o que? Você está me assustando. Fala de uma vez o que está acontecendo.
— Foi o Caiou. Ele me ofereceu naquela festa que você não quis ir comigo porque tinha uma entrevista de algo que nem me recordo. Estou frequentemente esquecendo as coisas e tendo raiva de outras. Estou usando droga, Camila. -ele falou tudo como se fosse uma flecha no meu peito em uma rapidez.
— Eu não acredito nisso. Como você se meteu nessa? -perguntei, me levantando após o silêncio que estava nos rodeando. Até seus amigos ficaram em silêncios, mas eu tinha a certeza que eles sabiam. — Vocês sabiam disso e não me contaram? -olhei eles, e mais uma vez o silêncio. — Ok, isso é muito grave. Eu também tenho uma coisa muito importante para te contar, mas não sei como te dar essa notícia. -segurei minhas cinturas andando para lá e para cá.
— Você não está grávida, está? -Dylan se aproximou, todos nós olham com expectativa.
— Que? Não! -franzi o cenho. — Precisamos conversar do seu caso primeiro. Não quero jogar uma bomba em cima de você e te pressionar em algo.
— Certo! -ele se senta. — Eu... Eu só queria usar na festa porque estávamos animados demais com a bebida, Caiou chegou com algumas coisas e aceitamos. Pagamos uma certa quantia e fomos para um canto usar. Eu só fui descobrir o que era depois e não consegui mais parar.
— E o que era? -suspirei.
— Cocaína. -ele abaixa a cabeça. — E-eu cheguei ao seu quarto daquele jeito porque... Porque minha grana acabou e eu briguei com o Caiou. Ele tá na delegacia preso, pegaram a gente e eu fugi. A faculdade quer que eu saia do estágio e fique um tempo fora para eles analisarem se irei continuar aqui ou não.
— Te suspenderam pela briga ou porque descobriram que você usa droga? Caramba, Dylan.
— É o primeiro caso descoberto de alunos usando droga dentro da instituição. -sua voz saia baixa.
— E você ainda faz direito, hein, irmão. -um dos meninos zoa ele, olho de cara feia e ele dá as costas sem graça.
— Quanto você deve para o Caiou? Eu vou te emprestar o dinheiro, mas você tem que me prometer que esse tempo fora você vai para a reabilitação.
— Eu não sei se quero para reabilitação. Meu corpo pede mais e mais, eu preciso de mais agora, estou suportando por você. Meus pais vão ficar decepcionados comigo. -ele volta a chorar.
— Então suporta por mim, vamos pagar ele e conversamos com seu pai. Eu vou tá do seu lado, só que como amiga. -fico sem graça com a última parte.
— Você está terminando comigo? -ele me olha curioso.
— Não é pelas drogas. Jamais te deixaria por isso, eu quero te ajudar e vou. Só que... Só que eu vou ter que ir embora. Eu fui promovida no meu estágio, peguei um cargo maior. Não sou mais estagiária, preciso ir para Nova Iorque. -acabei ficando triste em minhas falas como se eu tivesse culpa por isso.
— Então o que sua irmã disse era verdade? Quer dizer, ela me disse que havia me contado sem querer, achou que você já havia me contado. Pensei que ela estivesse brincando.
— Não estou. -acariciei seu rosto, mas minhas mãos foram tiradas rapidamente por ele.
— Mas e eu? E nós? -ele se aproximou.
— Eu não queria terminar com você, eu ensaiei tantas vezes como isso ia acontecer. Não quero ter um relacionamento a distância, isso sempre dar errado.
— Você não pode fazer isso comigo. -ele se aproxima mais. — Eu prometo que se você ficar eu vou fazer todo o esforço que eu não tive durante essas semanas para eu me livrar dessas drogas.
— Quem dera se fosse assim, meu amor. Eu já fui aceita na faculdade de Nova Iorque, eu vou no final de semana. Mas você pode se internar lá e eu vou te visitar todos os dias, isso eu prometo. E você vai voltar para cá terminar seu último ano e eu vou te apoiar.
— Você não vai embora. -ele apertou meu braço. Olhei com lágrimas nos olhos, era a primeira vez que Dylan fora agressivo comigo. Eu fiquei sem reação, ninguém fez nada. Ele me empurrou para sentar no sofá, sentou-se ao meu lado ainda no braço. — Eu vou para uma reabilitação aqui, meus pais não vão saber e vamos morar em uma casa até eu voltar para a faculdade. O que acha? -seus olhos já estavam vermelhos.
— Camila, eu acho melhor você ir embora. É a abstinência. — Tyler se aproxima, nos braços da namorada.
— Não é! -Dylan grita. — Eu não vou deixar você ir embora, está me entendendo? Vamos juntos para a casa da minha família de veraneio ou alugamos uma casa.
— Dylan, se vo-você não me soltar eu vou embora sem olhar para trás e sem te ajudar. -eu chorava, mas com um pouco de raiva.
Dylan não disse mais nada. Um dos outros meninos tiraram a mão do Dylan em mim e eu fui embora, como eu havia dito sem olhar para trás. Tyler e sua namorada ficaram, junto de outros dois. Apenas ouvi eles falarem alto e sem Dylan tentar me impedir de ir embora. No fundo ele sabia que aquilo era certo, e eu com certeza vou sofrer por muito tempo até superar.
Eu ainda o amo com todas as minhas forças, e isso foi o término mais difícil para mim. E eu ainda estou aqui, morando em Nova Iorque por seis meses com a minha amiga - Emily - temporariamente, com o emprego dos meus sonhos, cursando meu penúltimo ano da faculdade com amizades incríveis sem perder contato com outras meninas da antiga faculdade, com a Emily me ouvindo todas as noites chorar, ficar bêbada e me divertindo para esquecê-lo. Eu se quer tentei falar com ele, como ele também não tentou mais contato.
Algumas noites eu tinha esperanças que ele me ligaria dizendo que estava limpo e que iríamos voltar a namorar, mas já era tarde demais. Porque em uma tarde fria de Nova Iorque eu o havia esquecido, para sempre.
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